NOITE DE CAÇADA

Era noite de lua cheia, e Freya estava fascinada com a beleza da lua que brilhava intensamente no céu, iluminando a floresta com um manto de prata. A luz suave parecia hipnotizá-la, atraindo-a de maneira irresistível. Seu olhar fixo na lua fazia com que tudo ao seu redor se dissipasse; sons, cheiros e até mesmo o tempo pareciam se desvanecer. Sem pensar, ela saiu de seu abrigo, movendo-se em direção à floresta encantada pela lua, como se estivesse sendo guiada por uma força invisível.

Enquanto Freya avançava, a atmosfera ao seu redor pulsava com uma energia vibrante. O farfalhar das folhas e os chamados distantes dos animais formavam uma sinfonia que reverberava em seu coração. A lua, alta e majestosa, parecia sussurrar segredos antigos, e Freya não pôde resistir ao chamado místico que emanava dela.

Naquela noite, os lobos estavam eufóricos, nervosos e famintos. A influência da lua os tornava mais instintivos, despertando a ferocidade e a excitação que residiam dentro deles. Era noite de caçada.

Órion, Lucky e sua alcatéia se transformaram, assumindo suas formas lupinas majestosas. Com pelagens que brilhavam sob a luz da lua, eles eram uma visão impressionante. Órion, o alfa, exalava poder e determinação, enquanto Lucky liderava o grupo, seu espírito indomável guiando-os pela floresta. Juntos, eles se lançaram pela vegetação, movendo-se com agilidade e graça, cada passo cuidadosamente calculado, em busca de sua presa.

Enquanto os lobos se lançavam em sua caçada, Freya permaneceu ali, observando em um estado de transe, como se a lua tivesse a aprisionado em um encantamento.

Enquanto a jovem se aventurava mais profundamente na floresta, a beleza da noite foi abruptamente substituída pelo terror. De repente, ela se deparou com dois homens de seu antigo vilarejo, figuras familiares que agora pareciam estranhas e ameaçadoras. Eles não a reconheceram, e o brilho de seus olhos refletia uma mistura de confusão e hostilidade.

— Não, por favor! — ela gritou, apavorada, enquanto o instinto a impulsionava a correr. Os homens, acreditando que ela era uma das criaturas da noite, começaram a persegui-la, suas vozes ecoando na escuridão.

— Vamos matá-la! — disse um deles ao outro, e o coração de Freya disparou com o medo que a paralisava. Ela corria com todas as suas forças, os galhos e espinhos da mata rasgando sua pele, mas a dor era uma preocupação distante em comparação com a necessidade de escapar.

Longe dali, os lobos se lançavam pela floresta, em busca da primeira presa da noite. Órion, em sua forma lupina, sentia a adrenalina pulsar em suas veias enquanto seus instintos o guiavam. Mas, de repente, enquanto corria, ele ouviu um grito que atravessou a escuridão como uma lâmina afiada.

— Socorro! — a voz feminina ecoou em sua mente, repetida várias vezes, como se estivesse chamando por ele.

Órion parou abruptamente, voltando à sua forma humana, surpreso com o som que o atingia. Ele olhou ao redor, tentando localizar a origem daquela súplica desesperada.

— Socorro! — a voz se repetiu, agora mais próxima, cheia de pavor.

Lucky, percebendo que Órion havia parado, também voltou a sua forma humana e se aproximou dele, preocupado.

— O que houve? — perguntou.

— Você está ouvindo isso? — retrucou Órion, a urgência em sua voz evidente.

— Isso o quê? — perguntou Lucky, franzindo a testa.

— Essa voz! — exclamou, fechando os olhos por um momento enquanto sentia um perfume doce que pairava no ar, misturado ao cheiro de sangue. Essa combinação o deixou confuso, mas o instinto de proteção começou a dominá-lo.

— Vocês estão ouvindo isso? — ele perguntou aos outros lobos que estavam por perto.

Todos negaram com a cabeça, mas a determinação do Alfa crescia. Ele sentia que precisava agir.

— Vamos! — ele decidiu, transformando-se novamente em um grande lobo negro, majestoso e poderoso. Avançou em direção àquela voz angustiada, enquanto sua alcatéia o seguia, correndo em uníssono, cada um deles sentindo a urgência da missão que se desenrolava.

Freya, ainda correndo, sentiu o ar ao seu redor mudar. O som dos passos dos homens atrás dela se tornava cada vez mais distante, mas a sensação de estar sendo perseguida não desaparecia. O grito desesperado que ela soltava parecia ecoar na floresta, e o medo a consumia. Ao mesmo tempo, uma nova esperança surgia, como um farol na escuridão, e ela se perguntava se alguém viria em seu socorro.

Enquanto isso, Órion e sua alcatéia se lançavam pela floresta, guiados pela voz que clamava por ajuda, prontos para enfrentar qualquer perigo que pudesse estar à espreita nas sombras.

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Comments

Fátima Ramos

Fátima Ramos

Ela deve de ser companheira dele, porque só ele ouve a voz dela

2025-02-06

1

Joelma Oliveira

Joelma Oliveira

acho q eu teria um medinho... assim de leve... se eu de repente encontrasse um lobinho desse no meio da noite numa floresta....

2024-12-09

0

Floricultura Petala de Flor

Floricultura Petala de Flor

afff Maria não sei o que seria pior achar um lobisomem ou os caras desmaiava de todo jeito. coração fraco

2025-01-02

0

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