Cap. 18

Lucca, tomado pela fúria, seguiu direto para a sala de segurança da mansão. Os monitores exibiam imagens das câmeras dos principais cômodos, de todos os corredores, entradas e saídas. Ele ordenou os seguranças saíssem, preferindo revisar as gravações sozinho. Seus olhos passavam rapidamente pelos vídeos, buscando qualquer sinal de Giuliana ou do responsável por sua fuga.

Por longos minutos, ele não encontrou nada suspeito. As câmeras mostravam os empregados cumprindo suas tarefas, convidados se despedindo da festa e os soldados patrulhando as áreas externas.

Ele precisava encontrar Giuliana, precisava entender como ela tinha escapado debaixo de seu nariz. Ele revisava as gravações meticulosamente, retrocedendo e avançando no tempo, buscando qualquer sinal dela ou do responsável por sua fuga. Por longos minutos, nada parecia fora do lugar.

Mas então, algo chamou sua atenção, um detalhe que fez seu sangue gelar antes de ferver novamente. Em um dos monitores, as imagens do andar superior, exatamente onde ficava o quarto de Giuliana,  apresentavam uma anomalia, instantes antes da pessoa abrir a porta do quarto. Todas as câmeras daquele corredor haviam parado de gravar. A tela mostrava apenas uma imagem estática, um borrão cinza e granulado, e o contador de tempo saltava repentinamente de 23:47 para as 23:56, como se o sistema tivesse sido deliberadamente sabotado.

_ Que droga é essa? Gritou cerrando os dentes tentando entender o que tinha acontecido.

Ele reverteu a gravação várias vezes, os dedos movendo-se com rapidez sobre os controles, tentando encontrar o momento exato da falha. Passou frame por frame, mas o sistema não registrava nada além daquele vazio inexplicável

Alguém tinha mexido nas câmeras. Alguém inteligente o suficiente para não deixar rastros, e essa pessoa deixou claro que não era um amador. Quem quer que fosse, sabia exatamente como apagar seus rastros, manipulando o sistema com uma precisão cirúrgica que só alguém íntimo da mansão poderia ter.

O ódio de Lucca cresceu como uma chama alimentada por gasolina, subindo por sua garganta e nublando sua visão com pontos vermelhos. A ausência de Giuliana já era um insulto, mas aquela falha nas câmeras era um tapa na cara, um desafio direto à sua autoridade, ao controle que ele acreditava exercer sobre tudo e todos naquela casa.

Seus olhos varreram os monitores uma última vez, como se Giuliana pudesse surgir magicamente nas telas, mas a frustração só aumentava. Curiosamente, Alessandro nunca passou por sua mente como suspeito. Lucca não imaginava que Alessandro e Giuliana se conheciam e que tinha sido ela quem ajudou o primo no dia que tentou matá-lo.

_Maldita... Onde você se escondeu? Lucca empurrou a cadeira para trás com violência, fazendo-a bater contra a parede.

Ele saiu da sala de segurança com seus olhos varrendo os corredores como os de um predador à caça de sua presa. Precisava encontrar Giuliana, precisava esmagar quem quer que estivesse por trás daquela traição. Sem pistas concretas, ele acionou seus homens com um grito que ecoou pelas paredes da mansão.

_Revirem tudo! Quartos, sótãos, porões, cada maldita saída! Interroguem os empregados, arranquem a verdade deles se for preciso! Os homens de Lucca, já alerta, redobraram os esforços. Portas eram abertas, móveis arrastados, criados encurralados contra as paredes enquanto respondiam a perguntas com vozes trêmulas.

No entanto, o verdadeiro culpado estava muito mais próximo do que ele imaginava. E a cada movimento impetuoso de Lucca, Alessandro já estava três passos à frente.  Ele escolheu o lugar mais seguro possível para Giuliana, um espaço que Lucca, em sua arrogância, jamais consideraria revistar, pois invadir o quarto de Alessandro significaria cruzar uma linha invisível, que nem mesmo sua raiva ousava fazer ainda.

Enquanto Lucca se afogava em sua fúria cega, Alessandro permanecia calmo, o plano se desenrolando em sua mente como uma partida de xadrez. Ele sabia que o tempo era curto, mas também sabia que a impulsividade de Lucca era sua maior fraqueza, uma fraqueza que ele exploraria até o fim para garantir que Giuliana ficasse fora de seu alcance.

Alessandro continuava observando a movimentação dos homens de Lucca, como eles passavam direto por seu quarto sem sequer cogitar bater na porta, pois todos sabiam que Alessandro estava destinado a ser o novo Don, e tinham medo da força que ele tinha perante Don Francesco.

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Comments

Charlotte Peson

Charlotte Peson

Poderia morrer de ódio né kkkkk!!!

2025-03-07

5

Luciana Lobato

Luciana Lobato

Ele poderia enfartar e no tempo que ele ficasse no hospital era o tempo deles fugirem

2025-03-07

2

Andreia Cristina

Andreia Cristina

ele bem q poderia morrer engasgado com o próprio veneno que sai da boca dele

2025-03-07

2

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