Mundo particular do universitário

Quando colocara a última tampa do aquecedor, Leonardo sorria satisfeito com sua obra.

― Ótimo, só falta testar.

― Ei, fedelho, o que pensa estar fazendo?

A grosseira voz que vinha atrás de si congelara Leonardo no lugar. Virando lentamente, deparou-se com o sujeito alto e corpulento com cara de poucos amigos de braços cruzados o fuzilando com o olhar. Digno de um personagem de desenho animado que com um abraço seria capaz de matar um urso.

― Ahn... Concertando o aquecedor?

Um rosnado fora solto pelo sujeito. Sem dizer uma palavra, ele pegara o pequeno aquecedor e o levara até uma régua onde ligara à tomada. Deixando o aquecedor no chão, virou-se para Leonardo novamente.

― Se isso aqui queimar, eu vou te comer na porrada.

Leonardo assentira diversas vezes engolindo em seco. O grosseiro dedo apertara o botão avermelhado e então gradualmente o aquecedor começava a funcionar sem problema algum. O homem corpulento avaliou o aquecedor verificando se realmente emanava calor, se saía algum cheiro de queimado e esperou alguns minutos para ver se funcionaria direitinho.

Sucesso de Leonardo.

― Se safou dessa, fedelho.

― De nada! ― Ria Leonardo devolvendo as ferramentas, menos medroso. ― Estava montando errado o circuito dele. Aí sim iria queimar.

O brutamontes virou-se para o universitário após desligar o aquecedor, cruzando os braços para amedrontar o rapaz.

― Parece que entende do assunto.

― Gosto de mexer com maquinários.

― É novo funcionário daqui então? ― Questionava o brutamontes com a sobrancelha arqueada.

Rapidamente Leonardo negara com a cabeça.

― Não, só estava de passagem enquanto esperava uma pessoa.

Um sorriso brincalhão surgia na face do brutamontes.

― Então se está com um tempo livre, queria testar essa sua habilidade de futriqueiro.

Uma hora depois, Vicente caminhava por entre as tendas buscando preocupado por um certo jovem mestre. Havia sido claro que permanecesse parado justamente para evitar se perder entre os funcionários. Se alguém o confundisse com um visitante do parque que se intrometia no backstage, seria chutado para fora num instante.

Certamente tal ideia apavorava o rapaz de vestes vitorianas.

― Onde foi que você se meteu, jovem mestre? ― Sussurrava apertando os passos.

De um lado a outro, procurava incessantemente por seu jovem mestre. Fizera uma nota mental para nunca mais deixá-lo sozinho no circo.

Passando por algumas barracas, encontrara um amontoado de gente observando uma específica. Ajeitando os óculos, Vicente se preparava para perder mais alguns minutos de seu busca por causa do trabalho.

― O que está acontecendo?

― Senhor Vicente!

Abrindo passagem, Vicente conseguira encontrar o motivo daquela comoção, e também de sua preocupação. Leonardo estava montando um equipamento de segurança sob os olhos atentos de Barley, um capataz, que segurava o celular.

― Vamos lá fedelho...

― Terminei! ― Dissera Leonardo repentinamente, erguendo as mãos.

― Dez minutos! Isso é muito rápido, fedelho.

A comoção aumentara quando Barley mostrava a todos o tempo marcado no celular. E quando ele parara na frente de Vicente arregalava o sorriso apontando para Leonardo.

― Por acaso é o novo funcionário?

― Não, por quê?

― As mãos dele são mágicas, conseguiu dar conta de vários equipamentos quebrados em pouco tempo. ― Ria o brutamontes, retornando ao lado de Leonardo para abraçá-lo pelo ombro. ― Um talento nato, com certeza. Seria uma grande ajuda ter esse fedelho por em minha equipe de montagem.

― Que isso, tio! Eu nem sei como funciona um negócio desses.

― Eu te ensino, fedelho.

