Então, nós fomos devolver Milorde para sua dona. Ele pertencia a uma garotinha de apenas sete anos. Quando passamos em sua casa antes para avisar que havíamos aceitado a missão, seu pai nos contou que um dia ele esqueceu a janela aberta e Milorde fugiu por ela, correndo atrás de um pássaro que viu. Eles pensaram que o gatinho iria voltar uma hora ou outra, mas, depois de uma semana, o gato não apareceu. Então, ele resolveu pôr a missão na guilda.
Nós já estávamos quase chegando na casa da garotinha. O gato estava imóvel nos braços do Jonathan e parecia que ele estava quase cochilando enquanto apenas mexia a sua cauda para lá e para cá.
— Esse gato é surpreendentemente calmo, ele ficou quieto nos seus braços o tempo todo.
— Fazer o que, né? Os gatos me amam! — Ele fez uma cara de convencido.
Creio que se eu estivesse levando o gato, a história seria um pouco diferente. Eu não me dava muito bem com gatos e sempre os achei animais meio arrogantes. Dito isso, eu provavelmente estaria cheio de arranhões naquele momento e a verdade é que eu sou 100% do time dos cachorros!
— Já estamos chegando. Acho que aquela garotinha vai ficar muito feliz em ter seu gatinho de volta. — Falei.
— Concordo!
Assim que eu bati na porta, eu escutei alguém dentro da casa correndo na direção dela. Era a pequena garotinha e, assim que ela abriu a porta, começou a chorar de emoção.
— Milorde! É você! Que saudades que eu estava de você! As janelas daqui de casa nunca mais vão ser abertas!
Nós entregamos o gato a ela e ele foi apertado e abraçado de uma forma bem intensa, e também ficou todo molhado de lágrimas. Foi uma cena realmente agradável de ver. Não muito depois, o pai dela apareceu.
— Muito obrigado, meus jovens! Eu não sei o que eu faria se esse gato não aparecesse.
Pelo jeito como aquela garota se emocionou ao ter seu gato de volta, creio que esse pai iria ter um problemão se o Milorde sumisse para sempre. Ele poderia tentar comprar outro gato, mas, na maioria das vezes, isso não funciona. Cada bichinho de estimação costuma ser único, especial e, acima de tudo, insubstituível.
— Ah, não foi nada! — Jonathan disse.
— Foi um prazer ajudar! — Falei.
— Eu agradeço imensamente! Aqui está a recompensa de vocês!
Ele nos deu 150 moedas Haoni. Eu diria que foi uma boa recompensa por achar um simples gato e, também, pelo tempo do serviço. Nós poderíamos ter demorado uma vida para achar o Milorde ou poderíamos até nunca ter o encontrado, porém, levamos menos de uma hora para descobrir onde ele estava. Contudo, poder ver a emoção no rosto daquela garotinha ao ter seu gato de volta fez a missão valer a pena ainda mais.
— Muito obrigado, senhor!
— Até mais ver, jovens!
Após isso, nós começamos a voltar mais para dentro do reino. Durante essa caminhada, eu percebi que o Reino de Alexandria já estava sendo praticamente a nossa moradia temporária e nós não sabíamos quanto tempo íamos ficar por lá. Dito isso, eu comecei a achar que seria bom a gente conhecer mais do nosso entorno. Ter uma visão mais ampla do lugar onde estávamos poderia nos ajudar de diversas maneiras.
— Aí, acho que seria interessante nós sabermos o que tem a nossa volta, assim não ficaremos totalmente perdidos. — Sugeri.
— O que você quer dizer com isso?
— Eu estava pensando em dar uma volta para conhecer mais um pouco o lugar em que estamos. Não é como se precisássemos conhecer esse Reino como a palma da nossa mão, mas, já que não sabemos até quando ficaremos por aqui, seria interessante saber mais do que há ao nosso redor. O que acha?
— Hmm, faz sentido. Acho que é uma boa ideia.
