O trajeto do Reino de Alexandria até a cidade de Mizuni durava em torno de quatro dias. Nós havíamos partido há apenas um dia, então ainda faltava um longo caminho a ser percorrido. Com isso, eu pude aproveitar outra vez as belas paisagens que havia na Terra de Haoni.
Nós passamos por alguns bosques e campos que eram tão lindos que pareciam ter saído de dentro de uma pintura. Eu pude ver locais que eu nunca imaginei que iria conseguir ver pessoalmente e, até então, só havia visto em filmes.
Nós também havíamos passado por vários moradores de alguns vilarejos que ficavam espalhados pelo caminho. Eram todos pessoas bem simples e muito educadas. Era bem comum você receber um "bom dia" quando passava por eles.
Sem falar que havia também diversas fazendas e animais pelo caminho. Os pássaros voavam e cantavam, alguns bandos de cervos corriam pelo campo e mais uma grande variedade de animais silvestres passavam para lá e para cá. Era tudo muito bonito e calmo, e a única coisa que vinha na minha cabeça era que a Terra de Haoni deveria ser quase sinônimo de paz e tranquilidade.
Nós não estávamos indo tão depressa, mas também não havia necessidade para isso. Lorde William não nos deu nenhum prazo e a cidade de Mizuni não iria fugir também.
Ainda admirando a paisagem a minha volta, fui capaz de ver uma pequena cordilheira de montanhas à distância. Nós havíamos chegado em um campo tão aberto que era impossível não repará-las e aquilo me chamou a atenção.
— O que há atrás daquelas montanhas? — Perguntei.
— Atrás das montanhas fica a Terra de Zambezio. — Joni respondeu.
— Você já foi lá, Joni?
— Sim. Várias vezes, na verdade.
Eu olhava para a Joni com certa admiração e não pude deixar de pensar em quantas experiências ela já deveria ter tido em sua vida. Mesmo parecendo ser uma mulher relativamente nova, bastava conversar um pouco com ela e você iria conseguir sentir claramente que ela já era bem vivida, sem falar que ela era uma aventureira de longa data.
— Todas as vezes que você foi até lá, você estava em missão?
— Não. Algumas vezes eu fui lá apenas para ver alguns antigos conhecidos meus.
— Ah, sim.
Parecia então que as pessoas do Reino de Alexandria não eram as únicas que a Joni conhecia. Eu comecei a me perguntar quem será que eram esses antigos conhecidos dela. Será que eram amigos de infância? Ou, talvez, amigos de batalha que já lutaram ao lado dela?
Pensei nas possibilidades por um tempo e voltei a apreciar a paisagem, até que Illyssa resolveu perguntar:
— Ainda falta muito?
Nós estávamos há apenas um dia na estrada e ela já havia perguntado isso diversas vezes.
— Sim, ainda falta. — Respondi. — Eu te falei que ia ser uma viagem de quatro dias.
— Aaaahhhh...
A Illyssa estava de braços cruzados e parecia estar profundamente entediada. Eu entendo que quando você ouve a palavra "missão", você logo pensa que vai ser algo que envolve certa ação. Porém, nem todas eram assim e ela sabia exatamente o que a esperava quando resolveu vir conosco.
Quando a noite caía, a estrada ficava muito escura e até um pouco perigosa. Muitos animais saíam para caçar à noite e, por mais que a chance de nós encontrarmos com algum animal perigoso fosse baixa por ali, era melhor não arriscar.
— Acho melhor pararmos para acampar. — Joni disse. — Vamos continuar o caminho amanhã de manhã.
Eu apenas concordei.
Nós paramos próximos a uma árvore que serviu para Joni poder amarrar os cavalos junto da carruagem. Enquanto ela fazia isso, eu comecei a levantar nosso acampamento. Normalmente, eu me encarregava de montar as barracas e era isso que eu estava fazendo quando a Illyssa veio até mim.
— Posso ajudar? — Ela perguntou.
