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O motor do Ferrari rugia baixo enquanto Kiet dirigia pelas ruas silenciosas da cidade. O beijo ainda queimava nos lábios de Pak, e sua mente estava um caos.
Ele queria perguntar o que aquilo significava.
Queria exigir respostas.
Mas, ao olhar para Kiet, tão concentrado, tão tenso, ele percebeu que as respostas talvez fossem complicadas demais.
O carro parou em frente ao prédio onde Pak morava.
Um silêncio carregado tomou conta do espaço entre os dois.
Pak desceu, mas antes que fechasse a porta, Kiet falou:
— Pak…
O coração de Pak acelerou.
Ele esperou.
Mas Kiet apenas fechou os olhos por um segundo, como se estivesse lutando contra algo dentro de si.
— Boa noite — disse, por fim.
Pak sentiu um aperto no peito, mas apenas assentiu.
— Boa noite, Kiet.
E então, sem olhar para trás, entrou no prédio.
Mas a verdade era…
Ele queria que Kiet o tivesse parado.
Os dias seguintes foram estranhos.
Pak tentou agir normalmente na faculdade, mas havia algo diferente nele.
E Nat percebeu.
— Tá acontecendo alguma coisa, Pak? — perguntou, enquanto almoçavam no refeitório. — Você anda distraído.
Pak jogou os ombros para trás, tentando disfarçar.
— Eu tô bem.
Nat estreitou os olhos.
— Isso tem a ver com aquele cara estranho, não tem?
Pak congelou.
— Que cara?
— O vampiro. O que parece que saiu direto de um filme de romance sombrio.
Pak bufou, rindo.
— Você é muito exagerado.
— Eu te conheço, Pak. E sei que você tá diferente.
Pak desviou o olhar, sem saber o que dizer.
Como explicar aquilo? Como dizer que estava atraído por algo que deveria ser um perigo?
Mas, antes que pudesse responder, sentiu um arrepio na nuca.
Era como se estivesse sendo observado.
Ele se virou e o viu.
Kiet estava parado na entrada do refeitório, os olhos dourados fixos nele.
A conexão foi imediata.
Pak sentiu um arrepio na espinha.
Nat seguiu o olhar dele e revirou os olhos.
— É oficial. Você tá mesmo encrencado.
Pak tentou se concentrar no almoço, mas sabia que Kiet ainda estava olhando para ele.
Era um olhar que fazia sua pele formigar.
Era um olhar que dizia “você é meu”.
E Pak não sabia mais se queria resistir a isso.
Mais tarde naquela noite, Pak estava deitado na cama, tentando dormir.
Mas não conseguia.
Os olhos de Kiet não saíam da sua mente.
O toque dele.
O beijo.
Um suspiro escapou de seus lábios.
Foi quando ouviu um som suave na varanda.
Ele se sentou de súbito.
O coração disparou.
Levantou-se lentamente e caminhou até a porta de vidro.
E o viu.
Kiet estava ali, parado na escuridão, como um predador à espreita.
Pak abriu a porta devagar.
— O que você está fazendo aqui?
Kiet hesitou por um momento.
Então, deu um passo à frente, invadindo o espaço de Pak de um jeito intoxicante.
— Eu não deveria estar aqui — Kiet murmurou, a voz baixa, rouca.
Pak engoliu em seco.
— Então por que está?
Kiet levantou a mão e tocou o rosto de Pak.
Os dedos frios traçaram sua pele, descendo até seu maxilar.
Pak prendeu a respiração.
A atração entre eles era quase sufocante.
— Porque eu não consigo ficar longe de você — Kiet sussurrou.
E então, sem hesitação dessa vez, ele o beijou novamente.
Dessa vez, não havia dúvida, não havia medo.
Havia apenas desejo.
E Pak se entregou completamente.
Os dedos de Kiet deslizaram para sua nuca, puxando-o para mais perto.
O frio da pele de Kiet contrastava com o calor do corpo de Pak, criando uma sensação viciante.
Pak sentiu o mundo girar quando foi pressionado contra a parede da varanda.
O beijo se intensificou, os corpos se encaixando.
Era loucura.
Era errado.
Mas Pak não queria parar.
E Kiet parecia não ter intenção de soltá-lo.
As mãos de Pak seguraram os braços de Kiet, sentindo a força contida ali.
Ele era perigoso.
Ele era letal.
E, ainda assim, Pak confiava nele.
Kiet afastou os lábios, apenas o suficiente para olhar nos olhos de Pak.
— Isso… não deveria estar acontecendo — Kiet disse, a voz carregada de conflito.
Pak deslizou os dedos pela gola da camisa dele, segurando-o firme.
— Então me diga para parar.
Kiet respirou fundo.
Seus olhos brilharam na escuridão.
Pak esperou.
Mas a única resposta que recebeu foi outro beijo.
Dessa vez, mais urgente.
Dessa vez, mais intenso.
Pak sentiu a mente se perder na sensação.
Seu corpo inteiro reagia a Kiet de um jeito que ele nunca sentiu com ninguém antes.
E, naquele momento, ele soube…
Não havia mais volta.
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Atualizado até capítulo 45
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