A fumaça do cigarro dançava pelo ar pesado do galpão quando entrei. O cheiro de óleo, ferrugem e medo impregnam o ambiente. Cinco homens estavam ajoelhados no chão, mãos amarradas para trás, os rostos já marcados pelo castigo inicial que meus homens tinham aplicado.
Caminhei até a mesa onde um dos meus seguranças deixou os celulares apreendidos. Peguei o primeiro e deslizei o dedo pela tela. O sangue ferveu nas minhas veias conforme as palavras repulsivas surgiam.
"Se essa italiana fosse minha, eu mostraria como um homem de verdade trata uma mulher."
"Imaginem essa vadia na nossa mesa, do jeito que gostamos."
" Olha que bunda, que boca, consigo facilmente imaginar ela em volta do meu pau"
Meu punho se fechou ao redor do aparelho antes de jogá-lo contra a parede, estilhaçando a tela.
Um dos homens engoliu seco, tentando desviar o olhar.
Caminhei devagar até o primeiro desgraçado, parando na frente dele.
— Diga-me uma coisa — minha voz saiu baixa, perigosa. — Você realmente achou que sairia impune?
Ele tremeu, mas não respondeu. Eu sorri, um sorriso sem humor, antes de puxar a arma da cintura e encostar o cano gelado contra sua testa.
— Qual de vocês começou? — querendo, olhando para os outros.
Silêncio.
Ergui a pistola e disparei sem hesitar. O estampido ecoou pelo galpão, e o corpo do primeiro traidor caiu inerte no chão.
Os outros recuaram, tentando se arrastar para longe, mas ficaram presos.
Peguei outro celular e li a próxima mensagem em voz alta:
"Eu não me importaria de provar essa delícia antes do noivo dela."
Fiz uma careta de nojo e apontei a arma para o próximo homem.
— Isso é engraçado para você?
— Eu... eu não quis dizer nada com isso, chefe... era só brincadeira...
Apertei o gatilho.
Outro corpo caiu.
Os três restantes já estavam apavorados. O terror nos olhos deles me disse que sabiam exatamente qual seria o final daquela noite.
— Se querem implorar por suas vidas, agora é a hora — avisei, pegando outro celular e jogando no chão para que vissem as próprias palavras. — Mas já adianto que não vai adiantar.
Nenhum deles implorou. Eles sabiam que, depois de cruzarem esse limite, a morte era a única resposta.
E um a um, eu os executei.
Quando o último corpo tombou, soltei um suspiro, limpando o sangue respingado na minha camisa.
— Usem os restos deles como aviso — ordenei para os homens ao redor. — Quero que todos saibam o que acontece com quem pensa em Aylla.
Virei-me e saí do galpão sem olhar para trás.
A justiça foi feita.
Mais tarde fui ao encontro dos homens em uma reunião, decidiríamos o fim de cada um ainda naquele dia e viajaríamos para a Turquia somente após eliminar os riscos. A sala de reuniões foi composta de silêncio, cortada apenas pelo tilintar do gelo girando no copo de vodca que meu pai segurava. Ao redor da longa mesa de madeira escura, os líderes russos estavam reunidos, seus olhares atentos enquanto eu me mantinha de pé na cabeceira.
— Nikolai será encontrado e morto — anunciei, minha voz fria e precisa. — E se houver mais alguém aqui que se oponha ao meu casamento, é melhor falar agora.
Os homens trocaram olhares, e um burburinho discreto começou a se espalhar. Meus olhos percorreram a sala, captando as expressões tensas, os olhares desviados. Vi o medo, uma hesitação. E vi uma traição.
— Se alguém tem algo a dizer, que diga agora. Depois disso, não haverá mais chances.
Silêncio.
Um dos mais velhos, Pyotr, pigarreou.
— Andrei... não seria melhor reconsiderar essa união? A Itália e a Rússia sempre tiveram uma relação... delicada, eles podem facilmente estar tramando, talvez Alana seja só uma maldita traidora.
O copo estalou em minha mão, o vidro se partindo contra minha pele.
Meus olhos se fixaram nele como um predador analisando sua presa.
— Você quer dizer que prefere ficar do lado de uma covarde que espalha o nome da minha noiva pela minha propriedade? E acha que Alana minha prima é traidora?
Pyotr empalideceu.
— Eu não disse isso. Apenas acho que—
Disparei sem hesitar. A bala atravessou sua testa, espalhando sangue e pedaços do seu Cérebro pela mesa.
O pânico se deixou entre os homens, mas ninguém ousou se mover.
Virei-me para outro que murmurara algo mais cedo, Ivan, um dos chefes de segurança de Moscou.
— Você concorda com ele?
Ele mal teve tempo de abrir a boca antes que a próxima bala encontrasse seu peito.
O silêncio foi absoluto.
Meus homens arrastaram os corpos para longe, enquanto eu limpava a mão ensanguentada no guardanapo de linho.
— Alguém mais tem algo a declarar?
Ninguém se atreveu.
— Ótimo. — Deslizei os olhos pela mesa. — Se eu descobrir qualquer movimento contra minha união com Aylla, o destino de vocês será o mesmo.
Passei por entre os líderes agora imóveis, saindo da sala sem pressa.
Ao pisar no corredor, soltei um suspiro pesado.
Agora, tudo estava claro.
Segui para casa, meu próximo destino já definido. Em poucas horas, estaríamos no caminho da Turquia.
Peguei o celular enquanto caminhava para fora da propriedade, os dedos ainda marcados com vestígios de sangue seco. O visor iluminou-se com o nome dela, e minha respiração desacelerou ao ouvir o toque chamado.
— Andrei? — a voz dela veio suave, mas atenta.
Fechei os olhos por um instante, permitindo-me desfrutar do simples som do seu nome na minha boca.
— Estou a caminho de casa — informei, minha voz mais calma do que há poucas horas. — Quero me preparar para a viagem.
Houve uma pausa antes que ela respondesse, como se estivesse analisando meu tom.
— Tudo bem?
Dei um meio sorriso, imaginando seu olhar curioso do outro lado da linha.
— Como sempre.
— Que bom então, nos encontraremos lá.
— Que chocolates sua avó e sua família gostam de ganhar? E flores?
O riso dela foi baixo e inesperado.
— Você quer impressioná-los?
Sorri, entrando no carro e dando sinal para que os motoristas seguissem.
— Só quero evitar erros.
Ouvi sua respiração e, por fim, sua resposta veio suave:
— Chocolates turcos, especialmente os recheados com pistache. E minha avó ama tulipas brancas.
Gravei cada detalhe na mente.
— Nos vemos em breve, princesa.
E então a chamada foi encerrada.
Olhei para frente, para a estrada à minha esperança.
A Turquia nos esperava. E, dessa vez, eu chegaria preparado.
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Atualizado até capítulo 46
Comments
bete 💗
adorando demais esse romance
não demore por favor
❤️❤️❤️❤️❤️
2025-03-26
2
marlene cardoso dos santos
Que capítulo foi esse amei esse.homem protegendo a amanda.
2025-04-01
0
Iry Silva 🔖
Amando um mafioso Russo 😝
2025-03-29
0