— Hmm, eu já estou terminando.
— Ah, ok... então... têm algo que eu possa fazer?
Eu pensei por um momento. Fiquei com medo de dar alguma tarefa para a Illyssa e ela não conseguir fazer, mas também pensei que ela poderia ficar chateada e mais entediada do que já estava se não fizesse nada.
— Pode tentar pegar um pouco de madeira para nós acendermos a fogueira daqui a pouco, se quiser. — Sugeri.
— Pode deixar!
Ela saiu e foi atrás de alguma árvore para pegar madeira.
Em pouco tempo, eu já havia terminado de montar as barracas e a Joni havia prendido os cavalos. Nós havíamos trazido comida para poder assar e comer no caminho, então a Joni a pegou. Nós nos sentamos e esperamos a Illyssa voltar para acendermos a fogueira.
— Como estão indo suas aulas com a Princesa? — Joni perguntou.
— Estão indo bem. Ela tem muito potencial e tenho certeza que ela será uma grande maga.
A Joni deu um leve riso e eu me perguntei se tinha dito algo engraçado.
— Devo dizer que estou surpresa em escutar isso.
— Por que?
— A senhorita Illyssa nunca pareceu ter muita habilidade para as coisas, principalmente para magia.
— Sério? Mas ela sempre pareceu ter muito potencial para mim.
— Bem, eu não sei como você a ensina, mas ela teve diversos professores no passado e nenhum deles conseguiu fazer ela progredir.
Eu sabia que a Illyssa tinha uma certa dificuldade com magia até me conhecer, afinal, ela passou quatro meses com o Lenny e não aprendeu nada. Porém, eu não esperava ouvir que ela já passou por outros professores e, ainda assim, não teve nenhum resultado.
— Eu a conheço desde pequena. — Joni continuou. — Eu até tentei ensiná-la a Arte da Espada, mas, depois de poucas aulas, pude ver que ela não levava jeito para isso.
— Eu não esperava ouvir isso...
— É... quando a senhorita Illyssa nasceu, Lorde William tinha grandes expectativas para ela, mas, conforme ela foi crescendo e não foi ficando boa em nada, ele não conseguiu deixar de se decepcionar um pouco.
—...
— Mas, obviamente, ele nunca demonstrou essa decepção e conseguiu manter um fio de esperança de que algum dia a habilidade dela iria aflorar.
— Bem, que bom que isso aconteceu, né? — Falei meio envergonhado.
— Sim. Tenho certeza de que o Rei tem uma imensa gratidão por você agora.
— Pode ser... — Me virei e vi a Illyssa voltando. — Mas eu também sou muito grato a ele.
A Illyssa veio até nós com os braços cheios de madeira de árvore. Ela pareceu realmente ter se empenhado na tarefa que eu dei.
— Aqui estão! Isso vai ser o suficiente?
— Acho que sim. — Falei.
Eu arrumei tudo em um pequeno monte e me virei novamente para a Illyssa.
— Quer fazer as honras?
— Sim!
Ela foi até o monte de madeira e pôs sua mão em cima dele.
— Bola de Fogo!
Com isso, nossa fogueira estava acesa. Nós assamos nossa comida, comemos e fomos dormir.
Enquanto eu tentava pegar no sono, eu fiquei pensando um pouco em tudo que a Joni havia me falado e comecei a me sentir um pouco culpado por sempre achar que a Illyssa era apenas uma princesa meio mimada. Acho que ser uma princesa não isentou ela de passar por certas dificuldades...
...****************...
Quatro dias já haviam se passado desde nossa partida e nós já estávamos quase chegando em Mizuni.
Conforme íamos nos aproximando da cidade, a paisagem ia mudando aos poucos. Os bosques iam desparecendo e o número de casas ia aumentando. O movimento na estrada se tornava mais intenso e muitas carroças, carruagens e grupos de aventureiros passavam por nós. Os aventureiros eram bem fáceis de serem reconhecidos, pois suas roupas se destacavam das roupas dos cidadãos comuns. Muitos deles haviam passado por nós e, com isso, eu comecei a imaginar que a guilda de Mizuni devia ser bem movimentada.
