Ainda Te Amo, Me Perdoe.
Aviso: esse é o terceiro livro da Série Amigos. Os outros livros estão disponíveis no meu perfil.
Livro 1 - Marcas de Um Passado
Livro 2 - A Farsa que Virou Amor: um bebê para o CEO
(Os livros podem ser lidos separadamente, mas todos contém spoilers das outras histórias.)
Boa Leitura!
...
PRÓLOGO
Elise Rodrigues Bernardi - 10 anos.
- CORRE! A menininha gritou para Elise correndo o máximo que pode logo em seguida.
- Me espera, Maria! Ela correu para trás da casa de madeira que ficava no parquinho e se jogou do lado da menina que estava abaixada escondida. – Ai! Meu joelho!
- Foi só um raladinho de nada, Elise! Vai ser pior se ele conseguir achar a gente! Ela ria tapando sua própria boca.
Elise também tapou a boca, não queria que o menino achasse as duas por causa das suas risadas nervosas. Então ouviram os passos do menino que vasculhava cada canto do parquinho em busca delas.
- Eu vou achar vocês! Não adianta querer lutar contra o rei supremo do esconde-esconde! Eu sou o melhor! Continuava andando rápido e olhando para os lados.
- Ai meu Deus, ele tá chegando! Maria ficou de pé se preparando para correr. – Levanta logo, Elise! Assim que ele tiver chegando perto a gente corre pelo outro lado e vai para o pique!
- Precisamos ganhar, ele está muito metido! Elise colocou as mãos na parede da casa espiando pelo cantinho quando de repente o menino apareceu bem na sua frente dando um susto.
- Elise está pega! Bateu no ombro dela e foi para trás da casa em busca da outra.
- Ah não, Gustavo! De onde você apareceu? Elise fez uma careta triste.
Enquanto isso, Maria correu na direção do pique, estava determinada a não ser pega. O menino desatou a correr atrás dela, estava chegando perto quando ela se jogou para frente e bateu as mãos na árvore que era o pique do dia.
- Um, dois, três pra mim! Eu ganhei, eu ganhei! Maria estava eufórica e Gustavo com uma cara feia do lado.
- O trato era vocês duas ganharem, Maria! Eu peguei a Elise! Ele falou muito sério para os seus 11 anos de idade. – Aceite que eu sou o rei! Sorriu convencido.
- Tá bom, seu chato! Disse mostrando a língua.
Elise olhava para os dois enquanto acalmava a sua agitação pela adrenalina da brincadeira. Uma lembrança muito vívida invadiu a sua mente.
Ela e o pai no parque perto da casa onde moravam, ele estava ensinando os melhores lugares para se esconder.
"- Você sempre tem que ter uma visão ampla, filha. Precisa ficar escondida, mas de olho no pegador.
- Mas se ele me ver olhando ele vai me achar, pai!
- Por isso precisa fazer com cuidado! Piscou para ela. – Agora vá se esconder, eu vou te procurar. Ele ficou de frente com uma árvore e começou a contar enquanto ela se escondia."
- Elise! Tá no mundo da lua de novo? Gustavo agitou sua mão na frente dos olhos da menina. – Vamos, a dona Tereza chamou para tomar banho! Ele disse e saiu em direção à casa grande que viviam.
Ela olhou de longe para as portas da casa onde a mulher estava parada, Maria passava por ela naquele momento e olhou de lado para o rosto rígido da mulher.
- Acho que ela está de mau humor hoje. Elise pensou enquanto andava até ela.
- Oi, dona Tereza, tudo bem? Perguntou com um sorriso inocente de criança.
- Andem logo! Só falta vocês três tomarem banho, estão atrasando o jantar! É sempre a mesma história! Disse ríspida.
Elise baixou os olhos sentindo a frieza das palavras da mulher e foi para o banheiro das meninas.
...
- No que você está pensando, Elise? Maria virou de lado na sua cama perguntando curiosa.
As duas já estavam no quarto onde dormiam com mais três meninas um pouco mais velhas. Os quartos eram grandes para caber as camas e o armário com as poucas roupas que cada uma tinha.
- Estou com saudades da minha mãe, ela sempre me dava um beijo de boa noite.
- Devia ser bom, nunca fizeram isso comigo. A outra suspirou ficando de barriga para cima.
- A sua nova mãe vai fazer isso, Maria. Você vai ver. Disse dando um sorriso triste. – Eu vou ficar com saudades, você é minha única amiga.
As duas se olharam profundamente.
- Eu venho visitar você e o Gustavo, pode deixar! Vocês são meus únicos amigos também.
E nesse combinado as duas dormiram.
...
Elise acordou com o barulho da porta abrindo e dona Tereza entrando no quarto para acordar todas elas.
- Maria! Acorde, você precisa tomar um banho e se arrumar, logo os seus novos pais chegam para te buscar.
A menina pulou da cama rápido, sua pequena mala estava pronta. Elise levantou e tirou o pijama, olhou para a amiga com um aperto muito grande no seu coração de criança. Todas foram para o banheiro fazer sua higiene e na sequência tomar o café no refeitório.
