Enquanto isso, em uma região completamente diferente de onde Giuliana estava trabalhando, a boate mais exclusiva da cidade estava lotada. As luzes piscavam em tons de azul e vermelho, e o som ensurdecedor fazia as paredes vibrarem. Alessandro estava relaxado em sua área VIP, cercado por seus homens, bebidas caras e mulheres com sorrisos calculados e gestos provocantes que tentavam atrair sua atenção. Ele segurava um copo de uísque, observando o movimento com um olhar atento mesmo quando tentava relaxar e se divertir, nunca baixava a guarda completamente, mesmo frequentando o mesmo lugar a vários anos.
Ele olhava para uma mulher loira, quando a noite começou a mudar. Alessandro percebeu que um dos seus seguranças cambaleou para frente, derrubando um copo de vodka no chão. Outro, sentado à mesa, deixou o charuto escorregar dos dedos antes de desabar. Ele franziu a testa, o alerta disparando em seu cérebro treinado para situações de perigo
_Que diab...? Tentou perguntar quando sua visão começou a embaralhar.
O uísque, que momentos antes era apenas uma fonte de prazer, agora parecia diferente, como se carregasse um veneno sutil.
_Maldição.
Eles estavam em um lugar seguro, onde os funcionários sabiam quem ele era e não ousariam atacá-lo. Alessandro se levantou cambaleante, observando ao redor. Seus homens caíam um por um. Algumas mulheres gritavam, mas a música alta abafava a cena. Foi quando ele tem a impressão de ver uma figura encostada no bar, um sorriso torto de triunfo nos lábios.
_Lucca? Se perguntou tentando ter certeza que o homem em questão era realmente o primo.
O homem levantou seu copo em um brinde silencioso, e seus olhos pareciam brilhar de satisfação.
A adrenalina correu pelo corpo de Alessandro como um último impulso de sobrevivência. Com um esforço descomunal, ele sacou sua arma e tentou disparar, mas sua visão embaçada e seus músculos fracos o traíram. O tiro passou longe, acertando as garrafas atrás do bar. O vidro estilhaçou, e os gritos abafados se misturaram à batida da música.
Alessandro sabia que precisava sair dali.
Cambaleando, Alessandro avançou entre a multidão, trombando em desconhecidos, derrubando mesas. Sua mente lutava contra a droga que estava em seu organismo, enquanto tentava chegar até a saída dos fundos. Alessandro podia ouvir os passos pesados vindo atras dele, sabendo que estava sendo seguido. Ele empurrou a porta de metal dos fundos com o peso do corpo, seguindo pelo beco lateral da boate. O ar frio da noite o atingiu como um soco no peito, cortante e úmido, mas não o suficiente para clarear sua mente. Sua respiração eatava pesadas, os pulmões queimando enquanto o formigamento se espalhava por suas pernas e braços. A droga estava vencendo.
Um tiro ecoou no beco, o som reverberando entre as paredes de tijolos. A dor veio em seguida, uma onda quente e aguda que explodiu no lado esquerdo do seu corpo, arrancando um gemido alto dos seus lábios quando o tiro o atingiu. Ele se encostou na parede pressionando o ferimento. O sangue escorria quente entre seus dedos, manchando a camisa branca que usava sob o paletó. Alessandro, mesmo desnorteado, seguiu fugindo pelos becos até trombar em uma mulher que usava um vestido vermelho, com os cabelos presos em um coque displicente.
Os olhos dela arregalaram-se ao ver Alessandro ensanguentado, mas, em vez de hesitar, ela se aproximou.
_Santo Deus… Eles se olharam por um instante.
Ele tentou falar algo com ela, mas tudo girava. Seu corpo começou a deslizar para o chão, mas ela tentou segurá-lo.
A mulher em questão era Giuliana, que ajudou Alessandro a sair da rua, sem fazer ideia de quem ele era. Apenas viu um homem gravemente ferido, prestes a desabar no chão, e ela não deixaria ele ali.
_ Merda... Sussurrou olhando para Alessandro. _ O que eu eu estou fazendo?
Giuliana pensava que simplesmente poderia ter entrado em casa e fingir que não viu nada, e chamado a polícia . Mas, por algum motivo, ela resolveu ajudá-lo.
Alessandro tentou falar algo, mas sua visão escureceu. A última coisa que sentiu foi o toque suave das mãos dela em seu rosto, e então tudo escureceu.
_ Merda…Giuliana praguejou baixinho enquanto olhava para Alessandro desacordado sobre o sofá da casa onde estava morando. Seu vestido já estava manchado de sangue, e suas mãos tremiam ao fechar a porta sem chamar a atenção dos vários homens que surgiram correndo na rua.
Ela não fazia ideia de quem ele era, ou que tinha feito para estar sendo perseguido. Só sabia que, se o deixasse naquele beco, estaria condenando-o à morte.
Giuliana se aproximo no escuro, e na penumbra que entrava pela janela, ela então pôde observá-lo melhor. Moreno, traços fortes, um ar perigoso até mesmo inconsciente.
_No que eu me meti...? Se perguntou preocupada.
Depois que o movimento na rua sessou, Giuliana pegou uma tesoura e cortou a camisa dele, revelando o ferimento de bala. Não era a primeira vez que lidava com sangue. Cresceu com os irmãos, que sempre voltavam para casa sangrando após as brigas que se envolviam. Por isso sabia o básico para evitar que alguém morresse antes da hora.
A bala parecia ter passado de raspão, sem atingir órgãos vitais. Com mãos ágeis, limpou a ferida com álcool, arrancando um gemido baixo de Alessandro que estava quente, provavelmente com febre.
Ele se mexeu. O peito subia e descia pesadamente. O suor escorria sua testa. Estava lutando contra a droga que estava na bebida mesmo inconsciente.
Giuliana suspirou fazendo um curativo. Se ele sobrevivesse, talvez a agradecesse. Ou talvez a matasse. No mundo em que ela vivia, aquele homem baleado podia ser um policial infiltrado, um criminoso perigoso apenas alguém que estava no lugar errado.
Mas algo naquele homem lhe dizia que ele não pertencia ao primeiro grupo, muito menos ao último.
Giuliana terminou de fazer o curativo e o cobriu um cobertor fino. Ela sabia que o restante da noite seria longo, e ainda se perguntava se tinha cometido um erro ao ajudá-lo.
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Atualizado até capítulo 67
Comments
denize vieira
por enquanto estou amando a história é já com raiva deste Lucas
2025-02-28
3
Rosa Santos
O Lucas vai ficar louco quando descobrir que o plano dele falhou😂😂😂😂😂😂😂😂
2025-03-01
2
Claudia
🤭🤭🤭🤭Quando Luccas souber que o seu primo está vivo e quem o salvou-o 🤭🤭🤭🤭🧿♾
2025-03-01
2