Capítulo 20: Mágoas

Voltando ao escritório, Isabel sentia-se zonza, como se o peso de todas as suas memórias estivesse prestes a esmagá-la. Seus passos eram lentos, hesitantes, enquanto tentava processar o que havia descoberto. Cristian a seguia de perto, sua preocupação evidente no olhar, mas incapaz de encontrar as palavras certas. Ao entrar, ela finalmente desabou, deixando as lágrimas correrem livremente.

"Isa, vai ficar tudo bem, eu prometo", disse Cristian, com a voz suave, tentando transmitir algum conforto. Ele se aproximou, oferecendo um abraço, mas Isabel o afastou com um gesto brusco. Não queria consolo. Não agora.

"Não vai, Cris", respondeu ela, sua voz trêmula, mas firme. Tirando alguns papéis da bolsa, ela os estendeu para Cristian. "O Hygor... ele não se lembra de nada. Como posso odiar alguém que não recorda o mal que me fez?"

Cristian pegou os documentos e os leu rapidamente, seus olhos correndo pelas linhas com crescente incredulidade. A tensão aumentava em seu rosto enquanto ele processava a informação. Após um longo suspiro, ele ergueu o olhar. "Isa, depois de tudo que aconteceu naquele dia, você ficou presa a ele. Nossa vingança... ela vai muito além do Hygor. Ou você se esqueceu disso?"

Isabel sentiu um arrepio percorrer sua espinha. As palavras de Cristian eram como um eco de sua própria consciência. A verdade é que, por muito tempo, ela havia concentrado sua raiva em Hygor, o homem que a traiu e rejeitou seus filhos. Mas esse era apenas um dos capítulos de uma história muito mais profunda e dolorosa.

Ela enxugou as lágrimas, respirando fundo, tentando recuperar o controle de suas emoções. "Você tem razão", murmurou, quase para si mesma. "O Hygor foi apenas o começo. O verdadeiro monstro... sempre foi Richard."

Cristian assentiu, como se já soubesse o que ela estava prestes a dizer. Ele sempre soube.

"Desde aquele dia... aquele maldito dia..." Isabel se interrompeu, as palavras engasgando em sua garganta. "Eu tinha três anos, Cris. Três anos, e ele tentou... ele tentou me machucar de uma forma que eu nem entendia. Ele tentou me violentar, Cris." Lágrimas escorreram pelo seu rosto. "E, mesmo depois que mamãe conseguiu o divórcio, ele fez de tudo para tornar minha vida um inferno." Sua voz falhou, enquanto as lembranças a inundavam.

Cristian se aproximou lentamente, desta vez sem tentar tocá-la. Ele sabia que Isabel precisava enfrentar essas memórias sozinha, por mais dolorosas que fossem. "Sua mágoa de Hygor começou no meio desse caos", disse ele, com a voz baixa, quase num sussurro. "Na época em que conheceu Hygor, você era uma adolescente de treze anos, perdida, esmagada por todas as perseguições de seu pai e as expectativas e o peso do que sua mãe fazia com você, para te proteger. O Hygor... ele foi o seu porto seguro, o único lugar onde você sentia que podia respirar, até mesmo na fase adulta."

Isabel o encarou, os olhos vermelhos e cheios de dor, mas agora também havia um brilho de compreensão. Cristian sempre foi o único capaz de enxergar através dela, de ver além das máscaras que ela colocava. Ela sabia que ele estava certo. Hygor pode ter sido um traidor, mas o verdadeiro inimigo sempre foi seu pai.

"Eu preciso acabar com isso", disse ela, com uma nova determinação em sua voz. "Não só por mim, mas pelos meus filhos. Eu não posso deixá-los viver nas sombras desse passado. Quando Richard descobrir que estou viva, ele virá atrás de mim novamente."

Cristian assentiu, seus olhos encontrando os dela com firmeza. "Estamos nisso juntos, Isa. Sempre estivemos. Vou te proteger dele a todo custo, como venho feito nos últimos anos."

