A mesa estava farta, repleta de pratos turcos que exalavam aromas quentes e convidativos. Tinha kebabs suculentos, acompanhados de pide macio e crocante, coberto com queijo derretido e carne temperada. Pequenos pratos de meze se espalhavam entre nós, trazendo hummus , babaganuche , ezme picante e dolmas recheadas com arroz e especiarias.
O arroz com cordeiro e amêndoas tostadas perfumava o ambiente, enquanto as bandejas de baklava brilhavam, douradas pelo mel. O ayran refrescante circulava entre os copos, equilibrando os temperos intensos da refeição.
Eu me sinto completa. Estava rodeada por minha família, vendo meu pai e Akif rindo sobre algo enquanto mãe e Alice conversavam animadamente. Meus avós, sempre tão sábios e serenos, observavam tudo com sorrisos satisfeitos. Selin e Isadora conversaram sobre roupas para o casamento, e Andrei, ao meu lado, parecia se encaixar perfeitamente na cena falando com Baran. Sua mão foi sobre minha coxa, um gesto íntimo, porém discreto, como se quisesse que eu sentisse perto do tempo todo.
Foi então que a conversa tomou um rumo esperado.
— O casamento será em três meses — minha mãe anunciou, sorrindo enquanto me olhava. — viemos para apresentar formalmente a família Ilanov.
Meus olhos brilharam com empolgação e animada.
— Estamos muito animados com essa união, o casamento será em nossa terra, então quero todos vocês na Rússia! — minha sogra falou.
Antony, meu pai, arqueou a sobrancelha e cruzou os braços, fingindo reflexão.
— Talvez você deva levar um ano para casar ainda filha, é tão bom ser filha, tão ruim ser esposa — provocou claramente para testar a paciência de Andrei.
Não precisei nem olhar para saber que ele reagiria imediatamente.
— Isso não vai acontecer — a voz de Andrei veio grave e definitiva. Ele se inclinou para frente, o olhar fixo em meu pai. — Se tentar adiar, eu rapto Aylla amanhã mesmo.
O silêncio durou apenas um segundo antes de todos caírem na gargalhada. Eu o encarei, surpresa, mas rindo também.
— Você não pode me sequestrar! Eu tenho uma vida, e luto muito bem.
Ele arqueia uma sobrancelha, um sorriso perigoso brincando nos lábios.
— Quer apostar que consigo?
Meu coração disparou, e eu sabia que, brincadeira ou não, ele estava completamente determinado a me ter ao seu lado.
Mais tarde, depois que a casa foi se acalmando e todos seguiram para seus quartos, ficamos somente nós dois na sala, com as luzes baixas e uma manta nos cobrindo, pensava em meu privilégio, meu pai não era o tipo ranzinza ciumento, ele me dava liberdade e eu merecia, não sabia ele que com Andrei ao meu lado eu virava um perigo.
O filme rodava na tela, mas eu mal conseguia prestar atenção. Estava recostada no peito de Andrei, sentindo o calor do seu corpo contra o meu, a batida ritmada do seu coração.
Sua mão deslizou lentamente pelo meu braço, desenhando círculos suaves na minha pele, e eu sorri, sabendo exatamente onde isso iria parar.
— Você está vendo o filme? — perguntei, mesmo sabendo a resposta.
Ele riu baixinho e apertou minha cintura.
— Você acha mesmo que eu consigo prestar atenção em qualquer coisa além de você?
Meu estômago revirou com o tom rouco da voz dele. Me virei de lado, encarando-o no escuro, e seus olhos brilharam no reflexo da tela. Ele passou o polegar pela minha bochecha antes de deslizar os dedos para minha nuca, puxando-me devagar para um beijo.
Foi suave no começo, mas logo se tornou mais intenso, mais urgente. Minhas mãos foram para seus cabelos, puxando de leve, enquanto ele me inclinava contra o sofá, aprofundando o contato. Meu coração martelava, a sensação do toque dele me consumindo.
Ele separou nossos lábios por um instante, o olhar preso no meu, a respiração acelerada.
— Eu nunca me cansarei disso — murmurou, antes de roçar os lábios na minha mandíbula e seguir até meu pescoço, causando um arrepio delicioso.
Sorri, puxando-o de volta para mim.
— Então não pare.
Ele não parou. E, ali, envolvida nos braços dele, eu soube que estava exatamente onde deveria estar.
Os passos na escada me fizeram congelar no meio do beijo. Andrei tentou se afastar, mas antes que conseguíssemos criar uma distância segura, a risada suave da minha mãe ecoou pelo ambiente.
— Graças a Deus fui eu e não o Antony — ela disse, cruzando os braços e nos observando com um sorriso divertido. — Porque, sinceramente, se ele visse isso, infartava na hora, os dois excelentes guerreiros com a guarda abaixada né.
Senti minhas bochechas queimarem, e Andrei soltou um suspiro longo, visivelmente desconfortável. Me ajeitei no sofá, puxando a manta sobre minhas pernas enquanto minha mãe pegava o celular que meu pai havia esquecido no balcão.
— Relaxem, crianças — ela continuou, ainda rindo. — Só vim pegar isso e já estou indo.
Andrei passou a mão pelo rosto, claramente tentando se recompor. Já eu, decidi me divertir um pouco com a situação.
— Acho que já terminamos a noite por aqui — comentei, me levantando e alongando os braços, me sentindo vitoriosa por ter conseguido tirá-lo do eixo.
Minha mãe arqueou a sobrancelha.
— Tem certeza, filha? A impressão que eu tive foi de que vocês estavam bem no meio de algo.
Mordi o lábio para conter o riso e olhei para Andrei, que revirou os olhos e me fuzilou em silêncio. Então, com um sorriso travesso, encarei minha mãe novamente.
— Eu posso terminar sozinha.
O barulho do resmungo abafado de Andrei foi a melhor coisa da noite. Ele travou a mandíbula, os olhos estavam mais escuros, e então, discretamente, ajeitou a calça de um jeito nada sutil.
— Você precisa subir primeiro com sua mãe — ele murmurou baixo, a voz rouca de frustração. — Ou ela vai ver...
Prendi a risada e me inclinei para um beijo rápido antes de me afastar.
— Boa sorte com isso, meu amor.
Minha mãe nos observava de canto, segurando um riso cúmplice.
— Vamos, filha. Antes que seu pai decida descer também.
Passei meu braço pelo dela, e enquanto subíamos juntas, ela balançou a cabeça, soltando um suspiro divertido.
— Você adora provocar, não é?
Sorri inocente.
— Quem, eu?
Ela riu, negando com a cabeça. Saímos dali, e eu soube que Andrei ficaria um bom tempo tentando se recompor.
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Atualizado até capítulo 46
Comments
Iry Silva 🔖
Ayla, você foi uma menina má, hummm quando Andrei te pegar de jeito sei não em 😀😀😀
2025-03-30
2
DAIANE
Essas provocação na lua de mel ela paga kkkkkkkkkk
2025-03-26
2
marlene cardoso dos santos
Ayla coitado do homem kkkkk
2025-04-01
0