Vicente ria baixo cobrindo a boca com a mão enluvada. Era fascinante como o rapaz parecia cativar as pessoas quando se menos espera. Como poderia fazer isso só com uma chave de fenda? Parecia que Leonardo havia encontrado algo a se dedicar enquanto estivesse no circo.

― Deveríamos tentar ensiná-lo? ― Dizia o loiro indo até Leonardo. ― No parque e no circo há muitos maquinários que precisam de reparos, e com certeza projetos sempre precisarão ser feitos. Um trabalho perfeito para um estudante de engenharia mecânica.

― Oh, o fedelho estuda engenharia então?

Os olhos de Leonardo ganharam um brilho especial com aquela propaganda de Vicente. Apesar disso, ele fingira não estar tão empolgado assim em mexer com mais máquinas.

― B-Bom... Isso com certeza poderia me ajudar nos estudos e ganhar experiência no mercado...

― Vamos lá, fedelho. Te lanço um desafio. Lá no circo estamos com um projeto para automatizar alguns aparatos pra deixar os espetáculos mais mágicos...

Vicente ficara surpreso que Barley tivesse conquistado a atenção de Leonardo tão rapidamente. O próprio capataz já direcionava o universitário para a tenda do circo, enquanto explicava o projeto. Imaginava que se fosse ele a lançar tal desafio, Leonardo não iria ter tanto interesse, ou pensaria estar sendo enganado.

Certas coisas precisavam ser ditas por outras pessoas.

De toda forma, Vicente estava feliz por seu jovem mestre ter feito alguma amizade dentro da Dreamland.

Os três entraram pelos fundos da tenda, onde o backstage se encontrava. Bem maior que o palco onde o espetáculo acontecia, ali eram encontrados alguns espaços de treinamentos e de equipamentos.

Já podiam ver alguns artistas treinando seus números em equipes, deixando Leonardo boquiaberto com a capacidade de se contorcerem ou de se equilibrarem em fios. Instintivamente Leonardo evitara de olhar demais, temia encontrar-se com um certo trapezista pervertido.

Barley entrara em uma saleta grande onde puderam encontrar um painel com diversos projetos. Vicente permanecera quieto observando o seu jovem mestre se interessar ao que era explicado sobre o projeto de automatização.

O objetivo era tornar o cenário mais realista e mágico para os visitantes. A tecnologia digna de carros alegóricos seria usada para um espetáculo circense. Os diversos planejamentos dos carros foram colocados sobre a mesa, onde Barley continuava a falar incessantemente.

Vez ou outra Leonardo dava pitacos, demonstrando saber um pouco sobre a montagem daquele tipo de tecnologia.

Então, Barley saíra da saleta para pegar um dos carros que começaram a montar, tendo Vicente conseguindo se aproximar de Leonardo finalmente. O universitário não desgrudava os olhos dos papéis, olhava os desenhos com animação digna de uma criança que via mágica pela primeira vez.

― Parece animado, jovem mestre.

― Se eu conseguisse por as mãos em uma coisa dessas, com certeza seria o ápice da minha vida.

Vicente limitou-se a rir.

― Aqui na Dreamland estamos sempre inovando para tornar a experiência do visitante mais mágico o possível.

― Mas é bastante caro esse tipo de material. Vocês tem reserva pra isso?

― Devidamente, desde que encontremos um bom fornecedor. ― Observando Leonardo concordar com a cabeça sem pensar muito, Vicente encontrava ali uma pequena brecha para fazê-lo se interessar pelo parque. ― Deseja saber mais, jovem mestre?

― Sobre o quê?

― Os fornecedores, é claro. Tenho uma lista deles, com certeza na faculdade o jovem mestre deve ter aprendido sobre como avaliar a qualidade do material.

― Isso é verdade... Tudo bem, eu posso dar uma olhada. Qualquer coisa eu ligo pro meu professor pra tirar dúvidas.

Vicente reprimira o riso vitorioso de sua pequena conquista. A conversa fora interrompida quando Barley retornara puxando um carrinho com um exemplar do projeto trabalhado.

Logo Leonardo emergia na sua concentração novamente, ignorando por completo a presença do administrador.

