Nos dirigimos até a residência do senhor Smith, que era quem a havia solicitado o serviço. Era uma casa que ficava ao sul do Reino e não muito longe da guilda. Chegamos lá em poucos minutos de caminhada.
— Senhor Smith! — Gabriel gritou após bater três vezes na porta.
A porta era feita de um tipo de madeira que parecia ser antigo, mas de qualidade. A propósito, era uma casa bem bonita por fora, no geral. Tinha uma pintura meio marrom, janelas grandes, um telhado de madeira e um quintal na frente com um gramado. Porém, não parecia ser uma casa grande. Talvez o senhor Smith fosse o único morador.
Alguns minutos se passaram e ninguém tinha aparecido ainda. Havia a possibilidade de termos chegado quando não tinha ninguém em casa, porém nós realmente precisávamos daquelas 250 moedas Haoni para ontem e não íamos sair até alguém aparecer ou confirmarmos que a casa estava vazia.
Gabriel estava prestes a bater na porta de novo, porém, antes de sua mão encostar naquela bela porta de madeira, ouvimos alguém a destrancando. A porta finalmente se abriu e surgiu na nossa frente um senhor com roupas meio esfarrapadas, uma cara meio rabugenta e um bigode e cabelos brancos. Ele semicerrou seus olhos e nos encarou por alguns segundos antes de falar:
— Quem são vocês?
Aparentemente, aquele era o senhor Smith. Ele não parecia ser muito amigável e, com isso, eu preferi deixar o Gabriel falar por nós.
— Nós somos os irmãos Hoffman. Eu me chamo Gabriel e esse é o Jonathan.
“Irmãos Hoffman” soa como se fosse uma dupla bem famosa de irmãos para mim, mas nós passávamos longe da fama.
Logo após o Gabriel nos apresentar, eu pensei que eu poderia passar uma má impressão se ficasse quieto o tempo todo.
— Boa tarde, senhor. — Falei. — Nós viemos aqui realizar o serviço de varrer o seu quintal.
Após eu dizer isso, o rosto do senhor Smith mudou e se tornou surpreendentemente mais amigável. Parecia que eu tinha falado exatamente o que ele queria ouvir.
— Ah, finalmente! — Ele exclamou. — Eu já deixei essa missão na guilda faz tempo e até aumentei a recompensa, mas, mesmo assim, ninguém aceitou.
Pelo modo como ele falou, eu comecei a pensar se o serviço não era tão fácil quanto parecia ser ou, talvez, havia algo nas entrelinhas do folheto que passou despercebido por nós. Por qual outro motivo as pessoas recusariam um serviço aparentemente fácil com uma boa recompensa?
— Venham, entrem!
Nós entramos em sua casa. A casa era tão bonita por dentro quanto era por fora. Não era muito grande, mas também não era pequena. Nós estávamos no corredor principal e havia uma sala espaçosa com um sofá, uma poltrona e uma estante de livros à esquerda, e a cozinha a nossa direita com uma mesa de jantar e uma bancada comprida.
Eu dei uma olhada rápida em volta e, então, olhei para o meu irmão. Nisso, eu percebi que ele estava olhando o fixamente para a estante de livros que havia na sala. Algo ali definitivamente o chamou a atenção.
— Por aqui.
Nós seguimos o Senhor Smith por todo o corredor principal. No final dele, havia uma porta. Ao passarmos pela porta, chegamos em um tipo de quintal dos fundos e, quando eu dei uma boa olhada, fiquei chocado. O quintal dos fundos da casa dele era quase idêntico ao da nossa antiga casa, o tamanho devia ser o mesmo e a grama parecia estar na mesma altura também. As únicas diferenças gritantes eram a árvore que estava no lado esquerdo – a do nosso antigo quintal ficava do lado direito – e o excesso de folhas no chão. Se não fosse por isso, eu diria que era o mesmo quintal que o nosso. Não pude deixar de ter uma sensação esquisita com isso tudo.
— Aqui estão. — Senhor Smith nos deu duas vassouras. — Apenas juntem todas as folhas em um canto do quintal, não precisam jogar fora. Quando terminarem, podem me chamar.
