CAPÍTULO 16

Volkov tem o dom de me tirar do sério. Ele adora esses joguinhos idiotas que me deixam à beira de perder o controle. Depois do beijo, do jantar, e agora, do que aconteceu no carro, parecia que ele estava determinado a testar meus limites.

Quando chegamos à mansão, ele parou na entrada e pediu que eu descesse. Sua expressão era casual, mas eu sabia que ele tinha algo em mente.

— Por que está me mandando descer? — Perguntei, cruzando os braços.

Ele abriu um sorriso preguiçoso, aquele que era ao mesmo tempo irritante e indecente. — Vou me divertir um pouco.

Por um momento, fiquei sem reação, mas quando meus olhos desceram instintivamente para a calça dele, eu percebi. Ele estava excitado. O desgraçado estava indo para a boate para "resolver" isso.

— Claro, divirta-se então. — Respondi com um sorriso ácido, tentando esconder o nó que subiu na minha garganta.

Mas não consegui resistir. Antes que ele saísse com o carro, deixei escapar:

— Se quiser, eu posso ir junto. Vai que alguém tente te matar na boate... — Completei, a voz carregada de ironia, relembrando nosso primeiro "encontro".

Ele parou, virou-se para mim, e seu sorriso se alargou, perigoso e provocativo. — Boa ideia, caçadora. Vamos nos divertir juntos, então.

Minha vontade era de socar aquele sorriso cínico. Entrei no carro de volta, batendo a porta, e seguimos para a boate.

Na Boate

As luzes pulsavam, a música ensurdecedora fazia o chão vibrar, e o cheiro de álcool e perfume barato preenchia o ar. Volkov parecia completamente à vontade, caminhando pelo ambiente como se fosse o rei daquele lugar. Talvez ele fosse, na verdade.

Eu o segui de perto, sempre atenta a qualquer movimento suspeito, mas o desgraçado parecia mais interessado em me provocar do que em qualquer ameaça real.

— Não sabia que você frequentava lugares assim, Stella. — Ele comentou, inclinando-se para falar próximo ao meu ouvido, sua voz baixa e provocativa. — Vai queimar o filme de "noiva dedicada".

— Só estou aqui para garantir que ninguém atire na sua cabeça, Volkov. — Respondi seca, sem olhar para ele.

Ele sorriu de lado, o olhar brilhando com aquela diversão irritante. Então, como quem não quer nada, começou a se aproximar de algumas mulheres no bar. Uma delas, uma loira com um vestido tão curto que parecia pintado, praticamente se atirou em cima dele.

Eu me virei para o outro lado, decidida a ignorar, mas meu sangue ferveu quando ouvi a risada dele. Ele estava fazendo isso de propósito.

Voltei a encará-lo, e lá estava ele, segurando a cintura da loira, seus olhos me observando por cima do ombro dela. Desgraçado.

Respirei fundo, mantendo a pose. Não ia dar a ele a satisfação de me ver irritada. Ele sabia exatamente como mexer comigo, mas eu não ia ceder.

— Querida, está entediada? — Ele perguntou, me chamando com um tom doce e falso, enquanto a loira ainda estava pendurada nele.

— Não, mas parece que você está. — Respondi, sorrindo de canto.

Ele riu, aquela risada baixa e perigosa. Então, como se quisesse aumentar ainda mais a provocação, murmurou algo no ouvido da loira e a levou em direção ao andar de cima, para o quarto VIP.

Foi aí que eu vi vermelho.

Esperei alguns minutos, calculando cada passo. Caminhei pelos corredores da boate até encontrar a caixa de energia. Se ele queria brincar, então eu ia jogar também.

Com um movimento rápido, desliguei o disjuntor principal. A música parou, as luzes se apagaram, e a boate mergulhou na escuridão.

A confusão começou rapidamente. As pessoas gritavam, e os seguranças tentavam acalmar a situação. Eu sabia exatamente onde estava e onde Volkov estaria.

Cheguei ao corredor VIP, caminhando silenciosamente até a porta do quarto onde ele estava. Com um chute, abri a porta e entrei.

— Stella? — Sua voz cortou o silêncio, e mesmo no escuro, eu sentia seu olhar queimando em mim.

— Divertindo-se, Volkov? — Perguntei, minha voz baixa e cheia de sarcasmo.

A loira deu um grito baixo, e eu ouvi seus passos rápidos passando por mim, fugindo da sala.

Ele riu, e o som ecoou no ambiente escuro. — Você é inacreditável. Desligar a energia de uma boate inteira? Isso é ciúme, querida?

Me aproximei lentamente, até que senti sua presença a poucos centímetros. — Ciúme? Não me faça rir, Volkov. Só estou aqui para garantir que você não faça nenhuma besteira.

Ele segurou meu braço, puxando-me com força, até que nossos corpos se chocaram. — Ah, Stella... — Ele murmurou, sua voz rouca e carregada de desejo. — Se queria me tirar de lá, era só pedir.

Eu ri baixinho, desafiadora. — Não me dê tanto crédito, Volkov. Isso foi só para acabar com sua diversão barata.

— Você é a única diversão que eu preciso. — Ele sussurrou, suas mãos deslizando pela minha cintura, me pressionando contra ele.

Meu coração disparou, mas não dei o braço a torcer. — Vai sonhando.

Antes que ele pudesse responder, me afastei, deixando-o no escuro, mas com a última palavra.

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Comments

Magna Figueiredo

Magna Figueiredo

Não creio /Joyful//Joyful//Joyful//Joyful//Joyful//Joyful//Joyful/ a bixa é ruim viu.../Applaud//Applaud//Applaud//Applaud/

2025-02-08

8

Marsane

Marsane

Mulher idiota, detesto isso, diz que a regra é “ não tocar nela”, ele toca e ela aceita, cede aos beijos e nega que o quer, depois fica com ciúmes, faz essa criancice de desligar as luzes… se quer dar, porque não faz isso logo? Fica nessa de bancar a difícil, no final vai se submeter mesmo, pra que tudo isso?!?!?!?

2025-02-08

2

Carleuza Almeida

Carleuza Almeida

Agora vc entregou as cartas Stella e deixou claro pra Volkov que tá completamente caidinha por ele e morrendo de ciúmes, agora ele atingiu seu ponto fraco kkkkkk e vai testar seu limite até vc se render kkkk

2025-01-28

8

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