Quero. Mas nao devo.

Um golpe de razão corta a luz com a escuridão. E eu recuo um pouco.

— Kev, não podemos fazer isso. — consigo sussurrar num gemido que só deus sabe o quão difícil foi segurar.

Seu cheiro de mar é forte e calmo ao mesmo tempo. Quero. Mas não devo. E ele sente isso também.

— Eu sei. — Não parece frustrado. Mas sua expressão se torna quase sufocante. Ele está sentindo muito desejo. Da pra ver pelo seu rosto e tom da sua voz. — Sei que fizemos um pacto de jamais tentar. Sei que tememos acordar de manhã e a amizade que construímos toda vida ruir. Mas eu te desejo tanto que sinto dor, Kate. E ao longo desses anos, te ver e não poder demonstrar isso me fez acreditar que sua amizade sempre será suficiente, se não me deseja assim, tudo bem. Eu...

— Não Kevin...

Ele me olha de forma intensa como se desafiasse meus sentimentos. Ele quer ceder. E sinto isso na forma como ele respira. Mas compartilhamos do temor de todos os contras. Porquê Agora? Penso. Sempre sentimos isso, mas porque agora? Será quem tem a ver com Raziel?Nós dois vivemos perto um do outro por tanto tempo, mas porque só agora parece ridículo termos nos evitado? Quando claramente nos desejamos?

Respondo quase que instantaneamente meus próprios pensamentos. Sempre tive medo de estragar. De magoa-lo. Sempre me senti incapaz de dar a ele não só meu corpo, mas toda a minha alma. Sempre que sinto a carência bater eu saio para um bar e arranjo um encontro casual de única noite. Mas nunca namorei. Não com as sombras sempre ao meu lado.

— Kev, eu desejo você. — Confesso e o vejo estremecer com minhas palavras. Jamais deixou meus olhos. Surpreso por sentir toda a verdade de minhas palavras tão perto. — Parte de mim precisa do calor que só você consegue dar. —Toco em seu pulso e sinto muito quente. Ele geme baixinho — Mas é que tem uma outra parte de mim que desconheço, e sei que pode magoar você. E tudo o que me destruiria seria magoar alguém que eu amo tanto...

Kev. Puxa novamente meu rosto para pertinho do seu e sussurra de um jeito que nunca ouvi antes.

— Não me importo com nada disso. — declara ofegante — Só me deixa entrar, por favor. Se abra para mim, Kate. Me deixe entrar e aquecer você.

Sua mão acaricia meu pescoço e sobe. Sinto seus dedos enrolarem em meus cabelos ondulados e ele os prende, fazendo minha cabeça tombar para o lado. Seus lábios tocam meu pescoço delicadamente. Kevin é forte, mas leve. Amoroso. Como pode? E nunca me senti dessa forma com ele. Dominada. Sempre foi muito respeitoso e reservado. Mas agora ele parecia um homem cheio de poder. Dono de tudo. E continua a falar entre beijos quentes no meu pescoço.

— Não quero que você saia correndo depois com medo de ter destruído nossa amizade. Não sei o que está acontecendo essa noite, mas eu quero você. Como nunca quis antes.

Tento recuar e protestar, isso é loucura! Mas ele me prende de forma gentil.

— Me deixe te amar agora? Não quero só possuir você, quero estar aqui com você depois. Quero você assim, com todas as sombras...

Só consigo esboçar um “sim”, porque ele nunca esteve tão lindo como agora. Tão firme e dominante. Kevin entende a minha urgência. O sinto recuar e tomar meus lábios como os seus. E isso me faz balançar. Abro imediatamente minha boca e ele invade. Faminto, mas tão gentil que me fazia querer dançar com ele.

Nosso beijo é tão diferente das outras vezes. De repente me movimento indo de encontro a ele e me pego sentada em seu colo. E todos os meus receios de anos parecem bobos agora com suas mãos apertando minhas coxas e quadris.

Sustentei tanto a ideia de melhor amigo que esqueci que Kevin era um homem. Um homem cheio de tesão, forte e com uma boca deliciosa. E como sua força poderia me fazer sentir tão mulher. Exatamente como me sinto agora em seus braços.

Nossos cheiros se misturam. É impossível chegar mais perto.

Kev esta sentado em sua cama, encostado na cabeceira, comigo sentada sobre ele. A mesma cama que jogávamos e trabalhávamos até tarde durante anos.

A mesma cama de sua infância. Onde pulávamos até cansar e depois comíamos doces até enjoar sujando tudo ao redor enquanto líamos HQ.

Seus lábios quentes fazem meu corpo inteiro pegar fogo. É como ser consumida pelo sol e é tão gostoso que eu mal consigo respirar. A temperatura do corpo dele sempre foi a mesma. Kevin era sempre mais quente que todos.

Tiro sua camisa e agora consigo analisa-lo com prazer. Consigo sorrir enquanto acaricio seus músculos do peito, braço e barriga. Pegando fogo aonde toco. Quem precisa de aquecedor no inverno? Lá fora a essa hora deve estar marcando 10° e aqui dentro 40°. Seu olhar não deixa o meu.

