Freya sabia que a vida que levava era repleta de desafios que exigiam coragem, mas a ideia de se submeter a um acasalamento, de se entregar a alguém como Órion, a deixava inquieta.
Liana retornou à mesa, seu semblante preocupado ao notar a expressão de Freya.
—Está tudo bem? ela perguntou, a voz suave e reconfortante.
— Eu... não sei, respondeu, sentando-se novamente. — Órion é tão... controlador. Ele não entende que eu não estou pronta.
— É bom que se prepare, teremos mais seis lua cheia — exclamou Liana, deixando Freya ainda mais apreensiva. As palavras ecoaram em sua mente, e ela sentiu um nó se formando em seu estômago.
A jovem começou a pensar em maneiras de escapar dessa situação. A ideia de se tornar a presa de Órion, de estar em um relacionamento que não desejava, a deixava angustiada. Ela decidiu que o melhor a fazer era se afastar dele o máximo possível, evitando qualquer confronto que pudesse surgir. Mas, Freya não sabia que seu cheiro já estava gravado na mente do alfa.
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Determinada a se distrair e encontrar alguma clareza, Freya saiu em direção à floresta para treinar com Ethan. Os treinos com ele eram uma forma de liberar a tensão e se preparar para a transformação que se aproximava.
Ao chegar ao local combinado, Freya encontrou seu treinador esperando, com um sorriso acolhedor que aliviou um pouco sua ansiedade. — Pronta para correr? ele perguntou, os olhos brilhando com entusiasmo.
— Estou! — respondeu Freya, e logo eles começaram a correr pela trilha. O sol ainda brilhava alto no céu, mas a energia da lua cheia parecia pulsar no ar, estimulando algo primal dentro deles.
Enquanto corria, Freya sentiu que sua velocidade havia aumentado. Ela estava mais leve, mais ágil. Ethan percebeu isso e, ofegante, exclamou:
— Freya, você está mais rápida! Isso é incrível!
Ela sorriu, mas não teve tempo de responder. O que a deixou mais nervosa foi a maneira como ele a olhava. Parecia encantado, como se estivesse vendo algo além do que ela realmente era.
— Freya, você é encantadora! — disse ele, olhando para ela com um brilho nos olhos.
As palavras o deixaram um pouco desorientada. Seu treinador nunca tinha agido assim antes. Um calor subiu em seu rosto, e ela rapidamente se lembrou que a lua cheia estava próxima, afetando os instintos e emoções de todos ao seu redor.
Mas, de longe, Órion observava, seus instintos de alfa disparando ao ver Ethan tão próximo de Freya. A tensão cresceu dentro dele, e Órion não conseguiu se conter. Com um rosnado alto e ameaçador, ele avançou em direção a eles.
— Não toque na mulher do seu alfa! — exclamou, seus olhos brilhando com possessividade.
Ethan, imediatamente voltando à realidade, deu um passo para trás, retraindo-se diante da autoridade de Órion.
— Eu... eu não queria… — começou a explicar, mas o Alfa não deu ouvidos.
— Saia! — ordenou, sua voz ecoando pela floresta.
Ethan, claramente embaraçado, se afastou, confuso.
Órion então se virou para Freya, puxando firmemente seu pulso.
— Vamos! As aulas acabaram! — exclamou ele, arrastando-a sem considerar seu desejo de continuar a treinar.
— Eu sei andar sozinha, Órion! — protestou Freya, a frustração transparecendo em sua voz. Isso só fez Órion se enfurecer ainda mais, e ele apertou seu pulso com mais força.
— Aii! — murmurou Freya, sentindo a dor do aperto.
Órion não hesitou e continuou a puxá-la, sua possessividade transparecendo em cada movimento. Ao chegarem em casa, ele finalmente soltou o braço dela, mas não sem deixar uma marca roxa.
— Não saia pela floresta sozinha, a partir de hoje! — ordenou, a tensão em sua voz era clara.
— Mas eu preciso de treinamento! — Freya rebateu, determinada.
— Lucky a treinará a partir de hoje! — exclamou ele, sem dar espaço para contestação. Virando as costas, ele saiu, deixando Freya sozinha com seus pensamentos e dúvidas, a frustração se misturando à confusão sobre o que estava por vir.
A jovem sabia que a noite se aproximava, e com ela, os instintos selvagens de Órion.
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No grande salão da matilha, a atmosfera estava tensa. Arya, a matriarca, conversava com seu filho, Órion, que parecia distante e irritado.
— Órion, você precisa marcar a sua companheira! — disse Arya, com uma seriedade que não deixava espaço para debate. — Ontem, os lobos ficaram nervosos, e isso só vai piorar durante toda a Lua cheia.
O Alfa a olhou, os olhos cheios de determinação, mas também de frustração.
— Eu não quero marcá-la. Ela é fraca e não aguenta um aperto, quem dirá isso. — sua voz estava carregada de desdém.
