Marcada por Raziel

~ Nota da Autora~

Oiee, pessoas lindas!

Quero dizer que ainda pode parecer confusa toda a História sobre Sentinelas e Semytas, mas peço um pouco de paciência.

Existem segredos que precisam ser revelados no tempo certo.

E estou ansiosa para isso.

Boa leitura!

Ah e abracem alguém hoje. Um carinho nos dias difíceis faz toda a diferença!

Kisses :)

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Já faz dois dias sem notícias de Jéssica ou seu namorado.

Dois dias no inferno de uma busca pessoal e incessante, em que eu e Kevin andamos por toda cidade colando e entregando panfletos com suas fotos em todos os lugares, tendo Raziel como sequestrador. Buscamos na faculdade, com amigas e mestres que pudessem ter alguma informação útil para nos ajudar; nos locais onde ela esteve nos últimos meses e até mesmo na paróquia... Nada. Absolutamente nada. Como se os dois tivessem sumido do mapa e eu não tenho idéia de onde iriam.

Após prometer reforçar as viaturas em Widerness, O delegado iniciou as buscas por minha prima como oficialmente desaparecida.

Kevin esta uma pilha dando ordens aos homens que descobri serem seus amigos da polícia. Seis deles colados em nós o tempo todo dentro e fora da casa, pois tivemos que voltar às atividades do escritório. Na verdade, vivíamos dele e precisávamos colocar em dia muitas documentações ou quebraríamos novamente.

Nosso celular não parava de tocar com clientes querendo seu imóvel á venda, outros interessados em comprar e alugar, alguns turistas desejando um tour e no meio dessa loucura eu e Kevin nos distanciávamos emocionalmente um do outro. Pouco a pouco eu sentia a tensão e preocupação por Jess minando a emoção da descoberta daquela noite íntima na casa dele. O que era necessidade de ficar perto se transformou em responsabilidade. Dever de uma vida. Ele se sentia responsável por mim, e eu por ele.

Não queríamos nos distrair, não queríamos nos perder.

Minha vida virou um completo pesadelo.

Decido tomar um banho após reenviar e-mails para alguns clientes e agendar uma visita a NH em 1h.

Mesmo com todos aqueles agentes ali, não consigo relaxar e me sentir segura. Sinto no fundo de minha alma que nenhum deles pararia Raziel se o mesmo quisesse entrar pra me pegar. O infeliz entraria sem que ninguém o visse. Devia ter pacto com o demônio, pois só assim um homem normal conseguiria fazer tanta maldade e evaporar de forma tão rápida sem ser visto ou trombar em algo deixando seu rastro pra trás no caminho.

E porque ele ainda não tentou?

Essa é a pergunta de um milhão. O corte em minha bochecha ainda estava ali. Não era profundo e não deixaria cicatriz, mas mesmo depois de desaparecer sinto que jamais esqueceria aquela noite. O poder de influência sobre outro ser que ele exerceu comigo, a forma como me congelou com o olhar e me manteve ali com sua força física e algo mais que não consigo descrever. Como uma serpente hipnótica e sedutora, exatamente como no reino animal onde ela consegue fixar sua presa e mantê-la hipnotizada até dar seu bote fatal. Algo inexplicável até mesmo pro meu psicólogo que aliás, deveria sentir minha falta nas sessões.

Termino meu banho e me visto com uma saia social preta sob medida e blusa vermelha gola v com pequenos detalhes dourados na manga. Faço uma leve maquiagem escondendo o corte que parecia um S e prendo os cabelos em um coque no alto da cabeça.

Ao descer vejo que Kevin está pronto e me aguardando.

Entramos no carro e como fizemos no dia anterior, sintonizamos a rádio local.

— Enquanto estiver atendendo os Cobb, vou estar bem perto levando uma documentação no cartório. Você está bem?

Afirmo com a cabeça. Não temos conversado muito e isso é bom, pois ele não sabe a verdade daquela noite. E eu não estava disposta a contar.

— Está linda hoje. — Ele diz com a mão em minha perna fazendo um carinho gentil.

E pela primeira desde a morte recente de Olga sinto vontade de beija-lo. Mas não o faço, sem saber que neste mesmo dia me arrependeria disso.

— Você também não está de se jogar fora.

Rimos.

