Eu estava dormindo quando a porta se abre abruptamente. Eu saco a arma que estava embaixo do travesseiroe me posiciono.
Renato entra com três dos seus homens armados e está furioso, apontando a arma para mim. Meu coração parecia que ia sair pela boca. Mas fico focado como uma águia, não tinha outra escolha. Se ele reagir eu atiro. É ele ou eu.
- O que você fazia no quarto da minha irmã?? Ele grita.
Eu permaneço sentado com a arma apontada para ele, e ele também.
- Abaixa a arma Costa! Dante diz.
- Abaixem primeiro! Eu respondo.
- Quem é você? E o que você quer com a Laura? Renato grita visivelmente alterado.
- Nada! Eu passava pelo corredor e ela estava chorando. Achei que estivesse passando mal ou precisando de ajuda. Eu respondo.
- Sem essa chefe! Esse cara é infiltrado. Grita Dante.
- Eu fiz o que fui treinado para fazer. Cuidar e respeitar as mulheres. Eu digo.
- Acha mesmo que vou cair nesse seu papinho. Você é um homem morto Costa. Renato grita.
- NNNNNÃÃÃOOOOO!!! Laura grita e entra no meio.
- Não atirem!! Dante grita ao ver Laura no meio.
Eu puxo Laura para trás de mim, para protege - la.
- Abaixem as armas, minha irmã está aqui. Renato grita e os homens abaixam a arma. Eu também abaixo e coloco na cintura.
Renato se aproxima e me dá um soco no rosto, eu dou um golpe de perna, seguro em sua cintura o derrubo no chão, e lhe dou um soco.
- Paremm! Paremmm!! Laura grita.
Dante me segura pelo pescoço e me tira de cima de Renato. Dante me imobiliza e Renato começa a me socar.
Laura tenta puxar Renato pelo braço, mas ele a empurra e joga Laura no chão.
- Vai machucar ela. Eu grito.
Ele olha e vê Laura no chão.
- Tirem ela daqui. Ele grita.
Laura pega a arma que estava na cintura de Dante e aponta para Renato.
Renato levanta a mão para seus homens. Como se dissesse para ele pararem. Ele que vinham na direção de Laura param de andar no mesmo momento.
- O que você está fazendo Laura Sher Mustafa? Renato diz com firmeza.
Laura paralisa ao ouvir ele dizer, mas permanece com a arma em punho.
- Como ousa apontar uma arma para mim? Vai matar o seu irmão? Ele diz pausadamente e em tom baixo.
Laura engatilha a arma.
- Estou cansada! E você não me escuta. Isso é o limite...Davi não fez nada. Apenas se preocupou comigo, diferente de você. Você diz que quer me proteger, mas está me matando. Ela diz e suas palavras são verdadeiras.
- Olha o que você fez, com essa sua paranóia. Você agrediu Davi, quando ele apenas se importou comigo. Quando na verdade, você deveria valorizar, por fazer o que é certo. Quem você se tornou? Papai não te educou para se tornar esse homem egoísta. Ela diz com as lágrimas rolando.
As suas palavras atingem Renato com força. Ele paralisa e diz com calma.
- Solte ele!
- Mas chefe ele...Dante tenta argumentar.
- Solte ele Dante. Ele diz com firmeza.
Dante me solta.
- Saiam todos, quero conversar a sós com Laura e o Costa.
Dante exita em sair.
- Fora!! Ele grita. E todos saem.
Laura corre até mim e me abraça. Eu a abraço e afasto o seu cabelo dos olhos. Ela olha para meu rosto, onde tem os machucados e o sangue que escorre dos meus lábios.
- Que merda está acontecendo aqui? Ele pergunta.
- Vocês transaram? Ele pergunta.
- Nnnnããããoooo!! Nós dizemos e nos afastamos de imediato.
- Ficou louco! Eu respeito a Laura. Eu digo.
- Somos amigos! Ela diz.
- Eu estava chorando após a nossa discussão e ele se preocupou. Conversamos e ele me confortou. Depois ele foi embora. Ele não é como você. Ela diz e Renato suspira profundamente.
- O que você quer Laura? Ele pergunta quase que já sabendo a resposta.
- Liberdade! Quero poder sair, ter amigos, uma vida normal. Ela diz.
- Somos refugiados! Exilados do Paquistão, temos limites Laura Mustafa. Ele diz.
- Não vou vender drogas Renato!
- Cof, Cof, Cof! Eu engasgo e começo a rir.
Renato me olha com seriedade, quase que me mandando calar a boca. Eu fico sério.
- É isso mesmo que você deseja? Ele pergunta.
- Sim! Ela responde sem titubear.
- Ok! Terá a sua liberdade! Renato diz. Ela corre o abraça.
- Obrigada! Obrigada Re. Eu sabia que você em algum momento ia me entender.
Ela diz e beija o seu rosto.
- Calma. Terá que me avisar, para aonde vai, com quem vai, quando vai e quando volta. Renato diz.
- Combinado. Ela diz.
- E...sempre com um segurança. Ele diz.
- Renato isso é um absurdo. Eu...
- Ou é assim, ou nada feito. Ele diz a interrompendo.
Eu olho para Laura e pisco. Ela suspira e diz:
- Ta bom! Mas quero que ele fique distante de mim. Ela diz.
- Ele decidirá quando será possível ou não manter distância. Renato diz, ela concorda acenando com a cabeça.
- Está decidido. Nos dê licença, quero falar com o Campos. Ela concorda, olha para mim e sussurra:
- Obrigada! E sai.
- Eu te expliquei que ela não sabe nada. E você tinha que se aproximar dela. Pois, agora Laura será sua responsabilidade. Terá que acompanha - la onde ela for. E se ela perder um fio de cabelo se quer. Você é um homem morto, se ela descobrir a verdade você é um homem morto. E por tudo que é mais sagrado, se você tocar na minha irmã...
- Sou um homem morto! Eu digo interrompendo.
- Não! Você será um eunuco. Ele diz com seriedade.
- Minha irmã é pura, ingênua e de bom coração. E agora terá que protege - la com a sua vida. Exatamente como fez agora pouco.
- E a minha viagem de verificação?
- Está cancelada. A sua única missão é cuidar de Laura. E nada mais. Ele diz, vira as costas e saí.
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Atualizado até capítulo 80
Comments
Marly G Vieira
aí aí botou a pólvora perto do fogo e explosão com certeza
2025-03-31
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Marly G Vieira
e Costa autora não Campos
2025-03-31
0
RosaMaria
Não é Campos e Costa o infiltrado 😜😀
2024-11-13
0