Arya suspirou, sabendo que a obstinação do filho era um obstáculo que precisava ser superado.
— Meu filho, todos estão comentando que vocês nunca acasalaram e que você obedece às ordens de sua mulher. Um alfa precisa mostrar domínio, seja para a Matilha ou para sua companheira. — o tom dela era de preocupação e urgência.
Ele se virou, a raiva crescendo dentro dele.
— Eu já disse, não irei fazer isso! — exclamou Órion. A ideia de marcar Freya o deixava inquieto. Ele não via nela a força que um verdadeiro Alfa necessitava.
Arya, percebendo que a conversa estava se tornando um impasse, decidiu apelar para a lógica.
— Se você não fizer isso, outro lobo fará! — exclamou a matriarca, sua voz firme e cortante como uma lâmina. A audácia de sua afirmação fez Órion olhar para ela com fúria. A ideia de perder Freya para outro o consumia de ciúmes.
Sem mais palavras, ele virou-se abruptamente e saiu do salão, seus passos pesados ecoando no corredor. Ele precisava de um tempo para pensar, para se afastar da pressão que sua mãe estava impondo. A ideia de ir para o vilarejo lhe pareceu a melhor opção.
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A noite se instalou, envolta em um manto de escuridão repleta de mistério, e a lua, como um farol prateado, brilhava intensamente no céu. Freya, presa em seu quarto, sentia uma tensão crescente e um medo sufocante a envolver. Para evitar que a luz sedutora da lua a hipnotizasse novamente, fechou as cortinas com um gesto decidido, como se pudesse bloquear não apenas a luz, mas também o que ela simbolizava.
Com um esforço frenético, ela começou a mover os móveis pesados, empurrando-os contra a porta, buscando uma proteção que parecia cada vez mais ilusória. Do lado de fora, os uivos dos lobos ressoavam como um canto primal, frenético e nervoso, misturando-se com o farfalhar das folhas sob o vento. Cada lamento a fazia estremecer, como se a própria natureza estivesse ciente de sua vulnerabilidade.
Conforme a noite avançava, um leve alívio começou a se infiltrar em seu coração. A escuridão parecia oferecer um manto de segurança, e, finalmente, ela decidiu se deitar.
No entanto, assim que a cama a acolheu, um arrepio percorreu sua espinha ao sentir toques sutis e inesperados. Ao abrir os olhos, seu coração disparou: Órion estava sobre ela, seus olhos vermelhos brilhando como brasas, e uma expressão sombria que parecia prometer caos.
— Não, por favor! — sua voz ecoou no quarto, enquanto ele segurava seus braços com uma força que a deixava sem ar.
Ela lutava, tentando se desvencilhar do aperto dele, mas a força de Órion era avassaladora, como se ele estivesse determinado a mantê-la sob seu domínio. Com um último esforço, Freya conseguiu se erguer, mas a determinação dele não vacilava.
— Eu avisei que não era para trancar a porta! — ele exclamou, seu tom feroz e quase rosnando, como um predador que havia encontrado sua presa.
Órion, ágil, escalou até seu quarto, invadindo o espaço através da janela. Freya sentiu-se encurralada, as barreiras que havia colocado na porta agora servindo apenas para aumentar seu desespero.
— Órion, desculpe por ter te desafiado... — sua voz tremia, quase um sussurro, enquanto ele se aproximava, cada passo dele ecoando como um trovão em seu peito.
Ele se aproximou lentamente, suas mãos e garras deslizando sobre a pele de Freya, arranhando-a com um toque que era ao mesmo tempo intoxicante e aterrador.
— Órion, eu estou com medo! — ela murmurou, a voz quase quebrando sob a pressão da tensão que se acumulava entre eles.
Em um gesto súbito, ele a silenciou com um beijo feroz, seus lábios esmagando os dela com um desejo selvagem, ferindo-a ao mesmo tempo. O instinto de sobrevivência despertou em Freya, e uma força inesperada a impulsionou a empurrá-lo.
— Me deixa em paz! — exclamou, a raiva e o medo se misturando em sua voz. Mas essa atitude apenas parecia atiçar a fúria de Órion.
Ele transformou-se em uma tempestade, seus olhos brilhando com uma fúria incontrolável. Agarrando-a pelo pescoço, levantou-a com facilidade, jogando-a de volta na cama. Freya lutava, mas era como tentar resistir a um furacão; a força do alfa era esmagadora.
Órion rasgou o vestido dela com um movimento impiedoso, suas garras percorrendo o corpo de Freya, como se quisesse despertar um lado primal que ela mal entendia. Mas, em vez de se render, ela se debatia, tentando escapar do seu toque.
