Tássala havia passado a manhã toda trancada no quarto chorando, estava com saudades de sua casinha, de suas coisas e até do seu pai, apesar dele não merecer por a ter tentado lhe vender para o velho asqueroso de Nestor. Uma lágrima trilhou seu rosto quando ela pensou que nunca mais poderia voltar para os braços de Cassiano, e que estava destinada a casar com um completo desconhecido.
Deitada na cama ela abraçou o travesseiro e sentiu de relance o cheiro do perfume do capitão impregnado nele, por algum instante sua mente vagou para dias atrás quando se sentiu segura nos braços do capitão, quando ele ajudou com Nestor e a defendeu, porém, ele perderá sua confiança a partir do momento que a beijou a força, e sem não bastasse a trazendo com ele sem seu consentimento, querendo casar-se sendo que o coração dela já pertencia a outro homem.
Do quarto ela ouvia risadas potentes dos homens, Tássala levantou enxugou os olhos e foi ver o que estava acontecendo. Quando estava se aproximando pode ver todos estavam comemorando a chegada em terra firme.
— Mais uma viagem concluída com sucesso, marujos desembarque a carga e levem para os caminhões de entrega. Bom descanso a todos e até a próxima viagem.
Leonel se despedia dos companheiros de tripulação dando batidinhas no ombro deles. Tássala arregalou os olhos quando viu o cenário local, era muito diferente de praia do mar, ali tinha muitos navios igual o do capitão, e mais a frente vários prédios gigantes que ela só via na tevê.
— Ei você nem pense em fugir de novo!
Falou andando em direção a ela, Leonel pegou firme no braço dela e entrelaçou os dedos nos dela segurando sua mão.
— Anda vem comigo, vamos para casa, você vai gostar, lá tem piscina, um jardim enorme. Depois eu posso te levar para passear, ir ao shopping, ao cinema, teatro, se preferir. Eu vou te dar uma vida nova, Tássala.
Sorriu animado, mas Tássala não se encantou com nada do que saia da boca dele, ela estava apavorada.
— Por favor, eu não quero casar com você.
Disse chorando, fazendo o capitão engolir em seco. Ele estava odiando ser rejeitado assim, estava tentando fazer de tudo para agradar ela, será que ela não percebia todo seu esforço?
— Eu prometo que só vai ser no papel, não tenha medo de mim, por favor. Eu preciso me casar para segurar os bens que é meu por direito, e depois quando estiver tudo conforme a lei eu deixo você ir se assim preferir.
Ele acariciou o rosto de Tássala mordendo o lábio inferior, estava se achando o pior crápula por usar aquela pobre garota para seu benefício próprio.
— Depois eu posso ir?
Perguntou esperançosa, Tássala tinha que mudar de tática, tentaria ganhar a confiança do capitão, assim seria mais fácil escapar das mãos dele.
— Claro, agora só não tente fugir, por favor você pode se perder, ou ser atropelada, eu não perdoaria se você se machucasse. Vem comigo, vamos para nossa casa, meu carro está logo ali naquela garagem.
Os dois foram até a garagem e na hora de pôr os cintos ela se atrapalhou, pois não era seu costume andar de carro. Leonel, vendo ela querer dar um nó, deu risadas e tentou ajuda-lá.
— Olha a gente só encaixa uma peça na outra, não tem segredos.
Ela ficou com vergonha e olhou para os pés, mas ele levantou seu rosto e sorriu, estava se divertindo com ela.
— Não precisa ter vergonha, por acaso eu não sou um marinheiro que não sabe pescar?
Pela primeira vez depois de toda essa confusão ele pode ver um sorriso se formar no rosto dela, Tássala sorriu ao lembrar do dia em que ela estava o ensinando a pescar.
Quando chegaram no casarão do capitão ela arregalou os olhos novamente, pois a casa parecia enorme e com certeza cabia umas cinquenta casinhas da sua ali dentro, tinha um jardim bem cuidado, uma piscina gigante.
— Você mora nessa casa sozinho? Olha tem muitas flores no jardim.
Perguntou admirada fazendo Leonel sorrir, pois finalmente parecia que ela queria papo com ele. Tássala cheirou uma rosa fechando os olhos.
— Você gosta de rosas?
— Sim, são cheirosas.
Ele arrancou uma rosa vermelha a entregando.
— Aceita como um pedido de desculpas, eu prometo que vou tentar ser mais gentil, agora vem vou te apresentar aos empregados.
Quando os dois entraram no casarão, havia uma fila de empregados para recepcionar o capitão por sua chegada. Como ele vivia mais no mar que na própria casa, quando ele chegava os funcionários tentavam o agradar de todo jeito.
— Seja bem-vindos senhor Leonel, eu vou já preparar seu jantar preferido.
A cozinheira falou animada e pós os olhos em Tássala.
— E essa jovem quem é?
