Cap. 16

Depois de exigir da governanta a chave reserva do quarto onde Giuliana estava trancada, Lucca a encarou com um olhar cortante, deixando a impaciência transparecendo em cada traço de seu rosto.

_ Onde está a chave? Lucca a pressionou com a voz firme e carregada de autoridade, como se o próprio ar ao seu redor tivesse que se curvar à sua vontade.

A governanta, uma mulher de meia-idade com linhas de preocupação marcadas na testa, hesitou por um instante, os lábios apertados em uma linha fina. Mas, diante da insistência implacável de Lucca, ela não teve escolha. Com passos lentos, dirigiu-se a um pequeno armário de madeira escura na parede do corredor e, com dedos trêmulos, pegou uma chave prateada, ligeiramente enferrujada nas bordas, colocando-a nas mãos de Lucca

Lucca pegou a chave com um sorriso triunfante, sentindo o metal frio entre os dedos. Ele subiu as escadas de volta ao andar superior em passos rápidos e confiantes.Em sua mente, nada mais o impediria de finalmente fazer Giuliana sua, a chave derrubaria o último obstáculo entre ele, e a vitória parecia tão próxima que ele quase podia saboreá-la.

Ao chegar à porta do quarto, Lucca girou a chave na fechadura escutando o barulho de um clique satisfatório. Ele empurrou a madeira pesada, esperando encontrar Giuliana ali, talvez sentada na cama ou encolhida em um canto, à sua mercê.  Ele acreditava piamente que teria o controle total sobre ela, que o destino finalmente se curvaria aos seus desejos.

Mas, para sua surpresa, o quarto estava vazio. A cama permanecia impecavelmente arrumada, os travesseiros alinhados com precisão, as cortinas balançando suavemente com a brisa que entrava pela janela entreaberta, e nenhum sinal dela. O silêncio do ambiente o atingiu como um soco no estômago, e o sorriso em seu rosto se desfez em uma mistura de confusão e raiva, e os músculos de seu maxilar se contrairam enquanto ele processava o que via, ou, melhor, o que não via.

_Giuliana? Chamou escutando apenas o eco da sua voz.

Como um louco, ele começou a procurá-la. Abriu as portas do armário com força, jogando roupas de cama e caixas ao chão, vasculhou debaixo da cama, arrancando os lençóis em busca de qualquer pista. Lucca correu para o banheiro, escancarando a porta com um chute, mas ela tambem não estava lá. O vazio do ambiente parecia rir dele, e isso almentava sua raiva. Foi então que os olhos de Lucca se fixaram na janela aberta, as cortinas sendo levantadas pelo vento. Ele correu até a janela, inclinando-se para fora, o coração disparado enquanto imaginava Giuliana escapando por ali, desafiando-o mais uma vez.

Ao alcançar o parapeito, inclinou-se, olhando para baixo. O segundo andar tinha uma altura considerável de mais de 6 metros até o chão. Sem ajuda, Giuliana não conseguiria fugir por ali, pois qualquer descuido geraria uma queda incapacitante. Ele olhou para baixo, O jardim estava tranquilo, sem sinais de movimento. E as janelas dos quartos ao lado estavam fechadas.

_Maldita! Rosnou, socando o parapeito com tanta força que seus nós dos dedos ficaram brancos.

Sem perder tempo, Lucca desceu as escadas rapidamente, fazendo o som de seus passos ecoar pela casa. Encontrou com Luigi na sala, e agarrou-o pelo colarinho da camisa, encarando ele com os olhos selvagens.

_Ela fugiu! Gritou com raiva. _Ordene que todos procurem por ela agora! Revirem cada canto dessa propriedade até encontrarem a minha noiva!

Luigi, surpreso com a explosão de Lucca, agiu rapidamente, chamando os criados e guardas para iniciar uma busca frenética, enquanto Lucca permanecia parado, respirando pesadamente, consumido pela obsessão de trazer Giuliana de volta a qualquer custo.

_Agora! Mexam-se! Berrou perdendo o restante da paciência que restou. _Ela não pode ter ido longe, não pode. Disse Lucca, mais para si mesmo do que para os outros.

Os homens se dispersaram imediatamente, sabendo que a ira de Lucca não era algo a ser subestimado.

Enquanto os passos apressados enchiam os corredores e as luzes eram acesas por toda a propriedade, Lucca ficou parado na sala com os punhos cerrados, o olhar sombrio.

_ Você não vai fugir de mim, Giuliana... Eu vou te encontrar, e você vai pagar caro por fugir de mim.

Um dúvida incômoda começou a crescer em Lucca, e ele se perguntava como Giuliana havia escapado pela janela, e descido daquela altura sem se machucar, e pior ainda, quem poderia ter ajudado ela  dentro da mansão dos Vitale. Seus olhos se estreitaram enquanto ele considerava as possibilidades, a sua paranoia se misturando à raiva. Quem quer que fosse o traidor, pagaria tão caro quanto Giuliana.

_ Ninguém que me desafia, saí impune... Disse com raiva.

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Comments

Lívia Maria Esf

Lívia Maria Esf

Que raiva desse Lucca. Alessandro tem que preparar o final dele com muito "carinho".

2025-03-06

2

Maria Joana

Maria Joana

Autora tá na hora de mandar esse lucca e a família dela pra quele lugar
toda essa coja de lixo tóxico

2025-03-06

1

Érica Reis

Érica Reis

Sai fora seu louco, maníaco.. espero que teu castigo seja grandioso seu crápula

2025-03-06

2

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