A raiva ainda queimava em mim enquanto a seguia pelos degraus da mansão. Stella tinha o dom de me levar ao limite, e agora, depois do que aconteceu ontem, minha paciência estava por um fio. Não importava o quanto eu tentasse fingir que aquilo não mexia comigo, o gosto dela ainda estava na minha boca, e sua resistência só fazia meu desejo crescer.
Quando ela alcançou o topo da escada, prestes a desaparecer no corredor, eu dei um passo decidido, segurando seu braço de maneira firme. Ela parou no mesmo instante, seu corpo tenso contra o meu toque.
— Por que você não falou nada sobre ontem? — Minha voz saiu baixa, controlada, mas carregada de uma intensidade que nem eu podia ignorar.
Ela se virou devagar, os olhos frios, mas com algo mais profundo por trás. Algo que ela tentava esconder. — Porque eu não quero me estressar. — A resposta foi rápida, quase casual, mas o tom dela tinha um peso que me fez apertar o maxilar.
— Não quer se estressar? — Repeti, dando um passo mais próximo. Ela tentou recuar, mas o corrimão atrás dela a impediu. — Isso é tudo o que tem a dizer?
— Sim. — Ela ergueu o queixo, desafiadora como sempre. — Também porque não teve relevância nenhuma para mim.
Foi como uma lâmina cortando minha pele. Ela sabia exatamente o que estava fazendo. Provocando. Tentando manter a distância que ela tanto prezava.
— Mentira. — Murmurei, me inclinando até meu rosto ficar a poucos centímetros do dela. — Você pode ser boa com armas, Stella, mas não é tão boa em mentir.
Os olhos dela brilharam, uma mistura de raiva e algo que ela não queria admitir. — Se está tentando intimidar, Volkov, escolha outra estratégia. Eu já disse, isso não significou nada.
Eu ri, mas foi um riso baixo, perigoso. Aproximei minha mão lentamente, até tocar seu rosto, meu polegar roçando sua mandíbula. Ela ficou imóvel, mas eu sentia a tensão em seu corpo, como se estivesse segurando cada respiração.
— Não significou nada? — Perguntei, com a voz rouca, enquanto meu dedo seguia o contorno da sua pele. Ela não respondeu, mas o olhar dela era uma mistura de ódio e desejo. — Então por que seu coração está batendo tão rápido agora?
Ela tentou se mover, mas eu a bloqueei, meus dedos agora segurando sua cintura. Ela estremeceu ao meu toque, mas manteve o olhar fixo no meu.
— Solte-me, Viktor. — Sua voz era firme, mas o tremor nela não passou despercebido.
— Não até você admitir. — Respondi, meu rosto tão perto que nossas respirações se misturavam. — Admitir que sentiu. Que ainda sente.
Ela abriu a boca para responder, mas não dei tempo. Minha mão desceu pela curva da sua cintura, pressionando-a contra mim, enquanto meus lábios encontravam os dela com força. Não foi um beijo qualquer. Foi um embate, uma guerra de vontades. Sua boca era quente, desafiadora, mas, aos poucos, ela cedeu.
Eu sabia que ela ia me odiar por isso, mas naquele momento, eu não me importava. Sua resistência desmoronava com cada toque, com cada segundo que nossas bocas permaneciam juntas. Minhas mãos exploraram suas costas, firmes, puxando-a ainda mais para perto, enquanto sentia o calor do corpo dela contra o meu.
Quando ela finalmente conseguiu se afastar, os lábios vermelhos e a respiração pesada, me olhou como se quisesse me matar.
— Você passou dos limites, Volkov. — Ela disse, a voz baixa, mas cheia de raiva.
— E você deixou. — Respondi, com um sorriso perigoso, ainda segurando sua cintura.
Ela empurrou meu peito, mas eu não me movi. — Isso não vai acontecer de novo.
— Vai. — Respondi, sem hesitar. — Porque você quer tanto quanto eu.
Ela não respondeu, apenas me olhou com os olhos faiscando de ódio. Mas eu sabia que não era só isso. Ela podia negar o quanto quisesse, mas a tensão entre nós era inegável.
