Ecos do Destino.

O bunker estava em silêncio, mas o ar ainda parecia vibrar com a energia da batalha anterior. Dean e Castiel haviam sobrevivido por pouco, mas as cicatrizes - físicas e emocionais eram evidentes.

Dean caminhava de um lado para o outro na sala, suas botas ecoando contra o chão de metal. Ele estava agitado, como um leão enjaulado, enquanto Castiel permanecia sentado à mesa, suas asas invisíveis ainda pesando sobre ele.

"Então, vamos falar sobre o que diabos aconteceu?" Dean perguntou finalmente, parando e apontando para Castiel.

"Você precisa ser mais específico, Dean," Castiel respondeu, sua voz calma, mas com um tom cansado.

Dean soltou um suspiro irritado. "Específico? Tá brincando comigo? Quem era aquela coisa? E o que ela quer com a gente? Porque, deixa eu te dizer, Cas, eu tô ficando de saco cheio de ser o alvo favorito de monstros cósmicos."

Castiel olhou para Dean, seus olhos azuis fixos nos verdes dele. "Aquela figura não era apenas uma criatura. Ela era uma manifestação de algo mais antigo. Algo que foi selado pelos anjos há milênios. E agora, está se libertando."

Dean cruzou os braços, tentando processar a informação. "Ótimo. Então estamos lidando com mais uma entidade apocalíptica. Porque claro, nossa vida nunca é fácil."

Castiel inclinou a cabeça, quase um traço de humor em seu olhar. "Você sempre lidou bem com o impossível, Dean."

Dean balançou a cabeça. "Não faz isso, Cas. Não tenta me fazer sentir melhor quando tudo tá indo pro inferno."

Antes que Castiel pudesse responder, um som grave reverberou pelo bunker. Era como se o próprio ar estivesse se rasgando. Ambos se levantaram ao mesmo tempo, os instintos de batalha assumindo o controle.

Uma rachadura se abriu na parede, um portal escuro pulsando como um coração maligno. E dele emergiu a figura encapuzada novamente, mas desta vez, ela não estava sozinha. Criaturas monstruosas começaram a sair, seus corpos deformados e cheios de espinhos, como pesadelos materializados.

"Ah, merda," Dean murmurou, pegando sua arma.

"Dean, fique atrás de mim," Castiel ordenou, sua mão já brilhando com energia celestial.

"Nem ferrando," Dean respondeu, empunhando sua lâmina. "Você não vai carregar isso sozinho."

Os dois avançaram juntos, a sincronia entre eles impecável. Castiel usava sua graça para repelir as criaturas, enquanto Dean as cortava com uma precisão brutal. Era como se eles fossem uma extensão um do outro, movendo-se como um único corpo.

Mas a figura encapuzada era diferente. Ela observava tudo com um sorriso sinistro, seus olhos brilhando com malícia. "Vocês são tão patéticos," ela zombou. "Acham que podem me deter? Eu sou inevitável."

Dean se aproximou dela, seus dentes cerrados. "Sabe de uma coisa? Eu já lidei com inevitáveis antes. E eles sempre acabam mortos."

Ele atacou, mas antes que pudesse acertar, a figura estendeu a mão e lançou Dean contra a parede com um movimento quase casual. Ele caiu com um gemido, a lâmina escorregando de sua mão.

"Dean!" Castiel gritou, desviando sua atenção por um segundo.

Foi o suficiente para que a figura aproveitasse. Com um movimento rápido, ela agarrou Castiel pelo pescoço, levantando-o do chão. A luz celestial do anjo piscava, como uma chama prestes a apagar.

"Você sempre foi fraco, Castiel," a figura disse, com desprezo. "Sempre colocando esses humanos acima de tudo. Olhe para você agora. Um cão ferido protegendo seu mestre."

Dean, mesmo machucado, lutou para se levantar. Ele viu a cena diante dele e algo dentro de si quebrou. Não era só raiva; era medo. Medo de perder Castiel.

"Solta ele, seu desgraçado!" Dean gritou, sua voz cheia de desespero.

A figura riu, mas antes que pudesse responder, Castiel reuniu suas forças restantes. Ele olhou para Dean, seus olhos brilhando com determinação. "Confie em mim," ele murmurou.

De repente, uma explosão de luz preencheu o bunker. Era como se o próprio céu tivesse descido à terra. Dean teve que cobrir os olhos, o calor da energia queimando sua pele.

Quando a luz se dissipou, a figura encapuzada havia desaparecido, e as criaturas restantes estavam em cinzas. Castiel estava de pé, mas mal se segurava. Sua graça estava instável, os traços dele mais humanos do que nunca.

Dean correu até ele, segurando-o antes que ele caísse. "Cas! Fala comigo!"

Castiel olhou para ele, um pequeno sorriso nos lábios. "Você está bem. Isso é tudo que importa."

"Para com isso!" Dean gritou, sua voz tremendo. "Você sempre diz isso, mas eu tô cansado de te ver se machucar por minha causa."

Castiel levantou uma mão trêmula, tocando o rosto de Dean. "Você é minha escolha, Dean. Sempre foi."

Dean congelou, as palavras de Castiel ecoando em sua mente. Ele não sabia o que dizer, então apenas segurou o anjo com mais firmeza, como se isso pudesse impedi-lo de desaparecer.

"Vamos," Dean murmurou, a voz mais suave agora. "Você não vai a lugar nenhum, Cas. Eu não vou deixar."

Enquanto eles se moviam para um lugar mais seguro, Dean sabia que a luta ainda não tinha acabado. Mas naquele momento, tudo o que importava era que Castiel estava vivo. E ele faria de tudo para mantê-lo assim.

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