Sou um assassino

~Nota da Autora~

Oii Pessoas Lindas!

Perdoem-me pela demora na atualização. Como estou reescrevendo uma história minha muito antiga, precisei me atualizar de algumas coisas.

Ah, virão alguns capítulos com narrações de Raziel e Dylan por aí. Espero que gostem de ter uma perspectiva só deles ao longo da história.

Grata por meu marido me ajudar nas pesquisas. Não vou me cansar de dizer o quanto o amo!

Kisses ;)

 

~ Dylan

Cara, a gente tá muito ferrado!

Jogo o pacote na mala da Blazer de vidros escuros enquanto meu parceiro liga o carro. Era pra termos pego a outra carga, era pra termos feito muitas coisas, mas ferramos com tudo! Nunca ferramos com tudo! Nosso trabalho é sempre limpo e rápido. Alguma coisa está acontecendo e eu sei que isso vai ferrar com a gente muito sério.

— Mano, como vamos fazer pra tirar ela de lá? Sabe que vão vir com tudo pra cima de nós quando perceberem que ferramos a merda toda, né?

Meu parceiro pega o caminho escondido na mata que gravamos e acelera com tudo. Ele sabe do que estou falando, e nem preciso lembrar do que tá em jogo porque ele tem mais a perder do que eu. Sou vida louca e se morrer aqui eu vou dar trabalho pro capeta no inferno.

Nosso trabalho era levar a ruivinha pro chefe. Coisa fácil. Temos a manha e foram meses naquele buraco até termos confiança pra agir. Matamos aquela galera viajante e nos livramos facilmente dos restos. A anciã foi algo teatral. Precisávamos que o corpo fosse achado daquele jeito. O ancião velhote conseguiu nos confundir por um tempo, mas este está com as horas contadas. A parada era entrar, pegar a ruiva e sair sem ser visto e sem deixar pistas. Já estávamos dentro e era só executar. Mas tínhamos que foder tudo.

— Para eles, só atrasamos na entrega do pacote. — Meu parceiro fala com a expressão fechada.

Mas tô ligado que ele está maquinando em sua mente tudo pra nos limparmos dessa merda e voltarmos com o plano.

— Mantemos a droga do plano, então?

Ele assente.

— E porque não a trouxemos?

Ele esmurra o volante com raiva.

— Não sei!

Ele ta falando a verdade. Em todos esses anos trabalhando juntos, nunca o vi falhar. Raz é implacável. Nosso líder de combate é invejado por todos os Sentinelas. Ninguém é como ele. Todos somos bons, mas Raz está acima.

É letal. Não hesita nunca. Já matou tantas pessoas que sua lâmina os corta como queijo e nem dá tempo de sujar com o sangue das vítimas. Eu o reverencio como meu mestre. Me ensinou tudo que sei e acredito ser tão bom quanto ele.

A diferença entre nós é a Hierarquia, e sua falta de alma. Posso ser assassino, mas amo ver uma gata sorrindo e gemendo sob meus lábios. Sou assassino, mas não perco a oportunidade de dar risada da minha vida fodida. Minhas cicatrizes revelam quem eu sou e o tanto de tormento que suportei por uma vida. Mas ainda tenho alma.

Já Raz, desconfio que perdeu a sua ainda criança.

Se não o conhecesse, Jamais imaginaria que poderia cuidar tão bem de Aurora.

Esta noite foi a primeira vez vi meu parceiro mudar os planos.

Sempre traçamos as estratégias, e embora sejamos bons no improviso, sempre mantivemos cada detalhe do plano sob controle.

Algo em sua mente o fez hesitar com a Ruiva e eu daria tudo pra saber. Tenho várias cicatrizes que provam, que sei muito bem o que acontece quando falamos ou perguntamos demais ao Raz.

Apesar de meu superior, entramos nessa como parceiros. E vamos sair da merda como parceiros.

— Mano, Preciso de ajuda pra entender essa merda ok? — Eu arrisco — só não esquece que vão me torturar até saberem, e tenho que ter algo bom pra contar a eles. Odiaria perder meus dedos. Sabe que uso muito eles.

Ele me encara. Sabe que jamais seria dedo duro, e mais cicatrizes provam o quanto já tentaram tirar de mim informações que eu morreria sem contar.

— Vamos resolver tudo. Eu só tenho uns questionamentos.

Balanço a cabeça positivamente.

— Sobre a Ruiva? — Arrisco — Ta ligado que ela é a maior gatinha. Puta de uma mina gostosa. Balthasar vai fazer filézinho com ela.

Ouço seu rugido de protesto.

— Cala a porra da boca, Dylan!

— Foi mal. — Tive sorte de não perder um dente dessa vez — Mas tu não acha estranho ele querer ela viva? Geralmente nosso objetivo é matar.

Penso que pode ter sido isso que o fez hesitar.

Quando recebemos a missão, achamos estranho o pedido do chefe. Levar a ruiva viva para o Santuário Anaque. Beleza, coisa fácil. Mas Raz achou um pedido inaceitável. E mesmo após questionar o Chefe, que só ouvia a ele em todo o bando, aceitou de boa. Talvez seja o que tenha mudado seus planos.

— Esse é o ponto. — Ele ruge com sua voz que já é rouca — Nossos inimigos são para matar não pra levar pra casa numa caixa.

— Vai ver ele sente saudades de uma piriquitinha Semyta.

Nosso Chefe tem uma fama por gostar de estuprar Semytas do sexo feminino, mas nunca levou nenhuma para dentro do Santuário. Geralmente é durante uma missão. Ele faz e a mata ali mesmo. Nunca nenhum Semyta entrou no Santuário Anaque. Não que tenhamos visto.

— É mais do que isso.

— Cacete, Mano. Ta sabendo de alguma parada?

Ele balança a cabeça e para o carro em frente nosso esconderijo.

Desço já correndo pra pegar o pacote no porta-malas.

— Eu vi uma foto da Semyta em um quadro grande na parede do quarto dele.

Puxo o corpo enrolado no lençol e o jogo sobre meus ombros.

— Sem vergonha! — Dou risada — Não me diz que pegou ele batendo uma olhando o quadro?

— Não é um quadro comum. Parece raro. Uma pintura muito antiga.

Fico sério.

— Com a foto da nossa Ruivinha? Estranho pra caramba. Mas não da nossa conta. Vou deixar essa aqui lá embaixo, depois vamos finalizar essa merda antes de nos atolarmos mais ainda nela.

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Comments

Nalú Faria Machado

Nalú Faria Machado

agora vai esquentar pois eu acho que ele se apaixonou por ela

2022-07-02

1

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