Finalmente, ela me empurrou de novo, desta vez com mais força, e desceu as escadas sem dizer mais nada. Fiquei parado no topo, observando-a, enquanto o desejo e a raiva queimavam dentro de mim.
Essa mulher era um problema. E, ao mesmo tempo, tudo o que eu queria.
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A noite carregava o peso de um espetáculo cuidadosamente ensaiado. Era sempre assim com esses jantares de negócios. Quando Stella desceu as escadas da mansão, vestida para matar, literalmente, no caso dela, soube que seria difícil manter o foco.
O vestido preto destacava cada curva dela, enquanto o olhar frio e desafiador me lembrava que ela não era como as outras. Ela não sorria falsamente, não se submetia a ninguém. Era a faca mais afiada no meu arsenal, e a mais perigosa também.
Ela parou ao pé da escada, me encarando.
— Isso vai demorar muito? — Ela perguntou, impaciente.
— Só o tempo necessário para garantir que ninguém traia minha confiança. — Respondi, estendendo a mão.
Ela ignorou meu gesto, passando direto por mim em direção ao carro. Sorri. Ela era insuportavelmente teimosa.
O restaurante era impecável, um local exclusivo para lidar com assuntos tão discretos quanto ilegais. As luzes baixas refletiam nas taças de cristal, e a atmosfera era sufocante para qualquer um que não estivesse acostumado ao peso de uma negociação entre famílias da máfia.
Os Chernov, uma das mais influentes famílias no tráfico de armas, estavam reunidos em peso. Nikolai Chernov, o patriarca, nos esperava com sua presença imponente. Stella caminhava ao meu lado, irradiando confiança em seu vestido preto ajustado, um contraste fascinante com o olhar afiado e a postura de alguém sempre pronta para atacar.
— Volkov. — Nikolai se levantou, apertando minha mão firmemente antes de olhar para Stella. — E esta é... sua noiva?
— Stella. — Respondi, colocando minha mão na base de suas costas, um gesto tão possessivo quanto necessário. Ela sorriu levemente, seu olhar frio o suficiente para cortar qualquer tentativa de aproximação excessiva.
— Uma mulher impressionante. — Nikolai disse, avaliando-a como se fosse mais uma peça no jogo de poder.
Sentamos à mesa, e enquanto a conversa fluía, a tensão aumentava. Pavel, o filho mais novo de Nikolai, não conseguia desviar os olhos de Stella.
Ele fazia perguntas disfarçadas de gentileza, seus olhos descendo pelas curvas dela com frequência irritante.
— Stella, deve ser um desafio estar ao lado de um homem como Viktor. — Ele comentou, com um sorriso malicioso.
— Desafios me mantêm viva. — Ela respondeu, sem hesitar.
— E ele é um desses desafios? — Pavel provocou, o tom carregado de insinuação.
Minha paciência estalou como vidro quebrando. Inclinei-me para frente, fixando meu olhar gelado nele.
— Pavel. — Minha voz era baixa, mas carregada de perigo. — Se continuar olhando para minha noiva desse jeito, terei que arrancar seus olhos.
O silêncio caiu como um peso na mesa. Nikolai riu sem humor, tentando dissipar a tensão.
— Perdoe meu filho. Ele ainda não aprendeu a diferença entre admiração e desrespeito.
— Que aprenda rápido. — Respondi, meu tom firme, enquanto relaxava na cadeira, mas ainda observava Pavel como um predador à espreita.
Stella permaneceu em silêncio, mas eu podia sentir seu olhar em mim. Ela não estava acostumada a isso, e pela forma como seus olhos brilharam em confusão, sabia que ela estava processando o que acabara de acontecer.
De Volta à Mansão
O silêncio no carro era tão pesado quanto a tensão entre nós. Stella estava sentada ao meu lado no banco de trás, os braços cruzados, encarando a paisagem pela janela.
— Está irritada? — Perguntei, quebrando o silêncio, minha voz baixa, mas com um toque provocativo.
Ela não desviou o olhar da janela. — Não.