Era difícil fazer Leonardo se interessar por algo relacionado ao parque como um todo. Mas Barley parecia ter lhe mostrado uma mísera possibilidade, que habilmente poderia ser usada para prender o universitário naquele lugar.

Uniria o útil ao agradável.

Deixando com que Leonardo se divertisse o quanto desejasse naquele projeto, aproveitara seu tempo cuidando de alguns assuntos da administração do parque. Resolver problemas pontuais e verificar se tudo estava nos conformes para o funcionamento do parque.

Quando notara o funcionamento dos brinquedos, olhara para o relógio em seu pulso tendo a certeza de que o horário de almoço já se aproximava. Ou seja, teria deixado o jovem mestre em seu mundo mecânico por duas horas.

Era o momento de retornar à realidade.

Voltando para a saleta, encontrara Leonardo com a mão na massa. Já havia retirado seu moletom ficando só de camiseta, sentado em um banquinho enquanto mexia no carrinho com a supervisão de Barley. Surpreendentemente aqueles dois haviam se dado bem, o que era outro ponto positivo.

Quando Barley notara a sua presença, Vicente sorria docemente.

― Está na hora do almoço, vocês deveriam fazer uma pausa.

― Mas já? Putz esqueci de dar uma olhada nos equipamentos de som. ― Barley deixara um tapa na própria testa.

― Há algum problema com o equipamento de som?

― Ontem à noite a banda reclamou que o som da bateria não estava soando bem nas caixas de som. Também reclamaram dos amplificadores.

― Oh, isso é um lamento. ― Vicente aproximou-se de Leonardo, que pouco se importara com a conversa, e apertara seu ombro o despertando de sua concentração. ― É hora do almoço, faça uma pausa.

― Eh? Já?

O estômago de Leonardo se fizera presente ao reclamar alto o suficiente. Barley gargalhara abraçando o rapaz pelo ombro.

― Tudo isso é fome fedelho? Vou te apresentar a uma lanchonete lá no plaza que tem uns lanches deliciosos.

― Opa, falou em comida eu tô dentro.

― Podemos ir então. Mas antes preciso fazer um trampo rapidinho. Se importam?

Vicente negara com a cabeça quando Leonardo também dissera não se importar. E então os três deixaram a saleta para seguirem até a grande tenda onde o palco do circo ficava. Sem a plateia recheando toda a arquibancada, Leonardo percebia que o lugar era muito maior do que imaginava.

E dessa vez estava passando pela entrada dos artistas, indo direto ao palco. Certamente a visão era completamente diferente de quem vinha assistir a um espetáculo.

No entanto, somente se dera conta de onde estava quando vira Benjin no alto junto com outras pessoas, treinando o trapézio. A rede de proteção os cercavam, parecendo uma barreira segura que impedia o pervertido de aparecer repentinamente ao seu lado.

Ao menos Leonardo suspirava aliviado.

Mas por um instante fora incapaz de desgrudar os olhos dos movimentos de Benjin, quando ele saltara se segurando nos braços de outro trapezista. Houve um momento em que ele se soltara e girara à tempo de se segurar novamente, arrancando um ofego assustado de Leonardo.

Ele era bom. Muito bom.

Dando-se conta de que estava admirando o mesmo sujeito que se enfiara em sua cama, Leonardo pigarreava se encolhendo-se no moletom.

Fingindo não ter notado sua presença, resumiu-se a seguir Barley até os fundos do palco onde havia uma elevação com vários instrumentos musicais. Lá uma banda parecia ensaiar, apesar do som da bateria não soar tão bem assim.

Assim que se aproximaram, o baterista repentinamente levantou-se da banqueta e fora até a caixa de som onde deixara um soco forte. Um estalo alto fizera com um ruído ensurdecedor saíssem pelos altos falantes. Rapidamente Barley fora até o amplificador puxando os fios para desligá-lo.

― Por acaso querem deixar todos surdos?

― Essa merda não funciona!

