O bar estava lotado. Pessoas riam, bebiam, e conversavam animadamente, mas em segundos a alegria dá lugar ao desespero.
Entre disparos, gritos, pessoas correndo, outras se abaixando ou se escondemos. Eu e Laura corremos em direção aos fundos do restaurante.
Na tentativa de conseguir fugir.
- Fique atrás de mim. Ordenei, puxando Laura para perto enquanto começava a me mover de costas em direção à saída dos fundos.
Mas antes que pudéssemos dar mais alguns passos, um dos homens dos Los Diablos sacou uma arma. Não havia mais tempo para pensar.
Os tiros ecoaram pelo bar, e o pânico se espalhou como fogo. Pessoas correndo em todas as direções, derrubando mesas e cadeiras. O som da música foi engolido pelo caos. Laura segurou minha mão com força, e eu sabia que tinha que protege - la, não importa o que acontecesse.
- Corre! Gritei para Laura, enquanto disparava contra os homens, tentando mantê-lo afastado enquanto corríamos para a saída dos fundos.
Laura correu ao meu lado, desviando das pessoas que ainda lutavam para escapar. Eu a empurrei para a frente, minha adrenalina bombeando tão forte que mal sentia o peso da arma em minhas mãos. Disparei mais alguns tiros, apenas para mantê-los afastados, e finalmente chegamos à porta dos fundos.
- Vamos sair daqui! Ordenei, empurrando a porta com o ombro, quase arrombando-a.
O beco atrás do bar estava escuro e deserto, exceto pelos sons distantes do caos que deixavamos para trás. Ainda podia ouvir os gritos e os disparos vindos do bar. Não tínhamos muito tempo.
- Vamos para o carro! Laura gritou, mas quando nos aproximamos, vi que algo estava errado.
O carro estava bloqueado. Outros homens, provavelmente reforços dos Los Diablos, estava em posição. Eles estavam esperando por nós. Não havia como escapar de carro.
- Não podemos usar o carro. Murmurei puxando Laura comigo enquanto procurava desesperadamente por outra saída.
- O que vamos fazer, Davi? Ela perguntou, o pânico evidente em sua voz.
Eu olhei ao redor, tentando encontrar uma saída. Foi quando vi uma moto estacionada perto da entrada do beco. Era nossa única chance.
- Vamos! Tem uma moto ali. Disse, sem esperar resposta.
Corri em direção à moto, puxando Laura comigo. A moto estava trancada, mas em momentos como este, não havia tempo para sutilezas. Com um golpe seco, quebrei a trava com a coronha da minha arma, puxei alguns fios do painel e liguei a ignição com uma ligação direta.
- Laura você sabe andar de bicicleta? Eu pergunto.
- Sim!
- Ótimo. Você pilota. Eu digo.
- Eu? Eu...eu nunca pilotei uma moto. Ela diz assustada e receosa.
- Laura é a mesma coisa. Eu te ajudo. Preciso estar livre para atirar se for preciso e também preciso te proteger. Se estiver na garupa pode ser baleada. Eu digo rapidamente.
Laura subiu na moto, eu segurei na sua cintura. O motor rugiu enquanto acelerava, e nós saímos em disparada pelo beco.
Laura deixou a moto cambalear eu ajudei com o equilibro.
- Ah meu Deus. Ela grita.
- Mantenha a calma, acelera e olha para frente. Se você errar a gente morre. Eu digo e ela se concentra.
Os homens dos Los Diablos começaram a atirar contra nós, mas ela zigzagueou pela rua estreita, dificultando a mira deles. O som dos tiros era ensurdecedor, mas tudo o que eu podia pensar era em tirar Laura dali em segurança.
- Acelera! Gritei por cima do barulho do vento, enquanto ela acelerava para fora do beco e entrava na rua principal.
Conseguimos escapar por pouco, mas sabia que eles ainda estavam nos perseguindo. As ruas de tijolos e becos passavam em um borrão, enquanto eu me concentrava nos carros que nos seguiam e Laura pilotava a moto o mais rápido que podia.
Laura estava concentrada e focada, o medo evidente em suas pernas que tremiam e as vezes queria desequilibrar, mas ela não disse nenhuma palavra.
