Eu acordo estou amarrado com correntes, somente de cueca.
- A bela adormecida acordou! Diz Dante
Renato se aproxima com um olhar de fúria.
- Eu quero saber a verdade! Quem é você?
- Como assim quem sou...
"Pow"
Levo um soco no estômago.
- Eu não estou de brincadeira! Ele diz.
- Quem é você porra! Ele grita.
- Como assim! Você já sabe..
"Pow, Pow"
Um soco direto no estômago e outro na cara.
Renato se afasta, pega uma corrente e enrola na mão.
- Eu vou matar você na porrada. Seu desgraçado. Me fala quem é você! Ele diz com a voz baixa e pausadamente.
Eu respiro fundo. E fico calado aceitando meu destino, eu vou morrer nessa noite.
"Pow"
Outro soco no estômago. Eu sinto o gosto de sangue na boca, enquanto estou tossindo, tentando buscar o ar.
- Cof, Cof...você não quer...Cof, Cof. Não quer ouvir nada. Já fez o seu julgamento. Eu respondo.
- Fala de uma vez! Ele diz.
- Mate ele Mustafa! Mate! Ele é policial. Grita Dante.
Eu olho para Dante e digo tentando encontrar forças.
- Ficou louco! Cof, Cof!
Ele vem até mim, segura com força no meu queixo me fazendo olhar diretamente nos seus olhos. Olhos cheios de fúria e ódio.
- Acha que sou otário. Ninguém soletra uma placa como você fez, a não ser que seja um policial.
- Delta, Alfa? Qualquer um diria D A. Ou D de Dado, A de Abelha. Seu vacilão! Ele diz, empurra meu rosto e se afasta.
"Que merda! Eu errei feio! Ele.estava certo! Eu penso"
Renato me observa e diz:
- Olha para você! Um ex-presidiário sem nenhuma tatuagem. Claro que você nunca foi preso. Ele diz.
- Eu sou ex-ranger. Servi no Afeganistão. Por isso soletro assim, fui treinado para isso. Eu digo.
- Não tem nada na sua ficha. Dante diz.
- Estava infiltrado, com nome falso. Era uma missão secreta, não vai constar na minha ficha. Eu digo.
Por sorte eu realmente fui um "Ranger" infiltrado. Então se encontrassem algo não estaria com o nome de Davi Costa e menos ainda Davi Campos.
- Qual o nome da missão? Pergunta Renato.
- Fênix!
- Qual o seu código de soldado? Pergunta Dante.
- FX0548.
- Qual o seu nome de infiltrado? Pergunta Renato.
- Paul Smith.
- Verifique! Renato diz a Dante que se afasta entrando por uma porta.
- Se você estiver mentindo...vou matar vocé e toda a sua família. Ele diz.
- Sabe se você não tivesse se intrometido, minha irmã não teria saído e nem se arriscado. Poderia ter acontecido algo sério e tudo por sua culpa. Ele diz.
- Ao invés de me culpar, você deveria ouvi - la. A culpa não é minha se você prefere mentir e enganar do que ser honesto. Eu digo.
"Pow"
Outro soco na costela.
- Continua criticando! Me diga onde mais devo melhorar?
- Sua irmã é maravilhosa e muito inteligente, ela vai descobrir. E não vai demorar. Eu digo.
"Pow, Pow"
Um soco no outro lado da costela e outro no rosto. Meu nariz começa a sangrar. Meu corpo doí, meus braços amarrados para cima doem, as correntes apertam e cortam a minha pele.
- Cof, Cof, Cof.
Dante retorna com um celular na mão e mostra algo a Renato.
- Se considere com sorte. Localizei o seu cadastro. Mas você colocou a vida de Laura em risco.
- Não! Eu não coloquei. Eu a salvei. Eu digo.
"Pow"
Outro soco no estômago. Meu corpo pende para a frente e eu quase desmaio.
Ele segura o meu cabelo e levanta a minha cabeça para olhar nos meus olhos.
- Outro vacilo. E eu te mato, sem nem tentar conversar. Ele diz.
- Mustafa, essa conversa não encaixa. Mate ele! Diz Dante.
- Eu já decidi. Solte ele. Renato diz e Dante fica me olhando.
- Anda! Renato diz.
Dante me solta e eu caio no chão. Dois homens me pegam, um de cada lado e me jogam dentro de um carro.
- Levem ele para casa. Renato diz ao fechar a porta do carro. Logo o carro arranca, eu apago no carro.
Quando me dou conta estou novamente sendo arrastado pelos dois homens que me jogam no chão da sala e vão embora.
- Meu Deus! Grita Laura ao me ver.
- O que fizeram com você? Ela pergunta preocupada.
- Vem! Eu te ajudo! Ela diz e me ajuda a levantar. Ela me apoia, enquanto me arrasto para meu quarto.
Ela me ajuda a me deitar e sai correndo do meu quarto. Eu apago por mais alguns segundos e acordo com ela já sentada a beira da cama com uma caixa de primeiros socorros.
- Eu...eu vou cuidar de você.
Eu ainda estava de cueca e com a cueca cheia de sangue. Ela vai até o banheiro e volta com uma toalhinha molhada e começa a limpar o sangue que tem em minha pele.
- Por favor, Laura. Pare!
- Não, você é meu amigo, me protegeu e me trouxe em segurança. E ainda passou por tudo isso. Se eu conheço bem o meu irmão, sei que ele te culpou. Ela diz e com razão.
- Laura olha eu só...
- Shiiiuuuu!! Fica calado. Ela diz me interrompendo.
Ela continua limpando meu rosto, o canto dos lábios. Ela é delicada e suave. Com forme a toalha fica cheia de sangue, ela retorna ao banheiro, lava e volta a me limpar.
Apesar de toda a dor, o desconforto e tudo mais...era bom ter ela cuidando de mim. Zelando por mim, me tratando com carinho.
Ela sorri gentilmente.
Se tem algo que transformou essa missão, foi Laura. Ela tornou tudo mais emocionante e animado. Não esperava que ela fosse essa pessoa doce, e me surpreendi. É bom demais ter ela cuidado de mim...
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Atualizado até capítulo 80
Comments
Jossileide cardeal
na agonia da perseguição não se deu conta do soletramento da placa
2024-11-06
1
Mirian Almeida dos santos
kk
2024-09-08
1
Cicera Camilo
É Davi pra ser tratado assim por Laura, você até aceitaria levar outra surra dessa em...
2024-08-30
0