Andrei Ilanov

Eu sou Andrei Ilanov, filho da Bratva, criado no seio de uma das famílias mais temidas da Rússia. Aos 28 anos, depois da morte de Sergey e dos que traíam nossa linhagem, assumi o poder e com ele veio uma responsabilidade que, embora pesada, nunca me impediu de ser quem sou.

A Rússia agora é minha, mas a guerra, essa guerra silenciosa, continua. Para nós, conquistar o império não é apenas uma questão de força, mas também de alianças.

Hoje, o que mais me preocupa não são os inimigos que me cercam ou os negócios que preciso fechar. A aliança com a Itália, proposta pelo meu pai, já estava sendo discutida desde quando descobrimos a existência das gêmeas Alana e Giulia. A proposta parecia simples, uma aliança sem sentimentos, pelo bem da Rússia, mas ao olhar as fotos da família Mansur no meu celular, algo novo despertou em mim. Um nome ecoava na minha mente, e uma foto me chamava atenção... Aylla

Sua imagem, com os cabelos negros caindo em ondas perfeitas, os olhos penetrantes, parecia um convite irresistível. Eu me vi atraído por ela de uma forma que nunca experimentei antes. Aquela mulher exalava algo que nem eu sabia descrever. Não era só beleza, era algo maior, algo que parecia me puxar para ela, algo que eu não podia ignorar.

Enquanto eu observava a foto de Aylla, escutava atentamente a discussão entre meu pai e Nikolai, o subchefe da Bratva. Nikolai sempre foi arrogante, um homem que falava com um tom de desdém, como se ninguém fosse capaz de compreender a grandeza da sua própria opinião. A cada palavra que ele pronunciava, um desprezo crescente em minha parte se manifestava. Ele não era do meu tipo. Nem do tipo de ninguém da nossa família. Não valia nada, apenas estava ali por ser sobrinho do Sergey e ainda não ter feito nada para ser eliminado.

— Não podemos confiar nos italianos, Nikolayev. Eles são traiçoeiros. Nos aliar a eles é um erro. — O tom de Nikolai era ríspido, como se estivesse dando uma aula para um aprendiz imaturo.

Meu pai, por outro lado, mantinha a calma, como sempre fazia quando tinha uma visão clara sobre algo. Ele nunca foi um traidor, e a decisão que tomava tinha em mente o futuro da Bratva. Ele olhou para Nikolai com uma expressão impassível, como se já esperasse essa resistência.

— A guerra com a Itália terminou, Nikolai. Nossa aliança pode consolidar o poder que temos, não apenas em território, mas em influência. Já não precisamos de mais derramamento de sangue. Podemos ter paz e ainda assim manter nossa supremacia.

Enquanto meu pai e Nikolai continuavam o bate-boca, eu não podia mais ignorar o pensamento que me consumia. Aylla. Aquela mulher parecia ser mais do que uma simples peça nesse jogo de poder. Algo nela me atraía de maneira inexplicável, e a simples ideia de conhecê-la me fazia sentir um desejo crescente, algo primal, que eu nunca havia experimentado antes. Ela parecia ser mais do que apenas uma bela mulher. Ela era o tipo de mulher que poderia incendiar minha vida.

Quando a conversa começou a se estender demais, eu interrompi com a minha voz calma, mas firme:

— Podemos ir até a Itália, estabelecer essa aliança. Eu quero conhecer Aylla, a filha de Cassandra, sangue Turco e Italiano, três potencias mundiais, pode dar certo. Algo me diz que ela é muito mais do que parece, e essa união pode ser mais benéfica do que qualquer guerra.

Nikolai me olhou com desprezo, seus olhos brilhando de irritação. Ele achava que essa era uma ideia estúpida, mas ele não se atreveu a contestar, meu pai sim, mas na minha frente e diretamente a mim não.

— Isso vai ser um erro. Você sabe disso. — Ele resmungou, já se levantando da mesa, como se achasse que sua opinião tivesse peso.

