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Pak sentia o peso das palavras de Kiet ecoando dentro de sua cabeça.
"Talvez estar com você seja mais perigoso do que eu imaginava."
Aquelas palavras deveriam assustá-lo. Deveriam fazê-lo recuar.
Mas não fizeram.
Desde que conhecera Kiet, sua vida tinha virado de cabeça para baixo. No entanto, nada parecia errado nisso.
O perigo, a incerteza, o desconhecido… ele queria descobrir tudo.
Mas, para isso, Kiet precisava deixá-lo entrar.
E, pelo silêncio tenso entre eles, Pak sabia que isso não seria fácil.
Nos dias seguintes ao encontro com Pich, Kiet começou a agir estranho.
Ele ainda falava com Pak, ainda estava por perto… mas havia algo diferente.
Era sutil. Pequenos detalhes que só alguém atento perceberia.
Kiet já não tocava Pak como antes. Não segurava sua mão com a mesma naturalidade.
Os olhares demorados haviam se tornado hesitantes.
Os momentos que antes pareciam tão naturais agora tinham um peso sufocante.
Pak tentava ignorar, mas aquilo o consumia por dentro.
E, naquela noite, ele decidiu que não deixaria isso continuar.
O Confronto
Pak encontrou Kiet no estacionamento da faculdade.
O vampiro estava encostado contra seu Ferrari vermelho, os braços cruzados, olhando para o céu.
Ele estava lindo—como sempre. Mas dessa vez, havia algo cansado em sua postura.
Pak respirou fundo e se aproximou.
— Você está me evitando.
Kiet não olhou para ele de imediato.
— Não estou.
Pak cruzou os braços.
— Então por que está diferente?
Dessa vez, Kiet suspirou e finalmente o encarou.
Os olhos dourados estavam sombrios, carregados de algo que Pak não conseguia decifrar.
— Isso não é fácil para mim — Kiet disse, a voz mais baixa.
Pak sentiu seu coração acelerar.
— O que não é fácil?
Kiet hesitou por um momento, e então respondeu:
— Gostar de você.
A confissão atingiu Pak como um soco.
Kiet gostava dele.
Ele realmente gostava dele.
Pak abriu a boca para responder, mas Kiet continuou:
— Não é como se eu pudesse simplesmente… me permitir isso. — Ele passou a mão pelos cabelos, exasperado. — Eu não sou como você, Pak. Não posso fingir que sou só um cara normal.
Pak sentiu uma raiva súbita subir dentro de si.
— E você acha que eu sou burro? Acha que eu não sei que você não é normal?
Kiet o olhou, surpreso com a resposta.
— Eu sei que você é um vampiro, Kiet. Sei que existe um mundo ao qual eu não pertenço. Mas quer saber? Eu não ligo.
Kiet abriu a boca, mas Pak não parou.
— O que aconteceu naquela noite, com Pich… eu vi que há coisas que você não quer me contar. E tudo bem. Mas eu estou aqui. Eu quero estar aqui.
Kiet desviou o olhar, tenso.
— Você não entende o que está dizendo.
— Então me faça entender.
O silêncio entre eles se estendeu.
E então, Kiet suspirou, passando a mão no rosto, como se estivesse cansado de lutar contra algo dentro de si.
Ele olhou para Pak de novo, e seus olhos dourados brilhavam intensamente.
— Você não tem medo de mim?
A pergunta fez Pak hesitar.
Ele deveria ter medo.
Mas… não tinha.
Pak respirou fundo e deu um passo à frente, reduzindo a distância entre eles.
— Não.
Kiet ficou imóvel. Seus olhos analisavam Pak, como se tentassem decifrar se ele estava falando a verdade.
E então, algo mudou.
A tensão entre eles se transformou.
Kiet ergueu a mão lentamente e tocou o rosto de Pak, seus dedos frios contrastando com sua pele quente.
— Você me deixa louco.
Pak sorriu, pequeno.
— Bom saber que isso é recíproco.
Kiet soltou um riso baixo, e, por um momento, Pak viu um vislumbre do homem que conhecera naquela noite na biblioteca.
O Kiet que não se permitia sentir… mas que sentia.
Pak não sabia como aquilo terminaria.
Mas sabia que não recuaria.
Porque, naquela noite, ele sentiu o coração de um vampiro bater.
E ele não deixaria Kiet sufocar esse sentimento.
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Atualizado até capítulo 45
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