Durante o treino, Freya respirou fundo, preparando-se mentalmente para os desafios que viriam a seguir. A voz de Órion ecoou em sua mente, firme e imponente.
— Um lobo precisa ter força; um lobo precisa saber controlar a sua força. Você é forte, percebi isso quando socou Vincent — exclamou ele, fitando-a com um olhar sério e penetrante.
— Quero que me derrube! — ele desafiou, sua voz ressoando como um trovão.
Freya hesitou, o coração acelerado.
— Órion, eu... eu não posso fazer isso... Você é o Alfa, é impossível eu derrubá-lo — exclamou, nervosa, a insegurança transparecendo em sua voz.
— Vamos, Freya! Comece! — exclamou ele, desafiador.
A jovem levantou a guarda, a determinação crescendo dentro dela. Órion abriu os braços subitamente, expondo suas garras e presas, uma visão que lembrava a ferocidade da natureza selvagem.
Ela avançou sobre ele, mas Órion permaneceu impassível, como uma rocha inabalável. Num movimento ágil, ele a jogou no chão com um golpe preciso.
Freya caiu, mas rapidamente se levantou, determinada a tentar novamente. Com um olhar feroz, ela viu suas garras surgirem e lançou-se para atacar, arranhando o peitoral de Órion. Mesmo com o corte, ele não se moveu.
Cansada, mas não disposta a desistir, Freya decidiu partir para um ataque mais brutal. Ela saltou sobre ele, entrelaçando suas pernas na cintura dele, tentando imobilizá-lo. Mas o Alfa a laçou longe a machucando, Órion, preocupado, foi até ela e se abaixou para ver se Freya estava bem. Mas um movimento rápido dela, fez o Alfa cair, de modo que ela ficasse sobre ele.
— Consegui! — exclamou ela, um sorriso triunfante iluminando seu rosto.
— Isso é trapaça! — respondeu Órion, com um olhar penetrante. Num movimento rápido, ele a virou, colocando-se por cima dela.
Freya o encarou de uma maneira diferente, seu coração batendo mais rápido. Órion se levantou e disse:
— Bom, terminamos por hoje! — exclamou ele, a voz firme.
Freya se levantou, batendo a neve que sujava sua roupa, enquanto caminhavam juntos em direção ao castelo. No meio do caminho, Missandre apareceu.
— Alfa! — exclamou ela, fazendo Freya e Órion se virarem.
Alfa olhou para Freya e disse:
— Vá para casa. — A ordem soou como um eco, e a jovem, com um olhar sério, se retirou.
Órion se aproximou de Missandre, que o observava com uma expressão intrigada.
— Vocês parecem se dar bem! — exclamou ela, a curiosidade dançando em seus olhos.
— Você está com ciúmes? — perguntou ele, acariciando o rosto de Missandre com um gesto suave.
— Um pouco — respondeu ela, a sinceridade em sua voz.
— Ela é a escolhida da deusa — disse ele, com um tom de resolução.
— É somente isso? Ou está sentindo algo a mais? — indagou Missandre, a frustração começando a transparecer.
Órion hesitou, sua expressão séria.
— Freya é diferente do que imaginei. Ela não é tão fraca quanto eu pensava. Além disso, ela está perto de se transformar! — exclamou ele, a admiração evidente em suas palavras.
— Isso significa que seu coração a aceitou como companheira? — questionou Missandre, a frustração crescendo.
— Missandre, estou cumprindo minhas obrigações como Alfa. Ela é minha companheira agora — afirmou, a firmeza em sua voz não deixando espaço para dúvidas.
— Nenhum alfa jamais marcou sua companheira com a intensidade com que você a marcou. Eu vi as marcas nela. Isso significa que você a deseja mais do que diz — exclamou a jovem, nervosa e frustrada.
Órion olhou para ela com o rosto cerrado, a tensão no ar palpável.
— Ela é minha companheira agora, você terá que aceitar isso! Volte para sua casa, depois nos vemos! — exclamou ele, a ordem final cortante.
