Fazia dias que eu não via mais o Renato e nem o Dante. Ouso até dizer que ele não frequentava mais a mansão.
O que estava dificultando e atrasando a missão. Eu não tinha a confiança de Renato, fica de Babá da Laura me impedia de realmente estar presente nos negócios ilicitos que ele faz. A verdade é que eu não sei nada e não tenho nada contra ele. Não tenho provas e nem sei como todo o esquema funciona.
Por outro lado, Laura tem se mostrado uma mulher incrivel. Ela cuidou de mim até que eu melhorasse. E passou a ficar mais atenta as coisas. Eu a acompanhei em outros lugares, mas agora ela tem mais cuidado com o que faz e aonde vai. O que tem facilitado o meu trabalho, mas tem deixado tudo monótono e entediante. Sou um cara de ação, de adrenalina e isso aqui está me enlouquecendo.
Eu precisava falar com Mendes e a única forma é indo até a delegacia com a desculpa de buscar meu velho carro.
Mando uma mensagem para Dante.
"Vou deixar outro segurança com Laura. Preciso retirar meu velho carro no pátio da delegacia. Retorno em 1 hora."
"Ok"
Ele responde friamente. Dante não confia em mim, ele sempre desconfiou e por sorte Renato acreditou...do contrário eu estaria morto.
Pego minha arma, um ônibus e vou até a delegacia do outro lado da cidade. Entro pela porta da frente e vou direto até a sala do Mendes.
- Campos! Não esperava vê - lo.
- Seu velho desgraçado, me mandou para a missão e me abandonou. Fiquei preso naquele maldito apartamento e ninguém, ninguém entrou em contato comigo. Eu quase surtei. Eu digo irritado.
- Sei que foi tenso. Mas não podiamos. Renato colocou cameras no apartamento e estava te monitorando. Se fizessemos contato ele te mataria.
- Qual é? Eu nem arma para me defender eu tinha. Isso não é justo. Eu digo.
- Ele não ia fazer nada contra vocêm se ficassemos distantes.
- Como tem tanta certeza? Eu pergunto.
- Ele é calculista, e não maluco. Não age sem pensar.
- Mas me diga já tem alguma prova contra Renato?
- Ainda não. Estou afastado dos negócios. Estou como segurança da irmã dele.
- Ha Ha Ha! Que furada. Ele diz rindo.
- Não tem graça. Já estou surtando. Mas vou fazer o possivel para descobrir logo e encerrar essa missão. Cansei! Eu digo.
- Vim buscar meu velho carro. Eu digo.
- Pode pegar, está no pátio.
- Ok. Até mais. Eu digo.
- Ei Campos! Eu me viro para olhar.
- Tome muito cuidado. Muito! Laura é leal ao irmão. Não confie. Eu aceno com a cabeça e saio.
Chego ao pátio lá está o velho Chevette Preto desbotado. Abro a ports, me sento, coloco a chave na ignição, viro e ele pega de primeira.
Quando estou saindo um policial se aproxima do vidro e me entrega um envelope. Eu pego e vou embora.
Assim que eu paro em um semáfaro, viro o envelope e jogo o conteúdo do envelope no banco do passageiro. No envelope havia minha arma, uma microcamera e um celular descartável.
Olho na lista de contato só tem um contato salvo sem nome apenas com "?".
Eu aperto o botão de discar.
- Essa é a nossa forma de comunicação. Qualquer coisa é só ligar. Se cuida. Mendes diz e desliga.
O semáfaro fica verde, eu coloco o celular no bolso e sigo de volta para a Mansão.
Estaciono o velho Cheve na garagem e entro. Vou para o meu quarto e começo a procurar por cameras de segurança. Encontro um espelho falso e uma camera em uma estátua que decorava uma prateleira.
Era evidente que Renato estava me monitorando.
Eu cubro o espelho e quebro e coloco a estátua dentro do closet. Virada de costas mesmo que abra a porta não tem como ver o que acontece aqui.
- Ei! Onde você foi? Pergunta Laura.
- Fui buscar meu carro.
- Hoje a noite é o aniversário de uma amiga, vamos comemorar em um barzinho.
- Acho uma péssima idéia. Eu respondo.
- Ah qual é! É só algumas horas. Vai! Por favor.
