Nik levantou as mãos e colocou no rosto da garota e começou a chamar ela.
— Ei, você está bem? Responde tudo bem?
A garota não respondia então, Nik percebeu que ela estava morta. Então ele virou a cabeça para xingar Loki.
—Seu filho da puta. Olha o que você fez no meu braço — Loki pegou Nik pelos cabelos jogando ele no chão.
O sangue do braço de Loki começou a brigar no chão escorrendo pelo braço.
— Você vai morrer hoje seu….
—me matar então! É melhor do que viver assim.— disse Nik encarando Loki nos olhos.
—abra as pernas.
—o que?
— EU DISSE PARA ABRIR A PORRA DAS PERNAS.
LOKI DEU UM GRITO.
— VOCÊ É SURTO?
Loki se aproximou abrindo as pernas de Nik. Apertado o lugar dos feridos.
—o que você está fazendo? Para por favor…
— fica quieto sua puta — ele deu um soco na cara Nik.
Nik começou a chorar.
— iguala o choro eu odeio, pessoas choranas.
Loki então colocou a mão na boca de Nik para ele parar de chorar.
— não me irrita caralho, fiquei quieto se não quebrou sua boca.
Então Loki colocou seu pau de vez em Nik.
— fiquei quieto. Se abrir a boca da diz alguma coisa vai apanha—ele levou a mão para Nik.
Nik apenas virou o rosto com lágrimas nos olhos e sentido suas pernas formigando E sua visão diminuído aos poucos.
Nik acordou sentindo o peso esmagador da realidade. Sua respiração estava lenta, sua boca ainda doía, e seu corpo continuava coberto de marcas, cada uma delas uma lembrança vívida do inferno que estava vivendo.
Mas algo estava diferente.
Ao tentar se mexer, um som metálico ecoou pelo quarto.
Ele olhou para baixo e sentiu um nó se formar em sua garganta.
Uma corrente grossa estava presa ao seu tornozelo.
Ela estava acoplada a uma barra de ferro na parede, restringindo seus movimentos.
Seu coração afundou.
Agora ele não era apenas um prisioneiro... Ele era um cativo sem nenhuma chance de fuga.
Nik fechou os olhos, sentindo o peso da humilhação se acumular dentro dele.
Era isso.
Ele não passava de um lixo, um brinquedo sexual jogado naquele quarto.
Ele não sabia mais quanto tempo havia passado desde que foi levado para ali. Dias? Semanas?
Ele já não reconhecia mais quem era.
A corrente em seu pé era mais do que apenas ferro.
Era uma sentença.
E Nik percebeu, com um aperto sufocante no peito, que talvez ele nunca mais saísse dali.
Nik permaneceu deitado, olhando para o teto sem expressão.
Seu corpo doía, mas ele não reagia mais.
Seus olhos, antes cheios de raiva e desafio, agora estavam vazios.
A corrente presa ao seu tornozelo pesava, mas ele nem se dava ao trabalho de puxá-la.
Qual o sentido?
Ele não sentia mais nada.
Não havia mais raiva.
Não havia mais medo.
Ele não era mais ninguém.
Os gritos, as agressões, as humilhações... Nada mais importava.
Ele apenas existia.
Esperando.
Até que a porta do quarto se abriu.
Os passos de Loki ecoaram pelo ambiente, mas Nik nem se moveu.
O homem parou à sua frente, observando-o de cima, esperando alguma reação.
Mas Nik não reagiu.
Loki franziu o cenho.
— Então é isso? Vai ficar aí deitado como um boneco quebrado?
Nik não piscou.
Não respondeu.
Loki riu, mas havia frustração em seu riso.
Ele se abaixou ao lado de Nik e segurou seu rosto, forçando-o a olhar para ele.
— Cadê aquele garoto petulante que me xingava? Cadê o Nik que queria morrer, mas ainda tentava lutar?
Nada.
Nik apenas olhava através dele.
Loki apertou mais o rosto dele, seus dedos cravando na pele pálida.
— Não se atreva a morrer por dentro.
Sua voz saiu baixa e perigosa.
— Porque eu ainda não terminei com você.
Nik nem piscou.
Loki sentiu algo estranho em seu peito.
Ele odiava aquilo.
Odiava que Nik estivesse quebrado.
Porque o jogo só era divertido se ele resistisse.
Mas agora…
Nik não era nada.
O silêncio no quarto era sufocante.
Loki ainda segurava o rosto de Nik entre os dedos, os olhos cravados nos dele, esperando alguma reação, qualquer coisa.