Em um ato impulsivo, Missandre o beijou intensamente. De longe, Freya observou a cena, sentindo uma dor aguda se espalhar em seu peito. Ela correu, apressando-se para o castelo.
Órion afastou a mulher, a frustração tomando conta dele.
— Não faça mais isso!
— Órion, você disse que iríamos ficar juntos um dia. Por que está agindo assim agora? — perguntou ela, a voz embargada pela tristeza, os olhos brilhando com a frustração de um amor que parecia desmoronar.
— Vá para casa, não quero conversar agora! — exclamou ele, virando-se abruptamente e deixando-a sozinha.
Enquanto caminhava, Órion se via em um conflito interno. Os sentimentos que antes nutria por Missandre pareciam desvanecer, como folhas secas levadas pelo vento, agora que se sentia tão profundamente conectado à Freya. A dor e a confusão o consumiam.
Missandre o observou, a fúria ardendo em seu olhar, enquanto a decepção a envolvia como uma névoa pesadona.
Freya, em seu quarto, sentia uma dor aguda no peito, como se um peso estivesse esmagando seu coração. As lágrimas escorriam por seu rosto, e ela se sentou na beirada da cama, tentando processar tudo o que havia acontecido.
Com um suspiro pesado, decidiu que precisava de um tempo sozinha. Trancou a porta e se permitiu chorar, as lágrimas sendo um alívio temporário para a tempestade de emoções que a assolava.
Enquanto isso, Órion, depois de resolver alguns problemas no vilarejo, se dirigiu ao castelo, exausto e absorvido pelos acontecimentos intensos do dia. Ele esperava que Freya estivesse em seu quarto, mas o silêncio que pairava no ar era desconcertante. O tempo passava e ela não aparecia.
Com a noite já avançando, a preocupação começou a se infiltrar em seus pensamentos. Decidido, ele decidiu procurá-la. O cheiro dela, doce e familiar, parecia guiá-lo até o quarto, mas ao chegar lá, encontrou a porta fechada.
— Freya, abra a porta! — exclamou ele, a impaciência crescendo por dentro.
— Eu preciso descansar, não estou disposta! — respondeu ela, a voz abafada, mas ainda assim clara o suficiente para que ele a ouvisse.
— Freya, não vamos recomeçar isso. Você sabe que eu irei entrar aí, e sabe o que acontece depois! — ameaçou ele, a determinação em suas palavras como um trovão prestes a estourar.
— Órion, pelos deuses, te peço, me dê um tempo! — implorou ela, a vulnerabilidade transparecendo em sua voz.
A frustração tomou conta dele, e em um impulso, Órion socou a porta com força, fazendo as paredes estremecerem. Ele se afastou, os punhos cerrados, sentindo a raiva e a decepção se misturarem em seu coração, enquanto se retirava para longe do quarto.
Sentada em sua cama, Freya refletia sobre o que estava sentindo. Por que a imagem de Órion com Missandre a incomodava tanto? O que essa conexão significava? Ela se viu perdida em um mar de inseguranças, questionando sua própria identidade e o que realmente desejava.
Sentindo-se rejeitado por Freya e consumido pela luz prateada da lua cheia, Órion decidiu ir até a casa de Missandre, deixando sua companheira sozinha no imponente castelo. Enquanto isso, em seu quarto, Freya começou a experimentar uma conexão intensa com Órion. Ela podia sentir o seu cheiro, como se ele estivesse ali ao seu lado, e, para sua surpresa, começou a perceber os batimentos do coração dele, como se compartilhassem a mesma pulsação.
Freya, atraída pelo brilho intenso da lua, direcionou o olhar para o céu noturno. À medida que seus olhos se fixavam na lua cheia, um profundo azul intenso começou a tomar conta de seu olhar, e, em um momento de espanto, suas presas começaram a emergir, revelando uma transformação que estava apenas começando. Apesar de não ser uma mudança completa, a loba dentro dela estava se manifestando, pulsando com vida e força.
