Cap. 13

A festa finalmente chegou ao fim, e os convidados começaram a se despedir, deixando o salão gradualmente vazio. Giuliana sentiu medo ao ver o último grupo de pessoas começava a ir embora. Para ela, o término da festa significava apenas o início de outra provação.

Ela respirou fundo, reunindo coragem para se aproximar do pai, que ainda estava ao lado de Lucca, trocando palavras em voz baixa com um dos últimos homens influentes que permaneciam no salão.

Pai, eu posso ir para casa com o senhor?  Giuliana perguntou, a voz baixa e cheia de súplica, implorando por um resquício de compaixão. Eu prometo que não vou fugir.

Carlo não olhou para ela. Ele parecia mais preocupado na conversa que estava tendo com Lucca, por isso sequer virou o rosto para ela.

Não seja tola, Giuliana.  Ele disse com desdém. A partir de agora, o seu lugar é ao lado de seu noivo, amanhã manda trazer as sua coisas, não se preocupe.

_ Pai… o senhor sabe o que ele vai fazer comigo...

_ Não me importa, ele será seu marido, terá que servir a ele. Apenas se comporte. Quem sabe assim, a sua mãe não venha para o seu casamento. Carlo mais uma vez usou a mãe para desestabilizar a filha.

As palavras caíram sobre Giuliana como um balde de água fria. Ela queria protestar, mas conhecia bem o pai. Qualquer tentativa de insistir só pioraria a situação. Com o coração pesado, ela permaneceu em silêncio.

_Vamos! Chamou Luca que não admitia recusa. Sem esperar resposta, agarrou o braço dela com força possessiva e começou praticamente arrasta-la em direção as quartos da mansão. Giuliana tentou encontrar Alessandro, mas não o viu.

Os passos de Lucca eram firmes e decididos, enquanto Giuliana caminhava alguns passos atrás, cada movimento seu refletia a hesitação e o medo que sentia. O corredor parecia se alongar infinitamente, as sombras das luzes amareladas criavam padrões quase ameaçadores nas paredes.

Quando finalmente chegaram ao quarto, Lucca fechou a porta atrás deles, o som da madeira se encaixando na fechadura ecoou como o estalar de uma armadilha. Giuliana se manteve próxima à porta, seus dedos se fechando em punho ao lado do corpo.

_Você foi adorável esta noite... Falou Lucca, olhando pelo corpo dela com segundas intenções.

Giuliana não disse nada.  Sua mente trabalhava em uma velocidade frenética, buscando uma saída, qualquer desculpa para escapar daquele ambiente opressor.

_Venha aqui. Ordenou Lucca, e quando Giuliana não se moveu imediatamente, ele deu dois passos largos, agarrando seu braço com força. _Eu disse para vir aqui, Giuliana.

_Lucca\, por favor...  A voz dela saiu trêmula\, mas isso apenas o encorajou\, e Lucca tentou beijá-la_ Eu vou gritar e todos vão saber que você está aqui\, e o que está tentando fazer.

Lucca a puxou bruscamente, fazendo-a tropeçar e cair contra o peito dele. O cheiro forte de álcool e o toque áspero de suas mãos fizeram o estômago dela se revirar.

Você é minha! Ele rosnou, os lábios perigosamente próximos do ouvido dela. Pode gritar a vontade. As paredes de todos os quartos têm um excelente isolamento acústico. Ninguém vai te ouvir, apenas eu… eu garanto que vou gostar...

As mãos de Lucca deslizaram para os ombros dela, tentando arrancar as alças delicadas do vestido.

O medo se transformou em pânico, e Giuliana começou a se debater, seus movimentos descoordenados, mas desesperados.

_Pare! Lucca, não!  Ela gritou, mas a resposta dele foi uma risada baixa e cruel.

A mão dele apertou ainda mais seu braço,  deixando marcas vermelhas que logo se tornariam roxas, e o peso de seu corpo empurrando-a contra a parede. Giuliana sentiu a superfície fria nas costas e a respiração quente de Lucca em seu rosto.

_Não dificulte as coisas, amore mio.  Ele sussurrou, com os dentes à mostra enquanto tentava arrancar o vestido, o tecido cedendo com um som de rasgo que ecoou em seus ouvidos como um grito.

Uma onda de adrenalina percorreu o corpo dela. Giuliana sabia que, se não fizesse algo naquele momento, poderia ser tarde demais. Ela reuniu toda a força que tinha e empurrou Lucca com as duas mãos, fazendo-o cambalear para trás.

_Sua vadia! Antes que ela pudesse se esquivar, a mão dele cortou o ar, acertando um tapa forte em seu rosto.

Giuliana tentou correr, mas Lucca foi mais rápido, agarrando seu cabelo e puxando-a de volta, o grito de dor dela ecoou pelo quarto.

Ela sentiu lágrimas queimando seus olhos, a pele latejava onde os dedos dele cravavam com brutalidade. Tudo o que ela queria era desaparecer, fugir daquela realidade sufocante.

_Você vai aprender a me obedecer. Avisou Lucca, com voz fria, com uma promessa de dor.

A tensão no quarto era sufocante. Lucca segurava Giuliana com força, suas mãos machucando a pele delicada de seus braços. O medo dela era visível, o coração batendo forte contra o peito, cada batida um lembrete de que precisava sair dali.

_Pare, Lucca! Ela implorou mais uma vez.

De repente, um barulho do lado de fora da porta chamou a atenção de ambos. O rangido discreto de uma tábua solta no corredor avisava que havia mais alguém ali..

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Comments

Paty Helena

Paty Helena

Espero que seja Alessandro no corredor pra acabar com essas agressões que o canalha do Lucca está fazendo com a Giulia

2025-03-04

4

Kellyla Nunes

Kellyla Nunes

Autora, por favor, não deixe esse canalha violentar a Giuliana, ela não merece passar por isso, esse verme asqueroso precisa ser torturado e morto o quanto antes.

2025-03-05

1

Érica Reis

Érica Reis

cadê o Dom Francesco que deixa essa monstro abusar e bater em uma mulher dentro da própria casa ?

2025-03-04

3

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