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O mundo de Pak desabou em silêncio.
Ele olhava para Kiet, o coração martelando no peito. O bar ao redor deles parecia distante, os sons abafados pelo choque que zunia em sua cabeça.
Vampiro.
A palavra pairava no ar como um feitiço proibido.
— Isso não é brincadeira? — Pak perguntou, a voz mais trêmula do que gostaria.
Kiet não respondeu de imediato. Seus olhos vermelhos eram prova suficiente de que ele falava a verdade.
Pak puxou o braço com força, se libertando do aperto frio de Kiet.
— Isso… Isso é loucura.
— É a realidade.
— Não, isso é… — Pak riu sem humor, passando as mãos pelos cabelos. — Isso não existe. Vampiros não existem.
Kiet suspirou.
— Você quer provas?
Pak hesitou, mas sua curiosidade superava seu medo.
Ele não sabia exatamente o que esperava, mas Kiet deu apenas um passo para trás… e, em um piscar de olhos, ele desapareceu.
O ar ao redor de Pak pareceu estremecer. E então Kiet estava atrás dele.
Pak sentiu a respiração gelada em sua nuca.
— Acredita agora?
Pak virou-se tão rápido que quase tropeçou. Kiet estava ali, a menos de um passo de distância, perto demais.
Os olhos de Pak passearam pelo rosto dele, analisando cada detalhe: a pele pálida e impecável, os traços afiados, os olhos que brilhavam com um tom vermelho intenso…
Como ele nunca percebeu antes?
— Você… Quanto tempo você…?
— Tempo demais.
A resposta veio carregada de algo que Pak não conseguiu decifrar.
Ele queria fugir. Ele deveria fugir. Mas seus pés estavam presos no chão.
— Você bebe… sangue? — Ele perguntou, a voz mais baixa.
Kiet olhou para ele por um momento antes de responder.
— Sim.
Pak engoliu em seco.
"E se ele quiser o meu?"
O pensamento fez um arrepio subir por sua espinha. Mas Kiet não parecia ameaçador. Havia algo nos olhos dele… algo diferente.
— Você… já matou alguém?
Kiet franziu a testa, como se a pergunta o incomodasse.
— Não sou um monstro, Pak.
Pak sentiu um nó na garganta. Ele queria duvidar, queria se afastar… mas algo nele se recusava a temê-lo.
E, pior ainda…
Algo nele se recusava a parar de olhar para Kiet daquele jeito.
Interrupção Indesejada
Antes que Pak pudesse dizer qualquer coisa, uma nova voz surgiu.
— Já contando segredos, Kiet?
Than.
Pak fechou os olhos por um segundo, sentindo um cansaço repentino. Ele virou-se para encarar o outro vampiro, que sorria com pura diversão.
— O que você quer? — Kiet perguntou, sua voz soando irritada pela primeira vez.
— Só estou curtindo o espetáculo. Você nunca contou a ninguém antes, Kiet. Então por que ele?
Pak olhou para Kiet, esperando a resposta.
Mas Kiet apenas desviou o olhar.
— Isso não te interessa.
Than riu, cruzando os braços.
— Você nunca foi de se envolver com humanos. Por que ele é diferente?
Kiet permaneceu em silêncio.
Pak sentiu algo estranho no peito. Uma mistura de confusão, ansiedade… e um calor inesperado.
Então Than deu um passo à frente e olhou diretamente para Pak.
— E você? Não vai correr?
Pak respirou fundo.
Ele deveria correr.
Mas em vez disso, ele encarou Than de volta.
— Acho que estou mais curioso do que assustado.
Than ergueu uma sobrancelha, claramente surpreso.
— Interessante.
Kiet, por outro lado, parecia… frustrado.
— Vamos. Eu vou te levar pra casa.
Pak hesitou por um segundo, mas assentiu.
Than observou os dois, ainda com um sorriso misterioso nos lábios.
— Isso vai ser divertido de assistir.
E, pela primeira vez, Pak sentiu que a sua vida nunca mais seria a mesma.
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Atualizado até capítulo 45
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