Eu não entendi muito bem o porquê de nós termos que deixar as folhas ali, ao invés de jogá-las fora, e isso me deixou meio curioso. Porém, eu não estava lá para questionar nada. Eu tinha um serviço e precisava fazê-lo.
— Tudo bem.
E então, nós começamos a varrer.
...****************...
...Gabriel...
Nós já estávamos varrendo as folhas havia algum tempo, talvez meia hora. Aquele quintal era incrivelmente parecido com o nosso, exceto por algumas pequenas diferenças. Eu percebi claramente o susto que meu irmão levou quando pisamos ali.
Nós estávamos juntando todas as folhas em um canto, como o senhor Smith havia mandado, e estávamos fazendo uma pequena montanha com elas. No entanto, eram tantas folhas que aquela pequena montanha já estava se tornando uma grande montanha e estava batendo quase na minha cintura.
Estávamos perto de acabar. Maior parte do quintal já estava limpo naquele momento e o chão já estava totalmente visível. Foi quando, de repente, o senhor Smith apareceu novamente.
— Ei, garotos, vocês querem água?
Nós paramos de varrer e nos viramos para responder ele.
— Não, eu tô sem sede. — Jonathan respondeu e logo voltou a varrer as folhas. Talvez ele estivesse com pressa para terminar o serviço.
Jonathan ainda estava varrendo tudo em um bom ritmo. Ele tinha uma boa resistência e os exercícios que ele costumava fazer lhe davam uma boa vantagem quando se tratava de trabalhos manuais e cansativos. Eu, por outro lado, tinha uma resistência péssima e estava pagando o preço por não me exercitar tanto quanto o meu irmão. Eu estava bem cansado e precisava de água para ontem.
— Eu aceito. — Falei.
— Venha aqui pegar então.
Eu deixei a minha vassoura encostada em uma parede perto da porta e segui o Senhor Smith até a sua cozinha.
— O senhor tem uma casa muito bonita.
— Obrigado, mas, mesmo sendo uma casa bonita, ela não deixa de ser bem solitária às vezes.
— Como assim?
— Eu tenho vivido sozinho aqui desde que minha esposa faleceu e, por mais que eu tenha me acostumado a viver sem ela, não nego que sinto saudades de sentir a presença de outra pessoa aqui de vez em quando. É por isso que eu vivo pondo esses serviços na Guilda.
— Então o senhor não precisava realmente que alguém varresse as folhas no seu quintal?
— Eu posso ser velho, mas não estou caindo aos pedaços. Hahaha! Eu poderia fazer isso eu mesmo, porém, ter alguém diferente transitando pela minha casa acaba sendo bom. É como se eu estivesse tendo uma companhia.
— Entendi.
— Aqui está sua água. Pode se sentar na sala se quiser.
Eu fui até a sala e me sentei no sofá, enquanto o Senhor Smith se sentou em uma poltrona. Eu bebia a minha água enquanto desviava meu olhar para a enorme estante de livros que havia perto de nós. Na minha cabeça, eu estava olhando de forma discreta e iria ser impossível do Senhor Smith perceber.
— Devo admitir que você e seu irmão são dois jovens incomuns. Eu já recebi diversos tipos de estranhos na minha casa, porém, vocês se destacam de todos eles.
— D-Deve ser pelas nossas roupas. — Minha voz tremeu um pouco. — Você deve estar pensando que nossas roupas são diferentes das que você vê por aqui, normalmente.
— De fato. A roupa de vocês é um pouco diferente das quais eu estou acostumado a ver. Porém, eu não sou o maior entendedor do mundo quando o assunto é moda. Eu não faço a menor ideia de quais sejam as roupas que os jovens de hoje em dia usam. Contudo, creio que não é isso que faz vocês se destacarem.
Ah, bem, poderíamos levar em conta o fato de que nós chegamos ali havia poucas horas e fomos teletransportados de um mundo totalmente diferente daquele. Creio que esse seria um ótimo motivo que nos faria se destacar do restante.
— Deve ser apenas impressão sua, senhor Smith.
