Eu passei os últimos dias mergulhada no estudo do meu novo alvo, Dmitri Orlov. A cada descoberta, minha satisfação aumentava. Ele não era apenas um membro da máfia, mas o tio de Viktor Volkov, com uma rede de negócios tão suja que eu mal conseguia acompanhar. Tráfico humano, extorsão, assassinatos... A lista de crimes que ele cometeu se estendia muito além do que eu estava disposta a investigar. A cada passo que dava, mais eu me convencia de que, além de ser uma missão necessária, matá-lo seria uma espécie de justiça pessoal.
Ele se escondia em sua mansão isolada, um lugar onde qualquer um teria dificuldade em entrar, mas isso nunca foi um problema para mim. No silêncio da noite, com a faca bem presa à minha coxa e a pistola com silenciador em mãos, eu estava pronta para o que fosse necessário.
A mansão estava repleta de seguranças, como eu já havia previsto, mas não seria um obstáculo. Silenciosamente, me movi pelas sombras, eliminando os homens que guardavam a entrada com precisão. A lâmina cortou carne e os seguranças caíram um por um, sem sequer ter tempo para reagir. Eu sempre preferi trabalhar sem fazer barulho, especialmente em lugares como esse, onde um simples grito poderia atrair atenção indesejada.
Quando finalmente entrei na mansão, os corredores estavam vazios. Eu sabia que Dmitri estava perto, mas o som da água corrente vindo do banheiro me indicava que ele ainda estava se preparando. Pude sentir a tensão se acumulando enquanto o tempo passava. Ele não sabia o que estava prestes a acontecer.
Eu entrei no quarto sem fazer um ruído sequer. O som da água parou, e, no momento seguinte, Dmitri apareceu na porta do banheiro, com uma toalha enrolada ao redor da cintura. O olhar de surpresa mal teve tempo de aparecer. Eu já estava com a pistola em mãos, a mira perfeitamente ajustada na testa dele.
— Fim da linha para você, Dmitri.
— Minha voz estava fria, sem emoção.
Sem hesitar, apertei o gatilho. O silenciador fez um som abafado, e o corpo de Dmitri caiu para trás, seu sangue espirrando sobre o mármore branco. O peso da arma em minhas mãos parecia tão leve quanto o ar. Eu me virei, pronta para desaparecer da mesma maneira que entrei. O trabalho estava feito, e não havia mais nada a ser feito ali.
No dia seguinte, em minha casa isolada na ilha, me encontrava sentada à mesa da cozinha, analisando os relatórios de segurança de uma missão. Eu estava tão absorvida que quase não percebi quando o som do meu celular indicou a chegada de uma mensagem de Sasha.
Ela sempre aparecia para me atualizar, mas hoje o tom da mensagem parecia diferente.
— Você não vai avisar Viktor Volkov sobre Dmitri? - Ela perguntou, a curiosidade evidente em cada palavra.
Sorri, vendo a tela brilhar. Não era como se eu estivesse tentando me esconder, mas eu gostava de jogar. Mesmo com Viktor, eu gostava de manter as coisas interessantes.
— Vou deixá-lo esperando mais um pouco. — respondi, digitando rapidamente. — Ele precisa aprender a ser paciente.
Sasha não disse mais nada, mas eu podia sentir a tensão por trás de sua mensagem. Ela sabia que Viktor Volkov era um homem difícil de enganar, e que qualquer movimento errado podia ter consequências, mas eu não me importava. Era assim que o jogo funcionava. E naquele momento, eu ditava as regras.
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Era noite, eu estava na cozinha, a rotina quase relaxante de preparar um sanduíche me distraía. A faca batia contra a tábua, o som ritmado ecoando no silêncio da casa. Era o único momento de paz que eu tinha naquelas semanas turbulentas. Mas paz não era algo que durava muito tempo para mim.
Senti antes de ver. Aquele arrepio na espinha, um peso no ar que denunciava que eu não estava sozinha. Me virei num impulso, jogando a faca. Ela cravou na parede, a poucos centímetros da cabeça dele.
— Mas que Droga, Stella! — ele gritou, os olhos arregalados, enquanto eu o encarava. Viktor. Como ele tinha entrado?
— O que você está fazendo aqui? Como entrou? — perguntei, tentando manter a calma. Ainda segurava o sanduíche na mão, como se aquilo fosse suficiente para afastá-lo.
Ele deu um passo à frente, ignorando completamente a faca cravada na parede. Com a maior naturalidade, pegou o sanduíche da minha mão e deu uma mordida. O ódio subiu pelo meu peito.