Mas Nik não reagia.
Os olhos dele estavam mortos.
Ele não piscava, não franzia a testa, nada.
Era como olhar para uma casca vazia, um corpo sem alma.
Loki rosnou, irritado, e apertou ainda mais o queixo de Nik, fazendo sua pele ficar vermelha sob seus dedos.
— Fala alguma coisa. — Ele exigiu, sua voz saindo baixa, quase ameaçadora.
Nik não se moveu.
Loki respirou fundo, perdendo a paciência.
— Olha só para você… — Ele riu, mas não havia humor no som. — O grande Nik Laurent. O garotinho mimado que achava que podia se rebelar contra mim.
Ele soltou o rosto de Nik com um empurrão, fazendo a cabeça dele bater contra o travesseiro.
— E agora? Agora você é só um saco de carne respirando, não é?
Nik continuou em silêncio.
Loki ficou parado por alguns segundos, os olhos estreitados, analisando a situação.
Isso não era certo.
Não era assim que deveria ser.
Ele queria que Nik lutasse. Queria que ele gritasse, chorasse, que ainda tivesse raiva o suficiente para xingá-lo.
Mas agora?
Agora Nik não tinha mais nada.
Loki se afastou alguns passos, passando a mão pelos cabelos, irritado.
Ele começou a andar pelo quarto, seus pés batendo forte contra o chão.
— Você me irrita.
Nenhuma resposta.
Loki riu de puro ódio.
— Você me irrita tanto que eu devia simplesmente te matar e acabar com isso.
Silêncio.
Nik nem piscou.
A frustração de Loki crescia. Ele queria arrancar uma reação de Nik.
Ele precisava ver algum sinal de que o garoto ainda estava ali, dentro daquela casca vazia.
Ele virou-se bruscamente e chutou a perna da cama com força.
BAM!
O impacto fez o móvel tremer, mas Nik não se mexeu.
Loki estreitou os olhos.
— Não vai nem se assustar? Nem encolher?
Nada.
O ódio subiu pelo peito de Loki como fogo.
Ele se abaixou novamente e puxou Nik pelos cabelos, forçando-o a olhar para ele.
— Você não pode simplesmente desistir. — Seus olhos estavam escuros de frustração.
Nik o encarou.
Mas não havia vida ali.
Loki sentiu uma onda de desconforto estranho se espalhar por seu peito.
Ele não gostava daquela sensação.
Ele não gostava do jeito que Nik parecia já estar morto, mesmo estando vivo.
Ele soltou os cabelos do garoto bruscamente e se afastou, respirando fundo.
Ele precisava pensar.
Ele não queria que terminasse assim.
Mas Nik já não era mais o mesmo.
Nik Laurent nasceu em uma das famílias mais ricas e influentes do mundo. Seu pai, Victor Laurent, era um magnata do mercado financeiro, dono de bancos, empresas multinacionais e acionista de diversas corporações bilionárias. Sua mãe, Eleanor Laurent, era uma ex-modelo e socialite conhecida por sua beleza impecável e frieza absoluta.
Por fora, os Laurent eram a família perfeita. Mansões luxuosas, festas extravagantes, influência política e uma fortuna que nunca acabava.
Mas, por dentro, eram uma casa sem amor.
A Infância de Nik – Crescendo em uma Gaiola Dourada
Desde pequeno, Nik nunca foi tratado como um filho. Ele era um projeto.
Seu pai queria moldá-lo para ser o herdeiro perfeito, um jovem calculista, brilhante nos negócios, sem fraquezas. Ele não permitia erros, não aceitava fracassos.
Aos cinco anos, Nik já era obrigado a ter aulas de etiqueta, línguas estrangeiras e piano. Qualquer deslize era punido com dias inteiros de silêncio frio de seus pais.
Aos oito anos, começou a frequentar reuniões de negócios apenas para “observar e aprender”. Se fizesse uma pergunta ou se entendesse, seu pai o olhava com desprezo absoluto.
Sua mãe, Eleanor, não se importava com ele.
Ela era perfeita demais para ser mãe. Sua única preocupação era sua aparência e reputação. Quando Nik tentava chamar sua atenção, ela dizia “não me perturbe com besteiras” ou simplesmente fingia que ele não existia.
Ele cresceu desejando ser visto.
Mas nunca foi.
Aos dez anos, Nik teve um cachorro, um filhote de husky chamado Atlas.
