Mirella entrou no quarto e, sem nem mesmo olhar para o espelho, foi direto para o banheiro. O som da água do chuveiro caindo lentamente parecia uma tentativa de afastar as lágrimas que ela já não conseguia mais controlar. Ela tirou as roupas com as mãos trêmulas, sentindo cada movimento como um fardo. Cada peça retirada parecia um peso a mais, como se ela estivesse se despindo de mais do que apenas suas roupas. Era como se, ao tirar as roupas, ela estivesse se despindo também das últimas esperanças que restavam em seu coração.
Ela ajustou a temperatura da água sem muito cuidado, apenas deixando o calor da água escorrer por seu corpo, tentando, de alguma forma, afogar os pensamentos e as emoções que a consumiam. Mas, à medida que as gotas de água caíam sobre sua pele, ela se sentia mais afundada na tristeza. As lembranças de sua mãe no hospital, os aparelhos ligados, o olhar vazio e cansado da mulher que sempre a amou... tudo aquilo a sufocava.
Sentou-se no chão frio do banheiro, os joelhos abraçados contra o peito, a cabeça escondida entre os braços. Não havia mais forças dentro dela. As lágrimas fluíam sem controle, sem um motivo específico, apenas a dor acumulada, os medos que ela não sabia mais como enfrentar. Como ela podia continuar assim, sabendo que sua mãe estava ali, lutando pela vida enquanto o mundo ao seu redor desmoronava? Como ela poderia suportar a pressão de ser forte, quando tudo que ela queria era desabar?
Foi ali, no silêncio do banheiro, que Mirella se permitiu chorar de verdade. Chorar até não aguentar mais. Chorar até sentir que estava perdendo a sua própria identidade, sufocada pela dor e pela impotência. O que mais ela podia fazer? O que mais poderia oferecer a sua família, além da sua própria dor? Ela já estava exausta.
O som do celular tocando insistente interrompeu seus pensamentos, mas ela ignorou. Não tinha forças para mais nada. Queria ficar ali, sozinha, sem enfrentar o mundo, sem ter que lidar com o que estava acontecendo. As batidas rápidas na porta do banheiro, seguidas pelo som de Priscila chorando, fizeram seu coração apertar ainda mais. Ela sabia o que estava por vir, mas não estava pronta para lidar com isso.
—Mirella, abre a porta!— Priscila gritou, com a voz entrecortada pelo choro.
Mirella, com as mãos trêmulas, levantou-se lentamente e foi até a porta, abrindo-a para sua irmã, que entrou sem hesitar, com o rosto marcado pelas lágrimas. A angústia era palpável. Priscila parecia estar perdendo a força a cada palavra que dizia, mas não queria mostrar isso. Não queria ser a mais fraca, não quando tudo ao seu redor parecia desmoronar.
—O que aconteceu?— Mirella perguntou, a voz rouca de tanto chorar.
Priscila olhou para ela, os olhos cheios de dor, e disse, com a voz quebrada—A tia me ligou... ela disse que a nossa mãe não tem mais chances de sobreviver. Eles vão desligar os aparelhos, Mirella... em sete horas... sete horas. Ela... ela está sofrendo demais, não aguentam mais. Eles pediram para todos os familiares se despedirem dela...
Mirella sentiu o chão sumir sob seus pés. As palavras de Priscila soaram como uma explosão, como se tudo ao seu redor tivesse sido destruído de repente. Ela caiu de joelhos no chão, sem forças, e abraçou sua irmã, as duas chorando juntas, desesperadas. Era uma dor indescritível, um sofrimento tão profundo que parecia não ter fim.
Por longos minutos, as duas ficaram ali, no chão do banheiro, sem falar uma palavra, apenas chorando. O tempo parecia ter parado para elas. Era o fim de algo muito grande, algo que nunca poderiam imaginar. A perda da mãe delas estava prestes a acontecer, e o que sobrava era apenas a dor.