— Digamos que eu tenho meus métodos... — respondeu com a boca cheia, o tom casual. Mas os olhos dele carregavam algo mais sombrio.
— Mas aprecio dizer, seus brinquedinhos lá fora me custaram seis homens.
Eu cruzei os braços, apoiando-me no balcão. Meu coração batia rápido, mas nunca demonstraria fraqueza.
— Se meus brinquedos te atrapalharam, o problema é seu. Talvez devesse ensinar seus homens a serem mais competentes. — O sarcasmo pingava de cada palavra.
Ele riu, uma risada curta e vazia. Um som que me irritava. Era como se ele estivesse brincando com a minha paciência, puxando o fio de uma bomba que ele sabia que eu segurava.
— O serviço foi feito? — perguntou, direto.
Eu suspirei, passando por ele sem responder. Fui para a sala, tentando me livrar da presença sufocante que ele trazia consigo. Mas Volkov me seguiu, é claro.
— Você veio aqui só para isso? Me subestimando agora? — retruquei, jogando o prato no centro da mesa. O olhar dele queimava minhas costas, mas eu não me virei. Ainda.
— Digamos que aprecio mulheres perigosas. — A voz dele era um veneno suave, cada palavra carregada de sarcasmo.
Eu me virei lentamente, cruzando os braços. O olhar dele encontrou o meu, e por um momento, o silêncio parecia mais alto que qualquer palavra.
— Sim, o serviço está feito. Limpo, rápido.
Ele inclinou a cabeça, satisfeito.
— Excelente, não esperaria menos de você.
— Se quiser um Whisky para comemorar, sirva-se. Mas estou indo dormir. Já tem sua resposta. — Minha voz era fria, cortante. Mas ele ignorou.
Ele caminhou até o carrinho de bebidas, servindo-se com a maior naturalidade. Sentou-se como se fosse o dono da casa, girando o copo na mão.
— Ainda não terminamos, caçadora. Tenho muitos nomes para riscar da minha lista, e você vai fazer isso, como combinamos.
— Por que precisa de mim para resolver seus problemas? É incompetência?
Ele se levantou, aproximando-se de mim. Estava perto demais, o olhar dele pesado como chumbo.
— Não é incompetência quando sei que tenho a melhor arma para isso.
Antes que eu pudesse responder, o som de tiros estilhaçou as janelas. Fragmentos de vidro voaram pelo ambiente, e eu me abaixei instintivamente, puxando a arma debaixo da mesa
— Você foi seguido?!— gritei, meus olhos buscando os invasores do lado de fora.
— Nunca. — A voz dele era firme, quase irritada, enquanto sacava as Glocks com movimentos precisos.
— Esses idiotas provavelmente rastrearam você.
Eu ri sem humor, atirando contra um dos homens que tentava invadir pela porta.
— Claro, a culpa é minha agora!
A luta era frenética, cada disparo ecoando como um trovão. Viktor e eu trabalhávamos como uma equipe relutante, cobrindo os pontos cegos um do outro. Mas o ataque era incessante.
Em um momento, ouvi o disparo antes de sentir o perigo. Ele se jogou contra mim, me derrubando no chão. Ele estava sobre mim, os olhos nos meus, o peso daquele homem me mantendo presa. Eu detestava contato físico.
— Eu te disse para manter distância, lembra?Sem contato físico — falei, empurrando o peito dele com força.
Ele sorriu, um sorriso irritante.
— Ótimo, da próxima vez deixo a bala te acertar.
Levantei-me rapidamente, sem tempo para responder. Os homens dele atiravam contra os inimigos, e aproveitamos para escapar por uma passagem secreta. Os tiros continuavam ecoando ao longe, mas eu sabia que era questão de minutos antes que nos alcançassem de novo.
Quando chegamos ao carro, ele segurou a porta aberta para mim.
— Entre, você vem conosco.
— Nem pensar.
Ele se inclinou, o olhar firme, sem paciência para minhas recusas.
— Parte do nosso acordo era proteção. E agora você vai aceitar.
Bufei, mas entrei. Esse era o cliente mais irritante que já tive, mas o que me pagava melhor, por isso contive minha vontade de matá-lo ali mesmo.
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Atualizado até capítulo 42
Comments
Maria Cruz
Viktor existe porta 🚪 pra se bater, quer morrer é kkkkkkkk???
2025-03-26
1
Maria Cruz
Mas que ingratidão, ele salvou sua vida 😣🤗
2025-03-26
0
Ana Lúcia De Oliveira
Stella sua ilha não parece tão desconhecida assim, teve visitas demais
2025-02-13
2