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A noite estava mais fria do que o normal. Pak puxou a jaqueta para mais perto do corpo enquanto caminhava de volta para seu dormitório, a mente ainda girando com os acontecimentos daquela noite.
Than.
O jeito como ele apareceu de repente, as palavras enigmáticas… Algo sobre aquele cara lhe causava um arrepio estranho.
E então havia Kiet.
Pak parou em frente à porta do seu dormitório, tirando a chave do bolso, mas suas mãos estavam inquietas. Ele não conseguia afastar a sensação de que havia algo que ele não estava enxergando direito.
Ele se jogou na cama sem trocar de roupa, encarando o teto. Pegou o celular e olhou para o número de Kiet em sua carteira. Ele deveria ligar?
Ele balançou a cabeça, rindo sozinho. Que merda, por que esse cara tava me deixando tão inquieto
Na noite seguinte, Pak decidiu espairecer. Foi até um dos bares mais badalados da cidade com Nat e Sara, disposto a esquecer as coisas estranhas que vinham acontecendo.
A música alta preenchia o ambiente, e o cheiro de álcool e cigarro se misturava ao perfume das pessoas. Pak estava encostado no balcão, girando um copo de uísque nos dedos, quando sentiu um arrepio subir por sua nuca.
Ele não sabia explicar, mas sabia que estava sendo observado.
Ele olhou em volta. E então viu.
Kiet.
Ele estava ali, no canto do bar, usando uma camisa preta com os primeiros botões abertos, os olhos dourados brilhando mesmo na pouca luz.
Pak engoliu em seco.
Kiet se afastou da parede e caminhou até ele com a mesma graça felina de sempre.
— Você me seguiu? — Pak perguntou, tentando parecer casual.
— Você é sempre descuidado assim?
Pak estreitou os olhos.
— O que você quer dizer com isso?
Antes que Kiet pudesse responder, um novo problema surgiu.
Pichaya "Pich" Phanomwan.
Alto, esguio e perigoso, Pich se aproximou de Pak com um sorriso afiado no rosto.
— Oi você éque denovo sempre chamado a atenção do Kiet.
Pak piscou, confuso.
— Como assim?
Pich riu, aproximando-se demais.
— Alguém que pode te dar algo muito melhor do que ele pode dar.
Pak recuou um passo, incomodado com o olhar predatório do outro. Mas, antes que pudesse reagir, Kiet já estava entre eles.
Rápido. Rápido demais.
Seus olhos estavam mais escuros, e seu corpo inteiro emanava algo que Pak não sabia explicar… mas que fazia sua pele arrepiar.
— Não se meta nisso, Pich.
Pich sorriu, mas seus olhos estavam cheios de desafio.
— Ou o quê?
Os dois ficaram se encarando, a tensão carregada de algo muito mais profundo do que Pak podia compreender.
E então Pich riu.
— Ele não sabe, né?
Pak franziu a testa.
— Saber o quê?
Kiet não respondeu. Seu silêncio dizia tudo.
Pich inclinou a cabeça, divertido.
— Ah, isso vai ser interessante.
Então, antes que alguém pudesse impedir, ele desapareceu na multidão.
Pak sentiu o coração disparar. Ele olhou para Kiet.
— O que ele quis dizer com isso?
Kiet respirou fundo, desviando o olhar.
— Você deveria ir para casa, Pak.
— Não até você me falar.
Kiet fechou os olhos por um segundo, como se lutasse contra algo dentro de si. Então ele abriu novamente, e Pak viu.
Seus olhos não estavam mais dourados.
Estavam vermelhos.
Pak deu um passo para trás, mas Kiet foi mais rápido. Ele o segurou pelo pulso, o toque frio como gelo.
— eu não sou como você, não precisa te medo, Pak.
O coração de Pak batia tão alto que ele quase não ouvia mais nada.
— O que… você é?
Kiet olhou diretamente para ele.
— Um vampiro.
Pak sentiu o mundo girar.
A verdade, agora irreversível, estava diante dele.
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Atualizado até capítulo 45
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