Eu podia ouvir o som dos motores atrás de nós, os Los Diablos estavam nos perseguindo em carros. Mas eu sabia que com a moto, tínhamos uma chance melhor de escapar, especialmente nas ruas estreitas e cheias de curvas.
- Davi! Laura gritou, apontando para frente. Um dos carros estava vindo em nossa direção, tentando nos interceptar.
Sem pensar, puxei a mão de Laura girando o guidão da moto para a esquerda, quase derrapamos enquanto evitava o carro que estava vindo em nossa direção. O vento zumbia em nossos ouvidos enquanto passavamos por uma série de curvas, a adrenalina bombeando em nossas veias.
- Eles ainda estão atrás de nós! Laura avisou, olhando pelo retrovisor e depois virando a cabeça para ver os carros que ainda nos perseguiam.
- Laura olha para frente. Eu grito e ela foca novamente.
- Não se preocupe, vamos despistá-los. Prometi, embora não tivesse certeza de como conseguiríamos.
A minha mente trabalhava a mil, tentando planejar o nosso próximo movimento. Eu sabia que não poderíamos continuar assim por muito tempo. A moto nos dava agilidade, mas um único erro poderia ser fatal.
Eu me posicionei e atirei contra um dos pneus de um dos carros que perde o controle e capota.
Mais dois veiculos continuam nos seguindo.
Foi quando vi uma oportunidade. Havia um depósito à nossa frente, um edifício grande e abandonado com um portão aberto. Era o tipo de lugar que eu poderia usar a nosso favor.
- Vamos entrar ali! Gritei para Laura, que virou a moto bruscamente em direção ao depósito.
Entramos no depósito, e o som dos motores de nossos perseguidores começou a diminuir. Eu sabia que eles não poderiam nos seguir tão facilmente naquele terreno acidentado. Passamos por corredores estreitos, usando o labirinto do depósito para confundir nossos perseguidores.
Finalmente, chegamos a um ponto onde parecia só a moto poderia atravessar. Atravessamos e chegamos um portão que dava acesso à rodovia.
Laura para a moto bem em frente. Eu desço para verificar.
- Merda! E agora. Ela pergunta.
Olhamos para trás e os homens desceram dos carros e vinham correndo na nossa direção.
- Se abaixe. Eu digo e atiro quebrando o cadeado que prendia a corrente, ela cai no chão abrindo o portão.
Subo na moto novamente e Laura acelera o máximo. Ela entra na rodovia atravessando na frente de um caminhão.
A viagem de volta à mansão foi silenciosa, ambos estavamos absorvidos pelos acontecimentos recentes.
Quando finalmente avistamos a mansão, entramos e Laura para em frente a porta de entrada.
Laura desliga a moto, e descemos, ainda tremendo.
- Você está bem? Perguntei, preocupado com seu estado.
Ela assentiu, embora estivesse claramente abalada. — Sim... só... só preciso de um momento.
Renato e Dante vem ao nosso encontro.
- O que diabos aconteceu? Ele pergunta ao olhar para a moto.
- Os Los Diablos. Eles nos encontraram no bar. Tivemos que fugir, mas estamos bem.
Renato olhou para Laura, sua expressão suavizando por um momento enquanto ele a puxava para um abraço.
- Isso não vai ficar assim. Ele murmurou, com a voz carregada de fúria.
- Eu vou acabar com eles.
Olho para Laura que sussurra:
- Obrigada por me salvar.
Eu lhe dou um sorriso.
- Davi precisamos conversar. Vamos para o escritório. Renato diz.
- Vou para meu quarto. Preciso de um banho! Laura diz.
- Sim. Descanse. Renato diz a ela e beija a sua testa.
Enquanto eu e Renato seguimos para o escritório...
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Atualizado até capítulo 80
Comments
Jossileide cardeal
porra quando o santo não bate com uma coisa ou viagem
aí fica a verdade não e não porra teimosia do carai
2024-11-06
2
Elenita Treptow
Que adrenalina nossa Caracas
2024-10-22
0
Cicera Camilo
Davi queria adrenalina, teve uma bem perigosa com Laura pilotando sem saber,e sendo perseguidos..
2024-08-30
1