Tássala tentou pular da canoa duas vezes ao se dar conta que estava sendo sequestrada pelo maluco do Capitão, ele por sua vez a apertou firme em seus braços fazendo Tássala o xingar.
— Me larga, me larga!
Disse tentando morder o braço dele com raiva, quando finalmente a canoa se aproximou do grande navio, ele gritou para um dos marujos ajudar a subir a fera.
— Não toquem em mim ou eu vou dar um chute lá no seu amigo.
Disse enraivecida quando um dos marujos tentou pegá-la pelo braço.
— Para de charme e suba essa escada ou eu lhe subo pelo ombro.
Disse sem paciência, como ela não fez menção em subir, ele a pegou com um só braço e a colocou no ombro subindo as escadas. Quando finalmente passaram para dentro do navio, Tássala saiu correndo fazendo o capitão bufar.
— Vão atrás dela, não deixem ela pular.
Disse bravo, os marujos correram só ficando Juca que encarou o seu chefe muito cismado.
— Capitão porque você está sequestrando essa garota?
Ele deu uma risada solta e balançou a cabeça em negativo, estava a salvando isso sim, iria dar uma vida digna a essa garota e tirá-la da miséria.
— Ela vai ser a minha esposa, então trate-a a bem e não a deixem pular na água, pegue ela e coloque no meu quarto, eu vou colocar o navio para seguir.
Falou e saiu indo para sua cabine deixando seu marujo de boca aberta, ele coçou a barba e falou sozinho.
— Agora o homem enlouqueceu de vez, como vai casar com uma mulher a força?
Na área externa do navio, Tássala estava pendurada lá no alto do mastro ameaçando pular, os marujos tentando a convencer dela sair lá de cima ou iria se machucar.
— Sai daí menina, se você cair daí você morre criatura!
Gritou cabeçudo com a mão na cabeça bem preocupado, pois se Tássala chegasse a cair e se machucar com certeza o Capitão arrancaria a cabeça dele fora e daria aos tubarões.
— Eu não vou descer, ninguém vai me tirar daqui.
Disse com medo daqueles homens, estava assustada e com receio que fizessem algum mau a ela. Uma lágrima escorreu dos olhos de Tássala ao ver as últimas lâmpadas dos postes de praia do mar sumindo a medida que a embarcação seguia em direção oposta.
— Juca cadê o Capitão? Olha onde a garota se meteu e não tem Cristo que a tire de lá.
Disse Cabeçudo apontando para o alto onde Tássala estava pendurada, Juca arregalou os olhos soltando um palavrão.
— Pelas barbas do camarão, o que essa menina pensa que está fazendo? Ela vai quebrar esse mastro ao meio.
Leonel que estava na cabine, ligou o piloto automático e foi ver que gritaria era aquela. Quando chegou viu Tássala pendurada no alto e enrugou a testa em três camadas.
— Como ela subiu lá em cima?
Perguntou incrédulo, Tássala ao vê-lo chegar o olhou ríspido e disparou.
— Capitão pare esse navio agora, eu quero uma canoa a minha disposição, eu não vou a lugar algum com você, ou eu vou pular.
Exigiu em fúria, Leonel mordeu os lábios e coçou a cabeça duvidando muito que ela faria isso, a água estava muito gelada e por mais que soubesse nadar jamais teria forças o suficiente para chegar a costa com aqueles bracinhos finos.
— Ótimo quando decidir pular ou descer estarei esperando aqui. Vocês podem se recolher, eu vou esticar as costelas nessa espreguiçadeira, ah só me tragam uma coberta que a noite vai ser longa.
Falou deitando numa espreguiçadeira sorriso para Tássala que continuava agarrada no alto do mastro se tremendo de frio.
— Eu não vou dormir aqui em cima!
Ela gritou chorando, pois os braços já estavam cansados de tanto sustentar o corpo.
— Pois desça, vamos conversar, quero que saiba que eu não sou seu inimigo. Eu vou mudar sua vida para melhor acredite em mim, eu estou disposto a me casar com você, te dar um nome e um lar.
Falou muito sério, o casamento não iria servir só para ele conseguir assegurar seus direitos na herança do tio, mas poderia mudar a vida de uma jovem sem perspectivas. Ele olharia por ela, lhe daria uma boa casa, educação e sobre tudo seria um bom marido.
— Nem morta, eu não quero me casar, você é maluco? Eu mal te conheço, e você tem idade para ser meu pai.
Gritou com medo, o Capitão não era tão bom como ela pensava, ele queria o que todos queriam, afinal não era diferente do velho Nestor. — Pensou em meio as lágrimas.
— Eu prefiro morrer! Está me ouvindo? Eu prefiro morrer!
Disse gritando e olhou para a água escura, estava tomando coragem para pular. Capitão ao ver que ela planejava soltar o mastro, levantou de uma vez assustado, pois ela poderia se machucar muito feio.
— Sereia por favor não faça isso, eu não quero que se machuque, olha desça, eu prometo não chegar perto de você, mas não me invente de pular.
Tássala não acreditando nas palavras do Capitão, decidiu arriscar a sorte, não queria ir embora com um estranho e tão pouco casar-se com ele. Seu pai a vendeu para um ser desprezível, e seu namorado por quem ela era apaixonada a deixou. Não teria mais sentido viver como estava, ela preferia morrer ao ter que sofrer novamente.
