Rio de Janeiro 2022
terror
A noite na praia estava linda, com a lua brilhando intensamente e refletindo nas ondas do mar. O som suave do mar batendo nas pedras e o murmúrio distante de conversas de outros frequentadores criavam um ambiente relaxante. Eu e Nando estávamos sentados em uma das espreguiçadeiras, desfrutando de algumas cervejas e conversas despreocupadas.
– A vida é boa assim, né? – Nando comentou, jogando a cabeça para trás e olhando para as estrelas.
– Melhor do que ficar preso em qualquer lugar – respondi, observando a brisa leve que soprava em nosso rosto.
Enquanto falávamos, meus olhos percorriam a areia. O que me fez parar foi uma silhueta familiar caminhando em nossa direção. Duda estava ali, acompanhada de Samuel. O garoto corria na frente, pulando de alegria sob a luz da lua, enquanto Duda o seguia, sorrindo. Havia algo nela, uma energia que sempre me chamava a atenção.
– Olha quem tá ali! – Nando disse, me dando um leve empurrão.
Eu não pude evitar um sorriso.
Duda nos viu e acenou, seu rosto iluminando-se ao nos reconhecer.
– O que vocês estão fazendo aqui? – perguntou, sua voz clara e alegre.
– Apenas relaxando. E você? – respondi, dando um gole na minha cerveja.
Samuel, cheio de energia, correu até Nando e pulou no colo dele.
– Tio Nando! – gritou, rindo enquanto Nando o levantava como se fosse um super-herói.
Duda observava a cena, e a leveza dela me fazia perceber que, por trás da mãe dedicada, existia uma mulher que ainda sabia como se divertir.
Após um tempo conversando e rindo, decidimos ir para um quiosque próximo que tinha uma boa música e um clima descontraído. A luz amarelada e o cheiro de fritura tornavam o ambiente acolhedor.
Nos acomodamos em uma mesa, e a conversa fluiu naturalmente entre nós. A alegria de estar ali, cercados de risadas, era contagiante. Samuel fez Nando contar histórias engraçadas, e Duda se soltou cada vez mais.
Em um momento de descontração, Nando mencionou uma "missão" que o Abelha estava prestes a realizar.
– O Abelha tem uma nova missão – ele comentou casualmente, quase como quem fala do clima.
Duda, intrigada, levantou a sobrancelha.
– Missão? Que missão? – perguntou, sua curiosidade visível.
– É só uma entrega de carga. O Abelha vai levar um lote de drogas para outro estado – eu expliquei, como se falasse sobre qualquer coisa trivial.
Duda olhou para nós, seu semblante mudando levemente.
– Isso é perigoso? – indagou, agora com um toque de preocupação na voz.
Nando deu de ombros.
– Faz parte do jogo, Duda. Só tomamos cuidado.
A conversa sobre a "missão" continuou, mas logo mudamos para histórias mais leves e piadas, deixando a tensão do mundo exterior de lado. O clima estava tão bom que mal notamos o tempo passar.
Depois de um tempo, Samuel olhou para Duda, com um pedido que estava claro em seus olhos.
– Mãe, posso dormir na casa do tio Fernando hoje? – ele pediu, sua voz cheia de esperança.
Duda hesitou, mas o olhar implorativo do filho era difícil de resistir.
– Não sei… – ela começou, mas Samuel a interrompeu.
– Por favor! Faz tempo que não passo a noite lá!
Nando e eu trocamos olhares cúmplices.
– Ele só quer se divertir. Vai ser bom pra vocês – sugeri, apoiando a ideia.
Depois de um momento de indecisão, Duda cedeu.
– Tudo bem, só dessa vez! – ela respondeu, e Samuel pulou de alegria.
Assim que Nando e Samuel se foram, a atmosfera entre Duda e eu mudou. O silêncio que se seguiu era pesado, mas não de forma desconfortável. Havia uma expectativa no ar, como se estivéssemos prestes a entrar em um território novo.
Duda me olhou, e havia um brilho provocativo em seus olhos.
– O que você quer fazer agora? – perguntou, inclinando-se um pouco para frente.
Eu sorri, percebendo que ela já sabia.
– Acho que poderíamos ir para a sua casa e aproveitar a noite – respondi, minha voz tão despreocupada quanto a atmosfera.
O sorriso de Duda se ampliou, e a tensão entre nós se tornou palpável. Sem esperar por mais palavras, nos levantamos e seguimos para sua casa, a praia e o quiosque desaparecendo em nosso passado.
Ao chegarmos, Duda abriu a porta e me puxou para dentro. O ambiente era aconchegante, com uma luz suave e o cheiro de algo doce no ar. Eu a observei, curioso para ver qual seria o próximo passo.
– Então… – Duda começou, a voz dela cheia de promessas.
– Então, o que vamos fazer? – perguntei, gesticulando vagamente.
Ela me lançou um olhar provocador e se aproximou, a distância entre nós quase inexistente.
– Eu tenho algumas ideias – disse, com um sorriso atrevido.
O momento estava carregado de eletricidade. Meus instintos estavam à flor da pele, e a necessidade de estar próximo dela era quase avassaladora. Eu não conseguia afastar o olhar de seus lábios, que pareciam convidativos e cheios de segredos. Havia algo mais ali, uma profundidade que fazia meu sangue correr mais rápido.
Duda não hesitou, e eu também não. Sem espaço para dúvidas ou complicações emocionais, nossos lábios finalmente se encontraram em um beijo intenso e cheio de desejo. A paixão entre nós explodiu como um fogo, consumindo tudo ao nosso redor. Era um beijo que não tinha apenas sabor; tinha uma urgência, uma necessidade insaciável.
Os dedos de Duda se enroscaram em meu cabelo enquanto eu a puxava para mais perto. O mundo exterior desaparecia, e tudo que existia era o calor de seus lábios contra os meus. Eu a queria, desejava cada parte dela, e a maneira como ela respondia a mim apenas alimentava essa obsessão.
O beijo se tornava mais profundo, mais desesperado, como se soubéssemos que este momento era tudo que tínhamos. Era uma dança entre dois corpos que se conheciam, um entendimento que transcendia palavras. Cada toque, cada respiração, cada batida dos nossos corações se tornava um eco de um desejo feroz.
Enquanto nossos corpos se moviam um contra o outro, a necessidade de Duda se tornava uma obsessão, algo que eu não poderia ignorar. Eu queria mais. Queria possuí-la, não apenas fisicamente, mas em cada aspecto de suas emoções e desejos. Eu sabia que a noite estava apenas começando, e a promessa de tudo que poderíamos explorar juntos era irresistível.
Ao separarmos os lábios, ainda presos um ao outro, eu olhei em seus olhos, profundos e hipnotizantes. O desejo que eu via neles apenas reforçou a ideia de que a noite não terminaria aqui.
E assim, nos perdemos novamente, prontos para descobrir o que a próxima onda de desejo nos traria.
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Atualizado até capítulo 62
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