Entre a Luz e a Sombra.

O bunker parecia diferente. Embora tudo estivesse no lugar, uma sensação de que algo havia mudado pairava no ar. Dean caminhava pelo corredor, as botas ecoando no chão de concreto. Ele não conseguia tirar da cabeça as palavras da figura encapuzada: "Vocês são peças importantes."

Na sala de mapas, Castiel estava inclinado sobre a mesa, estudando o símbolo que agora aparecia em suas anotações. Ele parecia focado, mas Dean conhecia bem o suficiente para notar a tensão nos ombros do anjo.

"Tá estudando tanto que vai acabar queimando o cérebro, Cas," Dean disse, jogando uma cerveja para ele.

Castiel pegou a garrafa no ar, mas não abriu. Ele olhou para Dean, sério como sempre. "O que enfrentamos não foi apenas uma ameaça. Foi um lembrete de algo maior. Eles estão tentando nos manipular."

Dean bufou, abrindo sua própria garrafa. "E qual é a novidade? Sempre tem alguma coisa querendo jogar a gente em um tabuleiro."

"Mas isso é diferente," Castiel insistiu, sua voz baixa, mas intensa. "Essa entidade não quer apenas destruir. Ela quer nos separar."

Dean olhou para ele, inclinando a cabeça. "E isso nunca vai acontecer. Eles podem tentar, mas nós sempre damos um jeito, Cas. Não é o fim do mundo."

Castiel hesitou, sua expressão suavizando levemente. "Ainda não."

Um Novo Visitante

Antes que a conversa pudesse continuar, o som de passos ecoou pelo bunker. Dean imediatamente pegou sua arma, enquanto Castiel se virou, a postura rígida.

Uma figura feminina apareceu na entrada. Ela era alta, com cabelos longos e negros, e olhos tão claros que pareciam brilhar. Ela usava uma jaqueta de couro e botas gastas, mas sua presença exalava poder.

"Quem diabos é você?" Dean perguntou, apontando a arma.

A mulher levantou as mãos em um gesto de rendição. "Calma, Winchester. Não estou aqui para brigar."

"Então explique por que invadiu o nosso lugar," Dean retrucou, sem abaixar a arma.

"Meu nome é Lilith," ela disse, sua voz calma, mas carregada de algo sombrio. "E eu vim avisar que vocês estão mexendo com algo que nem mesmo o Céu ou o Inferno podem controlar."

"Lilith?" Castiel repetiu, estreitando os olhos. "Isso é impossível. Você foi destruída há anos."

"Uma parte de mim, talvez," ela respondeu com um sorriso frio. "Mas coisas como eu nunca desaparecem completamente."

Dean olhou para Castiel. "Por favor, me diz que isso não é mais um dos seus 'problemas celestiais'."

"Ela está mentindo," Castiel disse, mas sua voz não soava totalmente convicta.

Lilith deu de ombros. "Acreditem no que quiserem. Mas aquele símbolo... foi apenas o início. Vocês estão lidando com forças que nem eu ousaria desafiar. E, sinceramente? Eu mal posso esperar para assistir vocês falharem."

Dean deu um passo à frente, a arma ainda levantada. "Por que você se importa? Se acha que a gente vai falhar, por que não deixa a gente em paz?"

"Porque o fracasso de vocês significa a destruição de tudo," Lilith respondeu, seus olhos brilhando. "E, ao contrário do que pensam, eu gosto de existir."

Com isso, ela deu meia-volta e começou a caminhar para longe.

"Ei!" Dean gritou, mas, antes que pudesse alcançá-la, Lilith desapareceu em uma explosão de sombras.

Preparando-se para o Desconhecido

Dean abaixou a arma, bufando. "Ótimo. Agora temos a porra da Lilith na jogada."

Castiel permaneceu em silêncio por um momento antes de falar: "Se o que ela disse for verdade, precisamos nos preparar. Não podemos enfrentar isso sozinhos."

Dean riu sem humor. "E quem vai nos ajudar, Cas? Céu? Inferno? Eles nos ferram sempre que podem."

"Talvez precisemos de aliados fora desses reinos," Castiel sugeriu.

Dean o encarou. "Você tá falando de bruxas? Espíritos? Demônios rebeldes? Porque eu não tô afim de aumentar essa festa."

"Estou falando de qualquer um que possa equilibrar a balança," Castiel respondeu, sua voz firme. "Não importa de onde venha a ajuda, Dean. Precisamos vencer."

Dean suspirou, passando a mão pelo rosto. "Certo. Mas antes de qualquer coisa, precisamos de respostas sobre esse símbolo. E rápido."

Uma Revelação Inesperada

Mais tarde, naquela noite, enquanto Dean estava no quarto limpando sua arma, Castiel entrou, parecendo mais humano do que nunca.

"Dean," ele começou, sua voz hesitante.

"Cas, eu sei o que você vai dizer," Dean interrompeu, sem olhar para ele. "E não quero ouvir o papo de 'sacrifício necessário'. Não vou deixar isso acontecer."

"Não era isso que eu ia dizer," Castiel respondeu, sua voz suave.

Dean olhou para ele, confuso. "Então o que é?"

Castiel deu um passo à frente, seus olhos fixos em Dean. "Queria agradecer. Por confiar em mim, mesmo quando tudo parece perdido."

Dean desviou o olhar, desconfortável. "Você faz o mesmo por mim, Cas. É o mínimo que eu posso fazer."

O silêncio se estendeu por um momento, até que Castiel deu um pequeno sorriso. "Ainda assim, obrigado."

Dean balançou a cabeça, um sorriso involuntário surgindo em seus lábios. "Você é um pé no saco, sabia?"

"E você é impossível," Castiel respondeu, a expressão séria suavizando.

Por um breve momento, a tensão entre eles desapareceu, substituída por algo mais profundo, mais íntimo. Mas antes que pudessem explorar aquilo, o alarme do bunker disparou, trazendo-os de volta à realidade.

Dean imediatamente pegou sua arma. "Claro, porque a gente não pode ter um minuto de paz."

Castiel ajustou a gravata, o brilho em seus olhos voltando. "Pronto para mais um?"

Dean sorriu. "Sempre."

Eles correram em direção à sala principal, prontos para o que viesse. A batalha continuava, mas agora eles sabiam que, juntos, podiam enfrentar qualquer coisa.

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