— É, talvez seja só impressão mesmo. — Senhor Smith estava com uma expressão desconfiada em seu rosto, mas logo a desfez e eu relaxei com isso.
— Aliás, o que achou da minha estante de livros?
— Hein?
— Eu reparei que você está olhando muito para os meus livros. Você gosta de ler?
Acho que eu não estava conseguindo ser tão discreto assim, pelo visto.
— Sim, bastante. — Respondi
Não era nenhuma novidade que eu amava ler, mas não foi só por isso que estava olhando para os livros. Mesmo de longe, eu podia ver um específico que me chamou a atenção.
— Pode dar uma olhada neles se quiser.
— Sério?
— Sim, vá em frente.
Eu me levantei, fui até a estante e comecei a olhar os livros do senhor Smith. Havia vários e de diversos assuntos. Vi um que se chamava Era dos Extremos: Guerra e Paz em Galonia e outro que se chamava Um Lugar Chamado Campos Flégreos. Eu, porém, peguei o que mais estava fazendo os meus olhos brilharem.
— "Ensinamentos Básicos Sobre Magia". — Repeti o título do livro. — Isso parece ser interessante.
Enquanto eu dava uma olhada nesse livro, eu vi que ele fazia jus ao seu nome. O livro era recheado de informações sobre magia e eu achei tudo aquilo muito incrível. Eu estava lendo ele ali mesmo e estava fissurado em seu conteúdo.
— Parece que esse te interessou, não foi? — Senhor Smith falou enquanto se aproximava.
— Sim, muito.
Magia era algo que eu só via em ficções até então, mas, naquele momento, eu estava em um lugar onde ela existia de fato e eu tinha me interessado demais em saber sobre ela. Eu sabia que ler sobre magia não era prioridade, mas era como se ela estivesse me chamando e eu não pudesse recusar esse chamado.
Antes que eu pudesse avançar para a próxima página, ouvimos a porta dos fundos bater e logo o meu irmão apareceu.
— Terminei!
— Ótimo! Deixa eu pegar a recompensa de vocês.
O Senhor Smith se dirigiu até um pequeno armário que havia em uma das paredes e, enquanto ele fazia isso, eu coloquei o livro de volta na prateleira. Ele, então, voltou até nós e nos trouxe as 250 moedas.
— Aqui está.
Nós agradecemos muito a ele e ele agradeceu a nós. Eu sabia que aquele dinheiro ia ser usado com as nossas necessidades essenciais, só que a ideia de comprar um livro de magia passou rapidamente pela minha cabeça. Eu estava um pouco tentado a isso.
Mas, no final, não ia ser preciso.
— Garoto! — Senhor Smith me chamou de repente. Então ele pegou um livro da prateleira e jogou para mim. — Pode ficar.
De forma desengonçada, eu peguei o livro e sorri ao ver qual era.
— Muito obrigado, Senhor Smith!
Nós fomos embora da casa dele e eu estava extremamente feliz naquele momento. Além de termos conseguido dinheiro, eu havia conseguido um livro sobre magia de graça.
— Ok, acho que agora é melhor comermos alguma coisa e acharmos um lugar para dormir.
— Sim. Eu já tô cheio de fome — Jonathan pôs a mão em sua barriga. — A propósito, o que foi que o velho te deu?
— Isso. — Entreguei o livro para ele.
— "Ensinamentos Básicos Sobre Magia"? Por que você precisa disso?
— Só para matar minha curiosidade.
...****************...
Nós procuramos alguma pousada e acabamos indo para a qual a Lavigne havia nos recomendado. O lugar se chamava Pousada do Lobo de Haoni. Ela possuía um total de 18 quartos e a maioria deles estava vago. O preço era bem em conta, 30 moedas Haoni por noite. O lugar também fornecia comida e o preço dos pratos variava. Tinha pratos de 5 até 20 moedas Haoni. Nós pedimos duas sopas de batata marrom com feijão d'água para comermos. O cheiro e o aspecto não eram lá dos melhores, mas o gosto era aceitável. Acho que foi justo pagar 5 moedas por aquilo.