Dona Tereza apareceu na porta do refeitório e chamou Maria.
- Está na hora, menina! Venha! Esboçou um pequeno sorriso no rosco que era normalmente carrancudo.
- Vamos lá conhecer meus pais, preciso mostrar vocês. Maria pegou na mão de Elise e foi até a mesa de Gustavo puxando ele também.
Os três saíram correndo pelo corredor até a sala da diretora.
- Maria, querida! Finalmente vamos te levar! Estamos muito felizes de ter você como nossa filha! Dona Clara falou emocionada enquanto seu marido Júlio se ajoelhava na frente da menina.
- Vamos para casa, Maria? Ele disse com um sorriso no rosto.
Maria se jogou nos seus braços com um sorriso até as orelhas.
- Essa é a Elise e esse é o Gustavo! São meus amigos!
- Muito prazer, crianças! Júlio apertou as mãozinhas dos dois. – Logo que pudermos, trazemos a Maria para ver vocês, tá bom?
Os dois concordaram com a cabeça e se despediram da amiga com um abraço. E com lágrimas nos olhos ela se foi.
...
Antes do jantar Elise e Gustavo estavam sentados no balanço do parquinho, tristes mas felizes ao mesmo tempo pela amiga. Várias coisas passavam por suas cabeças inocentes.
Gustavo passou os bracinhos pelos ombros de Elise e ficaram assim um tempo até chamarem para o jantar.
- Ei, Elise! Nós dois estamos juntos, tá bom? A Maria foi embora, mas ela logo vem visitar a gente! Sorriu para a amiga.
- Tá bom! Ela sorriu de volta e abraçou forte o amigo.
...
Passados alguns dias, Elise foi chamada na sala da diretora. Tinha uma mulher lá que ela não conhecia que a olhou de relance percebendo que tinha entrado. Ela achou muito estranho.
- Elise, quero te apresentar alguém muito importante hoje! A diretora falava empolgada.
A mulher olhou para Elise sustentando o olhar confuso da menina.
- Essa é sua tia, Maristela! Não é incrível, querida? Conseguimos finalmente encontrá-la.
A diretora estava feliz, uma das suas alegrias era quando alguma criança saía do abrigo. Procurou muito por um familiar de Elise. Ficou tocada com a história da menina e se empenhou muito em ajudar.
A mulher se abaixou na altura de Elise e a olhou de perto.
- Oi, Elise! Sorriu abraçando a sobrinha. – Você não se lembra de mim, a última vez que nos vimos você era um bebê. Que bom que me procuraram, agora podemos ficar juntas, não é legal? Vamos para casa hoje mesmo, não quero que fique mais aqui. Piscou para ela. – Nada pessoal diretora, é que minha sobrinha passou por muita coisa e não quero perder mais tempo.
- Não se preocupe, dona Maristela eu entendo, vamos sentir muita falta dessa menininha. Abraçou Elise forte. – Você pode nos visitar, querida.
- Podemos levar o Gustavo junto? Finalmente ela abriu a boca desde que entrou na sala.
- Não podemos. A tia respondeu. – Você pode visitar ele quando quiser, certo?
Ela concordou com a cabeça.
- Vamos arrumar suas coisas, Elise. A Tereza vai te ajudar e você volta para cá.
Dona Tereza pegou na mão da menina e a levou rápido dali. Entraram no quarto com pressa.
- Arrume suas coisas, daqui a pouco venho te buscar. Virou as costas e saiu do quarto.
Elise ficou parada tentando assimilar o que aconteceu, de repente pensou em Gustavo e saiu correndo para o corredor, precisava avisar o amigo do que aconteceu. Achou ele no quintal jogando bola com os meninos.
- GUSTAVO! Gritou. – Vem aqui logo!
O menino correu até ela todo suado.
- Quer jogar? Disse rindo.
- Não, vim te avisar que estou indo embora. Respirou fundo.
- Como assim? Ele ficou confuso.
- Acharam minha tia e ela vai me levar. Pedi para te levar junto, mas ela disse que não dá, acho que eu não quero ir.
O menino baixou os olhos, triste.
- Mas você tem que ir, Elise! Vai ser legal ficar com ela, é sua tia! E você vem me visitar igual a Maria. Sorriu. – Somos amigos, lembra?
- É verdade, somos amigos. Vou ficar com saudades, mas logo venho te visitar também. Deu um pequeno sorriso.
- Elise! O que você está fazendo aqui, menina? Venha logo, já arrumei suas coisas. Dona Tereza apareceu.
Gustavo deu um beijo na bochecha da amiga.
- Não vou esquecer de você, amigo. Se abraçaram forte, ela mal sabia que esse seria o último abraço que receberia por muito tempo.
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Atualizado até capítulo 131
Comments
Anonymous
Não entendo como uma pessoa chega em um abrigo vê a criança uma única vez e sem liberação nenhuma já leva uma criança que viu só qdo era bebê
2025-02-23
1
preta
Bora lá iniciar mais uma leitura,
20/02/2025
2025-02-21
4
Leoneide Alvez
não confio nessa tia
2025-01-23
4