― Oh, pegaram um dos caros hein ― Avaliava Leonardo, olhando o amplificador com interesse.

Barley virou-se furiosamente para o baterista.

― Se você tiver quebrado essa coisa cara, eu te quebro os dentes!

O baterista logo se encolhia de medo com o rosnado de Barley, enquanto Leonardo mexia no amplificador olhando para a bateria eletrônica. Não gostava muito delas, mas ainda entendia um pouco de como funcionavam.

Quer dizer, a diferença entre a eletrônica e a acústica dependiam dos gostos pessoais do baterista. Há quem defenda que a eletrônica seja melhor por conta do pequeno painel que lhe permite configurar o som. Para Leonardo, aquilo era uma questão de observação.

Apenas Vicente prestava atenção em seus movimentos, já que Barley parecia mais ocupado em dar um sermão nos musicistas. Plugava os fios em outros lugares, verificava os volumes e então fora até a bateria se sentando na banqueta mexendo no módulo para então segurar as baquetas começando com algumas batidas. Pelos alto falantes, o som coordenado das batidas soaram perfeitamente.

― Hm... Até que não é tão mal...

Os demais musicistas viraram-se para Leonardo, surpresos em ouvi-lo tocar sem a permissão de alguém. Enquanto arrancava algumas batidas leves sincronizadas para o teste de som, Leonardo abria um largo sorriso parecendo mergulhar na sua concentração pela segunda vez.

O som que saía era completamente diferente do que o baterista estaria fazendo minutos antes de socar o amplificador.

Não somente os musicistas como Barley e Vicente pareciam surpresos em ver que o universitário parecia ir bem tocando bateria, apesar do som começar a soar desajeitado. Certamente o som chamara a atenção de certo trapezista, que logo percebera a presença de Leonardo tão perto de si.

Benjin abandonara o treinamento para descer as escadas, queria chegar o mais rápido possível até o palco ficando ao lado de Vicente. Mas quando estava prestes a chamá-lo, o administrador o apertara pelo ombro fazendo sinal de silêncio.

Contrariado a permanecer quieto, Benjin limitou-se a apenas assistir o seu amado universitário parecer se divertir no próprio mundo solitariamente. Movendo as pernas enquanto mexia no módulo testando outras configurações, Leonardo parecia explorar aquele mundo musical com imenso prazer apesar de algumas vezes fazer uma careta e olhar discretamente para a sua mão direita.

Para Benjin, aquele prazer era digna de uma pintura.

Quando o teste de som terminara, Leonardo levantou-se indo até o baterista devolver as baquetas.

― É melhor voltarem pra uma bateria acústica. Vão torrar uma grana se continuarem a socar os equipamentos toda vez que não conseguirem o som desejado. E como aqui não tem problemas com som alto, a acústica é melhor.

― Hora do almoço! ― Gritava um funcionário, tendo os artistas e demais trabalhadores abandonando suas tarefas para saírem do palco.

O baterista não parecia muito contente com o pitaco do universitário, porém os demais musicistas o arrastaram para fora do palco antes que dissesse algo. Barley sorria abertamente ao afagar o ombro de Leonardo.

― Vou avisar a galera do som que o problema parece ter sido resolvido. ― Dizia Barley seguindo os demais funcionários para fora do palco.

Restando apenas os três da mansão, Benjin logo pulara na frente de Leonardo com os olhos brilhando em entusiasmo. Notando a sua presença, o universitário tentara fugir daquele brilho eufórico que o trapezista emanava.

― Não sabia que você tocava. Foi demais!

Fazendo uma careta, Leonardo dera um passo para trás tentando fugir daquele mar agitado.

― É legal, que bom que gostou.

― Jovem mestre tem certeza de que deseja trocar o instrumento? Até hoje a bateria eletrônica tem sido bem trabalhada.

― É melhor, acredite em mim. Se bem que se trata do meu gosto pessoal. De qualquer forma, é melhor ter os microfones para pegar melhor os nuances do som.

Vicente cruzava os braços arqueando a sobrancelha.