— Há bem mais pessoas aqui. — Illyssa tremeu um pouco sua voz. Talvez ela tenha se intimidado um pouco ao ver que as pessoas por ali eram um pouco diferentes do que estava acostumada a ver. — Acho que estamos indo para uma cidade grande, não?
— De fato. — Joni respondeu. — Mizuni é a maior cidade da Terra de Haoni e têm um comércio movimentado. Pode se notar isso pela quantidade de pessoas e transportes que está passando por nós.
Eu não prestei muita atenção nas duas, pois estava perdido em meus pensamentos.
— A propósito, Gabriel, eu notei que você possui um cajado agora. — Joni disse.
— Sim. Eu ganhei~
— Sim! Fui eu que dei pra ele! — Illyssa me interrompeu. — É muito bonito, não é, Joni?
— Sim. — Joni soltou algumas risadas. — Sem falar que o Gabriel está mais parecido com um mago de verdade agora.
De fato. Eu estava bem parecido com um mago. Eu vestia o meu robe acinzentado e possuía um belo cajado. Acho que, naquele momento, eu já podia responder a quem perguntasse que, sim, eu era um mago.
Nós passamos pela entrada da cidade com muita tranquilidade. Dois guardas revistaram a nós e a carruagem, mas eles fizeram isso bem rápido e logo nos liberaram.
Enquanto passávamos pela avenida principal de Mizuni, a Illyssa não conseguiu deixar de demonstrar que estava impressionada com tudo ao seu redor.
— Uau... Têm tanta gente aqui e é tudo tão bonito!
Realmente, a cidade de Mizuni era bem bonita. Não era muito diferente do Reino de Alexandria, mas era um pouco maior e mais moderna, por assim dizer. A arquitetura ainda era medieval, mas não tinha um aspecto de antiga. Na verdade, todos os estabelecimentos da cidade pareciam receber a devida manutenção e estavam em perfeito estado. A governante da cidade parecia fazer um bom trabalho ali.
— Acho que os boatos que circulam sobre a Lena Mizuni não devem ser apenas bobeira, ela realmente deve ser boa no que faz... — Falei para mim mesmo.
Nós seguimos por mais um tempo pelas ruas da cidade até que finalmente chegamos na casa do Alexander. Era uma mansão linda e enorme. Eu fiquei pasmo quando a vi pela primeira vez e fiquei de novo quando a vi novamente naquele momento, mas logo me recompus.
"Bem, ele é amigo de um Rei, né? Não é surpresa ver que tem uma boa condição financeira também", eu pensei. Geralmente, gente rica é amiga de gente rica mesmo.
Assim que encostamos na frente da sua mansão, uma empregada que estava arrumando o jardim veio até nós.
— Posso lhes ajudar?
— Nós viemos falar com o senhor Alexander. — Joni falou. — Temos uma entrega para ele do Lorde William, Rei de Alexandria.
— Ok, vou chamar ele.
A empregada entrou na casa e nós esperamos por alguns minutos até que o Alexander apareceu.
— Ora, se não é Joni e Gabriel! — Alexander disse ao nos ver. Ele se portava e falava de maneira extremamente amigável e mantinha uma expressão alegre em seu rosto o tempo todo. ㅡ É um enorme prazer revê-los!
— Olá, Alexander. — Joni, pelo contrário, estava estranhamente séria.
— Bom dia, senhor Alexander. — Falei.
O Alexander tinha praticamente as mesmas feições do Lorde William e parecia ter a mesma idade, talvez fosse um pouco mais velho, e ele usava roupas mais comuns, mas que eram visivelmente caras. Nos cumprimentamos e ele estava sendo muito cordial, exatamente como na última vez em que eu o vi. Quando ele viu que havia uma terceira pessoa conosco, logo foi cumprimentá-la.