Leonel sorriu e passou a mão no ombro de Tássala, falando muito bobo
— Essa é Tássala sua nova patroa, por favor dona Catarina você pode instalar Tássala no meu quarto, ela deve estar cansada da viagem, talvez queira tomar banho e deitar um pouco.
Tássala ao ouvir que iria ficar no mesmo quarto que o capitão arregalou os olhos nervosa.
— Sim, senhor eu vou mandar o motorista levar as malas dos dois, e daqui a pouco eu organizo tudo.
Leonel lembrou que Tássala estava sem roupas e coçou a cabeça pensativo.
— Dona Catarina você poderia emprestar uma peça de roupa para Tássala, amanhã vamos sair para comprar novas.
A senhora achou estranho o fato dela não ter trazido seus pertences, mas não quis comentar, apenas seguiu as ordens do seu patrão.
— Vem querida eu não sei se minhas roupas vão dar em você, mas se ficar muito folgada eu dou um ajuste.
Disse sorridente, Leonel tateou os bolsos a procura do celular e foi direto para o escritório fazer uma ligação para seu advogado.
— Emanoel, cheguei por favor você pode vir aqui hoje a noite, eu preciso que você organize os trâmites do meu casamento ainda para essa semana.
Falou sorridente.
— Ok? Como assim já arranjou a esposa você não estava solteiro?
— Por favor que a justiça não me ouça eu roubei minha esposa, agora vou desligar, te espero para o jantar e te apresento ela. Você poderia trazer sua mulher também, quem sabe ela não pode ser amiga de Tássala.
Desligou o celular e foi até o quarto onde Tássala acabava de ser instalada por dona Catarina.
— Senhorita eu já vou fique a vontade já eu trago à roupa limpa, se quiser tomar banho as toalhas ficam na prateleira de cima do guarda-roupa.
Disse saindo muito sorridente para o capitão, parecia estar gostando de uma figura feminina ali, já que o capitão era tão solitário quando estava em casa.
— Você vai tomar banho primeiro ou eu vou?
Falou calma tirando o blazer no qual estava, Tássala arregalou os olhos ao pensar que o capitão iria se despir ali mesmo.
— O que está fazendo? Você não está pensando que eu vou dormir aqui com você, está?
Ele sorriu achando graça do desespero dela, e foi até o closet escolher uma peça de roupa para se trocar no banheiro.
— Responde?
Disse firme cruzando os braços, fazendo o capitão erguer uma sobrancelha.
— Não se preocupe, você fica na cama, eu vou trazer um colchão para cá. O que você queria vai ser minha esposa deve ficar no meu quarto.
Tássala colocou as mãos na cabeça bufando, ela só queria sumir dali, como iria dividir o quarto com um completo desconhecido, aquilo era íntimo de mais, ela iria o ver passeando de toalha e sem camisa, e pior das hipóteses ia pegá-lo sem roupas em alguma ocasião.
Ao pensar naquilo, as bochechas de Tássala ficou dois tons mais rosados, ela nunca havia visto um homem pelado e não queria que fosse o capitão a ser o primeiro. Ele era intimidador e grande e tinha uma cara de mau, apesar de algumas atitudes ser totalmente ao contrário. Olhando bem para ele com uma blusa regata, ela pode perceber o quanto os braços dele era fortes.
Capitão ao perceber que ela o olhava muito, sorriu.
— Eu vou tomar meu banho, daqui a pouco temos visitas, vou te apresentar um amigo e a esposa dele, quem sabe vocês não viram amigas.
Tássala gostou da ideia, ela nunca foi de ter amizades, pois ninguém queria brincar com ela quando criança por medo de seu pai. Quando ela cresceu nada mudou e as meninas sentiam muita raiva de Tássala pelo simples fato dela ser muito bonita.
Quando capitão saiu do banheiro ele estava bem arrumado, havia aparado a barba e estava bem perfumado, Tássala o olhou de rabo de olho.
— Não tenha vergonha, pode olhar a vontade sereia, esse homem é todo seu.
Disso com um sorriso no rosto, fazendo Tássala jogou um travesseiro nele.
— Não seja convencido, seu velho.
Falou, fazendo ele revirar os olhos, Leonel deu alguns passos até o espelho e averiguou seu semblante mordendo os lábios de uma forma sedutora enfiando as mãos no bolso.
— Eu sou igual vinho, quanto mais velho melhor, não é que eu seja convencido, mas é o que escuto sempre.
Deu uma risada zombando de Tássala que queria matá-lo.
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Atualizado até capítulo 60
Comments
Carmem Celis
podia ter uma foto sem barba talvez fosse mais bonito mas bem cuidado
2025-03-29
0
Gilvanise Azevedo
Saudades do pai que a vendeu pra um velho nojento e se não fosse o capitão, o velho a tinha levado 😡
2024-10-20
2
Wessia Belarmino
ela devia agradecer, e não ficar falando essas grosseria pra ele.
2024-09-16
2