—Pri, olha para mim. —Mirella secou as lágrimas da irmã com a ponta dos dedos, ainda tentando, com todas as forças que lhe restavam, ser a mais forte, ser aquela que daria algum tipo de alicerce àquela situação. —Vai ficar tudo bem. Eu prometo que eles não vão desligar os aparelhos. Eu não vou deixar. Você vai ver.
Priscila olhou para ela, os olhos vermelhos de tanto chorar, mas parecia acreditar nas palavras de Mirella, como se elas fossem a única coisa que ainda fazia sentido. Mirella, com a voz firme, a ajudou a se levantar e, sem dizer mais nada, a conduziu até o quarto para se arrumar.
—Fica aqui, Pri. Eu vou me vestir e a gente vai até o hospital.
Mirella se apressou a vestir a primeira roupa que viu no guarda-roupa. O pensamento de que sua mãe estava prestes a ser desligada das máquinas a fazia se sentir como se estivesse se perdendo. Mas ela não poderia deixar isso transparecer. Não agora. Priscila precisava dela. Sarinha precisava dela. Mesmo que ela mesma estivesse desmoronando, ela precisava ser forte.
Após vestir-se, ela pegou um táxi com Priscila e seguiram até o hospital. Durante todo o trajeto, a tensão era palpável. Mirella sentia como se o mundo estivesse girando em câmera lenta, e cada segundo que passava a afastava ainda mais da realidade que ela não queria aceitar.
Quando chegaram ao hospital, Mirella encontrou sua tia, Emilly, sentada na sala de espera, com a cabeça baixa. Parecia derrotada, como se todas as forças tivessem sido tiradas dela. A mulher, que sempre fora tão forte, agora parecia uma sombra de si mesma.
—Tia!— Mirella se aproximou, os olhos cheios de lágrimas, e a abraçou com força, como se pudesse encontrar alguma forma de consolo naquele abraço.
—Querida... que bom que você chegou.— Emilly disse, com a voz rouca e cansada. Ela a apertou, como se tivesse medo de perder o pouco de esperança que ainda restava. —A sua mãe ainda está viva, mas... ela está sofrendo demais. Eu tomei a decisão, Mirella... os médicos disseram que não tem mais o que fazer...
Mirella ficou em silêncio. Não conseguia processar aquilo. Sua mente estava em frangalhos, tentando entender o que estava acontecendo. Ela não sabia mais o que dizer. Não havia palavras que pudessem aliviar a dor que sentia.
Sem falar nada, ela se afastou e caminhou pelo hospital, tentando se distrair de alguma forma, tentando entender como o mundo podia ser tão cruel. Ela não queria enfrentar a realidade. Ela não queria ver sua mãe naquela cama, sem vida, sem respostas. Mas precisava. Precisava ser forte para sua família.
Foi quando a voz de Sofia a alcançou.
—Mirella!— Sofia a chamou, correndo até ela. —Oi, amiga... eu soube o que aconteceu. Desculpa por não ter vindo antes, eu estava em uma reunião, mas agora estou aqui.
—Sofia...— Mirella não conseguiu evitar as lágrimas. A dor era insuportável, como se cada palavra que ela dizia fosse uma faca cravada em seu peito.
—Como está sua mãe?
—Ela... ela...— Mirella não conseguia mais falar. O choro tomou conta dela novamente, e Sofia a abraçou, apertando-a forte.
—Vamos sair daqui, Mirella. Eu sei que você não quer que sua tia te veja assim.
—Vamos para a casa do Pedro. Ele está trabalhando, lá não terá ninguém para te ver assim.
—Pedro?— Mirella perguntou, sem entender.
—Sim. O Pedro tirou férias da empresa.” Sofia explicou.
—Férias?— Mirella não entendia o que estava acontecendo. Mas sentia que precisava ir. Precisava de um lugar para se esconder.
Ela pegou o celular e ligou para Pedro, mas a caixa postal a fez sentir um arrepio na espinha. Então, ela resolveu chamar um táxi e ir até a casa dele. A ansiedade a consumia. Algo não parecia certo, e ela sabia disso.
...☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆☆...
Mirella chegou na portaria do hotel que Pedro morava.