— Bem, vocês dois eu reconheço, mas quem é esta jovem donzela?
— P-Prazer! Me chamo Illyssa Lancaster e sou filha do Lorde William Lancaster. — Illyssa fez uma saudação formal, mas pareceu um pouco retraída.
— Ah, sim! A pequena Illyssa! Faz muito tempo que não a vejo, então não a reconheci. Minhas desculpas.
— Está tudo bem.
Assim que terminamos as apresentações, nós entramos na casa do Alexander.
— Sintam-se à vontade para ficar o tempo que quiserem.
— Nós agradecemos, mas não pretendemos ficar muito. — Joni disse. — Só viemos lhe entregar alguns documentos que o Lorde William lhe mandou.
— Ah, sim. Bem, vamos para a minha sala então.
A Joni começou a seguir o Alexander até a sala dele e eu comecei a ir atrás dela, pois achei que eu também deveria estar presente, porém, antes que eu pudesse chegar perto da porta, a Joni se virou para mim.
— Gabriel, deixa que eu cuido disso. Fique aqui com a Illyssa.
Eu acatei seu pedido e fiquei do lado de fora com Illyssa.
Eu e ela estávamos em pé esperando a Joni terminar. Ao olhar para a Illyssa, vi que ela estava com as mãos entrelaçadas e havia certo nervosismo em seu olhar. Eu já tinha percebido que ela havia ficado estranhamente tímida ao cumprimentar o Alexander e achei que fosse uma timidez normal e casual, mas eu resolvi falar com ela só por garantia.
— Está tudo bem, Illyssa?
— Sim, é só que...
— Só que o que?
— Eu não gosto muito daquele cara.
— Do Alexander?
— É...
Eu fiquei um pouco confuso. O Alexander parecia ser um homem bem normal para mim. Talvez ele pudesse ser um pouco intimidante devido ao fato de ser um homem alto e robusto, mas não era um cara mau.
— Eu sinto um mau pressentimento em relação a ele. — Ela disse.
— Hmm, talvez seja só pressentimento e nada mais.
— Sim. — Ela deu um sorriso forçado. — Talvez seja só isso mesmo.
Assim que terminamos de conversar, a Joni e o Alexander reapareceram.
— Podemos ir? — Perguntei.
— Podemos. — Joni respondeu.
Enquanto seguíamos para a saída, o Alexander foi trocando algumas palavras com a Joni. Eu confesso que fiquei meio curioso e tentei escutar. Eu não ouvi direito, mas acho que ele falou algo sobre os documentos estarem seguros com ele e que tudo ia ficar bem.
— Bem, fiquem à vontade para voltar quando quiserem. — Alexander disse. — Foi uma visita rápida, mas espero que ela se repita outras vezes!
— É... Quem sabe... — Joni desconversou. — Obrigada pelo seu tempo. Até mais.
Eu percebi que a Joni não estava muito normal, por assim dizer. Ela ficou com um tom e um rosto mais sério durante todo o tempo em que estivemos na casa do Alexander, e parecia estar mantendo sua guarda alta também. A situação toda foi bem esquisita.
Enquanto seguia novamente pelo jardim, tentei pensar se havia algum motivo para o comportamento mais incomum da Joni e da Illyssa. Uma estava séria demais e a outra, tímida demais. Foi tudo muito estranho.
Assim que estávamos prestes a subir na carruagem novamente, um rapaz veio em nossa direção. Ele estava vestido igual a um aventureiro, mas possuía uma armadura e uma espada que pareciam ser caras, e ele lembrava um pouco o Alexander também.
— Illyssa? É você? — Ele perguntou.
Nós todos nos viramos para ele.
— Oi, Thomas... — Retraída, Illyssa respondeu.
— Que surpresa encontrá-la aqui!
— Digo o mesmo...