Nós então começamos a caminhar pelas ruas de Alexandria e pegamos uma boa visão geral de uma parte do Reino. Havia outras guildas espalhadas no local, assim como outras lojas de armas. Havia lojas de roupas, restaurantes, bares e diversos outros comércios. Tudo parecia ser bem único e fácil de lembrar. Alguns estabelecimentos podem servir como pontos de referências bem úteis.
Como o local inteiro era gigante, nós obviamente não iríamos conseguir ver tudo em um único dia, mas a gente conseguiu ver quase tudo daquela parte onde estávamos e eu julguei ser o suficiente. No fim, nós fomos para a praça e sentamos um pouco em um dos bancos.
— Acho que por hoje está bom. — Falei. — Talvez possamos tentar ir a outras partes depois. Eu creio que estamos na parte sul. Acho que podemos dar uma olhada na parte leste ou oeste amanhã. O que acha?
Meu irmão pareceu não ter me escutado. Ele olhava as coisas ao redor com um pequeno sorriso em seu rosto.
— Jonathan?
— Sim?
— Você tá me ouvindo?
— Não. Eu estava me distraindo com as coisas ao nosso redor. É tudo tão bonito aqui.
Quando olhei também, pude ter uma boa noção do porque ele parecia tão admirado. Os pássaros cantando, as pessoas nas ruas, os estabelecimentos, a praça cheia de árvores e com um enorme chafariz no centro. Era realmente incrível.
— Quando foi a última vez que chegamos perto de estar em um lugar como esse? — Ele perguntou.
— Como assim?
— Eu não me lembro de ter visto um cenário tão bonito quanto esse alguma vez. E você?
Nossa cidade tinha algumas praças e outros locais bonitos que nós visitamos algumas poucas vezes em nossas vidas, mas, mesmo assim, todos eles passavam longe de se equiparar a beleza daquele lugar onde estávamos.
— Não me lembro...
É. Eu não me lembrava porque nunca pus meus pés em um lugar tão belo como aquele. Era como se eu estivesse dentro de uma pintura.
— N-Não podemos ficar aqui o dia todo. — Falei para tentar trazê-lo de volta a realidade.
— Verdade, tem razão. — Ele se levantou. — Ainda temos tempo. Quer fazer mais alguma missão?
— Sim. Vamos lá.
Eu me levantei. A verdade é que eu poderia passar o resto do dia ali, naquela praça, apenas admirando as coisas ao redor, mas tinha outras coisas que eram prioridades.
— Acho que seria bom comprar roupas daqui depois. — Jonathan falou.
— Por quê?
— Não sabemos ao certo quanto tempo vamos ficar aqui e eu não quero ficar atraindo olhares aleatórios o tempo todo.
A princípio, os olhares em si não me preocupavam tanto, pois eu sabia o motivo exato de algumas pessoas olharem para a gente. Mas, ainda assim, era um pouco incômodo e eu já havia pensado em comprar roupas locais mesmo.
— Pode ser. Acho que vi algumas lojas de roupa no caminho. Podemos passar em alguma depois. — Falei.
— Beleza. Aliás, acho que você devia comprar um robe de mago, já que você aparentemente é um.
— É... Quem sabe...
Eu pareci não ter levado isso muito a sério no início, mas essa ideia do Jonathan ficou na minha cabeça. Seria interessante eu usando um traje de mago, talvez até uma varinha caísse bem comigo. A propósito, eu já podia realmente me considerar um mago?
Nós fomos novamente para a Guilda procurar por outra missão. Naquele momento, eu já tinha gravado completamente o caminho para a Guilda e me sentia quase como um cidadão comum já.
Nós fomos para o quadro e, como sempre, ele estava cheio de serviços variados. Após dar uma olhada rápida, eu achei um bem conveniente.
— Vamos pegar essa! — Peguei um folheto do quadro.
Era uma missão pedindo para queimar algumas ervas daninhas que estavam crescendo ao redor do muro de uma casa.
— Você escolheu essa só para poder queimar as ervas daninhas com magia de fogo, não foi? — Jonathan disse.
— Como descobriu?
