Eu me olhava no espelho, vendo que ganhei um olho roxo no confronto. E alguns hematomas no abdomen dos socos que levei de Renato. Ainda tentando assimilar tudo que aconteceu.
"Toc, Toc"
- Davi? A voz suave de Laura me chamou. Ela bateu na porta apesar de estar aberta.
- Oi! Vim saber como você está? Ela pergunta.
- Estou bem! Eu digo.
Ela entra no quarto com passos cautelosos, carregando uma expressão de preocupação no rosto.
- Nossa! Você ganhou um olho roxo. Espera eu tenho uma pomada boa para isso. Ela diz e sai novamente.
Pouco depois retorna com a pomada na mão.
Eu estava sem camisa, apenas de calça de moletom com a cueca branca visivel.
Laura olha para meu peito e para meu abdomem. Ela leva a mão de forma suave onde está a marca. Eu me arqueio pois está dolorido.
Ela coloca uma pequena porção de pomada no dedo e começa a aplicar nos meus machucados. Em volta do meu olho, e depois no abdomem.
Laura vê que tenho uma cicatriz abaixo do mamilo direito que segue até a costela. Ela passa o dedo.
- O que foi isso? Ela pergunta.
- Foi durante uma missão na busca por um soldado... Eu digo quase falando sobre Davi Campos, o policial de elite. Ser soldado não era uma mentira, mas não era uma verdade completa.
- Não sabia que você já foi soldado.
- Não gosto de falar sobre isso. Por favor não comente. Eu digo e ela concorda.
- Davi você está com dor?
- Um pouco, mas vou ficar bem. A dor nas costelas latejava, e meu lábio cortado ainda sangrava levemente.
- Já passei por coisas piores.
- Não precisava se preocupar comigo Laura. Já estou acostumado. Digo, tentando amenizar a situação.
- Você não deveria estar acostumado com esse tipo de coisa. Ninguém deveria. Ela diz, suspira profundamente e toca novamente a minha cicatriz.
O toque de Laura me traz uma sensação que eu não deveria sentir. A proximidade me faz perceber como Laura é delicada, e isso só confunde a minha mente.
- Davi. Ela diz, finalmente quebrando o silêncio.
- Meu irmão disse que você será meu segurança particular a partir de agora.
- Ah, é? Tento parecer casual, mas a ideia de estar tão próximo dela o tempo todo me deixa nervoso.
- Sim. E como você está comigo, ele disse que eu poderia sair de vez em quando... ir a alguns lugares... ela pausa, procurando minhas reações.
- Eu pensei em aproveitar essa nova "liberdade" e sair um pouco. Eu gostaria de ir ao shopping... tomar um sorvete. O que acha?
Olho para ela e vejo um brilho infantil em seus olhos, uma esperança que contrasta com toda a seriedade da situação. Laura estava tentando agarrar a qualquer fagulha de normalidade em sua vida.
- Você quem decide, Laura.
Ela sorri, um sorriso sincero que aquece o coração.
- Ótimo, então. Vamos agora mesmo.
- Certo. Vou me vestir, encontro você na sala da mansão. Respondo, observando enquanto ela sai do quarto. Quando a porta se fecha atrás dela, um pensamento me atinge. A partir de agora, estarei mais próximo de Laura do que nunca. E isso pode ser tanto uma bênção quanto uma maldição.
Quando chego a sala da mansão, ela já está esperando, vestida de forma casual, mas elegante, como sempre. Sua simplicidade é cativante, e por um momento, quase me esqueço do perigo que nos cerca.
- Pronta para o passeio? Pergunto, tentando esconder qualquer sinal de dor.
- Prontíssima. Ela responde com entusiasmo, quase como uma adolescente que finalmente ganhou permissão para sair sozinha.
Um carro com o motorista designado, nos aguardava.
Abro a porta para que Laura entre.
- Obrigada Davi.
Dou a volta e me sento ao seu lado.
- Podemos ir? Diz o motorista.
- Sim, por favor! Ela diz.
O motorista um homem sério, trocamos poucas palavras, mas os seus olhos estão atentos a tudo em sua volta. Sento-me no banco de trás, ao lado de Laura e seguimos para o Shopping. Durante todo o caminho permanecemos calados, enquanto observo tudo a nossa volta.