Ela olhou o Capitão uma última vez e soltou as mãos se impulsionando para o mar, sua queda foi rápida e leve, e ela não fez menção em tentar nadar, apenas deixou o corpo pesar e ser afundado pelas águas salgada e extremamente gelada.
Leonel ao ver a loucura que ela acabou fazendo gritou muitos palavrões e acabou caindo na água para salva-lá.
— Maldição!
Ele nadou até ela que e a pegou elo braço a segurando firme, Tássala ao ver que nem na hora de morrer tinha paz, começou a dar socos no peitoral dele muito brava.
— Me solta, me deixe em paz!
Ele deu risadas pela cara brava e acabou soltando, mas antes quis meter medo nela.
— Ótimo, vai está livre, eu vou subir pelas aquelas escadas e vou puxá-las para dentro do navio, se você quiser pode ir para casa nadando mais seja rápido porque pela movimentação da água deve estar vindo um tubarão.
Apontou para frente, onde a água se mexia de forma agitadas e Tássala ao ver arregalou os olhos com medo, ela queria morrer, mas não sendo lanchinho para tubarão. Ao se dar conta que o capitão estava nadando em direção as escadas, ela ficou nervosa, pois não estava acreditando que ele a deixaria ali.
— O que você está fazendo? O que você está fazendo?
Perguntou nervosa ao ver ele subir no navio e retirar as escadas.
— Te deixando morrer em paz, não foi o que desejou? Só não grite muito quando o tubarão tiver devorando todos os seus ossinhos, pois vou pregar as pestanas agora e não quer ser acordado.
Disse muito calmo com divertimento na voz, fazendo Tássala ficar mais apavorada ainda, pois ele não poderia estar falando sério. Ela olhou para o tubarão se aproximando e gritou em pânico com medo de morrer de verdade.
— Capitão, por favor desça as escadas, eu não quero morrer.
Disse aflita fazendo Leonel dar risadas e desceu as escadas para que ela pudesse subir. Tássala ao subir as escadas notou que o capitão estava a olhando sem graça e parecia desviar o tempo todo o olhar.
Quando ela chegou no topo, ele segurou firme pela cintura dela, espremendo mais ainda contra seu corpo, assim que ouviu a voz de Zézim.
— Capitão que gritaria é essa?
Falou curioso e arqueou a sobrancelha quando viu Leonel agarrado a Tássala, ele rosnou furiosos para ele dar o fora dali.
— Da o fora daqui Zézim vai dormir!
Acenou com o braço para ele sair, Zézim vendo que o capitão tinha amansado a fera soltou um sorriso maroto e decidiu voltar a dormir. Quando ele saiu, Tássala se deu conta que estava sendo espremida pelos braços fortes segurando firme sua cintura, seus seios sendo sufocados pelo peitoral firme do capitão a fazendo ficar sem ar.
— Me solta, me solta!
Deu soquinhos no peitoral dele fazendo ele arquear uma sobrancelha dando dois passos para trás levantando as mãos para cima, ele pegou sua coberta e falou olhando fixamente para seu corpo.
— Ok, pega se enrola com isso!
Direcionou o cobertor a ela.
— Eu não quero um cobertor, eu quero ir para casa.
Disse fazendo bico.
— Sereia deixa de ser arisca, não está vendo que eu só quero o seu bem. Se enrola com isso, eu não quero que ninguém fique de olho nos seus seios.
Apontou mordendo os lábios para a blusa branca encharcada pela água, Tássala olhou para baixo e viu que ao molhar sua blusa ficou transparente e os seios amostra. Ela rapidamente os tampou colocando a mão na frente e puxou a coberta morrendo de vergonha e com as bochechas quentes, pois ninguém nunca havia visto sua intimidade.
— Fecha os olhos, não me olha!
Disse brava, o Capitão deu uma risada.
— Agora já é tarde eu já vi mesmo, anda vem vai tirar essa roupa molhada e vai tentar descansar amanhã a gente conversa.
Pegou no ombro dela a direcionando para dentro do navio, ela não contestou, pois estava morrendo de frio.
— Esse é meu quarto, você pode ficar nele eu vou dormir na cabine.
Disse abrindo o guarda-roupa e tirando uma camiseta para ela usar.
— Você só pode estar maluco se acha que eu vou pregar o olho nesse navio cheio de homens, cadê a chaves?
Leonel revirou os olhos e pegou do bolso um molho de chaves, retirando a do quarto e entregando a ela.
— Pega, e não seja boba, ninguém aqui não é nem louco para tentar fazer mau a você, a menos que não queria ser esfolado pelas minhas próprias mãos. Boa noite sereia durma e sonhe com seu Capitão.
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Atualizado até capítulo 60
Comments
Ioneth Silva Meireles
esse capitão podia ser mais novo, não um velho que tem idade de ser pai dela
2025-01-19
1
Luzia Nogueira
KKK ainda é debochado, acho que ele não é de todo mau, espero que ele não faça ela sofrer mais do que ja sofreu
2024-09-17
2
Mercilene Almeida
kkkkk esse capitão está bonzinho d+
2024-08-10
1