A Paixão que Não Pode Ser Negada

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Pak tentou ignorar o olhar de Kiet. Tentou se concentrar na conversa com Nat e Sara, mas sua mente estava presa na noite passada.

Na verdade, sua mente estava presa nele.

Kiet não deveria ter tanto poder sobre seus pensamentos. Mas ele tinha.

E, pior ainda… Pak não queria lutar contra isso.

Conflito Silencioso

— Você não vai parar de encarar ele, não? — Nat perguntou, sorrindo de lado.

Pak desviou o olhar imediatamente.

— Eu não estava encarando.

— Ah, claro — Sara riu. — Se você disser.

Pak suspirou, pegando o café e tentando ignorar o calor subindo pelo seu rosto.

Mas então, quando ergueu os olhos de novo, Kiet não estava mais lá.

Pak franziu a testa, seu coração disparando um pouco sem motivo. Ele olhou ao redor, mas não havia sinal dele.

E então…

Uma corrente de ar frio passou por sua nuca.

Pak sentiu antes mesmo de ver.

— Você realmente não consegue parar de pensar em mim, consegue?

Pak se virou tão rápido que quase derrubou o café.

Kiet estava ali, atrás dele, tão perto que Pak podia sentir a energia ao redor dele.

— O que… Como você chegou aqui?

Kiet sorriu de lado.

— Eu andei.

— Mentira.

— Talvez.

Pak fechou os olhos por um segundo antes de encará-lo novamente.

— O que você quer?

— Conversar.

— Sobre?

Kiet hesitou por um momento antes de responder.

— Sobre o que aconteceu ontem.

Pak respirou fundo. Ele sabia que essa conversa viria mais cedo ou mais tarde.

— Tá bom — ele disse. — Mas não aqui.

A Noite, Outra Vez

Eles se encontraram algumas horas depois, em um lugar mais discreto: um terraço vazio, longe dos olhares curiosos.

— Você está com medo de mim? — Kiet perguntou diretamente.

Pak não soube responder de imediato.

— Eu… não sei.

Kiet se aproximou.

— Eu nunca faria nada para te machucar.

— Você continua dizendo isso.

— Porque é verdade.

Pak engoliu em seco. Ele queria acreditar. Queria confiar.

Mas confiar em Kiet significava entrar num mundo completamente diferente. Um mundo que ele ainda não sabia se estava pronto para fazer parte.

Mas Kiet…

Kiet estava lá, perto demais outra vez.

E Pak não se afastou.

Ele não queria se afastar.

— Você… nunca se sentiu assim antes? — Pak perguntou, sua voz mais baixa.

Kiet respirou fundo.

— Não.

— Isso te assusta?

Kiet sorriu de lado.

— Você me assusta.

Pak piscou, confuso.

— Como assim?

Kiet hesitou por um segundo.

— Você me faz sentir… humano.

O silêncio que seguiu foi quase ensurdecedor.

E então, antes que Pak pudesse se conter, ele fez o impensável.

Ele se aproximou mais.

E Kiet não se afastou.

Seus rostos estavam a milímetros de distância.

Pak sentia a respiração de Kiet, sentia o frio que emanava dele… e, ao mesmo tempo, sentia um calor subir por seu próprio corpo.

E então, sem pensar…

Pak o beijou.

Por um segundo, Kiet ficou imóvel.

Mas então, ele retribuiu.

Foi um beijo lento, hesitante, como se ambos ainda estivessem tentando entender o que era aquilo.

Mas logo, a hesitação se transformou em algo mais intenso.

As mãos de Kiet seguraram a cintura de Pak, puxando-o para mais perto.

E Pak se permitiu se perder nele.

Porque, naquele momento, nada mais importava.

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