Após terminarmos de comer, nós pegamos a chave do nosso quarto e subimos. Assim que abrimos a porta vimos que o quarto era... pequeno. Tinha apenas duas camas e uma mesa minúscula entre elas com uma espécie de luminária em cima.
— Eu fico com a da direita.
Jonathan literalmente se jogou na cama da direita. Ele estava bem cansado. Eu me sentei na cama esquerda.
— O que faremos amanhã? — Perguntei.
— Eu acho que deveríamos fazer mais alguma missão. Quanto mais dinheiro conseguirmos juntar por agora, melhor.
— Verdade.
Eu peguei o livro de magia e botei em cima da mesa. Nosso primeiro dia naquele mundo foi bem melhor do que o esperado. Pode se dizer que fomos beneficiados pelo nosso conhecimento sobre animes, séries e RPGs, mas não tiro o nosso mérito de que soubemos lidar com tudo perfeitamente.
Entretanto, eu logo pensei que, como estava em outro mundo, talvez tudo poderia ser possível ali. Com isso, uma ideia me veio na cabeça.
— Aí, vamos tentar pegar alguma missão que nos leve um pouco para fora do reino amanhã.
— Hã? Por que? — Jonathan perguntou, confuso.
— Acho que seria interessante saber o que há nos arredores de Alexandria.
— Tá, pode ser.
Ele parecia estar tão cansado que não pensou muito antes de aceitar a minha ideia, o que foi bom para mim. Então eu me deitei, apaguei a luz e me virei para dormir com um pequeno sorriso no rosto.
No dia seguinte, nós acordamos, tomamos café da manhã e fomos direto para a guilda. Chegando lá, eu me virei para o meu irmão e falei:
— Vai dar uma olhada em algumas missões no quadro, eu vou tirar uma dúvida rápida com a Lavigne.
— Ok.
Jonathan foi para o quadro de missões e eu, para a recepção. A guilda estava bem mais calma naquele momento do que estava no dia anterior, talvez fosse devido ao horário cedo. Havia alguns grupos aqui e ali, mas nada que pudesse formar uma grande multidão. Lavigne parecia estar trabalhando em alguma papelada na recepção, mas ela imediatamente parou e se pôs a disposição assim que me viu se aproximar.
— Bom dia, Lavigne!
— Gabriel Hoffman! — Ela deu um sorriso caloroso. — Em que posso ajudar?
Confesso que me surpreendi um pouco por ela ter lembrado o meu nome. A Guilda parecia ser um lugar bem movimentado na maior parte do tempo, então imaginei que devia passar diversos rostos diferentes por ali todos os dias.
— Eu queria saber se nossos cartões de aventureiros também servem como identificação ou algo do tipo. Eles servem?
— Sim, servem sim!
— Então, se algum guarda me pedisse para eu me identificar e eu mostrasse o cartão, iria estar tudo bem?
— Sim, creio que ele iria te liberar depois disso. Mas acho que nenhum guarda iria te parar assim do nada, a menos que você fizesse alguma besteira. Você não está pensando em fazer nada errado logo no seu segundo dia como aventureiro, né?
— Não, claro que não. Era só uma pequena dúvida minha.
— Ah, sim. É que, sabe, muitas pessoas acham que um simples cartão de aventureiro põe elas acima da lei e acabam cometendo crimes.
— N-Não me diga...
— Pois é.
— Bem, não se preocupe. Eu não pretendo fazer nada de errado.
— Então tá bom!
Tudo estava indo de acordo com o planejado. Com os cartões de aventureiro servindo como identidade, o risco de eu ser parado e levado para alguma prisão ou algo parecido, caiu para quase zero.
Eu segui em direção ao meu irmão. Ele estava em pé e com a mão em seu queixo olhando fixamente para o quadro.
— E aí, achou alguma?
— Tem essa aqui. — Ele apontou para um folheto. — É para colher vinte e cinco maçãs e é mais para fora do reino, como você tinha pedido.
— Vai ser essa mesmo!
A recompensa daquela missão não era alta, apenas 100 moedas Haoni, mas eu não liguei muito para isso. Eu tinha outros planos em mente que iam bem além do quanto eu ia receber.
