O Ciúme que Mata

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O clima entre Kiet e Pak estava diferente.

Desde o confronto com Pich, Kiet estava mais fechado. Mais distante.

Pak percebeu.

E não gostou nem um pouco.

Ele sabia que Kiet estava tentando protegê-lo, mas aquilo o irritava. Ele não queria ser protegido.

Ele queria entender.

Mas antes que pudesse confrontar Kiet sobre isso, Pich apareceu de novo.

E dessa vez, ele não estava brincando.

Era uma sexta-feira à noite, e Pak, Nat e Sara estavam em um bar sofisticado perto do campus.

A música ambiente era agradável, o cheiro de drinks e perfumes caros misturava-se no ar.

Pak tentava se distrair da confusão em sua cabeça.

— Você está muito pensativo — disse Nat, estreitando os olhos. — Isso tem a ver com o nosso gato misterioso?

Pak suspirou.

— Talvez.

Sara sorriu.

— Eu sabia que tinha algo entre vocês!

— Não tem nada — Pak retrucou, pegando seu drink.

Nat riu.

— Mas você queria que tivesse.

Pak ia responder, mas algo o fez parar.

Uma presença.

Uma sensação incômoda.

Quando olhou para a entrada do bar, viu Pich entrando.

E o pior? Ele estava vindo diretamente para ele.

Nat e Sara notaram sua expressão tensa.

— O que foi? — Sara perguntou.

Mas antes que Pak pudesse responder, Pich já estava ali.

— Boa noite, Pak — ele disse, sorrindo de lado.

Nat franziu a testa.

— Quem é esse?

Pak fechou a mandíbula.

— Um conhecido.

Pich riu baixinho.

— Que jeito frio de se referir a mim.

Ele então olhou para Nat e Sara e deu um sorriso encantador, quase hipnotizante.

— Espero que não estejam chateados por eu roubar a atenção do seu amigo por um momento.

Nat olhou para Pak, claramente desconfiado.

— Tá tudo bem?

Pak forçou um sorriso.

— Sim. Já volto.

Ele se levantou e seguiu Pich para um canto mais reservado do bar.

Quando pararam, Pak cruzou os braços.

— O que você quer agora?

Pich o analisou por um momento, antes de sorrir.

— Só queria saber como você está depois da nossa conversa de ontem.

Pak não caiu naquela.

— Fala logo.

Pich suspirou dramaticamente.

— Que rude. Mas tudo bem. Vou direto ao ponto.

Ele se inclinou um pouco mais, perigosamente próximo.

— Eu quero saber… o que Kiet significa para você.

Pak piscou, surpreso.

— O quê?

Pich sorriu, os olhos prateados brilhando.

— Quero saber se ele já te contou a verdade.

— Que verdade?

Pich riu baixo.

— Ele não mudou, Pak. Ele tenta se enganar, mas no fundo… ele é igual a mim.

Pak sentiu o coração acelerar.

— Você fala como se ele fosse um monstro.

Pich sorriu de lado.

— Talvez seja.

Pak ficou furioso.

Ele não sabia tudo sobre Kiet, mas sabia que ele não era como Pich.

— Você não sabe de nada.

Pich arqueou uma sobrancelha.

— Então me prova.

Pak franziu a testa.

— Como?

Pich deu um passo ainda mais perto, quase roçando nele.

— Me beija.

Pak arregalou os olhos.

— O quê?!

Pich riu, se divertindo.

— Me beija. Se Kiet realmente não for como eu… então ele não vai se importar, certo?

Pak sentiu o sangue ferver.

A audácia de Pich…

Mas antes que pudesse reagir, uma brisa fria cortou o ar.

E Kiet estava ali.

E ele não parecia nada feliz.

A presença de Kiet foi como um raio partindo o céu.

O ar ao redor dele estava carregado de tensão.

Os olhos dourados não brilhavam mais suavemente.

Eles estavam intensos. Furiosos.

Pich apenas sorriu.

— Ah, Kiet. Você chegou bem na melhor parte.

Pak sentiu um arrepio.

Kiet não disse nada. Apenas olhou para Pich como se estivesse prestes a atacar.

— O que você acha, Kiet? — continuou Pich, se divertindo. — Seu humano estava prestes a me beijar.

Pak ficou furioso.

— Eu não ia fazer isso!

Pich riu.

— Mas não me afastou imediatamente, não é?

Kiet finalmente se moveu.

Em um piscar de olhos, ele agarrou Pich pela gola da camisa e o empurrou contra a parede.

O bar inteiro pareceu congelar.

Pak sentiu o estômago revirar.

Ele nunca tinha visto Kiet assim.

— Se você encostar nele de novo, eu acabo com você.

A voz de Kiet era sombria, ameaçadora.

Pich, no entanto, apenas sorriu.

— Então admita, Kiet. Você o quer.

O aperto de Kiet se intensificou.

Mas Pich apenas riu.

— Você ainda acha que é diferente de mim?

Os olhos de Kiet brilharam.

Pak percebeu.

Ele estava lutando contra alguma coisa dentro de si.

E isso o assustou.

— Kiet, para! — Pak finalmente interveio, segurando o braço dele.

Kiet hesitou.

Seu olhar foi até Pak.

E foi ali, naquele momento, que ele se acalmou.

Ele soltou Pich e deu um passo para trás.

Respirando fundo.

Pich ajeitou a roupa, ainda sorrindo.

— Parece que alguém tem mais influência sobre você do que imaginei.

Kiet o ignorou.

Ele apenas olhou para Pak.

— Vamos sair daqui.

Pak assentiu, ainda impactado.

E juntos, eles deixaram Pich para trás.

Mas Pak sabia que aquilo não tinha acabado.

A guerra entre Kiet e Pich estava apenas começando.

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