Quando chegamos ao shopping, eu e Laura descemos e entramos, enquanto o motorista ficou no carro. Quando estamos dentro é como se uma parte da Laura, que estava há muito tempo adormecida, tivesse despertado. Ela olha para as vitrines com curiosidade, compra alguns acessórios simples, e finalmente, sugere que tomemos um sorvete.
- Sorvete de chocolate é o meu favorito. Ela comenta.
- E o seu?
- Baunilha. Clássico, eu sei. Respondo, rindo um pouco da minha própria escolha.
- Por favor um sorvete de chocolate e outro de baunilha. Ela diz a atendente da sorveteria.
Logo o sorvete fica pronto, sentamos para provar.
Ficamos ali por um tempo, conversando e observando as coisas a nossa volta.
Retornamos ao estacionamento, abro a porta do carro, Laura entra e vejo um carro estacionado perto. O estacionamento está movimentado e alguns seguranças conversam perto de nós.
Assim que o motorista sai da vaga o outro carro liga e também saí. O que ganha a minha atenção. Saimos na rua e ele parece estar nos seguindo. Tento não demonstrar minha preocupação, mas meu corpo já está em alerta máximo.
- Laura, coloque o seu cinto agora. Eu digo.
O motorista também percebe.
- Sr Costa acho que estamos...
- Sim, estamos sendo seguidos. Eu digo o interrompendo.
- Quê? Por quê? Pergunta Laura.
- Acelera. Vamos ter certeza! Eu digo e o motorista pisa fundo no acelerador. Como eu prêvia, o carro também acelera.
Laura arregala os olhos, se segura, mas mantém a compostura.
- O que vamos fazer? Ela pergunta.
Pego o celular e ligo para Dante.
- Fala Costa? Ele diz ao atender.
- Estamos sendo seguidos. Eu digo.
- Onde vocês estão?
- Na Avenida principal.
- Certo. Qual carro? Ele pergunta.
Eu me viro de lado olhando para trás.
- Uma blazer preta modelo novo, com vidros escuros.
- Placa?
- Delta Bravo Fox Alfa (DBFA) 0 4 5...
- Não consigo ver o final. Está apagado pode ser um 3 ou um 8.
- Há um depósito meu próximo de onde estão. Fica na Av Lince, uma travessa da Principal . Levem ela para lá, já estou a caminho.
- Ok!
- Aqui. É por aqui. Digo ao motorista, mostrando a localização no celular.
- Siga para este endereço.
O motorista acena com a cabeça e faz uma curva acentuada, tentando despistar o carro que nos segue. Laura olha para mim, visivelmente assustada, mas confiante em minha habilidade de protegê-la.
- Vai ficar tudo bem, Laura. Digo, tentando tranquilizá-la.
- Nada vai acontecer com você.
Enquanto nos aproximamos do depósito, o carro que nos segue acelera, tentando nos alcançar. Meu coração dispara. Isso está se tornando muito perigoso.
— Acelere! Grito ao motorista, que pisa fundo no acelerador. O carro dispara, e o veículo atrás de nós, faz o mesmo.
-.Segurem! Ele grita.
Ultrapassa um caminhão enorme, e vira bruscamente a direita, o caminhão fica a milimitros de encostas em nosso carro.
"Fooooommmm!!"
Ouço a buzina do caminhão. Olho para trás, o caminhão freiou e fechou o caminho. Isso nos dá tempo para ganhar distância.
- Ali. Naquele galpão! Eu digo.
Ele entra rapidamente e o portão se fecha.
Renato, Dante e seus homens já estão lá com as armas punho.
Renato se aproxima, retira Laura do carro a coloca em um outro carro de luxo com vidros escuros.
- Vá para casa. Falamos depois. Ele diz a ela. O portão abre novamente e o carro saí escoltado por mais dois carros.
Renato se aproxima, me olhando sério.
- Parabéns Costa! Colocou a vida da minha irmã em risco. Ele diz acena com a cabeça. Eu levo uma coronhada na cabeça, sem nem ver de onde veio, e apago.
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Atualizado até capítulo 80
Comments
Marlene Reis
AHHH! ISSO NÃO 🤨 PORQUÊ JUDIAR DO DAVI?? ESSE RENATO É MÓ TROUXÃO 🤨 E ESSE DANTE UM IDIOTA 😤
2025-02-03
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Marly G Vieira
eu até tava gostando do Renato mas ele tá tirando a máscara
2025-03-31
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Rosa Maria
coitado do Davi 😱
2024-10-06
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