— Mentira. — Sorri, me inclinando levemente para ela. — Você está confusa.
Ela finalmente se virou, os olhos estreitados. — Confusa com o quê?
— Com meu ciúme. — Respondi diretamente, minha voz carregada de malícia.
Ela riu sem humor. — Não confunda surpresa com confusão, Volkov.
— Surpresa, então. — Inclinei-me mais, meu rosto a poucos centímetros do dela. — Isso te incomoda tanto assim?
Ela se afastou ligeiramente, mas sua expressão não cedeu. — Não me incomoda, só não faz sentido.
Sorri, deslizando meu olhar para seus lábios por um breve momento antes de voltar a encontrar seus olhos. — Você não gosta de contato físico, por que?
— Já disse isso antes. — Ela respondeu rapidamente, tentando encerrar o assunto.
— E eu continuo dizendo que é porque você tem medo. — Rebati, meu tom provocador, minha mão descansando no banco perto da coxa dela, mas sem tocá-la ainda.
Ela bufou, cruzando os braços de forma defensiva. — Medo? Eu não tenho medo de nada.
— Não de mim. — Respondi, meu olhar agora sério. — Medo de gostar.
Stella ficou imóvel por um momento antes de sorrir de canto, o tipo de sorriso que era ao mesmo tempo desafiador e letal. Antes que eu pudesse reagir, ela se levantou do banco, o vestido se ajustando perfeitamente às curvas dela enquanto ela se movia.
— Sabe, Volkov... — Ela disse, enquanto se aproximava, sua voz baixa, mas cheia de intensidade. Em um movimento ousado, ela se sentou no meu colo, uma perna de cada lado, com a proximidade nos envolvendo como uma armadilha. Senti meu p(+18) subir instantâneamente.
Minha respiração ficou presa por um segundo, mas não recuei. Ela puxou minha gravata, aproximando nossos rostos até que seus lábios estivessem perto do meu ouvido.
— Você fica repetindo essa história de que eu tenho medo, mas sabe qual é a verdade? — Ela sussurrou, a voz carregada de uma sensualidade que fez meu p(+18) implorar para entrar nela. — No dia em que eu decidir sentar em você de verdade, Viktor, você nunca mais vai querer outra coisa.
Minha mão instintivamente subiu para segurar sua cintura firme, mas ela a afastou, sorrindo com provocação.
— Você vai ficar tão viciado... — Ela continuou, sua respiração quente contra meu pescoço. — Que nunca mais vai sentir o gosto de outra coisa.
Ela se afastou ligeiramente, seus olhos ardendo com um misto de desafio e desejo. — Mas isso não vai acontecer. — Ela finalizou, seu sorriso agora quase cruel. — Porque você nunca vai sentir o gostinho da minha bu(+18).
O ar estava carregado, pesado. Ela estava tão perto que o perfume dela me cercava, intoxicante e irresistível. Eu podia sentir o calor do corpo dela contra o meu, mas sabia que ela estava no controle, por enquanto.
Minha mão se apertou no banco, minha mandíbula tensa enquanto a olhava.
— Você adora brincar com fogo, não é? — Perguntei, minha voz baixa e rouca.
— E você adora se queimar. — Ela respondeu, sorrindo antes de deslizar para fora do meu colo e voltar para o seu lugar como se nada tivesse acontecido.
O resto da viagem foi um silêncio absoluto, mas a tensão entre nós parecia prestes a explodir. Stella havia ganhado essa batalha, mas eu sabia que a guerra entre nós estava longe de terminar.
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Atualizado até capítulo 42
Comments
Carleuza Almeida
Kkkkkk agora a Stella lhe deu um xeque mate Volkov🤣 reage cara vai aceitar assim de boa kkk, quero ver quando ela provar seu gosto tbm se vai querer outro kkkkk🔥🔥🔥🔥
2025-01-28
9
Elenir Coutinho
Essa é do tipo: "Deus me livre, mas quem me dera..."😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂
2025-01-06
25
Maria Cruz
É viktor tá puxado, vc vai ter um caminho longo pra conquistar a ferinha 🤗😜
2025-03-27
0