Todos os moradores de Praia do Mar pararam o que estavam fazendo para observar o enorme navio que se aproximava do pequeno vilarejo. Tássala, que estava lavando as algas, admirou a bela embarcação, que por muitas vezes teve curiosidade de saber como era lá dentro.
Após ancorar em terra firme, o capitão Leonel encalhou o navio e tirou os óculos escuros para apreciar a bela vista de Praia do Mar. Aquela pequena ilha escondia belezas naturais. Leonel franziu a testa ao ver, através do binóculo, uma bela moça sorrindo para seu navio.
— Capitão, vamos ancorar por quantos dias dessa vez? — Ele não respondeu, pois estava focado em outra coisa— Capitão, está me ouvindo?
— Hã, veremos isso depois. Desça os botes e feche a minha cabine.
Ele falou, voltando seu olhar para as belezas de Praia do Mar. Suspirou viu um homem abraçar por trás a moça que ele olhava. Ele virou o rosto, e novamente colocou o binóculo e viu algumas mulheres pulando animadas apontando para seu navio. Riu pela empolgação daquele povo com sua chegada. Sentia-se até uma espécie de celeridade para aqueles coitados que viviam isolados do resto do mundo.
Capitão Leonel é um aventureiro. Sua paixão e sair velejando pelo mar em busca de aventuras. É um homem solteiro e não cogita casar-se tão cedo, pois não saberia conciliar sua vida conjugal com seu trabalho. Passa a maior parte do tempo no mar do que em terra firme. Ele trabalha com exportação de algas marinhas para várias indústrias de cosméticos, tanto na capital quanto em países vizinhos.
Apesar de seus 50 anos, ele ainda tem seus atributos e costuma levantar suspiros das mulheres, por seu porte físico e seu rosto de homem misterioso.
Ele desceu as escadas do navio e pulou no bote, enquanto seus marinheiros organizavam as malas para uma curta estadia em Praia do Mar. Leonel dava seus últimos comandos para a tripulação.
— Desçam as velas e tranquem tudo, não esqueçam de verificar se a corda da âncora está bem amarrada. Alguém leve minhas bagagens até a taberna, vamos ficar por lá.
— Sim, capitão!
Remaram até chegar na costa, ele desceu molhando os sapatos na água e colocou os óculos escuros para não se assustar com o povo feio de Praia do Mar.
Clara, que estava com Nara, passaram por Tássala e Cassiano soltando uma piada.
— Aí, meu Deus, que homem é esse jesus! Isso sim que é homem! Não se preocupa, Tássala, que entre o capitão e o Cassiano, eu dispenso o Cassiano.
— Hahaha, clara, essa foi boa. Mas é melhor não se empolgar muito com o capitão, afinal, ele vai embora em breve. Então é melhor não cuspir no peixe antes de assar.
Cassino, ouvindo as duas falarem mal dele, ficou irritado.
— Eu é que não gosto de carne de piranha, suas mal- amadas.
— Essas duas são muito atrevidas. Sabe é melhor mesmo que elas ficarem dando em cima do capitão. Quem sabe ele não as leva para longe e nos deixe em paz.
— Olhe como ficam todas assanhadas pelo o velho só porque ele tem dinheiro. Ainda bem que você não é assim, Tassa.
Ele acariciou as bochechas de Tássala, ela deu um beijo nele e abraçou forte deitando a cabeça no outro dele.
Mais adiante, Leonel mal conseguia caminhar devido à quantidade de pessoas que se juntavam ao redor. Dona Dorotéia chamou a filha para o lado e lhe deu algumas instruções.
— Clara, preste atenção. Cole no capitão, convide-o para um passeio, faça com que ele se encante por você.
— Tudo bem, mãe. Você sabe o quanto eu me esforço todas as vezes vez que ele chega, mas ele sempre me dispensa.
— Porque você não faz as coisas direito. Você casando com o capitão nos tiraria dessa pobreza que é morar em Praia do Mar. Preste atenção e não perca tempo com besteiras.
