A Noite de Confronto

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A tensão no ar ainda era palpável.

Mesmo depois de deixarem o bar, Pak conseguia sentir a raiva contida de Kiet.

Eles estavam no carro dele, o motor do Ferrari roncando enquanto deslizavam pelas ruas iluminadas da cidade.

Pak olhou de lado, analisando o vampiro ao seu lado.

Kiet estava sério.

Os dedos apertavam o volante com força, o maxilar travado.

E os olhos…

Os olhos ainda tinham aquele brilho dourado intenso.

Pak engoliu em seco.

— Você quer me contar o que foi aquilo? — perguntou, quebrando o silêncio.

Kiet não respondeu imediatamente.

Então, finalmente, soltou um longo suspiro.

— Ele queria provocar. E eu caí na provocação.

Pak arqueou uma sobrancelha.

— Ah, jura? Eu nem percebi.

Kiet olhou de lado, sem paciência.

— Pak.

— O quê? Eu deveria fingir que não vi você quase arrancando a cabeça dele?

Kiet respirou fundo.

— Ele tocou em você.

Pak cruzou os braços.

— E você acha que resolveu o problema quase esmagando ele contra a parede?

Kiet desviou o olhar, tenso.

— Eu… não consegui me controlar.

Pak ficou em silêncio por um momento.

Ele sabia que Kiet era diferente.

Mas ver aquela fúria crua, tão selvagem, foi assustador.

— Eu nunca tinha te visto assim — confessou, baixinho.

Kiet apertou ainda mais o volante.

— Eu sou assim, Pak.

O tom dele era sombrio.

— Eu tento me conter, mas… quando se trata de você… é diferente.

Pak sentiu o coração acelerar.

Ele queria ficar bravo. Queria questionar Kiet.

Mas, de alguma forma, aquelas palavras o desarmaram.

Quando se trata de você…

Pak desviou o olhar para a janela.

— Para onde estamos indo?

Kiet hesitou.

— Para minha casa.

Pak arregalou os olhos.

— O quê? Por quê?

Kiet suspirou.

— Porque Pich não vai parar por aqui. Ele vai continuar provocando, tentando me desestabilizar.

— E o que isso tem a ver comigo?

Kiet finalmente olhou para ele.

O olhar intenso.

Quente.

— Porque ele vai tentar te atingir para me ferir.

Pak sentiu um arrepio.

Ele queria protestar. Queria dizer que Kiet estava exagerando.

Mas, no fundo…

Ele sabia que Pich era perigoso.

E sabia que, depois daquela noite, ele estava na mira.

A casa de Kiet era um prédio luxuoso no centro da cidade, com segurança reforçada e uma vista espetacular do horizonte noturno.

Pak nunca tinha estado ali antes.

Quando entrou, percebeu o quão minimalista e impecável era o apartamento.

Móveis sofisticados, tons escuros, iluminação suave.

Mas não teve tempo de admirar por muito tempo.

Porque, no instante em que Kiet fechou a porta, alguém bateu.

Com força.

Pak congelou.

Kiet franziu a testa.

— Ele não perderia tempo — murmurou.

Pak arregalou os olhos.

— Ele quem?

Kiet não respondeu. Apenas abriu a porta.

E lá estava ele.

Pich.

Com seu sorriso arrogante.

Seus olhos prateados brilhando em desafio.

— Ora, ora. Pensei que fossemos conversar um pouco mais, Kiet.

Kiet não se moveu.

— Você está ultrapassando os limites.

Pich riu.

— Ah, Kiet. Sempre tão dramático.

Seus olhos desviaram para Pak.

— Espero que não tenha assustado o seu humano.

Pak sentiu o sangue ferver.

— Eu não sou “dele”.

Pich sorriu, satisfeito.

— Interessante. Então por que está aqui?

Kiet rosnou.

— Porque eu trouxe.

A tensão era quase sufocante.

Dois vampiros. Dois predadores.

E Pak no meio.

— O que você quer, Pich? — Kiet exigiu.

Pich deu um passo à frente.

— Quero entender.

— Entender o quê?

O sorriso de Pich desapareceu.

A expressão dele ficou séria. Fria.

— Quero entender por que você ainda finge ser algo que não é.

Os olhos de Kiet brilharam mais forte.

— Eu não sou como você.

Pich riu.

— Não?

Então, de repente, ele se moveu.

Pak nem viu o que aconteceu.

Em um instante, Pich estava na frente dele.

Tão rápido que parecia um borrão.

— Pak! — Kiet rosnou.

Mas já era tarde.

Pich o agarrou pela gola da camisa.

Os olhos prateados faiscando.

— Me diz, humano. Você realmente acha que conhece o Kiet?

Pak lutou, mas o aperto era forte.

— Me solta, seu desgraçado!

Pich sorriu.

— Se ele realmente te quisesse, teria te transformado.

Pak congelou.

O quê?

Kiet se moveu.

Antes que Pich pudesse fazer qualquer outra coisa, ele o atacou.

Dessa vez, sem segurar sua força.

Pak foi jogado para trás quando os dois vampiros se chocaram contra a parede.

O barulho da luta ecoou pelo apartamento.

Móveis se quebrando.

Vidros estilhaçando.

Kiet golpeou Pich com força, fazendo o outro vampiro sorrir.

— Isso! — Pich riu. — Agora estou vendo o verdadeiro Kiet!

Os olhos de Kiet brilharam.

Pak estava paralisado.

O que diabos estava acontecendo?!

Mas então, algo mudou.

Pich não estava mais sorrindo.

Porque Kiet o prendeu contra o chão.

E mostrou os dentes.

As presas expostas.

A fúria incontrolável.

Os olhos dourados brilhando como fogo.

Pich finalmente pareceu surpreso.

— Você vai me matar?

O silêncio foi ensurdecedor.

Por um momento, Pak achou que Kiet faria isso.

Mas então…

Kiet parou.

O olhar encontrou o de Pak.

E algo mudou.

A raiva se dissolveu.

Ele soltou Pich.

Se afastou.

Pak percebeu o tremor nas mãos dele.

Ele estava lutando contra si mesmo.

Pich riu baixinho.

— Interessante.

Ele se levantou, sem pressa.

Sem medo.

— Parece que seu humano realmente te enfraquece.

Kiet não respondeu.

Pich suspirou.

— Isso não acabou.

E então, ele se foi.

O silêncio no apartamento era pesado.

Pak olhou para Kiet.

Ele parecia… derrotado.

— Você está bem? — perguntou, hesitante.

Kiet riu sem humor.

— Eu quase o matei.

Pak se aproximou.

— Mas você não fez.

Kiet o olhou.

— Porque você estava aqui.

Pak sentiu um arrepio.

Ele sabia que era verdade.

Kiet teria matado Pich.

Se Pak não estivesse lá para impedi-lo.

E isso mudava tudo.

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