Não conseguindo conter sua dor, Freya deixou escapar um uivo, um som profundo que ecoou pela noite, carregando consigo a solidão, a dor e o desespero que a consumiam. Esse uivo, em sua essência, era um grito por libertação, uma expiração do sofrimento que a oprimia.
A poucos quilômetros de distância, Órion estava deitado ao lado de Missandre quando foi abruptamente despertado pelo eco distante do uivo de Freya. Seus olhos, agora vermelhos como o fogo, se arregalaram ao ouvir aquele som: era ela. Imediatamente, ele se levantou, deixando Missandre para trás, e seguiu em direção ao castelo, seu coração pulsando freneticamente.
Ao se aproximar do castelo, ele avistou Freya na janela, sua expressão marcada pela tristeza. Um peso de culpa se instalou em seu peito ao perceber o quanto havia magoado sua companheira, traindo-a com sua presença em outro lugar. Freya, ao notar Órion, virou-se, não desejando mais vê-lo, e a ferida que ele mesmo infligira a ela se aprofundou.
Órion, consumido pela angústia, voltou à sua forma humana e se afastou, aborrecido consigo mesmo por suas escolhas. A noite passou, e quando o dia seguinte chegou, Freya despertou com um novo vigor. Ela se sentia mais forte, mais vibrante, como se uma nova luz estivesse iluminando sua alma. Ao entrar na sala de jantar, sentou-se à mesa com um brilho de determinação.
— Liana, bom dia! — exclamou Freya, a animação em sua voz contrastando com a melancolia da noite anterior.
— Está tudo bem, Freya? — perguntou Liana, a preocupação evidente em seu olhar.
— Eu nunca estive tão bem! — respondeu a jovem, um sorriso radiante iluminando seu rosto. — Estou me transformando, Liana! Consigo sentir a força crescendo dentro de mim!
Liana sorriu, feliz por ver a cunhada tão forte. No entanto, o clima na sala mudou quando Órion entrou, sentando-se ao lado de Freya, que imediatamente fechou a expressão, seu rosto se tornando uma máscara de descontentamento.
— Liana, eu preciso conversar com Freya! — exclamou Órion, fazendo a irmã se retirar, percebendo a tensão no ar.
— Eu ouvi o seu chamado! — insistiu ele, olhando diretamente para Freya.
— Eu não chamei você! Eu uivei para a deusa! — respondeu Freya, a seriedade em sua voz ecoando como um desafio.
— Sua transformação está começando a acelerar — disse o Alfa, tentando encontrar um ponto de conexão. — O treinamento está te fazendo bem.
Freya o encarou com frustração e nervosismo, sua voz carregada de indignação:
— Você veio aqui para falar disso?
Órion respirou fundo, sua expressão confusa.
— Foi a última vez! — exclamou ele, a determinação em suas palavras contrastando com a vulnerabilidade que sentia.
O olhar de Freya se iluminou brevemente, mas logo se transformou em um sorriso de decepção e frustração. Ela se levantou, decidida a deixar a conversa.
Freya se dirigiu ao jardim, buscando um momento de paz enquanto contemplava a rosa negra que ainda não havia florescido, simbolizando suas próprias esperanças e medos. Órion, por outro lado, estava um conflito intenso se desenrolando dentro dele. Ele se levantou abruptamente e decidiu ir atrás de Freya.
Órion puxou o braço da jovem em direção a si, sua mão firme e protetora repousando na nuca dela. Em um ímpeto de paixão e desespero, selou seus lábios aos dela em um beijo intenso, como se tentasse transmitir toda a dor e o desejo que sentia. Freya, tomada de surpresa, lutou para se desvencilhar, mas a força de Órion a mantinha presa, como se ele estivesse determinado a não deixá-la escapar novamente.