Eu, sem entender muito o que estava acontecendo, me virei para Illyssa.
— Illyssa, você conhece ele?
— Conheço.
A princípio, o Thomas parecia ser um cara gente boa e ele falava em um tom bem amigável. No entanto, a Illyssa não parecia muito contente em ver ele.
— O que você está fazendo aqui? — Ele mantinha um pequeno sorriso em seu rosto, mas não parecia ser por estar alegre em ver a Illyssa.
— Eu vim junto com a Joni e com o Gabriel entregar alguns documentos para o seu pai.
O Thomas olhou para a Joni e para mim por cima do ombro da Illyssa. Então, ele começou a andar até mim.
— A Joni eu conheço, já a vi várias vezes quando fui ao castelo de Alexandria, mas esse aqui eu nunca vi. — Com um pequeno sorriso, ele estendeu a mão para me cumprimentar. — Creio que você seja o Gabriel. É um prazer lhe conhecer!
Eu fiquei meio confuso com a situação toda e acabei apertando a mão do Thomas sem muita firmeza.
— É um prazer lhe conhecer, Thomas. Então, quer dizer que você é filho do senhor Alexander?
— Exatamente! E você... É amigo da Illyssa ou algo assim?
— Sou professor de magia dela, na verdade.
Ele arregalou os olhos de espanto quando eu falei isso.
— Sério? Há quanto tempo você a está ensinando?
— Vai completar um ano em dois meses.
— E você ainda não desistiu? — Ele começou a rir. — Vejo que você é persistente.
A Illyssa estava de braços cruzados atrás do Thomas e começou a bufar de raiva quando ele falou aquilo. Eu também me irritei um pouco.
— O quê quer dizer com isso? — Perguntei.
— Ora, todos sabem que a Illyssa não leva jeito para magia.
Como assim "não leva jeito para magia"? Nós estávamos falando da mesma Illyssa?
— Vários professores já desistiram dela no passado por ela não fazer nenhum progresso. ㅡ Ele disse. — Vamos ver até quando você vai resistir.
Ele me deu um tapa no ombro e estava prestes a sair, mas eu não ia deixar o deboche dele passar em branco.
— Bem, Thomas, acho que você andou meio desinformado. A Illyssa consegue usar magia agora.
— Hã?
— Ela já dominou todos os feitiços de nível iniciante e básico. Em pouco tempo, tenho certeza que ela dominará os de nível intermediário também.
— Pff. Você está blefando.
— Eu não sei o que ocorreu no passado, mas o fato é que ela está no caminho para se tornar uma maga poderosa.
ㅡ Até parece...
ㅡ Fique à vontade se não quiser acreditar em mim, mas, se você quiser testar a magia dela, acho que ela te dará sérios problemas.
—...
— Bem... — Eu dei um tapa no ombro dele. — Temos que ir agora. Até mais!
Então, eu subi na carruagem e me sentei ao lado da Joni.
— Boa. — Joni disse.
— Obrigado. Acho que ele realmente não faz ideia do quão boa a Illyssa está no momento e, além do mais, acho que é minha obrigação como professor defender a minha aluna.
Eu não conhecia o Thomas, mas, em pouco tempo, pude ver que ele era um babaca por ter desprezado a Illyssa na minha frente. Além de ser minha aluna, a Illyssa era a minha amiga e, se ela mesma não fosse responder o Thomas, eu ia. E foi isso que eu fiz.
Nós começamos a fazer nosso caminho de volta e, quando olhei para dentro da carruagem, vi Illyssa de braços cruzados olhando pela janela. Ela parecia meio cabisbaixa, então eu não pude deixar de me entristecer um pouco quando a vi daquele jeito.
Eu também comecei a me perguntar quem realmente era o Thomas e o que havia acontecido entre eles dois. Mas enfim, levamos quatro dias para vir e iríamos levar mais quatro para voltar. Tínhamos um longo caminho pela frente.
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Atualizado até capítulo 257
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