Bom dia! Elise entrou no quarto de dona Najla animada com a bandeja do café da manhã nas mãos.
- Bom dia, querida! Dormiu bem? Tentou se erguer sozinha para sentar na cama.
Elise deixou a bandeja sobre a mesa que tinham colocado no quarto e foi ajudá-la, estava muito fraca, um fio de pessoa que em nada lembrava a mulher imponente que ela conheceu no hospital há meses.
- Dormi sim, e a senhora conseguiu descansar? Ajeitou os travesseiros deixando ela bem sentada.
- Daquele jeito, tenho muita dor no corpo, nada fora do normal. Sorriu fraco. - Sabe que não vou comer nem a metade disso que trouxe né? Olhou para a bandeja.
- Eu sei, mas vamos nos esforçar hoje juntas, vou comer com a senhora. Estendeu o copo com suco de laranja para dona Najla que pegou apertando os lábios. - Vamos lá, um gole!
- Pegue seu copo também!
Serviu o copo e tomou um gole grande. Deixou de lado e pegou um pãozinho de leite, dividiu no meio e deu metade para a outra.
- Metade para cada uma! Sorriu quando dona Najla pegou o pão e mordeu, mastigando devagar. - Isso mesmo, lute contra você mesma! Não é o que fala para eu fazer sempre?
- Você tem um ponto, mocinha! Mas é diferente, você tem que lutar com seus sentimentos e eu com a comida. Deu uma piscadinha.
- A senhora também tem um ponto, faço todos os dias isso. Suspirou.
Dona Najla viu uma nuvem escura passar pelos olhos de Elise que ela logo afastou.
- O que está acontecendo?
- Nada, por quê? Enfiou o pão todo na boca para não falar.
- É sua tia de novo? Quero a verdade, só vou tomar o suco se falar. Riu.
- Eu ouvi direito? Está me chantageando? Soltou uma risada.
- Sim, é isso! Comece a falar e eu continuo a comer.
- A senhora é impossível! Estou chocada!
Ela balançou os ombros fazendo pouco caso.
Elise puxou o ar com força.
- Ela me ligou ontem à noite, parece que não conseguiu pegar alguns remédios na farmácia do posto de saúde, pediu dinheiro para comprar.
- E claro que você mandou! Falou indignada.
- Eu preciso ajudar, não consigo não fazer! E a senhora sabe que é capaz dela aparecer na minha casa ou no hospital, Deus me livre dela fazer isso!
Tomou o resto do suco de uma vez.
- Ei! Pode comer tudo isso agora, dona Najla! Cobrou.
Ela comia devagar olhando atenta para Elise.
- Tem mais, não é?
– Dessa vez pediu mais dinheiro, mas eu neguei, está orgulhosa?
- Sabe que não tem que mandar nada, a sua tia não presta, Elise! Ela te fez muito mal, isso é um absurdo! Se agitou incomodada.
- Fique tranquila, não quero que se incomode com um problema meu, já falei sobre isso. Pegou nas mãos de dona Najla que cumpriu o trato, comeu o pãozinho e tomou o suco.
- Eu não me conformo com isso! Dona Helena precisava saber disso, sabe que ela vai ficar muito magoada.
- Isso de jeito nenhum, logo que minha avó se recuperar eu vou me livrar da Maristela, estou fazendo isso só porque ela está doente, eu devo isso para minha mãe! Encheu os olhos de lágrimas.
- Ela foi fazer os exames no hospital?
- Ela foi no hospital que já faz o tratamento, eu só banco os remédios que ela não ganha e eu vi os exames, pedi para um médico da equipe analisar, são de verdade, ela precisa de assistência. Limpou as lágrimas.
- Certo, não vamos mais falar disso. Se precisar de dinheiro, sabe que pode pedir né?
- Não precisa, fique tranquila. Sorriu.
O alarme no celular de Elise tocou.
- Está quase na hora de ir, vai ficar bem? Deu alguns comprimidos na mão de dona Najla e mais um pouco do suco.
- Sim, vou descer e ficar no jardim, daqui a pouco a professora do pilates chega para me esticar um pouco, sofrer mais um pouquinho!
- Sabe que precisa, seja uma boa senhora! Beijou sua bochecha. – Preciso ir, hoje é minha segunda sessão com a Francine.
- É isso aí, querida! Estou gostando de ver!
De repente a porta abriu e a professora de pilates entrou.
- Vamos dona Najla mexer esse corpinho? Bateu palmas animada.
- Você chega e eu saio! Bom treino de pernas, meninas! As duas riram da casa de dona Najla.
Elise beijou a testa da mulher e saiu.
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Não demorou para chegar no prédio onde ficava o consultório da terapeuta. Entrou tensa no elevador, não queria estar ali, mas estava na hora de cumprir as promessas que fez para dona Helena. Ela escolheu a dedo a mulher, isso tocava profundamente Elise, sua preocupação.
Bateu na porta e a mulher logo apareceu sorridente, estava sempre elegante, tudo nela exalava confiança.
- Oi, Elise! Que bom que voltou! Esticou a mão apertando a dele Elise com empolgação. – Venha deixei pronto o chá que você gosta, vou te acompanhar tomando o meu cafezinho.
Ela entrou devagar como fez da primeira vez, mas estava mais confiante.
Deixou a bolsa no canto do sofá e sentou no meio colocando uma almofada no colo. A mulher serviu uma caneca grande de chá de camomila e Elise sorriu.
- Você é bem observadora né?
- é o meu trabalho! Deu uma piscadinha. – Quero que você fique confortável, se precisar te dar um litro de chá eu vou te dar! Riu descontraída.
- Está no caminho certo! Suspirou tentando se soltar.
- O que tem para mim hoje, Elise?
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Atualizado até capítulo 131
Comments
ELENILDA FERREIRA
👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻 terapia o melhor caminho para ajudar a resolver as dificuldades.
2025-02-20
2
Marluce Pereira Borba
quero ver a resposta para MRistela
2025-02-11
2
Marluce Pereira Borba
quero ver a resposta para MARISTELA
2025-02-11
1