As lágrimas escorriam pelo rosto de Isabel, agora mais intensas, como se fossem a manifestação de uma dor que ela havia mantido reprimida por anos. "Eu odeio Richard pelo o que ele me fez... por ter destruído a vida da minha mãe e a minha. Além de me ferir. Ele nos deixou na pobreza, sem nunca nos apoiar financeiramente, como se não fôssemos nada para ele. Odeio Hygor por ter me traído, por ter jogado fora o que tínhamos, especialmente com Kyra. Ela... era minha prima, minha amiga. Alguém em quem eu confiava para estar ao meu lado para sempre. Mas o que dói mais", sua voz falhou, carregada de angústia, "é que eu odeio a mim mesma. Odeio por ter dado uma segunda chance a minha família paterna e a Hygor. Por ter sido fraca e dado novas oportunidades a quem só me fez mal."

Cristian sentiu seu coração apertar ao ouvir aquelas palavras. Ele queria poder arrancar a dor de Isabel, livrá-la de toda aquela culpa. "Isa, não fale assim. Não foi você quem errou. Foram eles. Você só tentou amar, confiar, e isso não é errado." Sua voz era suave, mas firme, enquanto tentava, de alguma forma, aliviar o peso que ela carregava. "Eles que falharam com você."

Isabel, porém, parecia estar presa em um ciclo de pensamentos destrutivos, como se suas palavras não pudessem atravessar a barreira de dor que a envolvia. "Cristian, você não entende..." Ela abaixou a cabeça por um momento, tentando encontrar forças para continuar. "Eu nunca te contei isso, mas quando fiz dezessete anos, escrevi uma carta para Hygor... uma carta em que eu confessava tudo o que sentia por ele."

Cristian a olhou com surpresa. Essa era uma revelação inesperada, algo que ele nunca imaginaria vindo dela. Isabel, sempre tão reservada, tão cuidadosa com seus sentimentos, tinha se exposto dessa forma?

"Eu estava cheia de esperança... de medo também, mas principalmente de esperança. E sabe o que ele me respondeu?" Ela riu, mas o som era amargo, um eco de suas frustrações. "Ele disse: 'Nem sei o que lhe dizer.'"

Cristian sentiu o impacto dessas palavras tanto quanto ela. Ele conseguia imaginar como aquelas cinco palavras poderiam ter esmagado a jovem Isabel, ainda tão vulnerável.

"Naquela época, fiquei tão envergonhada, tão humilhada, que decidi nunca mais procurá-lo." Isabel esfregou os olhos, como se quisesse afastar as lembranças. "E um ano depois..." Sua voz hesitou, o silêncio entre eles foi preenchido por uma tensão palpável, como se ela tivesse medo de dizer o que vinha a seguir.

Cristian percebeu e completou, lembrando-se dos acontecimentos com clareza. "Foi quando seu avô paterno apareceu e te fez a proposta de estudar em Londres, não foi?"

Isabel assentiu, os olhos brilhando com uma mistura de tristeza e alívio por não precisar dizer as palavras sozinha. "Sim. Naquela época, parecia a minha saída. Londres era o meu escape, a chance de apagar tudo, de começar do zero, longe de toda a dor e das decepções. Eu estava prestes a deixar tudo para trás, Hygor, Richard, minha vida no Brasil..." Ela pausou, respirando fundo. "Mas então, do nada, Hygor começou a me mandar mensagens. Todos os dias."

Ela olhou para o vazio, como se estivesse revivendo aquele período confuso. "No começo, foi estranho, mas depois de tanto tempo... eu cedi. Quatro anos de conversas diárias, até que um olheiro de Londres viu vídeos dele jogando futebol e quis contratá-lo. Era como se tudo estivesse se encaixando novamente. Pensei que, talvez, finalmente as coisas fossem dar certo."

Cristian permaneceu em silêncio, absorvendo cada palavra. Ele sabia o que vinha depois, mas deixava Isabel desabafar, pois parecia que ela estava se libertando, peça por peça, daquela dor enterrada.

