Cap. 20

Na manhã seguinte, quando o sol começou a entrar pelas frestas da cortina, o quarto foi banhado por uma luz suave e acolhedora. Giuliana se mexeu levemente, os cílios tremendo antes de abrir os olhos devagar. Por um momento, ela não sabia onde estava, mas o toque firme e gentil de Alessandro ao redor do seu corpo, a trouxe de volta a realidade.

Ele estava no mesmo lugar, ao seu lado, o braço envolvendo sua cintura de forma protetora. O rosto dele estava sereno, mas mesmo dormindo, Alessandro mantinha uma expressão de alerta, como se estivesse sempre pronto para agir.

Giuliana sentiu o coração bater mais forte. A proximidade dele a deixava confusa, mas ao mesmo tempo era um refúgio. Ela estendeu a mão, os dedos hesitantes se aproximando do rosto dele, querendo tocar aquela pele que parecia tão forte e ao mesmo tempo tão acolhedora.

Antes que pudesse completar o gesto, os olhos de Alessandro se abriram, tão afiados quanto sempre. Ele a encarou por um segundo, e enquanto Giuliana sentia o coração disparar, sem saber que Alessandro não dormiu a noite vigiando o sono dela

_Está tudo bem? Perguntou Alessandro fazendo Giuliana recuar a mão, sentindo o calor subir para seu rosto.

_Eu... sim, eu estou melhor.

Alessandro manteve o olhar nela, como se procurasse qualquer sinal de medo ou dor.

_Se precisar de mais tempo, eu posso ficar aqui...

As palavras dele a envolveram como um manto de segurança.

_ Obrigada, Alessandro... Por tudo...

Ele apenas fez um leve movimento com a cabeça, os olhos nunca deixando os dela. Enquanto ele se levantava.

_ Vou tomar um banho, depois vou ver como posso te tirar daqui.

Alessandro se afastou e  Giuliana sentiu o silêncio pesar ao seu redor. O ambiente parecia seguro, mas sua mente não conseguia se afastar do caos que se desenrolava dentro dela.

Ela se sentou na beira da cama, os dedos entrelaçados no tecido da camisa larga que estava usando. Seus pensamentos corriam sem controle, cada memória recente trazia uma nova onda de medo e incerteza, enquanto se perguntava para onde iria quando Alessandro a tirasse dali. Não tinha dinheiro, nao poderia procurar a amiga, chegando a conclusão que não tinha nenhum lugar seguro onde pudesse se esconder. Sua mãe, desaparecida há anos, era um mistério, e ela sabia que, se o pai a encontrasse de novo, as coisas só piorariam, e com certeza ele a entregaria novamente para Lucca.

 E so de lembrar da noite anterior, e do nojo que sentiu quando as mãos de Lucca tocando seu corpo, Giuliana comecava a termer. As lembranças do toque agressivo, da voz autoritária e dos olhos cheios de más intenções cravavam espinhos em sua mente.

Giuliana, sempre pensou que a primeira vez que se entregaria a alguém, seria por amor, por desejo, com pessoa certo, alguém que a fizesse se sentir viva e segura, não medo.

E, como se seu coração respondesse a um chamado, a imagem de Alessandro se formou em sua mente. Ela se lembrou como ele a segurou na noite anterior, do toque gentil, do calor do abraço que afastava seus medos. Havia algo nele que mexia com seus sentidos. Apesar do perigo que Alessandro representava, ele a atraía de uma forma que ela não conseguia explicar

Um arrepio subiu por seu corpo, quente e elétrico, como se dedos invisíveis dançassem sobre sua pele. Ela prendeu o fôlego, os olhos semicerrados, enquanto o rosto dele voltava a se forma em seus pensamentos: os traços firmes, a forma como ele a olhava. O coração acelerando com uma força que a assustava. Era mais que gratidão, era um desejo que brotava em silêncio, um calor que se espalhava pelo corpo, fazendo suas mãos tremerem levemente. Ela imaginou o toque dele, e um suspiro escapou de seus lábios. Alessandro a fazia sentir viva, vulnerável e, de algum modo, inteira.

Um som seco interrompeu seus devaneios. Alguém batia à porta. O coração de Giuliana disparou, e o instinto de sobrevivência falou mais alto, e seu corpo agiu antes da mente. Ela se levantou num salto, correndo em direção ao banheiro, o único refúgio que encontrou. O vapor do banho tomava conta do ambiente, denso e úmido, e lá estava Alessandro, saindo do chuveiro. A toalha branca enrolada sua cintura, o peito nu onde gotas devágua que escorriam lentamente, o cabelo molhado caindo sobre a testa.

Sem pensar, ela se lançou contra ele. Seus braços envolveram em sua cintura em busca de proteção, e os dedos se firmaram na pele quente das costas. Ela pressionou o rosto contra o peito dele, sentindo o coração de Alessandro bater forte contra sua bochecha, um ritmo que parecia semelhante ao dela. Por um instante, Alessandro ficou rígido, o corpo tenso sob o abraço inesperado, e ela sentiu a respiração dele parar, como se o mundo inteiro tivesse congelado. Lentamente, Giuliana sentiu ele ceder, e seus ombros relaxaram, uma das mãos de Alessandro hesitou antes de pousar em suas costas, como se ele também lutasse contra a tensão que pulsava entre os dois.

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Comments

Kellyla Nunes

Kellyla Nunes

A cada capítulo uma emoção diferente, autora, não deixa o canalha se aproximar da Giuliana.

2025-03-07

4

Paty Helena

Paty Helena

Aí ai ,esse monumento de homem enrolado na cintura apenas uma toalha branca ,com aquele peitoral másculo ui ui , a minha mente congelou 😍😍

2025-03-09

0

Paty Helena

Paty Helena

É como se a gente estivesse numa janela só vendo esse momento ❤️
UAL os detalhes de Drica deixa a cena mto realista 😁☺️❤️

2025-03-09

0

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