...****************...
Estávamos em uma casa perto da saída do reino. Era uma área mais remota, porém ainda dentro da jurisdição de Alexandria. Tinha poucas residências ao redor e um campo verde bem extenso.
Eu bati na porta e nós fomos atendidos por uma senhora. Ela explicou que pediu para o neto pôr a missão na guilda, pois ela não conseguia colher as maçãs devido a um problema nas costas e seu neto não tinha tempo para fazer isso porque era aventureiro.
Nós pegamos duas cestas, uma para cada, e fomos até as macieiras. Chegando lá, eu disse para o Jonathan ir para as da esquerda e eu ia para as da direita. Elas eram um pouco afastadas umas das outras e isso me beneficiava.
Quando cheguei nas árvores e percebi que não conseguia mais ver o Jonathan, eu tirei o livro de magia do bolso e sentei no chão para começar a ler. O livro não parecia ser uma enciclopédia completa sobre magia, parecia haver só o básico de informações nele. Mas para quem não tem nada, pouco já é muito.
A princípio, existiam três tipos de magia: Magia Convencional, Magia de Cura e Magia de Teletransporte.
A magia convencional consistia em feitiços variados dos cinco elementos. Você poderia usar feitiços para atacar e para se defender. Quanto maior o nível do feitiço, mais poderoso ele seria e mais mana ele iria consumir. Nada muito inesperado aqui.
A magia de cura consistia em curar ferimentos e, nesse caso, você poderia tratar ferimentos graves ou leves de acordo com o nível da magia que você usar. Um arranhão no dedo ou uma pancada leve na cabeça poderiam ser tratados com magia de cura iniciante, já uma fratura ou um músculo rompido exigirá magia de cura nível avançado. Um órgão muito danificado precisará de magia de cura nível Santo. Agora, restaurar membros, órgãos ou curar doenças extremamente graves precisará de magia de cura nível Rei, Imperador ou até maior.
Já a magia de teletransporte não foi muito mencionada no livro. Só dizia que ela podia ser usada a partir de círculos mágicos e servia para se locomover rapidamente por longas distâncias.
— Ok... vamos testar. — Me levantei do chão e tirei a poeira da calça.
Como o livro mandava, eu estendi as mãos bem abertas, fechei os olhos, tentei esvaziar a mente e me concentrar ao máximo. O livro tinha um passo a passo de como se posicionar de forma correta e eficaz. Primeiramente, tentei focar em um feitiço de fogo.
Eu sabia que a chance de nada ocorrer era enorme, afinal, eu nunca fiz nada relacionado à magia e nem daquele mundo eu era. Mas isso não impediu a minha curiosidade. Eu fiquei naquela posição por alguns segundos e não demorou para eu começar a sentir algo meio diferente em mim. Foi estranho E até surpreendente, mas eu me mantive concentrado.
— Acho que... eu estou sentindo.
Era como se uma energia esquisita estivesse passando por todo o meu corpo e se acumulando na palma da minha mão. Quando eu me senti totalmente preparado, eu disse:
— Bola de Fogo!
Uma chama incandescente saiu da minha mão e atingiu a árvore à minha frente. Eu fiquei espantado ao ver isso tudo e logo me empolguei.
— Funcionou! Eu não acredito!
Eu fiquei em êxtase por ter conseguido lançar um feitiço. Isso era algo impensável para mim até então, mas foi aí que eu percebi: a árvore estava pegando fogo. Eu tinha posto fogo em uma árvore com magia. Isso foi incrível, mas eu tinha que apagar aquela chama para não chamar atenção de ninguém. Como era uma chama pequena, não tive dificuldade para apagar.
— Ufa... — Suspirei aliviado. — Ok, um funcionou. Vamos tentar outros.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 257
Comments
nibinubts Júlia
preocupação válida
2023-04-28
0
nibinubts Júlia
é po, vai la ver um goblin kkkk
2023-04-28
0
nibinubts Júlia
tão tirando com a minha cara? um mundo com magia e vcs n tão morrendo de vtt de aprender??
2023-04-28
0