— Talvez tenha sido esse aviso no final do folheto dizendo "a pessoa que aceitar essa missão deve saber usar magia de fogo".
De fato, eu escolhi aquela justamente para poder usar minha magia. Aquele serviço era uma ótima oportunidade para treinar feitiços e ainda ganhar dinheiro por isso. Era uma junção perfeita do útil ao agradável.
Nós aceitamos a missão e nos dirigimos até a residência do senhor que pediu o serviço. Era uma mansão enorme e bem bonita, parecia ser a única naquela área e, por isso, ganhava um certo destaque. Havia um longo muro de concreto cheio de ervas daninhas crescendo nele ao redor de toda a mansão. Assim que chegamos, nós batemos na porta e fomos atendidos por uma empregada.
— Boa tarde. Posso ajudar?
— Olá. Somos os irmãos Hoffman. Eu sou o Gabriel e este é o Jonathan. Nós viemos realizar o serviço de queimar as ervas daninhas no seu muro.
— Ah, sim! Bem, o patrão está ocupado no momento, então permita-me guiar vocês até o muro e lhes dar as instruções.
Ela foi na frente e nós a seguimos. Nós passamos pelo jardim, que estava perfeitamente arrumado e cheio de flores em alguns cantos. Ele também possuía um caminho de pedra que ia da calçada até a porta da entrada da casa. No final, nós fomos até o começo do muro.
— Como podem ver, as ervas daninhas estão crescendo perto do chão por toda a extensão do muro.
— Hmm, ok. — Falei.
— A propósito, vocês sabem usar magia de fogo, correto?
— Eu sei. Ele não. — Apontei para o meu irmão, que fez uma cara sem graça.
— É... Eu estou apenas acompanhando ele. — Jonathan disse.
— Ah, sem problemas! — A empregada respondeu. — Quando terminarem, passem na casa para eu dar a recompensa de vocês.
— Ok.
Ela era uma moça extremamente educada e gentil, e o serviço era bem simples, então tudo que eu precisava fazer estava bem claro na minha cabeça.
A empregada voltou para dentro de casa e eu comecei a usar magia de fogo para queimar as ervas daninhas. Eu estava lançando várias Bolas de Fogo em direções específicas e tomando muito cuidado com tudo. A moça não falou nada sobre a possibilidade de eu danificar o muro ou o gramado que estava perfeitamente aparado, mas eu mesmo me sentiria mal se fizesse algo do tipo. Estava tudo tão perfeito que seria um enorme pecado estragar algo ali.
Como o esperado, meu irmão não estava curtindo muito o serviço. Pelo contrário, ele parecia bem entediado e estava de braços cruzados atrás de mim.
— Na próxima vez, a gente vai pegar uma missão que tenha que usar magia de raio. — Ele disse.
— Ok. Haha!
Depois de meia hora, eu já havia queimado todas as ervas daninhas. Nós passamos na casa e a moça deu nossa recompensa: 120 moedas Haoni. Nós agradecemos e fomos embora.
— As pessoas daqui parecem ser bem generosas com essas recompensas. Nós conseguimos cento e cinquenta moedas por achar um gato e, agora, cento e vinte por queimar algumas plantas. Isso é incrível. — Falei, surpreso.
— Sim. E parece que há vários desses serviços para serem feitos por aqui. Nós poderíamos sobreviver só com esses serviços esporádicos. Sem falar que, se esses serviços comuns já pagam bem assim, as missões de rank mais alto devem pagar bem melhor.
O quadro da Guilda de Alexandria era repleto de missões simples e que poderiam ser feitas em questão de poucas horas ou até minutos. Contudo, essas missões ainda pagavam muito bem e isso despertou a minha curiosidade para quanto as missões mais complicadas deviam pagar.
— Hmm, lembro de ter visto uma missão de rank S que pagava trinta e cinco mil moedas.
— Nossa... Essa é uma baita recompensa. Mas, bem, vamos pensar no que temos agora e aproveitar o que temos agora. O que acha de fazermos um lanche? Eu estou com uma fome de outro mundo.
— Beleza.
