O orfanato estava mergulhado em uma escuridão opressora, e o ar parecia carregar uma sensação de desconforto e perigo iminente. A equipe A — formada por Arthur, Kath, Cleberson e Manco Toco — caminhava cautelosamente pelos corredores cobertos de poeira e mofo, com seus olhos atentos e seus sentidos em alerta.
O silêncio foi quebrado por barulhos de passos pesados e arrastados que ecoavam de uma sala próxima. Eles trocaram olhares rápidos antes de avançarem, com armas prontas. Assim que dobraram a esquina, depararam-se com quatro zumbis de carne grotescos.
Essas criaturas tinham corpos deformados, feitos de carne pulsante e vísceras expostas. Suas bocas eram grandes demais para seus rostos, e eles soltavam grunhidos abafados enquanto se aproximavam lentamente, como predadores confiantes de sua vitória.
Kath:
— Certo, pessoal, não é hora de hesitar. Vamos acabar com isso rápido!
Kath imediatamente se posicionou, ativando seu ritual Olhos de Águia. Sua visão se tornou incrivelmente precisa, permitindo que ela identificasse os pontos mais vulneráveis das criaturas. Com seu rifle sniper, ela disparou um tiro certeiro que perfurou a cabeça de um dos zumbis, derrubando-o instantaneamente.
Cleberson:
— Boa, Kath! Deixe o resto comigo.
Cleberson ativou seu ritual Aceleração de Pensamento. Com sua mente e reflexos funcionando quatro vezes mais rápido, ele correu em ziguezague até o zumbi mais próximo, desviando facilmente de seus ataques. Com uma faca reforçada, ele cortou o tendão das pernas da criatura, imobilizando-a antes de cravá-la no crânio, destruindo-o.
Arthur:
— Vocês estão me deixando sem diversão!
Arthur, sempre brincalhão, avançou com seu bastão improvisado. Ele usava golpes precisos e brutais, desferindo pancadas que rachavam os ossos dos zumbis. Ele acertou um deles no peito com tanta força que jogou a criatura contra a parede, criando uma pilha de carne desforme no chão.
Enquanto isso, Manco Toco tentava se manter à distância. Ele se preparava para usar seu ritual Reversão de Sangue, mas hesitou ao perceber que os zumbis não tinham sangue vivo.
Manco Toco:
— Droga, isso não vai funcionar neles!
Antes que pudesse reagir, o último zumbi avançou rapidamente em sua direção, com as mandíbulas abertas para morder. Ele tropeçou ao tentar recuar e caiu de costas, mas antes que o zumbi pudesse atacá-lo, Arthur apareceu, acertando a criatura com um golpe poderoso que o esmagou.
Kath:
— Você está bem, Toco?
Manco Toco:
— Só um arranhão, nada que eu não consiga lidar.
Ele se levantou, esfregando o braço, onde uma garra superficial havia rasgado sua jaqueta e a pele. Adrian havia mencionado que eles deveriam economizar seus rituais de cura, então ele decidiu ignorar o ferimento por enquanto.
O grupo respirou aliviado, mas não por muito tempo. Vozes estranhas começaram a ecoar pelos corredores. Elas eram sussurros incompreensíveis, misturados com risadas distorcidas e um som distante de passos que não tinham origem clara.
Cleberson:
— Eu não gosto disso...
Kath:
— Fiquem juntos. Isso foi só o começo.
Com a tensão aumentando, eles decidiram continuar, avançando com mais cuidado e prontos para o que quer que os esperasse no coração daquele orfanato macabro.
A tensão no ar era palpável enquanto a equipe A continuava a vasculhar o orfanato. Os passos ecoavam de forma inquietante pelos corredores, acompanhados de sussurros indistintos que pareciam se mover ao redor deles. Kath liderava o grupo, com Cleberson ao lado, sua visão sobrenatural ativada, tentando identificar qualquer energia paranormal ao redor.
