Assim que pisei no hangar meus olhos procuraram imediatamente por Aylla.
Seu jato apareceu no céu me deixando ansioso e aliviado.
Linda, com os cabelos soltos de um jeito displicente e o rosto iluminado por um sorriso radiante. Antes que eu pudesse me preparar, ela correu na minha direção e saltou em meu colo.
O impacto me fez dar um passo para trás, mas minhas mãos automaticamente seguraram sua cintura, sustentando seu peso com facilidade. O perfume dela, quente e doce, me envolve como uma droga viciante.
— Estava com saudade — murmurou contra meu pescoço.
Fechei os olhos por um instante, aproveitando aquela sensação.
— Também senti sua falta, solnishko — respondi, minha voz mais grave do que o normal.
E foi nesse momento que percebi um problema.
Ela era pura provocação, e meu corpo reagiu antes que minha mente pudesse me alertar.
Soltei um suspiro pesado e me forcei a afastá-la um pouco, mas assim que levantei os olhos, me parei com Antony, seu pai, nos observando.
O olhar dele desceu pelo meu corpo, analisando cada detalhe.
A carranca que ele lançou quando viu meu estado me fez desejar que a terra me engolisse.
— Espero que isso seja sua arma, Aylla filha não me faça matar alguém. — ele resmungou.
Aylla, sem perceber — ou fingindo não perceber —, continuou me puxando pela mão enquanto cumprimentávamos os demais.
Quando cheguei até seu avô, Eymen, fiquei surpreso por sua recepção calorosa. O homem tinha um olhar astuto, mas um sorriso genuíno.
— Seja bem-vindo à nossa casa, Andrei.
— Obrigado. É uma honra estar aqui — respondi com respeito, apertando sua mão firme.
A avó de Aylla, Yasmin, era uma mulher elegante, com olhos refinados e um toque de doçura que contrastava com a postura imponente do marido. Eles tinham idade avançada, mas ainda demonstravam vitalidade e sabedoria.
Seguimos para a mansão, menor do que a minha na Rússia, mas com um charme acolhedor. Diferente da imponência fria das minhas propriedades, ali havia um calor que tornava tudo mais humano.
Na entrada, Akif nos espera. Ele era um homem de presença marcante, com olhos perspicazes e uma postura que impunha respeito. Mas, ao mesmo tempo, sua forma de tratar a família era repleta de carinho.
Ele me recebeu com um aperto de mão firme.
— Finalmente nos conhecemos, Andrei, o Russo que conquistou nossa princesa guerreira.
— O prazer é meu, Aylla é mais que uma guerreira, é uma força sobrenatural — respondi.
Ao seu lado, Alice, sua esposa, nos recebeu com um sorriso doce, segurando uma bandeja com comes e bebes típicos turcos. Ela era extremamente gentil, o tipo de mulher que exalava leveza.
— Espero que goste — disse, me oferecendo um pedaço de baklava.
— Obrigado. Estou certo de que amarei comer algo Turco. — falei e Cassandra engasgou percebendo um duplo sentido que nem eu percebia..
Nos acomodamos na sala, e fui apresentado aos outros membros da família.
Selin, filha de Akif, era uma jovem linda, de feições delicadas e olhar observador. Seu irmão, Baran, era um rapaz forte que aparentava não ser só um jovem e sim um homem com olhar mortal, que segurava a mão de Isadora, sua jovem noiva, tinha em torno de 18 anos, recém casados, como Baran a protegia demonstrava que o compromisso era não só um contrato, mas amor.
A troca de presentes começou logo depois.
Alice e Cassandra distribuíram os pacotes com carinho, entregando lembranças cuidadosamente escolhidas para cada membro da família. Observei a interação de Aylla com todos, notando o brilho em seus olhos ao ver a felicidade dos familiares.
Quando chegou minha vez, estendi os chocolates e flores que haviam comprado.
— Espero que gostem — disse, entregando um belo arranjo de flores para Yasmin e uma caixa de chocolates para Eymen.
O sorriso deles foi sincero.
— Muito bem escolhido, Andrei — Yasmin disse, cheirando as flores.
Aylla me olhou de lado, orgulhosa, e eu senti uma satisfação silenciosa por ter acertado na escolha.
Eu ainda estava conhecendo aquele lado dela, sua família, sua história. Mas, naquele momento, sentado ali, cercado por pessoas que a amavam genuinamente, senti algo que nunca havia sentido antes.
Eu me senti pertencente.
A sala estava imersa em conversas animadas, um ambiente acolhedor que me era incomum, mas surpreendentemente agradável. Aylla estava sentada ao meu lado no sofá, seu corpo levemente virado para mim, e sua cabeça descansava confortavelmente contra o meu colo. Sua presença era quente, natural, como se sempre tivesse pertencido ali.
Ela já havia trocado a roupa mais pesada que usara para a viagem por algo mais leve e confortável. O clima dentro da casa era agradável, e sua risada suave misturava-se à conversa leve que tinha com Selin e Isadora. As duas falavam algo que a fazia sorrir e balançar a cabeça, um brilho divertido nos olhos.
Minha mãe e a avó de Aylla estavam empolgadas em alguma discussão animada, gesticulando com entusiasmo. Era interessante ver como minha mãe se encaixava tão bem ali, como se já fizesse parte daquela família há tempos.
Antony e Akif conversaram um pouco mais distantes, as expressões sérias denunciando que falavam sobre negócios ou algo que chamava atenção. Eu observava tudo em silêncio, acostumado a ser alguém que mais analisava do que conhecia, mas ali, naquela casa, percebia que não precisava estar sempre em alerta.
Aylla virou um pouco o rosto e me olhou, os olhos brilhando com uma ideia repentinamente.
— Quer conhecer os cavalos? — Disse com um sorriso travesso.
Eu arqueei uma sobrancelha, achando graça do jeito que ela me olhava, como se já soubesse que eu diria sim.
— Claro — respondi, e um pequeno sorriso suave os cantos dos meus lábios.
Ela pegou minha mão, entrelaçando nossos dedos sem hesitar, e avisou:
— Vamos ver os cavalos! — avisou de forma casual, mas foi o suficiente para chamar a atenção de todos na sala.
Os olhares dos homens tornaram-se automaticamente mais atentos, enquanto as mulheres sorriam, um pouco de forma boba, outras com um brilho divertido nos olhos.
Sentir os olhos de Antony e Akif sobre nós, analisando, como bons pais e líderes fariam. Mas não houve repreensão, somente o peso da vigilância natural.
— Não demorem — Antony apenas disse, em um tom neutro, mas carregado de significado.
— Eu cuido dele — Aylla respondeu com um sorriso malicioso.
Soltei um suspiro, segurando o riso, e apenas equilibrei a cabeça enquanto a seguia para fora da casa.
O afresco da noite turca nos envolve assim que cruzamos a porta, e, por um momento, apreciamos o silêncio confortável entre nós, seguimos para ver aquele estábulo imenso e mesmo estando sob o olhar atento de seguranças desconhecidos para mim me permiti abaixar a guarda.
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Atualizado até capítulo 46
Comments
bete 💗
eles são lindos ❤️❤️❤️❤️❤️
2025-03-26
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