Eu simplesmente observei sua saída, um sorriso frio se formando em meu rosto. Não me importava com o que Nikolai pensava. Ele sempre foi um homem fraco, que nunca soubera como lidar com as grandes decisões. O problema é que ele também não tinha a visão que meu pai e eu compartilhávamos. Ele era apenas uma peça descartável.

Depois que Nikolai saiu da sala, meu pai me olhou com a expressão de quem já sabia o que viria a seguir.

— Andrei, ele será um problema — meu pai disse com uma leve preocupação.

Eu sorri, deixando uma sombra de crueldade se revelar nos meus olhos.

— Problemas a gente resolve. E você sabe como eu faço isso — respondi sem hesitar.

— Vamos lá então, avisarei sua mãe e podemos partir hoje ainda, o que acha? — falou meu pai e concordei ainda sem conseguir tirar os olhos da tela, eu esperava que os Mansur aceitassem a paz, eu a queria tanto quanto quero Aylla e lutarei para que sejamos um só.

Eu sabia o que tinha que fazer. Agora, mais do que nunca, o desejo por Aylla queimava em mim. Não era apenas uma atração física. Havia algo mais, algo que me fazia querer ir além, querer conquistá-la. E quando chegássemos à Itália, não seria apenas uma aliança o que eu iria buscar. Ela seria minha. Eu iria fazer dela a minha.

Saímos ainda a tarde e nosso jato Gulfstream G650 fez a longa viagem parecer um breve passeio, chegamos na Itália, vi os homens alinhados à espera, postura rígida, olhar atento. Um recepção digna de uma reunião entre líderes. Noah Mansur estava à frente, rodeado por seus soldados de confiança, o olhar afiado analisando cada um de nós.

Desci os degraus do avião sem pressa, meus passos firmes ecoando no concreto da pista. Ao meu lado, meu pai, Nikolayev, mantinha sua expressão impassível. Atrás de nós, nossos homens seguiam, atentos a cada detalhe. O vento cortante da Itália àquela hora da noite não era nada comparado ao frio da Rússia, mas ainda assim trazia um frescor que despertava os sentidos.

Noah avançou primeiro, sua expressão neutra, mas o aperto de mão foi firme. Não havia espaço para incertezas entre nós. Ele nos apresentou rapidamente aos homens ao seu lado, e trocamos cumprimentos formais.

Na mansão assim que chegamos as mulheres estavam na sala reunidas com algumas crianças, quando a vi ela não precisou falar para que sua presença dominasse o ambiente. O brilho negro dos cabelos longos emoldurava um rosto esculpido com perfeição, os lábios carnudos um convite ao pecado, mas foi o olhar que prendeu minha atenção. Intenso. Desafiador. Penetrante. Ela não desviou quando nossos olhares se encontraram, não recuou como tantas outras fariam diante da aura de perigo que sempre me envolvia. Em vez disso, sustentou o contato, os lábios se curvando em algo que não chegava a ser um sorriso, mas carregava a promessa de um jogo interessante.

O ar entre nós pareceu vibrar, carregado de algo sombrio e instigante. Ela era exatamente como imaginei… e muito mais.

— Vamos para o escritório — a voz de Noah quebrou o momento, mas a sensação ficou.

Seguimos para dentro da imponente mansão, os passos ecoando no mármore impecável. Eu podia sentir os olhos de Aylla em minhas costas, assim como ela sabia que os meus estavam sobre ela. Isso só tornava tudo ainda mais interessante.

Com o poder da Bratva em minhas mãos e um destino a ser cumprido, eu não tinha medo. Eu queria Aylla, e nada nem ninguém me impediria.

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Comments

Andrea Freire

Andrea Freire

Uau, Andrei é decidido e Aylla também, ansiosa para os próximos capítulos

2025-03-25

4

DAIANE

DAIANE

Que comece o jogo de conquistas

2025-03-25

1

Marlucy Nascimento

Marlucy Nascimento

Os dois ja sabem o que os esperam

2025-03-28

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