O som da campainha tocou, interrompendo o que estava se tornando uma competição culinária intensa entre Dean e Castiel. Dean olhou para Castiel com um sorriso travesso. “Isso não é meu jeito de cozinhar, Cas. Mas, quem sabe? Talvez a pizza acabe sendo boa… depois de uma hora de forno, claro.”
Castiel, com a mesma expressão impassível de sempre, observou o forno. Ele sabia que a pizza estava longe de ser uma maravilha gastronômica, mas algo no processo de preparar o prato o intrigava. Se fosse qualquer outra pessoa, ele teria apenas observado de longe e se afastado. Mas, com Dean, não conseguia fazer isso. Algo em sua energia, na forma como ele ria e desafiava o impossível, o fazia ficar por perto.
“Quem será?” Dean perguntou, indo até a porta, ainda com o sorriso de quem estava pronto para uma nova piada. Quando abriu, deu de cara com Sam, seu irmão, que estava carregando um monte de sacolas de supermercado. “Cara, você não pode simplesmente ligar e avisar que vai trazer comida, né? Não, tem que chegar com isso tudo.”
Sam fez uma careta, empurrando Dean para o lado para poder entrar. “Eu sou o único que parece se preocupar com as necessidades alimentícias dessa casa. Então, sim, eu trago as coisas. E, por favor, tentem não fazer mais uma tragédia na cozinha.”
Dean revirou os olhos, mas não conseguiu esconder o sorriso. “Tragédia? Isso é arte, Sam. Vou fazer Castiel perceber que a culinária é mais do que um simples prato. Vai ser uma experiência transcendente. Eu sou o mestre da cozinha, depois de tudo.”
Sam olhou para Castiel, que estava na mesma posição, com a expressão inalterada. “Você já viu a pizza deles? Vai ser uma experiência de outro mundo, isso é certo.”
Dean deu um tapinha nas costas de Sam, guiando-o até a mesa. “Castiel e eu estamos no meio de uma competição, e você não vai querer perder o melhor momento.”
Sam olhou de volta para Dean, depois para Castiel. Algo nos olhos de Castiel chamou a atenção de Sam, algo que ele não tinha visto antes. Como se ele estivesse… mais focado. Menos distante, talvez. Ele franziu o cenho, mas não disse nada.
Dean começou a preparar o jantar com Sam, e Castiel, mais uma vez, se viu em silêncio, observando os dois de longe. Era uma cena comum para ele, mas, naquele momento, a atmosfera parecia diferente. Ele não sabia bem por quê, mas, quando olhou para Dean, com suas mãos ocupadas em preparar mais comida, algo apertou seu peito. Não era desconforto, mas era algo novo e intrigante.
A conversa continuou, mas, por mais que Dean estivesse animado e debochado, havia uma tensão crescente no ar. Dean estava mais quieto do que o normal, e Castiel percebeu. Não era o comportamento usual dele, como se uma parte de sua personalidade estivesse sendo deixada de lado. O que estava acontecendo? Castiel sentiu algo estranho, uma pressão no peito, que ele não soubera como interpretar. Ele nunca sentira isso antes.
“Ei, Castiel! Você vai ficar aí só observando ou vai ajudar a colocar o molho na salada?” Dean perguntou, com um sorriso travesso, tentando ignorar a sensação que o incomodava. Não podia ser nada, certo? Ele estava apenas sendo idiota como sempre. Não devia pensar nisso.
Mas Castiel o observou. Dean não sabia o que estava escondendo, mas Castiel sim. Ou, pelo menos, ele começava a perceber.
“Por que está tão quieto, Dean?” Castiel perguntou, de repente. A pergunta foi direta, sem rodeios. A sinceridade na voz do anjo fez Dean quase engasgar com o pedaço de carne que estava mastigando.
“Eu? Quieto? Claro que não. Eu só estou tentando salvar a cozinha, você sabe. Essa pizza aqui não vai se salvar sozinha,” Dean respondeu, tentando manter o tom debochado, mas sua voz falhou um pouco.
Castiel não se moveu, mas seu olhar parecia mais penetrante do que o normal. “Você está escondendo algo. Eu posso ver isso. Não sou tão bom com sentimentos, Dean, mas posso perceber quando algo não está certo.”
Aquelas palavras atingiram Dean como um soco no estômago. Não era nada que ele quisesse lidar, e muito menos com Castiel. Mas a verdade era que Castiel tinha razão. Algo estava mudando. Ele estava mudando. E, por mais que tentasse ignorar, a sensação de estar perto de Castiel… de querer mais do que apenas provocar, estava crescendo.
Dean se afastou da mesa e respirou fundo. “Você não sabe o que está falando, Cas. Eu só… tenho uma leve dor de cabeça. Nada demais.”
“Não se engane, Dean,” Castiel disse suavemente. “Eu vejo o que você tenta esconder.”
A tensão ficou no ar, e, por um momento, Dean ficou em silêncio, olhando para Castiel com mais seriedade do que jamais faria normalmente. Ele queria desviar o olhar, mas não conseguia. Algo em Castiel estava chamando sua atenção de uma forma que ele não queria admitir. Era confuso, e, de certa forma, um pouco assustador.
Mas então, como se a tensão tivesse se quebrado, Dean deu uma risada, tentando se livrar da sensação desconfortável. “Olha, eu não sei o que você está pensando, mas não estou pronto para ser examinado por um anjo da maneira que você faz, Cas.”
Castiel deu um pequeno sorriso. Era raro ver um sorriso em seu rosto, mas naquele momento, ele fez isso. Não era um sorriso grande ou cheio de emoção, mas era genuíno de uma forma sutil. Como se, no fundo, ele estivesse começando a entender mais sobre Dean do que o próprio Dean queria admitir.
Dean desviou o olhar rapidamente, sentindo o calor subir até suas bochechas. Ele não podia mais esconder o que estava começando a perceber. Mas, por agora, ele escolheria ignorar, fazendo piada como sempre.
"Bom, enquanto isso, vamos comer. Não sei sobre vocês, mas eu estou com fome."
E, enquanto todos se sentavam à mesa, a bagunça na cozinha ficou para trás. Mas algo mais estava prestes a acontecer. Algo que nenhum dos dois poderia prever.
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Atualizado até capítulo 22
Comments
Carla Santos
Um já gosto de leitura assim é descontraída kkkkkkkk
2024-12-13
0
amo mangá
cadê o Sam nesse momento??? sumiu a desgraça
2024-12-09
0
amo mangá
vai Cas, meu bebê
2024-12-09
1