― Não estou certo disso...

― Os tambores trazem sons diferentes. Alguns mais graves, outros mais suaves. Alguns servem para marcar o tempo enquanto outros marcar o compasso. ― Sorrindo ladino, Leonardo aproximou-se de Vicente ― Não era você quem investigou toda a minha vida? Já deve ter me visto tocar uma bateria.

Vicente soltara um riso baixo ao erguer as mãos em rendição.

― Infelizmente nunca tive esse prazer. Mas se o jovem mestre fala com tamanha propriedade, então devo acreditar.

― Ouvi dizer que a eletrônica é melhor que a tradicional. ― Comentava Benjin, aproximando da bateria a olhando de perto. ― Por que iríamos trocar?

― Ela é melhor pra quem sabe usar. O baterista de vocês não parece manjar muito no módulo. Ele vai se sair melhor com a bateria acústica.

Tendo Benjin pulando em suas costas para abraçar seu pescoço, Leonardo rosnava tentando afastar o trapezista.

― Leo é tão inteligente! Isso o torna mais sexy.

Imediatamente o universitário corara, tentando afastar os braços de Benjin de si sem sucesso algum. Vicente fazia uma anotação em sua agenda, para então afastar os dois rapazes.

― Certo, certo, vamos comer então. Temos muito trabalho a ser feito essa tarde.

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Comments

Yakult

Yakult

essa história é tão boa

2022-11-12

0

Yakult

Yakult

estou amandoooo

2022-11-12

0

Ver todos
Capítulos
1 Começo de um espetáculo
2 Visita de um administrador
3 A vida de um universitário ansioso
4 O brilho de um parque
5 Universitário heróico
6 O reinado da força bruta
7 Encurralado por um palhaço
8 Um baterista fanboy?
9 De volta pra casa
10 Acorrentado nas atrações principais
11 Brincadeira de criança
12 Mundo particular do universitário
13 Chá da tarde
14 Cansaço vs desconforto
15 Beijo de tirar o fôlego
16 Perseguindo objetivos
17 O detetive conhece o administrador
18 Gatilho angustiante
19 Conhecendo um novo amigo
20 Aposta para um desejo
21 Começo das investigações
22 Um mágico enciumado
23 As costas de um grande homem
24 Sol brilhante fora da Dreamland
25 O relato de um espião
26 Um domingo tedioso
27 Pensamentos de um jovem mestre solitário
28 Fim de uma pequena gripe
29 Garoto perdido
30 Desaparecimento na cerração
31 Silhueta de um suspeito
32 Conhecendo o jovem mestre Evilian
33 Churrasco dos capatazes
34 Casaco e lábios vermelhos
35 Promessa medrosa
36 Ele está diferente
37 Permissão tímida e silenciosa
38 Pela primeira vez, prazer
39 Medo versus Vergonha
40 Faça o seu desejo
41 Despertar da garota
42 Pedido do trapezista
43 Almoço do cachorro
44 Ilusão dos olhos
45 Cansaço do detetive
46 Convite do dono da Dreamland
47 Calor no camarim do trapezista
48 O último dia do espetáculo
49 O espetáculo da marionete
50 O caminhar da sonâmbula
51 O trauma de um Evilian
52 Pesadelo do jovem mestre
53 Cão de guarda
54 O rapaz do espelho na tenda
55 O trapezista quer ser mimado
56 Invasão ao circo
57 Pensamento assustador
58 Brincando de esconde-esconde
59 Como acalmar a marionete
60 Contrato de Rohan
61 A atração do Bluemoon Plaza
62 Reencontro de amigos
63 Sou o herdeiro
64 O chorão cresceu
65 Secretário dedicado
66 Mime a sua marionete
67 Com todo o amor para a Marionete
68 Relatório do detetive
69 Viola consegue!
70 Conflito de Aslan
71 Não me deixe para trás
72 Distraindo o detetive
73 Acidente no circo
74 Luz no fim do túnel
75 Um jantar na mansão
76 Minha marionete
77 Farol do trem
78 O espelho do vagão
79 A origem de Vicente
80 Fantasia da meia noite
81 Desejo insaciável
82 Esperança do baterista
83 Início das suspeitas
84 O inferno de Gustavo
85 Um novo amigo
86 Acordo com um Evilian
87 Ilusão dos espelhos
88 O último sequestro
89 O nervosismo de Leonardo
90 A determinação do jovem mestre
91 Beijo do diabo
92 Passando pelo espelho
93 Reencontro com Diablo
94 Velhos tempos
95 Noite traumática
96 Devorador de almas
97 Lucca Evilian
98 Doce canção de ninar
99 Pós terremoto
100 Caixa de brinquedos quebrada
101 Epílogo
102 Notas da autora <3
Capítulos

