Depois do turno os colegas de Elise quiseram fazer uma mini despedida para ela e pediram algumas pizzas e refrigerantes, ela ficou feliz, não imaginava que significasse tanto assim para eles. Guilherme também participou da despedida, mas não cercou Elise em nenhum momento. Só no final encontrou ela no estacionamento e lhe deu um pequeno embrulho que ela abriu na sua frente.
- Nossa, é lindo! Obrigada, gostei muito e vou usar. Ele lhe deu um chaveiro com a letra E prateado.
- É uma lembrança para lembrar de mim todos os dias.
Elise gargalhou e o médico a acompanhou.
- É, sempre que abrir o meu armário vou lembrar! Ela riu.
- Olha aí, é bem onde quero estar, nas suas mãos todos os dias!
- Sério, você é muito cara de pau, mas é um cara legal! Ela disse sincera.
- Minhas chances estão aumentando? Ele perguntou esperançoso.
- Eu não quero me relacionar com ninguém, não é nada com você, é comigo mesmo o problema.
- Eu sei que tem alguma coisa, Elise. Mas eu sou paciente, só quero que tenha em mente que quero uma chance um dia, ok?
Ela não respondeu nada, só sorriu. Estendeu a mão para ele que aceitou e trouxe para perto de sua boca deixando um beijo no dorso.
- Boa noite, Elise! Sorriu e virou as costas indo para o carro dele.
Ela estava parada no meio da sala com o chaveiro na mão lembrando do médico.
- Como foi a despedida? Dona Helena perguntou curiosa.
- Foi legal, vó! Eu até ganhei um presente. Disse mostrando o chaveiro.
- Muito bonito! Quem deu?
- O Dr. Guilherme!
- É sério? Não me diga que se arrependeu e quer dar uma chance para o doutor bonitão?
- Não estou arrependida e não quero dar uma chance a ele. Está tudo na mesma, dona Helena. Agora vou tomar um banho, preciso descansar porque noite passada não dormi nada, amanhã quero começar com tudo!
- Vai dar tudo certo, querida! Vai se sair muito bem.
- Obrigada por tudo, vó! Elise foi até ela e a abraçou. – Não teria conseguido nada sem a senhora.
- Na verdade, quem tem que agradecer sou eu minha filha, sou eu! Dona Helena falou em seus pensamentos.
- Pode ficar com esse armário, Elise! Era da colega que saiu de licença e agora é seu! Mônica, uma das novas colegas falou.
- Obrigada, Mônica! Colocou suas coisas dentro. – Nossa, estou tão acostumada a usar rosa, estou me sentindo estranha usando verde! Sorriu olhando no espelho.
- De agora em diante você é do time das verdinhas! Ergueu a mão para que Elise batesse na dela.
Elas se deram bem de cara. Mônica era divertida e animada, era enfermeira, mas estava fazendo faculdade de medicina, queria realizar seu sonho de ser médica.
- Vem, vamos trabalhar! Hoje vamos ficar na sala de aplicação com os pacientes que vão tomar a doses de quimio, é bem diferente lá de baixo, se prepare!
- Estou preparada!
- Gostei de ver, bem destemida essa minha nova colega! Deu risada.
As duas andaram lado a lado pelos corredores enquanto Elise ia olhando tudo curiosa, na verdade, o trabalho era o mesmo, o que mudava era a idade dos pacientes e a forma como eram tratados.
Chegaram em frente à sala de aplicação e antes de entrar Elise fez uma oração mental agradecendo a Deus por tudo e pedindo a ele que ajudasse ela a dar o seu melhor por aquelas pessoas.
- Bom dia! Mônica entrou animada cumprimentando os quatro pacientes que estavam ali.
Todos responderam menos uma senhora que estava com o olhar distante.
- Ela não gosta muito de interagir, Elise. Eu ainda não descobri o motivo, mas vou descobrir, por enquanto não ligue se ela te der um coice. Falou baixo.
- Tudo bem! Elise concordou. Continuou olhando pela sala e sorriu ao ver que a senhora que estava assistindo ela tocar no outro dia estava ali sentada. Ela acenou da cadeira onde estava chamando Elise.
- Pode ir, faça amizade com os pacientes assim conseguimos ajudar a passar por esse sofrimento com pelo menos um pouco de alegria. Ela começou a separar as medicações.