- Acho uma péssima idéia. Eu digo novamente.
- Bem, já está decidido. Saímos as 20hs. Ela diz e sai andando.
No horário eu aguardava Laura na porta da mansão. Ela desce as escadas e me deixa de boca aberta.
Ela está linda em um vestido justo e curto cheio de brilho, uma sandália plataforma prata, uma maquiagem mais marcante e um penteado que é um rabo de cavalo bagunçado. Ela está belissima e muito sexy.
- Vamos? Ela diz ao se aproximar.
Eu apenas a sigo. Ao chegar no tal bar, Laura vai até as amigas e eu fico parado no canto. Laura diz algo a elas, que imediatamente olham para mim. Uma delas até acena com a mão. Mas eu ignoro fingindo que não percebi.
Elas conversam, riem, comem e bebem. Até que resolvem entrar na pista de dança. Elas começam a dançar animada. Eu me aproximo um pouco mais, para não perder Laura de vista.
"Drum, Drum"
Meu celular vibra, uma ligação de Renato.
- Costa! Eu digo ao atender.
- Cadê a Laura? Renato pergunta.
- Está em um bar no centro com as amigas.
- Traga ela de volta agora mesmo.
- Chefe, ela não vai querer.
- Arraste ela se for precisa. Ela está em perigo. Estamos em guerra com Los Diablos. Vão tentar pega - la para nos atingir. Traga ela em segurança agora mesmo. Ele diz e encerra.
Eu me aproximo de Laura e toco em seu ombro.
- Srta. Laura precisamos ir. Eu digo.
- Sem essa Davi. Estou com as minhas amigas.
- O Renato ligou, é urgente precisamos ir.
- Já disse que não vou.
Eu seguro em seu pulso.
- Me solte! Me deixe em paz. Eu não quero ir com você.
- Ei cara! Você é surdo. Ela disse que não quer. Quando eu olho para o lado um cara negro, forte, muito maior que eu estava parada ao meu lado.
- Anda Srta Laura. Eu digo voltando a minha atenção a ela.
- Solte ela cara. Sei muito bem qual é o seu tipo. O cara diz.
Eu me viro novamente para ele e pergunto:
- Me diga então...qual é o meu tipo?
- Machão, que só é valente com mulheres.
- Você não sabe nada. Sou segurança dela, recebi ordens para leva - la de volta. Eu ainda explico, para ver se ele fica na dele.
- Moça, você quer ir com ele? Ele pergunta a Laura que acena com a cabeça dizendo não.
Eu olho para ela e levanto os braços como se dissesse:
- Qual é?
Ela sorri sem graça.
- Laura é melhor você ir. Vai arrumar problemas com Renato. Uma das amigas diz.
- Mas eu não quero. Ela responde.
- Então você não vai. O cara diz.
- Ai! Cuida da sua vida. Eu digo já me irritando.
- Eu não vou deixar você levar ela.
- É! Você e mais quantos? Eu pergunto.
Os outros quatro caras que estavam sentados na mesa ao lado se levantam. O cara sorri.
- Está bom para você? Ele pergunta com ironia.
- Não! Mas vai ficar.
Eu saco duas armas, uma eu aponto para Laura e outro para o cara valentão.
- Agora está! Eu digo.
O cara levanta as mãos em rendição, dá um passo para trás.
- Ei cara calma ai! Ele diz.
- Anda Srta Laura. Precisamos ir. Eu digo e logo aponto a outra arma para o cara.
- Tchau amiga. Diz uma das garotas. Ela se despede e saimos andando.
Quando estamos chegando a porta de saída. Um carro preto com vidro escuros para na porta e cinco caras armados descem. Um deles olha para a porta e vê Laura.
- Ali! Ela está ali. Eu puxo Laura para trás de mim, me posiciono e atiro.
Um disparo acertou a testa de um dos homens, outro acertou a perna e os demais se abaixaram.
E começaram a revidar.
- Venha Laura por aqui...
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Atualizado até capítulo 80
Comments
Cicera Camilo
Você que lute Davi pra tirar a Laura dessa emboscada san e salva,se não quiser que Renato arranque seu coro..
2024-08-30
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Claudia
Que capítulo foi esse tenso 🧿♾
2024-08-30
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