"Mas então... no primeiro jogo, ele se machucou. A lesão acabou com os sonhos de Hygor de jogar futebol para sempre. E, como era de se esperar, tudo começou a desmoronar. Os pais dele... eles me culparam." Isabel apertou as mãos, seus dedos pálidos pelo esforço. "Culparam-me por ele não ter continuado a carreira, por ele acabar num escritório, estagiando, como se eu tivesse sido a responsável por todas as suas escolhas."

Cristian sentiu uma profunda preocupação tomando conta dele. Ele sempre temeu que Isabel se deixasse afundar nessa culpa que não era sua. "Isabel, nada disso foi culpa sua. Ele se lesionou porque era um risco do esporte, não porque você estava ao lado dele. E trabalhar como estagiário... isso não diminui ninguém. Ele fez o que pôde nas circunstâncias. Você não foi responsável pelas escolhas de vida de Hygor."

Isabel o olhou, seus olhos revelando o cansaço emocional que ela carregava. "Eu sei que não foi minha culpa. Mas eles... eles precisavam de alguém para culpar, e eu fui o alvo mais fácil. Mas quando ele foi trabalhar na filial de Londres do Grup'Art... foi ali que tudo ficou pior." Ela fez uma pausa, sentindo o peso da próxima revelação. "Richard estava me observando o tempo todo naquela época. Eu descobri mais tarde. Ele sempre esteve lá, nas sombras, manipulando tudo, mesmo de longe."

Cristian não pôde conter o olhar de repulsa ao ouvir o nome de Richard. "Seu pai... sempre quis te controlar. Ele nunca pôde suportar o fato de que não tinha poder sobre você, sobre sua vida. Ele arruinou tudo, Isa. Ele destruiu seus relacionamentos, sua paz, porque nunca aceitou que você não se dobraria a ele."

Isabel respirou fundo, tentando se recompor, enquanto as lágrimas lentamente secavam em seu rosto. "Sim. E eu não vou deixar ele vencer. Não mais."

Cristian assentiu, com um olhar firme. "Você é mais forte do que pensa, Isa. E não está sozinha nessa. Nunca esteve."

Isabel o olhou nos olhos, sentindo pela primeira vez em muito tempo que, talvez, ela pudesse, de fato, superar tudo aquilo. Não seria fácil, mas com Cristian ao seu lado, ela sabia que não precisaria enfrentar seus demônios sozinha.

Isabel estava à beira de um abismo emocional. Cada passo que dava pelo escritório parecia fazê-la afundar ainda mais em suas dúvidas. A ampla janela oferecia uma vista panorâmica da cidade, um contraste gritante com o caos que se passava em sua mente. Ela cruzou os braços, tentando conter o turbilhão de sentimentos que a dominava, mas era impossível. O silêncio entre ela e Cristian era pesado, carregado de tudo que não havia sido dito.

"Eu... eu nem sei mais quem Richard é para mim." A voz de Isabel soou baixa, quase um sussurro, mas a dor que carregava em cada palavra era evidente. "Desde que fugi da mansão dos Willians, aquela conversa entre minha mãe e a Sra. Willians nunca saiu da minha cabeça. Tem algo ali, algo que me atormenta. Que tipo de segredo minha mãe poderia ter escondido de mim? Um segredo que parecia a deixar tão aterrorizada..."

Ela parou de andar, os olhos fixos no horizonte, mas claramente vendo algo muito além da paisagem. A dúvida e o medo eram seus maiores companheiros agora, e isso a sufocava.

Cristian, observando sua angústia, sentiu uma onda de compaixão e impotência. Ele se aproximou e, sem dizer nada, envolveu-a em um abraço apertado, como se quisesse proteger Isabel não apenas do mundo, mas também de si mesma. "Isa", ele começou, a voz carregada de emoção, "eu sei que você tem medo... medo do que pode descobrir. Medo de que, ao desvendar a verdade, tudo desmorone ainda mais."

Ela suspirou contra o peito dele, sentindo um misto de conforto e desespero. Mas não podia mais se esconder das perguntas que a perseguiam. "E se esse segredo for a chave de tudo? E se minha mãe estava me protegendo de algo que pode mudar tudo o que sei? E se o que ela me esconde seja referente a Richard?"

