A noite havia caído suavemente sobre a cidade, e a festa continuava a todo vapor na praça central. As barracas coloridas e a música sertaneja tornaram o clima animado, mas o que realmente encantava os dois era o momento íntimo que viviam, longe da agitação, e a conexão que crescia entre eles.
Henrique e Isabela caminharam de mãos dadas pela estrada iluminada pelas luzes da festa, deixando para trás o tumulto da pista de dança. Isabela não podia deixar de se sentir incrivelmente bem ao lado dele, como se o mundo inteiro tivesse parado ali, naquele instante. A cada passo, Henrique a puxava um pouco mais para perto, seus dedos entrelaçados, e ela podia sentir o calor de seu corpo, o perfume dele que a envolvia.
— Sabe, nunca pensei que viria até aqui para uma festa como essa — Isabela comentou, seu sorriso discreto, mas genuíno. — Quando você me convidou, imaginei que ia ser algo mais... simples. Mas está tudo tão gostoso, Henrique. Tudo tem um sabor diferente.
Henrique sorriu para ela, sentindo seu coração aquecer com as palavras. Ele adorava vê-la tão à vontade, como se tudo ao redor tivesse sido feito para que eles dois estivessem ali.
— Eu também, na verdade. A festa está boa, mas... você está melhor. — Ele fez uma pausa e olhou para ela com uma expressão suave. — Gosto de estar com você assim, sem pressa, sem preocupações.
Isabela se sentiu envolvida por suas palavras e a forma como ele a olhava. A caminhada até as barracas de comida foi recheada de risos e pequenas conversas sobre trivialidades. Logo, o cheiro das comidas típicas da festa invadiu suas narinas, e seus estômagos roncavam em sintonia.
— O que você está com mais vontade de comer? — Henrique perguntou, querendo agradá-la e aproveitar aquele momento juntos.
Isabela olhou para as opções, seus olhos brilhando. Ela não era difícil de agradar, mas sempre gostava de algo diferente.
— Acho que quero um pastel de queijo com carne. E uma porção de milho verde também — ela disse, com uma leve risada. — Eu sei que é simples, mas adoro. E você?
Henrique riu ao ouvir a escolha dela e pensou por um momento.
— Eu sou mais de uma coxinha, mas... vou aceitar o milho verde também. Parece estar delicioso.
Os dois foram até a barraca e fizeram seus pedidos, e logo estavam de volta ao banco, saboreando as delícias da festa. O milho verde estava perfeito, com manteiga derretendo nas espigas, e o pastel crocante fazia a boca de Isabela se encher de satisfação.
— Eu adoro isso. Sério, é uma das coisas que mais gosto de comer quando vou à cidade — Isabela disse entre uma mordida e outra, parecendo ainda mais relaxada.
Henrique olhou para ela, sentindo uma onda de carinho. Ela estava tão genuína, tão encantadora em sua simplicidade. Ele se inclinou um pouco mais para ela e tomou uma mordida de sua coxinha, sentindo o gosto delicado da carne temperada.
— Eu sei, Isabela. Eu gosto de ver você assim... aproveitando as coisas simples, como um bom milho ou um pastel quente. Isso me faz pensar que talvez eu tenha perdido a chance de aproveitar mais as pequenas coisas.
Isabela parou por um momento, olhando para ele com curiosidade. Ele parecia mais sério agora, mais introspectivo.
— Como assim? — perguntou, suavemente, deixando o pastel de lado.
Henrique suspirou, e a expressão dele ficou mais profunda.
— Bem, com tudo que aconteceu... acho que eu parei de perceber a beleza nas coisas simples da vida. Às vezes, me perdi no que é grandioso e esqueci de aproveitar o momento, de saborear as pequenas alegrias. Como esse milho verde, ou, sei lá, o sorriso que você me dá sempre que me olha. — Ele riu suavemente, parecendo um pouco constrangido. — Eu nem percebia, mas agora vejo.
Isabela sorriu, tocada pelas palavras dele. Era raro Henrique se abrir daquela maneira, mas ela sentia que estava conquistando algo precioso nele.
— Acho que você estava apenas esperando o momento certo para ver essas coisas de novo. Às vezes, é só preciso alguém para te lembrar de que as pequenas coisas também são grandes. — Ela olhou para ele com um olhar doce, sentindo-se mais próxima dele a cada palavra que trocavam.
Henrique sorriu com o coração, admirando a forma como ela conseguia ver o lado bom das coisas. Era como se ela fosse o sol que iluminava os cantos escuros de sua vida.
— Sabe o que mais gosto de você, Isabela? É como você consegue se entregar ao momento, ao sabor de um simples pastel ou ao gosto de milho. Eu... acho que estou me entregando a isso também.
Isabela riu baixinho, tocando a mão dele de maneira carinhosa.
— Então vamos aproveitar, Henrique. Porque eu também quero saborear cada momento com você.
O silêncio que se seguiu foi confortável, como se as palavras já não fossem necessárias. Eles saborearam mais um pouco da comida, e Henrique passou a mão no rosto de Isabela, tocando suavemente sua pele, como se fosse uma forma de afirmar que aquele momento era deles.
O tempo parecia desacelerar enquanto se perdiam nos detalhes um do outro. O jeito como ele a olhava, como ela o tocava, tudo parecia se encaixar, como um delicado acorde de uma música que tocava no fundo, preenchendo o ar com uma sensação de felicidade tranquila.
Naquela noite, entre risos, comida e pequenas revelações, Henrique e Isabela estavam mais próximos do que nunca. O que começou como um simples encontro havia se transformado em algo muito mais profundo, algo que os dois estavam começando a entender no silêncio das palavras, no sabor das coisas simples, e no toque suave das mãos entrelaçadas.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 70
Comments
Carmen Borges de Oliveira
os momentos entre os dois são lindos, carregados de sutilezas
2025-02-25
0
Doraci Bahr
maravilhoso
2025-04-03
0