— Bom dia! Você poderia me dizer se o Pedro está em casa? — A voz de Mirella estava quebrada, carregada de uma ansiedade silenciosa que ela tentava disfarçar, mas que transbordava em cada palavra. Seu coração estava apertado, as mãos suavam e, mesmo tentando manter a calma, sua mente não parava de correr em busca de uma explicação que fizesse sentido.
A funcionária, um tanto surpreendida com a visita inesperada, respondeu sem entender a urgência no tom da voz de Mirella.
— Bom dia! Ele está sim. A Srta. quer que eu avise ele sobre a sua chegada?
Mirella balançou a cabeça lentamente.
— Não será preciso... — Ela mal conseguiu pronunciar, seus olhos estavam fixos na porta do apartamento à frente, já imaginando o que a aguardava do outro lado. Ela sentia a pressão do ar, a sensação de que a vida estava prestes a se desfazer, e Sofia estava ao seu lado, percebendo que algo estava errado, mas sem saber a gravidade da situação. Elas entraram no elevador em silêncio, com Mirella tentando se recompor a cada segundo.
Sofia olhou com preocupação para a amiga e finalmente não aguentou o silêncio. A inquietação estava estampada em seu rosto.
— Amiga, o que está acontecendo? Por que a gente veio pra cá tão rápido? O que você não está me contando?
Mirella respirou fundo, sentindo uma dor no peito que parecia não ter fim, mas tentou manter a compostura.
— Ontem... o Pedro me ligou, disse que não viria para casa porque tinha muito trabalho. Mas você me disse que ele estava de férias... Então... eu só estou tentando entender o que está acontecendo. Eu preciso ver com meus próprios olhos, Sofia. Não consigo mais viver nessa dúvida.
Sofia a olhou, compreendendo a dor por trás das palavras, mas não queria que a amiga tomasse decisões precipitadas. Ela queria, de alguma forma, dar forças para que Mirella não perdesse a esperança, mas sabia que o que estavam prestes a enfrentar poderia ser devastador.
— Amiga, você acha que...?
Mirella balançou a cabeça, sem conseguir completar a frase. Estava tão perdida no turbilhão de pensamentos e emoções que não conseguia mais confiar no próprio julgamento.
— Não, amiga... Eu não quero tirar conclusões precipitadas. Eu conheço o Pedro, ele deve ter algum motivo... algum motivo que ainda não consigo entender. Eu não sei... mas, por favor, vamos até lá.
Sofia apenas assentiu, sabendo que o que quer que fosse acontecer, ela estaria ali para apoiar a amiga.
O elevador chegou ao andar desejado e, com as mãos trêmulas, Mirella digitou a senha na porta do apartamento. O som do digital sendo acionado parecia ressoar como um aviso do que estava por vir. Quando a porta se abriu, o clima dentro do apartamento era diferente. Estava quieto demais. Mas então, ao fundo, uma risada feminina ecoou pelo ambiente. Outra risada se seguiu, e Mirella sentiu o sangue gelar.
Sofia olhou para o chão e, com um movimento quase imperceptível, levantou uma calcinha vermelha fio dental com o pé.
Mirella a olhou fixamente, e o que aquela peça representava foi mais que claro. Ela não precisava de mais nada. Sua visão se turvou, o ar pareceu sumir. Sua mente estava em chamas, mas ela não conseguia acreditar no que via.
Ela não disse nada. Apenas correu para o quarto de Pedro, os passos rápidos e pesados, como se a dor estivesse a empurrando. Cada movimento era um reflexo da angústia que a consumia. Quando chegou à porta do quarto, ela pôde ouvir a voz dele. Ela não estava preparada para as palavras que ouviu, mas sua vida, naquele momento, mudou para sempre.
— A data do meu casamento já está marcada. Eu tenho que dar o golpe naquele velho o mais rápido possível. — Pedro falou com uma frieza que Mirella nunca imaginou que ele fosse capaz de ter.
A mulher com ele começou a rir. Uma risada de quem não tem a menor preocupação com as consequências.