O Alfa segurou o rosto da jovem com uma brutalidade quase possessiva, virando-o de modo que seus olhos se encontrassem. Abrindo a boca, expôs suas presas afiadas, e, em um movimento selvagem, cravou-as no pescoço dela. Freya se contorceu de dor, um grito sufocado escapando de seus lábios.
— Não, Órion, não! — ela clamou, mas suas palavras foram engolidas pela intensidade do momento. Ele a calou novamente com um beijo violento, sua boca manchada de sangue.
Sem dar-lhe um momento de trégua, ele virou o rosto dela novamente para o outro lado e cravou suas presas no outro lado do pescoço, fazendo-a gemer intensamente. A dor era aguda, pulsante, e a sensação de ser consumida por ele era ao mesmo tempo aterradora e estranhamente eletrizante.
A jovem se sentia em um abismo profundo, lutando contra a escuridão que a cercava.
Freya lutava com todas as suas forças, mas era em vão. Quanto mais ela se debatia, mais Órion a feria, um ciclo desesperador que a deixava sem saída.
Quando, em um último esforço, ela tentou empurrá-lo, colocando a mão em seu rosto, ele cravou suas presas em seu pulso. O grito de dor ecoou pelo ambiente, mas ele não hesitou. Em um instante, ele mordeu o outro pulso dela, intensificando a agonia.
Conforme a dor se intensificava, Freya percebeu que sua luta era inútil. Um desespero profundo tomou conta dela, e ela se calou, permitindo que Órion fizesse o que quisesse.
Ele parou e a beijou com um desejo voraz, mordendo seus lábios de forma primitiva. As garras dele percorriam sua pele, arranhando suavemente, mas deixando marcas que pareciam se gravar em sua memória. Cada toque dele era uma mistura de dor e prazer, um lembrete constante de sua presença dominante.
Então, de repente, o Alfa se afastou e saiu. O ar ficou pesado com a sensação de incompletude, como se um capítulo vital de sua história tivesse sido interrompido. Ele se levantou, seus olhos ainda ardendo com a intensidade do momento, e Freya sentiu uma onda de confusão e medo ao vê-lo se afastar.
Freya tocou o pescoço, onde a marca de Órion pulsava, um lembrete palpável do que havia acontecido. A sensação de ser marcada por um alfa era estranha e, de algum modo, poderosa.
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No dia seguinte, Freya ainda se sentia fraca devido à perda de sangue, mas, para sua surpresa, os ferimentos em seu corpo estavam quase cicatrizados. Aquilo era um sinal de que ela estava se aproximando de sua transformação, mas as marcas que Órion deixara em sua pele seriam uma lembrança permanente.
Sentada à mesa do café da manhã, ela tentava reunir forças quando Liana apareceu. A amiga olhou fixamente para as marcas visíveis e comentou, em um tom descontraído:
— Nossa! Meu irmão demorou, mas agora ele não poupou uma parte de você!
Freya, ainda abatida e com uma mistura de tristeza e revolta, respondeu:
— Foi assustador!
Liana arqueou uma sobrancelha, curiosa.
— Vocês acasalaram?
O rosto de Freya corou de constrangimento.
— Não, ele apenas me mordeu! — exclamou, tentando afastar a ideia.
— Ah, então ainda não acabou... — disse Liana, com uma expressão de decepção.
— Como assim não acabou? — Freya perguntou, apavorada.
— Se ele não finalizou, é porque retornará. — A afirmação de Liana a deixou em estado de choque.
— Não, eu não suportaria mais uma noite! — Freya protestou, a voz tremendo.
— Freya, quanto mais você lutar contra isso, mais difícil será! — a jovem exclamou, firme.
— E o que eu faço? — Freya perguntou, desesperada.
— Entregue-se a ele — respondeu sua cunhada, direta.
— Mas... eu não quero! Não me sinto pronta! — Freya replicou, angustiada.
— Então você continuará sendo mordida todas as noites de lua cheia! — Liana disse, a verdade em suas palavras a atingindo como um golpe.
Freya sentiu um nó se formar em seu estômago ao perceber a gravidade da situação. A luta que ela travava dentro de si estava apenas começando.
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Atualizado até capítulo 48
Comments
daddi
caramba autora vc e sádica? o cara só maltrata a garota e ainda machuca e ninguém cuida dela. todos só pensam na merda da matilha e que ela deve se submeter ao idiota. puxa eu tentei .juro que tentei vê o ponto bom dessa estória.mas vc faz a mulher ou loba se tornar objeto
2025-01-27
4
Claudia Claudia
o que me irrita é que depois do estupro a coitada fica a mercê dos desejos do Alfa de de seus próprios desejos deixa de ser uma pessoa para ser a felicidade em pessoa 😡😡😡
2025-02-12
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Monica Souza
Também achei, pior história que já li, Orion otário e infeliz, tem amante e ainda desrespeita a esposa, Frya tem que trata - lo com frieza.
2024-12-22
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