Em um momento de fúria contida, Freya conseguiu se libertar e, com um movimento rápido, desferiu um tapa no rosto de Órion, a dor da traição refletida em seu olhar. Contudo, a reação dele foi imediata; ele a agarrou novamente, sua presença dominante envolvia Freya, e a beijou novamente com uma intensidade que a deixou sem fôlego, suas mãos a apertando possessivamente.
A cena não passou despercebida. De longe, Missandre observou, seu coração se apertando à medida que a fúria a envolvia como uma tempestade. Naquele instante, ela percebeu que havia perdido Órion para sempre, o que a consumia em um misto de ciúmes e desespero.
— Não me toque! — Freya exclamou, ofegante e nervosa, sua voz tremendo de indignação enquanto tentava se afastar dele.
Órion, tomado por uma onda de emoções, rosnou ferozmente, um som primal que fez Freya recuar, assustada. O olhar dele, repleto de conflito, misturava desejo e raiva, mas também uma profunda vulnerabilidade.
Sem saber como lidar com a intensidade do momento, Freya virou-se e correu para seu quarto, o coração acelerado e a mente em tumulto. Órion, ainda cheio de emoções conflitantes, começou a segui-la, quando de repente foi surpreendido pela chegada de seus lobos: Lucky, Vincent e Dareos. Eles avançaram em direção a ele, seus olhares alertas, como se sentissem a tensão no ar.
O Alfa hesitou, percebendo que a situação com Freya precisava ser deixada para depois. A presença de seus amigos o fez focar no que realmente importava naquele momento.
No salão da Matilha, os lobos conversavam em murmúrios inquietos, a tensão no ar palpável. Lucky, com um brilho de preocupação nos olhos, exclamou:
— Alfa, Thorne é o líder da Matilha do Sul. Ele é sanguinário! Dizem que pendura as cabeças de seus inimigos em estacas, cercando seu território como um troféu.
Órion, inflexível, respondeu com uma determinação que ressoava em sua voz:
— Enviem uma águia com uma mensagem para eles. Se não se retirarem do nosso território, o Sul e o Norte entrarão em guerra.
— Está bem, Alfa! — respondeu Lucky, a reverência em sua voz clara.
Com um leve sorriso, Órion concluiu:
— Hoje é o último dia de lua cheia. Aproveitem e se divirtam um pouco!
Enquanto se retirava, as palavras dele ecoaram no salão, trazendo um ar de expectativa e adrenalina.
No quarto, Freya estava imersa em sua própria empolgação quando Liana entrou correndo, radiante.
— Ele chegará amanhã! — exclamou Liana, seus olhos brilhando com alegria.
— Que bom, minha amiga! Estou tão feliz por você! — Freya respondeu, contagiada pela animação da amiga.
— Você pode me ajudar a escolher uma roupa? — perguntou Liana, já sonhando com o encontro.
— É claro! Vamos lá! — disse Freya, pronta para ajudar.
As duas saíram em direção ao vilarejo, em busca do vestido perfeito. Após algumas tentativas, Liana finalmente encontrou um tecido que a encantou.
— Este aqui é perfeito! — disse Freya, tocando suavemente o tecido.
— Sim, vou experimentá-lo! — exclamou Liana, cheia de entusiasmo.
Um tempo depois, Freya aguardava ansiosamente. Quando sua cunhada saiu, sua beleza era deslumbrante.
— É perfeito! — exclamou Liana, dando um giro radiante com o vestido, as cores realçando sua alegria.
— Todos os lobos uivarão para você, minha amiga! Você está radiante! — Freya disse, seu coração transbordando de felicidade.
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Atualizado até capítulo 48
Comments
carol wisch
sério essa história de foi a última vez , não deveria nem ter sido a primeira. da onde que e perdoável um cara dormir com outra e depois tentar ter relações com ela a força ????
2024-11-17
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Fátima Ramos
Espero que o alfa para a alina que seja bom
2025-02-07
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Josilda Maria
Esse miserável ficar traindo ela
2025-03-24
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