Falou olhando para Cassiano e Tássala que passavam por elas.
— Eita, dona Dorotéia, mas a senhora tem duas caras. Nessa semana mesmo estava rasgando de elegidos o filho da dona Viviana. Até chegou a levantar a hipótese dos dois casarem se não fosse a Tássala no caminho.
— Cala a boca, menina. Aprendam comigo: sempre temos que ter várias cartas na manga. E, entre um mercadinho de peixes, a Clara merece aquele navio.
— O capitão é muito bonito, mas, no fundo quem eu quero mesmo é o Cassiano, mamãe.
Dorotéia deu um tapa na cabeça da filha por ela ser oca e pensar sem o cérebro.
— Vão atrás do capitão. Sejam gentis. Ah, seu eu fosse jovem, já tinha agarrado esse homem.
Ela empurrou as garotas para irem atrás do homem. Poucos passos dali, Leonel conversava com os morados que o recebiam calorosamente. Ele tirou os óculos escuros ao ver Tássala com o namorado se aproximando para cumprimentá-lo .
— Capitão, seja bem-vindo novamente a Praia do Mar mar. Estamos muito contente em recebê-lo.
— Olha que interessante, uma sereia em terra firme. Não me lembro de você da última vez que estive aqui.
— Eu não estava aqui, meu pai estava adoentado e eu estava no hospital com ele.
O capitão vinha para Praia do Mar duas vezes por ano, nas outras vezes somente sua equipe, pois ele também precisava ficar de olho nos portos de embarque. Havia apenas apenas um ano que ele começou a velejar pela região de Praia do Mar, pois desde que seu amigo, também capitão, se aposentara, ele assumirá a frente da tropa dele.
O capitão ainda segurando a mão de Tássala, Cassiano, vendo aquilo não gostou e abraçou Tássala pela cintura dando a outra mão ao capitão que arqueou a sobrancelha e arranhou a garganta num sorriso torto.
— Prazer, Cassiano, o namorado da sereia.
Falou um pouco irritado, o capitão Leonel apertou porte a mão dele, rindo.
— Você tem um ótimo gosto.
Dessa vez, Cassiano ficou mais bravo e arrastou Tássala para longe, deixando o capitão sendo cortejado por Clara.
— Capitão, de mim você lembra né?
Deu um sorriso, o capitão deu uma risada como podia esquecer? Dá última vez, essa garota havia se escondido em seu navio parar ir embora com ele.
— Tassa, eu não gostei nada da maneira que o capitão te olhou. O que aquele velho pensa que é para ainda beijar sua mão?
— Ele só foi gentil, beijou minha mão assim como todas as senhoritas, e apertou a mão de todos os cavaleiros. Ele é da cidade grande e lá as pessoas se cumprimentam assim.
— E chama todas de sereia?
Falou resmungando, ele estava visivelmente enciumado, andando muito rápido deixando Tássala correndo atrás dele.
— Não seja bobo, Cassiano. Você vai pra onde? Temos que voltar ao trabalho.
Ele não falou nada e saiu, Tássala suspirou fundo encarando a praia. Quando se espantou com dona Dorotéia jogando os sacos de por as algas nos pés dela.
— Vamos, Tássala, volte ao trabalho e para de fazer corpo mole. Vá empacotar as algas, ou eu corto metade do seu pagamento por ficar enrolando e matando o tempo.
— Calma, já estou indo não precisar ameaçar com meu pagamento. Aí dona Dorotéia a senhora é carne de pescoço viu.
Ela pegou o saco e saiu pisando duro.
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Atualizado até capítulo 60
Comments
Katia Sousa
tbm achei mt anos
2025-03-28
0
Luzia Nogueira
nossa podia ter pelo menos uns 40kkk a tessa só tem 22 capitão não vai dar conta não
2024-09-17
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Valeria Moreira Carminati
num tinha um mais velho não 🙄
2024-09-13
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