Foi o único presente que recebeu que parecia genuíno. Ele amava Atlas. Pela primeira vez, sentia que alguém estava ao seu lado.
Mas um dia, Nik, entusiasmado, levou o cachorro para dentro da mansão e ele sujou o tapete branco e caríssimo do salão.
Seu pai ficou furioso.
Sem hesitar, Victor mandou os empregados levarem o cachorro para fora.
— Você não pode ter nada que te faça fraco, Nik. — Ele disse, frio.
Nik chorou, gritou, implorou para ficarem com Atlas.
No dia seguinte, Atlas desapareceu.
Os empregados disseram que ele “foi mandado para outro lugar”. Mas Nik nunca mais o viu.
A partir daquele dia, ele parou de chorar.
Aprendeu que tudo o que ele amava seria tirado dele.
Na adolescência, Nik tornou-se exatamente o que seus pais queriam.
Um garoto perfeito por fora. Roupas impecáveis, sempre bem arrumado, sempre elegante. Ele sorria para as câmeras, representava a imagem do jovem bilionário que todos invejavam.
Mas por dentro, estava morto.
Ele bebia em festas de gala para se sentir vivo. Fazia coisas estúpidas apenas para ver se alguém se importava.
Mas ninguém se importava.
Ninguém nunca se importava.
Aos dezesseis anos, descobriu que sentia atração por homens. Mas sabia que seu pai nunca aceitaria isso.
Então, ele escondeu.
Beijava garotas para manter as aparências, mas sentia vazio.
Nada nunca foi suficiente.
Nada nunca preencheu o buraco dentro dele.
Aos dezessete anos, Nik teve sua última esperança destruída.
Ele ouviu seus pais discutindo atrás da porta do escritório.
— E se mandássemos ele para longe? — Sua mãe disse, entediada. — Ele não serve para nada. Só gasta dinheiro e traz escândalos.
— Já estou resolvendo isso. — Seu pai respondeu. — Quando ele fizer dezoito, ele vai sumir.
Nik congelou.
Eles iam descartá-lo.
Ele nunca foi um filho.
Sempre foi um peso.
No dia seguinte, ele arrumou suas malas e fugiu.
Sem olhar para trás.
Desde então, Nik aprendeu a viver sozinho.
Ele nunca confiou em ninguém. Nunca se permitiu amar ou ser amado.
Porque, no fundo, ele já sabia a verdade.
Ele nunca foi desejado.
Nunca foi querido.
E, talvez, nunca fosse.
Nik estava deitado na cama, olhando para o teto, sem emoção.
O peso da corrente em seu tornozelo o mantinha preso à realidade cruel. O frio do quarto parecia se infiltrar em seus ossos, e o silêncio era quase ensurdecedor.
Ninguém viria salvá-lo.
Ele sabia disso.
Seus pais nunca iriam procurá-lo.
Eles nunca se importaram antes.
Por que se importariam agora?
Nik engoliu seco, sentindo um nó doloroso na garganta. Sua respiração estava fraca, seu peito subindo e descendo lentamente.
A escuridão ao seu redor parecia mais sufocante do que nunca.
E, pela primeira vez desde que foi levado para aquele inferno, ele se permitiu sentir.
Então uma única lágrima escorreu pelo canto de seu olho.
E então, ele sussurrou.
— Mamãe… Papai… eu tô com medo…
Sua própria voz soou fraca, pequena, como a de uma criança perdida no escuro.
Ele apertou os olhos, tentando conter as lágrimas.
Mas não conseguiu.
Porque, no fundo, ele ainda era um garoto que queria ser amado.
Mesmo sabendo que isso nunca aconteceria.
Então a porta abriu. E Loki apareceu entrando e havia outro homem com ele.
— Com ele, faça isso com tanta força que eu deixo você vive.— Loki aprontava a arma para Nik enquanto o homem estava nu.
Nik apenas ficou quieto sem reação, o homem então se aproximou de Nik. Abriu a perna do garoto.
—voce realmente vai fica aí parado enquanto ele está….. reponde porra.
Então o homem coloca seu pau em Nik.
BANG….
— Nuca mais abre essa pernas para mais ninguém, a não ser para mim, entendeu.
Nik apenas ficou em silêncio olhando para o tento enquanto o homem está caído no chão cheio de sangue.
Loki estava ansioso para que Nik falasse alguma coisa.
Mas o garoto já havia perdido a vontade de viver. E quem sabe a muito tempo.
Continua....
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Atualizado até capítulo 20
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