Cristian a soltou levemente, apenas o suficiente para olhar nos olhos dela, os próprios olhos marejados por lágrimas que ele tentava conter. "Eu entendo, Isa. Sei que você teme o que pode encontrar. Que também tem medo de odiar Hygor e Kyra para sempre pelo que eles fizeram... pela traição, pela dor que causaram."

Isabel desviou o olhar, mordendo o lábio, enquanto lembranças dolorosas inundavam sua mente. A imagem de Hygor e Kyra juntos, traindo sua confiança, era uma ferida que jamais cicatrizaria completamente. "Eles eram as duas pessoas em quem eu mais confiava, Cris. E eles me destruíram."

Cristian assentiu, engolindo em seco. "Sei que você sempre odiará Richard. Não só por tudo o que ele fez com você, mas também por quase ter te matado, junto com outras milhares de pessoas, naquele incêndio no prédio há seis anos."

Isabel fechou os olhos, como se pudesse afastar as memórias sombrias do incêndio que quase a tirou deste mundo. As cicatrizes emocionais daquele dia ainda estavam lá, tão nítidas quanto o fogo que consumiu o edifício.

"Eu também sei", Cristian continuou, com a voz embargada, "que você nunca vai perdoar a família de Hygor por terem te culpado pelo acidente, como se você fosse a responsável por tudo que deu errado na vida dele. E pior... por tentarem te forçar a abortar os gêmeos."

Ao ouvir isso, Isabel sentiu as lágrimas voltarem a correr pelo seu rosto. O peso do passado, a dor de tantas feridas não curadas... tudo parecia esmagá-la. "Eles não tinham esse direito, Cristian. Eles nunca tiveram o direito de me culpar ou tentar decidir o destino dos meus filhos. Eu fiz o que pude, lutei com tudo o que tinha, mas parecia que o mundo estava contra mim."

Cristian enxugou as lágrimas que corriam pelo próprio rosto, incapaz de conter a emoção que sentia ao vê-la tão vulnerável. Ele sempre soube que Isabel era forte, mas também sabia que todos têm um limite. E ela estava perto de ultrapassar o dela.

"Isa," disse ele, segurando o rosto dela entre suas mãos com uma delicadeza surpreendente, "eu vou estar ao seu lado. Não importa o que venha a acontecer. Vou te ajudar a descobrir a verdade, a se vingar de quem te fez mal, e a encarar seu passado, por mais doloroso que ele seja. Custe o que custar, você vai conseguir superar tudo isso."

Isabel o olhou nos olhos, buscando a força que ele parecia lhe oferecer. Ela queria acreditar, queria acreditar que um dia poderia se libertar de tudo aquilo. "Cris... às vezes eu sinto que não importa o quanto eu tente, o quanto eu lute, sempre haverá algo ou alguém para me derrubar de novo."

Ele sorriu levemente, apesar das lágrimas que ainda brilhavam em seus olhos. "Você merece um final feliz, Isabel. Pelo menos uma vez na vida. E eu vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance para garantir que você o tenha."

As palavras de Cristian, repletas de sinceridade e carinho, pareciam acender uma pequena chama no coração de Isabel. Talvez ainda houvesse esperança. Talvez, com ele ao seu lado, ela pudesse finalmente deixar o passado para trás e encontrar um novo caminho, um caminho que não estivesse cheio de dor e arrependimentos.

"E eu acredito em você", ela sussurrou, sentindo a força dele começar a se misturar com a sua própria.