Em pouco tempo, nós encontramos um estabelecimento que parecia ser um tipo de lanchonete. Nós já havíamos passado por ele antes e eu me lembrei disso, pois o reconheci por fora. Chegando mais perto, eu pude ver que o lugar era de fato uma lanchonete e se chamava Avalanches.
Após passarmos pela porta, todos os olhares se voltaram para nós. Ficamos com um pouco de vergonha, mas, para nossa sorte, os olhares não duraram muito. Naquela altura, o pessoal deveria simplesmente pensar que nós vínhamos de outra parte de Galonia. Nós sentamos em uma mesa e olhamos o cardápio. Uma moça logo veio atender a gente.
— Boa tarde! Já sabem o que vão pedir?
As comidas de lá pareciam um pouco com as comidas do nosso mundo, porém com nomes ligeiramente diferentes. Mas, como não tínhamos certeza de nada, resolvemos ir na comida mais reconhecível para nós.
— Eu vou querer um sanduíche de carne de Búfalo Lanoso. — Jonathan pediu.
— Eu vou querer um enroladinho de queijo de vaca cinzenta. — Eu pedi.
— Ok, é pra já!
Se déssemos sorte, os búfalos e as vacas daquele mundo não iam ser diferentes dos búfalos e vacas do nosso mundo. Em pouco tempo, nossos pedidos chegaram e eles estavam bem cheirosos até. Quando dei a primeira mordida, tive uma surpresa bem agradável.
— Cara, isso aqui é surpreendentemente bom. — Falei.
— Verdade. Eu estava com medo desse sanduíche ser algo esquisito, mas ainda bem não é.
O meu sanduíche estava delicioso e eu agradeci muito por isso. Na verdade, seu gosto não era muito diferente do queijo que havia no meu mundo. Era bem igual até. Aliás, eu realmente estava com fome e queria muito comer algo que fosse diferente das comidas mais ou menos que haviam na pousada.
Eu estava devorando aquele sanduíche como se não houvesse amanhã e qualquer pessoa que me visse naquele momento poderia ser apavorar com a ferocidade das minhas mordidas. No entanto, foi nesse momento totalmente selvagem que uma certa pessoa se aproximou de mim e tocou o meu ombro.
— Gabriel?
Eu olhei quem era e arregalei meus olhos de espanto na hora.
— Illyssa?! — Falei com a boca cheia sem perceber.
Era ela. A mesma Illyssa a quem eu tinha ensinado magia horas atrás e a que achei que nunca mais fosse ver na vida. Ela estava com a mesmíssima roupa de antes e isso facilitou demais o meu reconhecimento.
— O que você tá fazendo aqui? — Ela perguntou.
— Tô comendo.
— É, dá pra perceber. — Ela riu.
Eu estava meio confuso com a situação toda, pois foi tudo muito repentino. Eu não sabia como agir, então falei a primeira coisa que veio em minha mente.
— Quer se sentar com a gente?
— Claro!
Ela se sentou... Do meu lado.
— Que coincidência encontrar você aqui. — Falei, meio nervoso.
— De fato. Eu confesso que achei que nunca mais te veria.
— Sério? Por quê?
— Você apareceu de repente, me ensinou um feitiço e foi embora. Após isso, eu pensei "será que ele é um espírito que veio aqui só para me ajudar e nunca mais vai voltar?".
Ela tem uma mente um tanto criativa, mas, a grosso modo, nós pensamos basicamente a mesma coisa um do outro.
— A propósito, quem é esse?
— Eu sou o Jonathan. — Ele falou de boca cheia. — Sou irmão dele.
ㅡ Ah, sim! Prazer, Jonathan! Eu me chamo Illyssa Lancaster.
— Prazer!
O Jonathan ficou de boca cheia o tempo todo e parecia não dar a mínima para o fato de nós estarmos com uma "convidada" ali com a gente e, mais do que isso, ele me lançava uns olhares meio estranhos que eu simplesmente não entendia. Ele parecia estar querendo me dizer algo e eu não fazia ideia do que era.