Cleberson:
— Esses sons... parecem estar vindo de todos os lados. Como se estivessem nos cercando.
Arthur:
— É, ou isso, ou a decoração aqui é de arrepiar até os mortos.
Manco Toco:
— Mortos... prefiro não pensar nisso agora.
Após vários minutos investigando, eles entraram em um quarto que parecia diferente. Era uma sala comum, com móveis velhos e cobertos de poeira, mas no canto havia algo fora do lugar: uma porta negra, feita de madeira quase fosca, com entalhes grotescos que lembravam espirais de carne e olhos humanos. Ela parecia pulsar levemente, como se tivesse vida própria.
Kath:
— Isso não estava no mapa.
Arthur:
— E aposto que essa porta não leva para um lugar divertido.
Cleberson:
— Seja como for, é nosso único avanço.
Manco Toco hesitou, mas concordou, e todos cruzaram a porta. Assim que o último entrou, ela desapareceu atrás deles, deixando apenas um vazio sólido na parede.
Manco Toco:
— ...Okay, isso foi definitivamente estranho pra caralho!
O grupo olhou ao redor, tentando entender onde estavam. A atmosfera era completamente diferente: eles se encontravam em uma enorme tubulação de esgoto. As paredes eram feitas de concreto úmido e escorregadio, e o som de água correndo ecoava pelo local. Mas o mais estranho era que a água tinha uma tonalidade vermelha escura, quase como sangue.
Kath:
— Isso não faz sentido. Estávamos em um orfanato, agora estamos... aqui?
Cleberson:
— Pode ser algum tipo de deslocamento dimensional. Algo relacionado à energia paranormal do lugar.
Arthur:
— Então estamos presos num esgoto de filme de terror? Perfeito.
Sem outra opção, eles decidiram avançar. Os corredores pareciam se multiplicar, com bifurcações que os forçavam a escolher cuidadosamente o caminho. Por sorte, Cleberson usava seu ritual Visão Vivida, detectando traços de energia paranormal que os guiavam.
Cleberson:
— Sigam por aqui. Esse caminho parece ter algo forte... e perigoso.
Manco Toco:
— Você precisa aprender a dar boas notícias, cara.
Enquanto caminhavam, os sussurros voltaram, desta vez mais altos e mais claros. Eles podiam ouvir risadas distorcidas e palavras fragmentadas, como se as vozes estivessem tentando se comunicar, mas nunca formando frases completas.
Kath:
— Essas vozes... alguém mais sente como se elas estivessem dentro da cabeça?
Todos concordaram, mas continuaram avançando. Eventualmente, chegaram a uma grande câmara circular no centro do sistema de esgoto. No meio, havia uma plataforma elevada, conectada por uma única ponte estreita, e sobre ela, uma estranha entidade.
Era uma criatura humanoide, mas sua pele era de um cinza pálido e brilhante, como um reflexo da água ao seu redor. Seus olhos eram vazios, mas irradiavam um brilho sinistro. Ela parecia estar esperando por eles.
Arthur:
— Bom, parece que achamos o chefe deste lugar.
Kath:
— E algo me diz que não vamos sair daqui sem lutar.
A criatura soltou um grito agudo, e a câmara começou a tremer. O grupo entrou em posição, prontos para enfrentar o que quer que viesse a seguir.
A câmara circular tremia enquanto o Andarilho Sombrio soltava um grito sobrenatural. Cleberson, com seus olhos brilhando devido à Visão Vivida, avaliava o adversário, enquanto o restante do grupo assumia posições de combate. A atmosfera era pesada, e todos podiam sentir que essa luta seria muito diferente das anteriores.
Cleberson:
— Isso... é um Andarilho Sombrio. Já ouvi falar. Eles são monstros que devoram crianças que se perdem à noite. Se ele é como nos relatos, estamos em apuros.
Kath:
— Ótimo. Como matamos algo assim?