— Mas e a sua noiva? — Ela perguntou, descontraída, como se a resposta fosse trivial.
— Aquela mulher? Eu só quero o dinheiro dela. — Pedro respondeu, e as palavras foram como lâminas afiadas rasgando o coração de Mirella.
Ela ficou paralisada, sem saber o que fazer, as lágrimas começaram a escorrer sem que ela pudesse controlar. O som da risada da mulher ecoava em sua mente, misturado com a voz de Pedro. Ele não estava apenas traindo a confiança dela, ele estava planejando usar ela. O homem em quem ela acreditava tanto, o homem com quem ela sonhou construir uma vida, estava simplesmente usando-a.
Sem conseguir mais controlar a dor, Mirella virou-se e saiu correndo para longe daquele apartamento que, até aquele momento, representava seu refúgio. O desespero a tomava por inteiro. Sofia seguiu atrás, sem palavras, apenas a olhando, tentando não demonstrar o choque. Ela sabia que nada poderia ser dito naquele momento.
Mirella mal conseguia respirar. Ela sentia o coração apertado, como se fosse explodir de tanto pesar. Ela não queria acreditar, mas agora sabia. Sabia da verdade. E a verdade, naquela hora, era mais dolorosa do que qualquer mentira.
— Vamos embora. — Mirella sussurrou, com a voz engasgada.
Sofia, sentindo a dor de sua amiga como se fosse a sua própria, não hesitou em confrontá-los. Ela fez um escândalo, enquanto Mirella saia correndo, era muita humilhação e sofrimento, ela não merecia isso.
Pedro saiu correndo atrás de Mirella, Sofia foi atrás dele, deixando a amante sozinha no quarto.
Ela estava em frente ao elevador quando Pedro apareceu, correndo em sua direção, desesperado.
— Deixa eu explicar! — Ele tentou agarrar o braço de Mirella, mas ela o empurrou com força.
— Explicar? O que você quer explicar, Pedro? Já vi o suficiente. Me solta, você está me machucando. — Mirella gritou, com a voz rouca de tanto chorar.
— Eu... eu te amo, Mirella! Eu errei! Mas podemos começar de novo! Me perdoa, por favor! — Pedro implorava, tentando mais uma vez se aproximar.
Mirella empurrou-o com todas as forças, mas ele não desistiu. Ele queria mais uma chance, como se um pedido pudesse apagar a dor e a mentira.
— Você não merece nem a primeira chance, Pedro. Quem dirá uma segunda! — As palavras de Mirella foram como uma sentença final. Ela olhou para ele com os olhos cheios de dor, decepção e fúria.
Sofia, vendo a cena se arrastar mais e mais, não conseguiu mais ficar em silêncio.
— Larga agora, Pedro! — Ela gritou, colocando-se entre os dois.
Pedro olhou para ela com desdém. Ele estava tão preso na sua própria culpa que não conseguia ver o quanto estava machucando Mirella.
— Cuida da sua vida, Sofia. — Pedro falou, com raiva, tentando afastá-la.
— Ou você solta ela agora, ou eu ligo para a polícia e faço um boletim de ocorrência por agressão física. — Sofia disse, com firmeza. Sua ameaça não era vazia. Ela faria aquilo se fosse necessário.
Pedro ficou paralisado, a expressão em seu rosto mudando de arrogância para o medo de verdade. Ele sabia que não tinha mais escapatória.
— Você não está falando sério, né? — Ele perguntou, sem acreditar que Sofia fosse até esse ponto.
— Eu nunca falei brincando. — Sófia respondeu, sem hesitar.
Finalmente, Pedro a soltou. Mirella, com o rosto pálido e a alma ferida, se afastou dele. Ela não olhou para trás. Nada mais importava. A única coisa que ela queria era fugir da dor.
Sofia pegou sua mão, firmemente, e a guiou para fora do prédio. Elas não trocaram uma palavra, mas as lágrimas de Mirella diziam tudo.
— Para onde você quer ir? — Sofia perguntou, tentando quebrar o silêncio.