Elise foi até a senhora que estava sentada sorridente na cadeira.
- Que bom te ver, Elise! Por que está de verde? Vai trabalhar aqui agora?
- Oi, sim, vou trabalhar aqui a partir de agora. Sorriu.
- Que bom, fico feliz que vou te ver mais, hoje é minha primeira dose de quimio estou nervosa! Franziu o cenho.
Elise sentiu o coração apertar, só quem passava por um câncer ou conhecia alguém próximo que tivesse passado sabia o sentimento de medo e tensão que são constantes na vida dessas pessoas.
- Vai dar tudo certo! Disse pegando na mão de dona Najla apertando.
- Obrigada, querida! Agradeceu.
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Dona Najla continuava sentada há mais de uma hora tomando a sua dose de quimio. A primeira sessão estava sendo mais longa porque o médico queria avaliar a tolerância dela aos medicamentos, tinha sido colocado um cateter para facilitar a aplicação. Ela e Elise conversaram o tempo todo, Mônica também estava a todo momento conversando com as duas e os outros pacientes, era um momento que acabava se tornando um pouco mais leve para todos.
- Então eu disse a ele que achou uma concorrente a altura agora. Ela ria contando para Elise sobre a conversa que teve com Ronald.
- Imagina, se ele é tão bom como a senhora diz eu não sou concorrente de nada! Elise ajustou mais uma vez o saquinho com a medicação de dona Najla. – Está terminando aqui! Piscou para ela.
- Ah, que bom não vejo a hora de ir para casa! Vem cá, deixa eu te mostrar o Ronald. Talvez você o conheça já que tocam violino.
Elise olhou o celular com atenção, mas nunca tinha visto o rapaz antes
- Não conheço, dona Najla!
- Ah, que pena! Mas quando ele vier faço questão que se conheçam!
- Por aqui terminamos, dona Najla! Mônica avisou vindo até elas, agora precisa ir até a sala do Dr. Álvaro, ele quer conversar com a senhora.
- Tudo bem, meninas! Obrigada por tudo, tive uma tarde muito agradável com vocês!
Elise não percebeu a mulher ao lado dela até que sentiu o abraço. Não se desvencilhou, ficou parada absorvendo aquele contato de uma pessoa que nunca tinha visto. Respirou devagar e esperou.
- Tchau, Elise! Vou te ligar para combinarmos alguma coisa. Se afastou indo para o lado da sala do médico.
- Tchau, dona Najla! Ficou olhando a mulher até sumir no corredor.
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Era tarde e Elise já estava na cama. Chegou do trabalho cansada, jantou a comida que dona Helena tinha deixado pronta, tomou um bom banho e estava deitada relembrando o seu dia.
Dona Helena precisou viajar às pressas e quando Elise chegou em casa ela não estava. Deixou um bilhete em cima da mesa para que a neta entrasse em contato assim que chegasse. Elise ligou e enquanto conversavam notou que a avó estava estranha, estava distante, disse que estava resolvendo assuntos urgentes e que no outro dia já estaria em casa.
Ela desligou, mas ficou preocupada, aquele não era um comportamento normal para dona Helena ela pensou.
Querendo afastar esses pensamentos, levantou da cama e pegou seu notebook, ia pesquisar sobre o moço que dona Najla disse que era seu concorrente, Ronald. Não demorou para que aparecessem várias coisas sobre ele, principalmente vídeos dele tocando violino por aí e sobre um projeto social interessante.
Elise foi clicando e vendo tudo, ficou fascinada com o talento de Ronald.
- Nossa, ele é bom! Continuou vendo o vídeo e apertou pause quando focou no rosto de Ronald. Ela olhou atentamente e sorriu.
- É, ele é bonito também!
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Oi, meninas!!
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Atualizado até capítulo 131
Comments
Silvania Balbino
o livro tá lindo, emocionante e uma estória de superação e tanto. E o que aconteceu com os outros amigos da Elise?
2025-01-16
3
Helena
onde foi parar a vibora da Maristela?? será que estava presa,ou internada? e a dona Helena sabe onde ela está??
2025-01-16
2
Helena
enfermagem é uma profissão maravilhosa.levar alívio pra quem está sofrendo tanto.tratar os pacientes e os acompanhantes com amor,carinho,dedicação.
2025-01-16
3