Cleberson:
— Foco nos movimentos dele. São rápidos, mas frágeis se acertarmos os pontos certos.
Arthur:
— Claro, porque lutar com um comedor de crianças não é perturbador o suficiente... Vamos acabar com isso!
O Andarilho Sombrio investiu primeiro. Seus movimentos eram como um borrão, e ele rapidamente estava no meio do grupo, desferindo golpes rápidos com garras que pareciam lâminas.
Cleberson, ativando seu ritual Aceleração de Pensamento, conseguiu esquivar-se por pouco, puxando Manco Toco para longe do alcance do monstro.
Cleberson:
— Formem um círculo! Não deem as costas pra ele!
O grupo se ajustou, mas o monstro era imprevisível. Ele saltava pelas paredes da câmara, se movendo com uma velocidade quase impossível de acompanhar.
Arthur, com sua força natural e reflexos rápidos, tentou acertar um golpe direto no monstro, mas este desviou facilmente, derrubando Arthur contra uma parede com força suficiente para fazê-lo desmaiar.
Kath:
— Arthur! Droga, alguém cubra!
Enquanto o Andarilho avançava novamente, Manco Toco usou seu ritual Reversão de Sangue. Uma névoa avermelhada saiu de suas mãos, atingindo a criatura. O monstro gritou, recuando enquanto partes de sua carne pareciam secar.
Manco Toco:
— Isso! Ele sente dor!
Aproveitando a abertura, Cleberson ativou Aceleração de Pensamento novamente, avançando com precisão cirúrgica. Ele conseguiu cravar uma faca improvisada em uma das articulações do monstro, que urrou, mas não antes de dar um golpe em Cleberson, jogando-o contra o chão.
Kath, mantendo-se calma, correu até Cleberson, ativando seu ritual Cura Divina para tratar o ferimento no braço dele.
Kath:
— Você está bem?
Cleberson:
— Já estive pior. Continue curando quem precisar, nós vamos segurá-lo.
O Andarilho rugiu, seu corpo agora brilhando em um tom ainda mais sinistro. Ele parecia mais agressivo, como se cada golpe que levava só o tornasse mais forte.
Manco Toco, decidido a criar mais abertura, usou seu ritual novamente, enquanto gritava:
— Vamos acabar com isso antes que ele acabe com a gente!
A criatura hesitou momentaneamente, e Cleberson gritou:
— Kath, prepare seu tiro! Atire agora, enquanto ele está vulnerável!
Kath, com sua mira impecável, ativou seu ritual Olhos de Águia, localizando uma fraqueza no núcleo brilhante do monstro. Ela disparou com precisão, acertando o ponto fraco.
O Andarilho gritou, sua luz vacilando, mas antes de cair, investiu em um último ataque, atingindo Manco Toco na perna, ferindo-o levemente.
Manco Toco, cambaleando, gritou:
— Acabem com ele agora!
Com o monstro enfraquecido, Cleberson avançou novamente, desta vez cravando sua faca diretamente no núcleo, enquanto Kath disparava outro tiro certeiro. O monstro finalmente caiu, sua luz se apagando enquanto seu corpo se desintegrava em uma poeira escura que desapareceu no ar.
A sala ficou em silêncio, exceto pelos sons ofegantes do grupo.
Kath, correndo até Arthur, verificou seu estado.
— Ele está bem. Só desmaiou.
Cleberson:
— Foi por pouco. Mas conseguimos.
Manco Toco, sentado no chão, respirava fundo.
— Esse cara quase acabou com a gente.
Enquanto Kath e Tesla tratavam os feridos, Cleberson olhou para os outros.
— Precisamos ficar mais atentos. Algo me diz que isso foi só o começo.
Eles ouviram novamente os sussurros distantes, agora mais claros, e o som de passos ecoando pelas tubulações. O pesadelo estava longe de acabar.
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Atualizado até capítulo 37
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