Uma notícia na rádio nos chama atenção e Kevin aumenta quando um dos nomes mencionados é Kahina Fernandez. A minha turista.

A notícia é sobre um contêiner encontrado que havia pegado fogo e algumas coisas foram encontradas, incluindo uma bolsa com partes de documentos que pertenciam a Kahina. Não havia sinal de corpos, mas a polícia desconfiava de restos mortais no local. Tudo seria examinado no laboratório e a polícia pede que todos os moradores de NH e Lincoln sejam atentos e cuidadosos, pois desconfiavam não só de um homem, mas de uma gangue de assassinos aterrorizando a cidade.

No mesmo instante a voz de Raziel se repete em minha cabeça falando algo sobre Sentinelas e bloqueio. Pego meu celular abrindo o site de buscas e digitando a palavra que acabava de lembrar. SENTINELAS.

Clico no primeiro site com o significado.

“Soldado que está de vigia ou guardando alguma coisa.”

Lembro-me de Jess menciona-lo como um militar.

Abro outro site que faz mais sentido em minha mente.

“Soldado armado responsável por guardar um posto, prevenindo invasões surpresas ou descobrindo antecipadamente inimigos, os executando de imediato”

Raziel não parecia um soldado guardando algo. Ele estava atacando. Atacando minha família.

“Esperei tempo demais para cumprir o meu propósito.”

Ele matou meus pais por um motivo. Estava nos caçando por um motivo. O que ele queria proteger? Que tipo de risco oferecíamos a ele?

Muitas perguntas invadiam a minha mente, mas a maior delas era: Porque os Brewer se tornaram inimigos de Raziel?

Seja como for, Eles se autonomeavam Sentinelas. Guardiões de algo. Escondiam algum segredo obscuro.

E eu não sei se chegar a esse entendimento era algo bom ou ruim.

Chegamos á casa fechada com uma placa de “Vende-se” na frente. Nosso carro era o único, além dos guarda-costas, então previ que a família de 4 pessoas ainda não havia chegado.

— Quer que eu fique aqui e os espere com você?

Kevin sempre preocupado e lindo.

— Não tudo bem. Os orangotangos ficarão. Vai e adianta esse documento pra fecharmos a venda.

Ele assente e eu saio do carro após receber seu beijo em minha bochecha.

— Kev?

Ele me olha antes de acelerar.

— Podemos conversar sobre nós essa noite?

Não consigo decifrar o que passa em sua mente. Ele não reage.

— Tem certeza que está pronta pra isso? Quero dizer — ele passa a mão nos cabelos — Tem certeza que dá pra fazermos isso nesse momento?

Consigo sorrir em expectativa.

— Podemos fazer isso. Juntos.

Dessa vez ele sorri pra mim e assente concordando. Então vai embora me deixando na calçada com três homens armados me encarando.

Consigo sentir um friozinho no estômago ao pensar no corpo nu do meu Kevin, suas mãos quentes como o sol assim como seus lábios me fazendo esquecer por alguns minutos todo o inferno que estamos passando. Eu o amo. Sem dúvida alguma. Ele ter terminado com Gina me fez ver uma possibilidade para nós dois.

Entro na casa com as chaves do proprietário que estava em meu poder, e um sorriso não quer deixar meus lábios com expectativas sobre um futuro com Kevin. Um futuro que nunca havíamos previsto para nós dois juntos.

Um futuro que eu desejava, sem saber que já estava marcada por Raziel.

Depois de inventar uma mentirinha aos Cobb, para justificar os seguranças andando por toda parte, estou satisfeita com a visitação ao imóvel. Kevin me liga, algum tempo depois da família analisar cada canto da casa recém-reformada, avisando que em 10 minutos me buscaria para irmos embora. Parece uma venda promissora e isso faz uma nuvem nublada se afastar do alto da minha cabeça.

Quando meu celular toca já estou trancando a casa novamente ao mesmo tempo em que retiro a chave e dou um tchauzinho para a família que entra em seu carro.

Não vejo o identificador de chamadas.

— Já estou te esperando aqui fora

Aviso sorrindo pra mim mesma enquanto espero sua resposta.

Mas um chiado enche meus ouvidos no lugar da sua voz.

— K...Kate.

A som é fraco e consegue tirar o meu sorriso na mesma hora.

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