O vejo morder o lábio inferior.

— Tem certeza de que quer fazer isso? — Ele me pergunta por um segundo inseguro.

Suas mãos não param ao abrir os botões da minha camisa de seda social preta.

— Como assim? — Questiono meio confusa.

Nunca chegamos tão longe. Havia sido apenas beijos.

Fecho os olhos erguendo os braços enquanto ele joga no chão minha blusa.

Sinto seu sexo pulsar entre minhas pernas. Duro. Pronto pra entrar.

Como ele estava conseguindo pensar assim?

— Sempre achei que não me desejasse desse jeito. Que não te atraísse como homem...

— p@#$%, Kevin. — Saio de mim — Sempre imaginei que fôssemos ser amigos até ficarmos velhinhos. Odiaria perder você. Mas é claro que te desejo, não sente isso?

Ele dá um meio sorriso selvagem e sinto suas mãos ágeis tocar o fecho do meu sutiã na frente e abrir, expondo meus seios no ar frio do quarto.

Seus olhos não descem para olhar. E isso me surpreende.

Sempre fui atleta. Corredora. Seios fartos, cintura fina, coxas grossas. Tinha orgulho da minha aparência. E todos os encontros que tive, os homens perdiam tempo olhando meu corpo. Mais um motivo daquilo ter um significado maior do que apenas desejo sexual. Kevin não queria só o meu corpo, pois ele viu tudo aquilo crescer e desenvolver.

Seus dedos tocam meus mamilos, acariciando... Corto a conexão visual gemendo e tombando a cabeça para trás. Aperto o sexo dele com minhas coxas e me sinto molhada. Sei que ele sente também.

— Oh deus...

Solto um gemido longo ao senti-lo abocanhar meu seio com tanta fome e adoração. Me fazendo ficar tão perto da borda.

Desço minhas mãos de seu peito e abro sua bermuda cargo.

Tenho que fazê-lo entrar ou perderei o controle vergonhosamente gozando em minha bermuda social.

Ergo meu corpo sobre o dele e me livro logo dela.

Tento não olhar para sua ereção, ela pulsa me convidando. Mas estou no limite. Puxo sua cueca e nos livramos dela. Eu não quero ir devagar. Fomos degavar demais por anos! Quero senti-lo.

— Esperei tantos anos por isso. — ele sussurra soltando o ar pelo nariz — Quero provar você, Kate.

Seguro seu rosto e o encaro. Louca da vida já.

— Preciso de você dentro de mim agora. — Confesso deixando bem claro que faltava pouco. — Sugiro deixar sua boca trabalhar aqui de cima.

E o beijo. Sinto-o sorrir em minha boca.

Ele entende a necessidade do nosso corpo neste momento. E eu nem consigo tirar a calcinha. Levanto meu corpo, puxo essa insignificante para o lado e sento sobre ele pegando os dois de surpresa.

— Oh...

Gememos juntos.

Kevin não é so grande, é grosso e me preenche com maestria.

Nossas bocas não se deixam. Suas mãos me içam pelos quadris, e eu me deixo levar. Precisamos do atrito. Seu membro desliza para fora de mim e para dentro quando volto a descer, preenchendo todo o caminho novamente e mais um pouco para o fundo. É tão bom que me condeno mentalmente por não ter procurado isso antes.

Meu corpo sobe e desce numa velocidade que nos faz suar. E eu não demoro a chegar la. Sinto a energia se concentrar em meu ventre e explodir em mil pedaços pelo meu corpo me arrancando um gemido que toda a vizinhança deve ter ouvido. Ondas e ondas me invadindo e fazendo meu ventre se contrair com força e sem parar.

— Urgh Kate... — Kevin solta um grunhido sensual quando meu clímax puxa o seu e o sinto enrijecer embaixo de mim me apertando num frenesi delicioso. Ele acaricia meus cabelos enquanto estremecemos juntos e eu perco a noção de onde estou.

Rápido e incrível como nenhum encontro casual se igualaria. E não pelo sexo, mas por cada toque quente que Kevin me deu durante. Me sinto quente como nunca antes. O sol estava agora dentro de mim. Aquele momento com ele fez todas as sombras recuarem.

Nos olhamos e sorrimos.

— Se soubesse como fica linda assim...

Dou uma risada.

— Nua?

— Também. Mas quero dizer, Iluminada.

Eu devo estar mesmo. Nunca me senti tão aquecida e brilhante. Pensava no céu.

— Devo te culpa por isso.

Ele me olha como se eu fosse a coisa mais querida do planeta. E me puxa para um abraço.

Ouvimos algo tocar. O que me faz recuar e sair de cima dele.

— É o meu.

Ele diz correndo para pegar sobre a escrivania.

— Oi Gina.

Engulo em seco como se um balde de agua fria caísse em minha cabeça. “Que merda nós acabamos de fazer?”.

Gina e seus pais estavam a caminho.

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Comments

Nalú Faria Machado

Nalú Faria Machado

agora espero que ela não faça barraco por eles estarem lá sozinhos

2022-07-01

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