— Você conseguiu lançar outros feitiços depois que eu te ajudei? — Perguntei.
— Sim, eu usei feitiços de raio e água! Em apenas cinco minutos, você me fez evoluir mais do que em quatro meses de aula com meu tutor!
Não pude deixar de me espantar ao ouvir ela. Na minha própria opinião, eu tinha falado apenas coisas básicas e não havia feito nada demais. Apenas a fiz melhorar a concentração e a manipulação de mana. Eu basicamente ensinei a ela a forma como eu fiz para aprender magia.
— Na verdade, eu já venho pensando há algum tempo em trocar de tutor. — Ela disse.
— Hmm, creio que deve haver vários tutores bons em Alexandria.
Alexandria era um Reino, e um dos grandes. Com certeza devia haver uma infinidade de magos por lá, desde os mais fracos até os mais poderosos.
— Sim, eu também penso assim, mas não sei se meu pai permitiria isso.
Ao ouvir isso, eu comecei a pensar: será que o pai dela era muito rigoroso? Ou, pelo fato de ele não ter percebido que sua filha não evoluiu nada em quatro meses, será que era um pai ausente? Eu não sabia muito sobre a Illyssa ainda, mas já dava para pensar em algumas possibilidades pelo que ela me disse. Quando conversamos anteriormente, eu sentia que ela devia ter uma boa família, mas eu podia estar errado.
— O Gabriel poderia ser seu tutor. — De forma repentina, o Jonathan disse.
— Poderia? — Ela perguntou.
— Poderia? — Perguntei.
— Sim. Se ele conseguiu te fazer evoluir em cinco minutos, imagina o que ele poderia fazer com um tempo maior.
Era verdade que eu ensinei magia de fogo a ela em um curtíssimo período de tempo, porém meu próprio conhecimento em magia era raso, sem falar que eu não sabia se daria um bom professor. Eu já ajudei a filha mais nova de uma vizinha quando ela estava com problemas em matemática, mas eu acho que ensinar magia deve ser bem mais complexo do que ensinar a dividir e multiplicar.
— Você aceitaria? — Ela me perguntou.
— Ah, eu não sei...
— Aceita logo, cara! — Jonathan disse. — Você teve facilidade para aprender, não deve ter dificuldade para ensinar também.
O Jonathan tinha um ponto. Eu aprendi magia quase que instantaneamente, então explicar ela não devia ser muito difícil... Mas, mesmo assim, era muito arriscado aceitar. Se eu não desse boas aulas, eu poderia estar jogando no lixo o tempo e o dinheiro de outra pessoa. Com isso, recusar era provavelmente a melhor opção e, pensando nisso, eu dei a única resposta viável a ela:
ㅡ Ok! Eu aceito!
— S-Sério? — Ela se surpreendeu. — Muito obrigada! Quando eu for para casa, vou falar com meu pai e...
Ela parou de falar quando um guarda se aproximou da nossa mesa. Ele usava uma armadura e um elmo cor de prata e tinha uma espada embainhada na sua cintura. Eu até pensei que ele poderia ter vindo atrás do meu irmão e de mim, mas não.
— Princesa Illyssa. — O guarda disse. — Temos que ir.
— Ah, tudo bem. — Ela se levantou. — Gabriel e Jonathan passem no castelo de Alexandria amanhã e peçam para falar comigo! Tchau!
Nós dois acenamos dando adeus e eu particularmente fiquei de boca aberta, sem acreditar no que tinha acabado de ocorrer.
— Eu não acredito nisso...
Quando me virei para frente novamente, vi o Jonathan com uma enorme tranquilidade e um sorriso debochado em seu rosto. Foi aí que ele disse:
— É... Parece que você vai ser o novo professor da princesa, irmãozinho.
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Atualizado até capítulo 257
Comments
CALVO LEITOR
Até agora tá sendo realmente uma ótima história
2023-08-31
1
nibinubts Júlia
aliás cm a Guida sabe q eles tão fznd trabalho?
2023-04-28
0
nibinubts Júlia
não vão toma banho n?
2023-04-28
1