Capítulos
1 Capítulo 1: Mentiras
2 Capítulo 2: Pânico
3 capítulo 3: Segredos
4 Capítulo 4: Adeus
5 capítulo 5: Decepção
6 Capítulo 6: Gravidez indesejada
7 Capítulo 7: Ombro amigo
8 capítulo 8: Passagem de ida
9 capítulo 9: Lembranças dolorosas
10 Capítulo 10: Fantasma do passado
11 Capítulo 11: Manipulador de memórias
12 Capítulo 12: Angústia
13 Capítulo 13: Preocupação
14 Capítulo 14: Um passo da verdade
15 Capítulo 15: Dores do passado
16 Capítulo 16: Esquecimento
17 Capítulo 17: Determinação
18 Capítulo 18: Acidente
19 Capítulo 19: Reunião
20 Capítulo 20: Mágoas
21 Capítulo 21: Dúvida
22 Capítulo 22: Pensamentos confusos
23 Capítulo 23: Memórias
24 Capítulo 24: Questionamentos
25 Capítulo 25: Voltando para casa
26 Capítulo 26: País natal
27 Capítulo 27: Mais que amigos, somos uma família
28 Capítulo 28: Que os jogos comecem
29 Capítulo 29: Trauma
30 Capítulo 30: Comparações
31 Capítulo 31: Na sombra de Isabel
32 Capítulo 32: Duarte
33 Capítulo 33: A verdade está próxima
34 Capítulo 34: Familiaridade
35 Capítulo 35: Nervos à flor da pele
36 Capítulo 36: alucinações
37 Capítulo 37: hora da verdade
38 Capítulo 38: Revelações
39 Capítulo 39: Flashback
40 Capítulo 40: E-mail
41 Capítulo 41: Perdoe-me
42 Capítulo 42: Profundezas
43 Capítulo 43: Grande dia
44 Capítulo 44: Baile
45 Capítulo 45: Presidente do Grup'Art
46 Capítulo 46: Vestido vermelho
47 Capítulo 47: Seu coração ainda se lembra de nós
48 Capítulo 48: Rachaduras do passado
49 Capítulo 49: Reerguendo forças
50 Capítulo 50: Herdeira do Grup'Art
51 capítulo 51: Estão em minhas mãos
52 Capítulo 52: Família de mentiras
53 Capítulo 53: Desestabilizado
Capítulos

Atualizado até capítulo 53

1
Capítulo 1: Mentiras
2
Capítulo 2: Pânico
3
capítulo 3: Segredos
4
Capítulo 4: Adeus
5
capítulo 5: Decepção
6
Capítulo 6: Gravidez indesejada
7
Capítulo 7: Ombro amigo
8
capítulo 8: Passagem de ida
9
capítulo 9: Lembranças dolorosas
10
Capítulo 10: Fantasma do passado
11
Capítulo 11: Manipulador de memórias
12
Capítulo 12: Angústia
13
Capítulo 13: Preocupação
14
Capítulo 14: Um passo da verdade
15
Capítulo 15: Dores do passado
16
Capítulo 16: Esquecimento
17
Capítulo 17: Determinação
18
Capítulo 18: Acidente
19
Capítulo 19: Reunião
20
Capítulo 20: Mágoas
21
Capítulo 21: Dúvida
22
Capítulo 22: Pensamentos confusos
23
Capítulo 23: Memórias
24
Capítulo 24: Questionamentos
25
Capítulo 25: Voltando para casa
26
Capítulo 26: País natal
27
Capítulo 27: Mais que amigos, somos uma família
28
Capítulo 28: Que os jogos comecem
29
Capítulo 29: Trauma
30
Capítulo 30: Comparações
31
Capítulo 31: Na sombra de Isabel
32
Capítulo 32: Duarte
33
Capítulo 33: A verdade está próxima
34
Capítulo 34: Familiaridade
35
Capítulo 35: Nervos à flor da pele
36
Capítulo 36: alucinações
37
Capítulo 37: hora da verdade
38
Capítulo 38: Revelações
39
Capítulo 39: Flashback
40
Capítulo 40: E-mail
41
Capítulo 41: Perdoe-me
42
Capítulo 42: Profundezas
43
Capítulo 43: Grande dia
44
Capítulo 44: Baile
45
Capítulo 45: Presidente do Grup'Art
46
Capítulo 46: Vestido vermelho
47
Capítulo 47: Seu coração ainda se lembra de nós
48
Capítulo 48: Rachaduras do passado
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Capítulo 49: Reerguendo forças
50
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Capítulo 53: Desestabilizado

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