Atualizado até capítulo 102

1
Começo de um espetáculo
2
Visita de um administrador
3
A vida de um universitário ansioso
4
O brilho de um parque
5
Universitário heróico
6
O reinado da força bruta
7
Encurralado por um palhaço
8
Um baterista fanboy?
9
De volta pra casa
10
Acorrentado nas atrações principais
11
Brincadeira de criança
12
Mundo particular do universitário
13
Chá da tarde
14
Cansaço vs desconforto
15
Beijo de tirar o fôlego
16
Perseguindo objetivos
17
O detetive conhece o administrador
18
Gatilho angustiante
19
Conhecendo um novo amigo
20
Aposta para um desejo
21
Começo das investigações
22
Um mágico enciumado
23
As costas de um grande homem
24
Sol brilhante fora da Dreamland
25
O relato de um espião
26
Um domingo tedioso
27
Pensamentos de um jovem mestre solitário
28
Fim de uma pequena gripe
29
Garoto perdido
30
Desaparecimento na cerração
31
Silhueta de um suspeito
32
Conhecendo o jovem mestre Evilian
33
Churrasco dos capatazes
34
Casaco e lábios vermelhos
35
Promessa medrosa
36
Ele está diferente
37
Permissão tímida e silenciosa
38
Pela primeira vez, prazer
39
Medo versus Vergonha
40
Faça o seu desejo
41
Despertar da garota
42
Pedido do trapezista
43
Almoço do cachorro
44
Ilusão dos olhos
45
Cansaço do detetive
46
Convite do dono da Dreamland
47
Calor no camarim do trapezista
48
O último dia do espetáculo
49
O espetáculo da marionete
50
O caminhar da sonâmbula
51
O trauma de um Evilian
52
Pesadelo do jovem mestre
53
Cão de guarda
54
O rapaz do espelho na tenda
55
O trapezista quer ser mimado
56
Invasão ao circo
57
Pensamento assustador
58
Brincando de esconde-esconde
59
Como acalmar a marionete
60
Contrato de Rohan
61
A atração do Bluemoon Plaza
62
Reencontro de amigos
63
Sou o herdeiro
64
O chorão cresceu
65
Secretário dedicado
66
Mime a sua marionete
67
Com todo o amor para a Marionete
68
Relatório do detetive
69
Viola consegue!
70
Conflito de Aslan
71
Não me deixe para trás
72
Distraindo o detetive
73
Acidente no circo
74
Luz no fim do túnel
75
Um jantar na mansão
76
Minha marionete
77
Farol do trem
78
O espelho do vagão
79
A origem de Vicente
80
Fantasia da meia noite
81
Desejo insaciável
82
Esperança do baterista
83
Início das suspeitas
84
O inferno de Gustavo
85
Um novo amigo
86
Acordo com um Evilian
87
Ilusão dos espelhos
88
O último sequestro
89
O nervosismo de Leonardo
90
A determinação do jovem mestre
91
Beijo do diabo
92
Passando pelo espelho
93
Reencontro com Diablo
94
Velhos tempos
95
Noite traumática
96
Devorador de almas
97
Lucca Evilian
98
Doce canção de ninar
99
Pós terremoto
100
Caixa de brinquedos quebrada
101
Epílogo
102
Notas da autora <3

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