O céu estava coberto por nuvens escuras, como um presságio de que algo estava prestes a acontecer. Dentro do bunker, a tensão era palpável, mais densa do que nunca. A batalha que haviam vencido contra a sombra não era o fim era apenas o começo. Dean e Castiel sabiam disso. A guerra estava apenas esquentando.
"Essa porra não vai parar, vai?" Dean murmurou, batendo os punhos contra a mesa. O impacto fez um estrondo, mas ele não se importava. O desespero e a raiva estavam em seus ossos, e as palavras que saíam de sua boca eram a única forma de lidar com isso. "Aquele maldito monstro não era nem o pior que pode vir por aí."
Castiel estava na outra extremidade da sala, seus olhos fixos no mapa espalhado sobre a mesa. Ele estava calmo, mas algo em sua expressão mostrava que ele estava tão exausto quanto Dean. As últimas batalhas estavam cobrando o seu preço, mas o que mais o consumia não era a dor física, mas o peso de uma decisão que ele sabia que em algum momento teria que tomar.
"Não podemos permitir que o que vem seja ainda mais perigoso, Dean," Castiel disse, a voz calma, mas com um tom grave que indicava a seriedade da situação. "Mas nós não estamos sozinhos nisso. Temos aliados, temos forças de quem podemos depender."
Dean olhou para ele, sua raiva ainda pulsando, mas agora misturada com uma preocupação crescente. Ele sabia o que estava por vir. Ele sabia que, em algum momento, a linha entre o que era certo e o que era necessário iria se desfazer, e isso poderia significar que a única forma de salvar o mundo seria... sacrificando algo ou alguém.
"Aliados, é?" Dean resmungou, cruzando os braços, mas sem tirar os olhos de Castiel. "E quem mais precisamos, além de nós dois? A gente já provou que consegue fazer isso sozinho." A raiva estava ali, mas havia algo mais agora - um tipo de necessidade. Algo que ele tentava suprimir, mas que estava cada vez mais evidente. Algo que ele sentia por Castiel. Algo quente e irreversível.
Castiel se aproximou, suas asas apenas visíveis à medida que ele andava, e Dean sentiu um arrepio subir por sua espinha. O que quer que fosse, essa proximidade estava mexendo com ele de uma maneira que ele não queria admitir. O anjo estava muito perto agora, muito mais perto do que ele se sentia confortável. Mas ao mesmo tempo... era difícil querer que ele estivesse mais longe.
Antes que qualquer um dos dois pudesse falar mais, a porta do bunker foi arrombada. O som de metal se estilhaçando fez Dean e Castiel se virarem instantaneamente, ambos prontos para atacar. Mas o que entrou no bunker não era um inimigo qualquer. Era um caçador, seu rosto coberto de sujeira, os olhos desesperados e, por alguma razão, completamente desconectado da realidade.
"O... o que aconteceu?" Dean perguntou, se aproximando. "Quem te fez isso?"
O caçador tropeçou para dentro, suas mãos trêmulas segurando um pedaço de metal quebrado. "Eles... estão vindo. Eles sabem de vocês. Sabem que estão aqui."
Antes que pudesse terminar de falar, uma explosão sacudiu o bunker, fazendo as paredes tremerem. Castiel imediatamente se posicionou à frente de Dean, as mãos iluminadas com luz celestial. "Não podemos deixar que eles nos alcancem aqui."
Mas o que quer que fosse lá fora, estava em movimento agora, e mais de uma ameaça estava prestes a invadir.
"Certo, então vamos matar esses filhos da puta!" Dean gritou, já avançando para pegar suas armas. Ele estava em modo de combate, a raiva e a adrenalina empurrando seus limites. Ele não ia ficar esperando sentado enquanto o inferno se desmoronava sobre eles.
No momento em que ele puxou o gatilho, a luta começou. O bunker virou um campo de batalha. Castiel e Dean estavam lado a lado, lutando contra os inimigos que pareciam nunca acabar. A luz celestial de Castiel cortava o ar, derrubando criaturas invisíveis que estavam invadindo o bunker, enquanto Dean disparava suas armas, com uma precisão mortal.
A luta se arrastava, o som dos tiros, o brilho das lâminas e o estrondo das explosões misturando-se no caos. Dean sentia o calor do combate, a tensão nos músculos, a pressão crescendo, mas o que o fazia continuar era o fato de que ele não estava sozinho. Castiel estava ali, ao seu lado, protegendo-o com sua força inabalável, e ele sentia que a cada golpe que dava, uma parte de seu próprio desespero ia embora.
Mas algo aconteceu no meio da batalha. Um dos inimigos, mais forte e mais rápido que os outros, atacou Castiel com uma força brutal, lançando-o contra a parede. O impacto foi forte, e Dean viu seu amigo mais que isso, seu algo mais - caído no chão, sua luz celestial enfraquecendo.
"Castiel!" Dean gritou, correndo para ele, seu coração batendo forte no peito. Ele não podia perder mais ninguém. Não ele. "Acorda, porra!"
Castiel se levantou, ofegante, mas seus olhos estavam sem brilho. Ele estava mais ferido do que Dean tinha percebido, a exaustão visível em seu rosto. Mas o que o fez seguir em frente foi o instinto de proteção que não podia ser apagado.
"Dean," Castiel murmurou, sua voz fraca. "Não posso... não posso deixá-lo sozinho."
"Você não vai me deixar porra nenhuma!" Dean gritou, a dor e a raiva misturadas em sua voz. Ele se ajoelhou ao lado de Castiel, colocando a mão em seu ombro. A conexão entre eles estava mais forte do que nunca. Dean sabia que o que sentia por Castiel não era só amizade, não era só parceria de combate. Era algo mais profundo. Algo que ele nunca soubera que precisava.
"Fica comigo, Cas," Dean sussurrou, olhando diretamente nos olhos do anjo. "Eu preciso de você."
Castiel olhou para ele, os olhos azul-claro cheios de algo que Dean não conseguia nomear. Mas antes que pudesse falar algo, um novo ataque os interrompeu. Mais inimigos, mais violência.
Dean estava com raiva. Raiva de tudo. Raiva de quem os estava caçando, raiva da situação. Mas acima de tudo, ele estava com medo. Medo de perder o único ser que o fazia sentir que poderia sair disso com vida. A luta aumentou de intensidade, mas Dean estava determinado. Ele estava disposto a fazer qualquer coisa para salvar Castiel. Mesmo que isso significasse atravessar os próprios limites.
O céu escurecia lá fora, e a batalha no bunker estava longe de terminar. Mas naquele momento, Dean sabia que nada seria mais importante do que isso: o que ele tinha com Castiel. E ele faria qualquer coisa para proteger isso.
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Atualizado até capítulo 22
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