— Para casa... a Priscila está lá sozinha... — Mirella respondeu com a voz embargada, ainda em choque, ainda tentando entender o que havia acontecido.
Mirella e Sófia pegaram um táxi, Mirella estava tão arrasada que deitou no colo de Sofia.
Sofia fazia carinho na cabeça de Mirella, tentando acalmá-la enquanto ela chorava sem parar. A dor de ver sua amiga tão destruída era quase insuportável. A situação parecia ainda mais cruel com o silêncio pesado que as envolvia, mas Sofia sabia que nada poderia ser dito para curar aquela ferida profunda que Mirella estava carregando.
— Quando chegarmos em casa, você vai estar um pouquinho melhor, eu prometo. — Sofia sussurrou, tentando transmitir alguma esperança, mesmo que fosse pequena.
Mirella só chorava, sentindo uma dor que nem ela mesma conseguia explicar. Cada lágrima parecia mais pesada que a anterior. Ela se sentia vazia, como se tudo o que tivesse construído fosse uma mentira. O homem em quem ela acreditava, em quem ela confiava, se mostrou um traidor. E a mulher com quem ele estava... a mulher que agora sorria na sua cara, como se a dor dela fosse algo trivial.
Sofia a abraçou mais forte, como se quisesse absorver um pouco daquela dor para si. Ela sabia que não poderia apagar a traição de Pedro, mas ela estava ali, ao lado de Mirella, para que ela não ficasse sozinha. Mirella precisava dela, mais do que nunca.
— Eu não imaginei que isso fosse acontecer. Ele dizia que me amava, Sofia. Como ele pôde fazer isso comigo? — Mirella disse entre os soluços, sua voz fraca e cheia de dor.
Sofia olhou para ela, sentindo a ferida aberta no coração de sua amiga. Não havia palavras que pudessem aliviar aquela dor. Mas ela sabia que precisava estar lá, ao lado dela, para que ela não se afundasse ainda mais na tristeza.
— Eu sei, amiga. Eu sei... E você não está sozinha. Eu vou estar aqui sempre que você precisar, e juntos vamos passar por isso. — Sofia respondeu com voz firme, embora seu coração também estivesse partido por ver sua amiga sofrer tanto.
Mirella levantou um pouco a cabeça e olhou para Sofia, os olhos vermelhos de tanto chorar. Ela não sabia o que fazer da vida, não sabia como seguir em frente. A confiança que ela tinha em Pedro havia se transformado em um pesadelo. E agora, tudo parecia sem sentido.
— Eu... Eu não sei como vou conseguir lidar com isso, Sofia. O que eu faço agora? — Mirella perguntou, a dor ainda visível em cada palavra que saía de sua boca.
Sofia não tinha respostas, mas uma coisa ela sabia, Mirella não estava sozinha. E enquanto ela tivesse a amiga ao seu lado, ela não precisava enfrentar o mundo sozinha.
— Você vai superar isso. Não vai ser fácil, e eu sei que você está com o coração quebrado agora. Mas o tempo vai curar, e você vai aprender a se fortalecer. Não importa o que aconteça, você tem a mim, e eu estarei aqui, do seu lado. — Sofia disse com certeza, embora ela mesma estivesse lutando contra o desejo de chorar junto com sua amiga.
Mirella fechou os olhos, se permitindo chorar mais um pouco, sem pressa de se recuperar. A dor ainda era insuportável, mas, com Sofia ao seu lado, ela sabia que eventualmente, um dia, a dor se tornaria menos sufocante. Ela não sabia quando, mas ela tinha que acreditar que a vida poderia seguir em frente, mesmo com o peso do sofrimento que carregava.
E assim, naquele momento de dor profunda e solidão, a amizade entre elas se fortaleceu.
Depois de uma hora elas chegaram em casa.
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Atualizado até capítulo 89
Comments
João Wellington campos
claro que tem algo errado ele está te traindo
2024-12-30
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Lucia Sousa
Canalha safado nojo de homem assim
2025-03-07
0
Lucia Sousa
Começando a leitura agora 9/3/2025
2025-03-07
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